Um mundo engolido pela correria

-Texto para reflexão: Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros (Filip. 2.4).

Somos uma geração viciada em velocidade. E nossos jornais as notícias são curtas, sintéticas, e se não tiver tempo basta ler o rodapé da fotografia que já sintetiza o básico. As linhas de montagem das grandes empresas também passaram a produzir automóveis, latas, camisas e remédios aos milhões.
As impressoras a “laser”, as quais produzem inúmeras cópias por minuto, são aprovadas pelo público. O tempo passou a ser uma obsessão mundial. Ser eficiente, hoje, é ser rápido. Essa velocidade da vida é a velocidade dos acontecimentos.
Somos expostos a um número enorme de acontecimentos durante o dia. Empresários tomam o café da manhã em Paris, almoçam em Nova Iorque, e jantam a bordo de um avião de volta a Paris.
Essa grande velocidade das coisas trouxe duas conseqüências para as pessoas. Primeiramente, os relacionamentos tornaram-se corriqueiros. As pessoas não mais se interessam por relacionamentos permanentes, que sobrevivam ao tempo.
As amizades vão se colorindo e se acinzentando em grande velocidade. Em segundo lugar, esse processo de velocidade, vai acostumando as pessoas a uma relação com a vida cada vez mais superficial e menos histórica, ou seja, cada vez menos pessoal.
Não podemos em hipótese alguma deixar que essa fase moderna que estamos atravessando em nossos dias, assaltem o que temos de mais precioso na igreja, que é a comunhão do povo de Deus. Pois, se isso acontecer, as amizades sólidas vão se esvair, o carinho vai embora numa velocidade enorme, a confiança escapará do nosso dia a dia.
E a distância das pessoas vai invadir os nossos relacionamentos. Portanto, lutemos pela comunhão do povo de Deus para que não entremos no vício da impessoalidade.
Que o Senhor nos ajude a fazer isso para a sua glória!

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Alcindo Almeida

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