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Mostrando postagens de Agosto, 2019

Leituras em agosto de 2019

BAUCHAM, Voddie Jr. Pastores da família. Brasília: Editora Monergismo, 2018. Raramente, uma igreja vê o marido e pai como a solução para pastorear sua própria família. Em vez disso, temos desenvolvido uma expertise ministerial na igreja local que aparentemente já não precisa de um homem que se disponha e sirva como o líder espiritual de sua família. Há poucos erros mais trágicos que esse, e gerações têm sofrido e sofrerão se não convocarmos os homens a se posicionarem e servirem como os líderes espirituais de suas casas. Pastores da família é a ferramenta primária da qual pastores e líderes de igreja precisam para preencher essa lacuna e edificar a igreja local conforme Deus deseja e comunica em sua Palavra. — Brian Doyle, Fundador e Presidente, Iron Sharpens Iron. Contém 248 páginas. 
STEVE, Turner. Cristianismo Criativo? Uma visão sobre o cristianismo e as artes. São Paulo: Editora W4, 2007. 'Cristianismo criativo?' é um livro que procura questionar a baixa qualidade na produ…

Protegendo os amigos

Quando passeamos nas páginas do capítulo 19 de I Samuel vemos o desejo de Jonatas em proteger seu amigo Davi. Jônatas já tinha informado a Davi acerca dos planos do seu pai em matá-lo. Mas, diante desse quadro, Jonatas fala com seu pai sobre Davi e diz que ele fez muitas coisas boas.  O jovem Jonatas demonstra o grande respeito pelo seu amigo Davi. As palavras são absolutamente marcantes e cheias de valorização do caráter de Davi: O rei não deve pecar contra seu servo Davi, disse Jônatas. Ele nunca fez nada para prejudicá-lo. Sempre o ajudou como pôde. O senhor se esqueceu da ocasião em que ele arriscou a vida para matar o guerreiro filisteu e, assim, o Senhor deu grande vitória a Israel? Certamente o senhor se alegrou naquela ocasião. Então por que pecar matando um homem inocente como Davi?  Não há motivo algum para isso! Que atitude muito nobre essa de Jonatas, em falar bem do seu amigo. Ele traça uma agenda de feitos do seu amigo protegendo o Reino de Israel: 
- Ele nunca fez nada par…

Pessoas hospitaleiras

Hoje fui no Hospital São Camilo para tratar de um problema na minha perna. Fiquei impactado demais com a hospitalidade do médico que me atendeu, Dr. Mario. E também com as enfermeiras que me levaram para os exames. Todas perguntaram o meu nome e falaram comigo. Uma delas disse que estava muito nervosa com uma situação complicada que aconteceu. Tentei acalma-la e disse que tudo daria certo. Ela abriu um sorriso!
Hóspedes representam os asilados e os estrangeiros, aqueles que ninguém gostaria de ter. Uma igreja, uma família, um asilo, um consultório ou um hospital, devem estar abertos a estas pessoas. A hospitalidade é um bem elevado, ela é o modo que temos de receber as pessoas. E fazemos isso com afeto, atenção e dedicação.  Hoje em dia toda empresa deveria praticar a hospitalidade, porque é algo que tem sido distante das pessoas que vivem isoladamente com seus celulares nas mãos. Quando somos hospitaleiros respeitamos a dignidade e coração das pessoas.  O apóstolo João levou muito em …

Acolhendo pessoas

No livro, O sofrimento que cura, Henri Nouwen diz que "assim como Jesus, quem proclama a libertação é convidado não só a cuidar dos próprios ferimentos e dos ferimentos do outro, mas também a fazer de seus ferimentos uma fonte maior do poder que cura.” Para Nouwen, um ministro ferido pode e deve ser também um ministro que cura outras pessoas. Mas, para sermos “servos da cura”, antes é preciso identificar, entender e aceitar nossa própria dor. Isso me chama minha atenção demais, porque a grande eficácia nos aconselhamentos, foi quando atendi pessoas que passaram momentos iguais aos meus. Vendo as pessoas passando pelo mesmo momento de dor que eu passei, pude me identificar com elas e dar uma palavra adequada, acolhedora e curadora. Como diz o texto sagrado: Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus. Devemos acolher a dor do outro, devemos ouvir o outro na sua angustia e sofrer com ele o momento da dor.  Deus nos acolhe na sua presença, devemos fazer …

Deus é tudo em todos

O humanismo foi um movimento intelectual iniciado na Itália no século XV com o Renascimento e difundido pela Europa, rompendo com a forte influência da Igreja e do pensamento religioso da Idade Média. A visão da teologia que defende o conceito teocêntrico, ou seja, Deus como centro de todas as coisas, agora cede lugar ao antropocentrismo, nessa visão, o homem vira o centro de tudo. Num sentido amplo, humanismo significa valorizar o ser humano e a condição humana acima de tudo. O humanismo secular é uma visão do mundo que não inclui Deus! O secularismo tem a ver com a exclusão da espiritualidade bíblica. É uma ideia do padrão de vida hoje da nossa sociedade atual. Ela vive como se não precisasse de nada de Deus. Atravessamos os dias do significado humano, o ser humano virou o centro de tudo. Essa ideia que nasceu no Século XV, que na verdade é uma cópia do Éden, porque o homem quando rompe com Deus, deseja virar o centro do universo. Coitado, se estrepa todo, porque traz uma ruína enorm…

Vida diferente

A música divina dentro de nós

Martinho da Vila tem uma música chamada Roda Ciranda. Há uma parte dela bem legal e serve para aplicar na vida:

Ciranda de roda De samba de roda da vida Que girou, que gira Na roda da saia rendada Da moça que dança a ciranda Ciranda da vida Que gira e faz girar a roda Da vida que gira.

A nossa vida é bem assim mesmo, ela é como uma roda, ela vai girando, vai girando. E no meio desse processo, tem dor, tem alegria, tem felicidade e tem tristeza também. A vida é uma dança, ela vai tocando, Deus vai trabalhando. A roda gira e gira. Um dia ela para pelo desgaste natural dela, a nossa vida um dia para também. Somos seres humanos que nascem, vivem e morrem!  O nosso dia chegará porque ele está contado na eternidade, então vivamos cada dia, cada instante semelhante à dança. Ouçamos a música divina dentro de nós e celebremos essa vida girando, girando e girando. Mas, com graça, com sorriso e com pessoas ao nosso lado. Um dia, com toda certeza, como a roda, pararemos, até lá vivamos dançando com leveza …

O dom da arte

Lendo aqui o livro de Steve Turner, Cristianismo criativo? - Uma visão para o cristianismo e as artes. Tem uma parte que me chamou demais a atenção: A influência da igreja no mundo atual é limitada por sua falta de fluência na linguagem das artes. Quando o assunto é arte, o interesse de muitos líderes da igreja parece resumir-se a duas áreas: 
(1) Crítica contra qualquer expressão artística secular que ofenda ou ameace a fé.  (2) Apossamento utilitário das formas de arte para embalar conteúdo explicitamente cristão no contexto eclesiástico. 
Nós, os ditos evangélicos, aceitamos a redenção como o ponto de partida para tudo. A pergunta sempre ecoa na nossa mente quanto a arte: O artista que teve uma experiência com Cristo cantava, compondo ou pintando sobre essa nova perspectiva de vida? Interessante que para Francis Schaeffer, a criação é sempre o ponto de partida para falar de arte. Para ele, todos foram criados à imagem de Deus e os que foram abençoados com dons artísticos não podiam fa…

Cuidando da alma

Geralmente não nos preocupamos tanto em prestar atenção a nossa alma. A palavra latina custodire significa atentar, vigiar, perceber de modo consciente. Devemos ter uma relação com nossa alma. Devemos cuidar da nossa alma com atenção e muito cuidado. Claro que quando me refiro a alma, quero dizer que é o nosso interior.  Como diz Anselm Grun: “É na alma que ressoam as vozes sussurrantes que nos dizem o que de fato sentimos. Na alma estamos em contato com Deus e com nosso próprio eu. Prestar atenção a própria alma significa então não se deixar absorver em sua vida por decisões e ações exteriores, mas sim ficar em contato consigo mesmo.”  Vale lembrar que Paulo disse para Timóteo cuidar da doutrina e de si mesmo. Tinha que ter cuidado do que ele ensinava sobre as Escrituras, mas havia uma necessidade importante também: cuidar de si mesmo, cuidar da sua alma na presença do Eterno Deus. Como podemos cuidar da nossa alma?  É necessário tranquilidade, pois somente assim ouviremos a voz que sus…

Considerando os outros superiores

Na visão das Escrituras Sagradas não podemos desprezar os irmãos. Não podemos abandonar as pessoas ao nosso redor. A palavra no latim spernere significa: segregar, não gostar, mostrar aversão. Uma pessoa que despreza o outro, o segrega da comunidade humana. Toda vez que desprezamos alguém o atiramos na solidão. Geralmente o desprezo acontece quando não podemos admitir para nós mesmos que não gostamos de algo no outro que seja melhor que nós. O resulto que sempre é que demonstramos o desprezo.  O desprezo corta qualquer possibilidade de termos alguma relação como os outros. O desprezo faz com que olhemos para as pessoas do alto do nosso ego. A atitude é sempre de soberba, humilhação e de desqualificar as pessoas que nos cercam. O grande problema é que quem despreza as pessoas, um dia entrará numa encruzilhada da vida e ao contar com a ajuda das pessoas, ficará sozinho.  Paulo nos ensina a olhar para as pessoas e considera-las melhores do que nós. Ele diz: Nada façais por partidarismo ou …

Tudo é insuficiente

A leitura de Eclesiastes tem um efeito tônico porque as falas de Salomão são uma realidade nua e crua. Tudo nessa vida é supérfluo, tudo é insuficiente. Tudo nessa vida é correr atrás do vento. Corremos, corremos e percebemos o quanto somos frágeis nessa vida. Ela é efêmera e fugaz.  Quem sabe se compreendermos melhor essa realidade humana, olhemos mais para Deus e aprendamos a colocar nossa vida toda na presença dele! Porque como diz Salomão: Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. (Alcindo Almeida)

Minuto de Graça #131| Aceitação do inaceitável

Minuto de graça #98 | Reconciliação divina

Ser cristão

John Stott afirmou certa vez: Cristianismo sem Cristo é uma moldura sem quadro, um corpo sem respiração. Acredito que ele tem toda razão em afirmar isso, porque ser cristão é ser um pequeno Cristo, ser cristão é viver a vida trinitária. Como isso acontece?  Bem, de maneira simples e profunda, nós agimos de tal maneira, que em nossa atitude, exaltamos o Pai, o Filho e o Espírito Santo! Não tem a menor possibilidade de dizermos que somos cristãos, se não tivermos atitudes que refletem o caráter de Cristo!  Ser cristão é mostrar essa moldura divina através das palavras para quem precisa de consolo. Ser cristão é mostrar essa moldura divina através da verdade que está em nossa vida, através da simplicidade, através da humildade, através de uma vida santa, piedosa e singela. Ser cristão é respirar em cada segundo o Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo de Nazaré! (Alcindo Almeida)

Vida ativa

Algo que chama a nossa atenção é o fato de muitos viverem na letargia da vida. Penso que temos uma geração bem parada e que espera tudo nas mãos. Uma geração que não conquista os desafios. Na maioria das vezes, recebe tudo pronto. Talvez, seja por isso, que vemos jovens com 30 anos dependendo ainda dos pais, e não saem da cola deles. Os jovens assim ainda não aprenderam a viver!  Na cultura da espiritualidade monástica, os monges não devem ser lentos e o termo usado por Anselm Grun para “lento” no latim é: non tardus. Ele diz que “a descoberta da lentidão como virtude é hoje um importante contrapeso para a inquietação e a aceleração do tempo”. Ele adverte que o monge deve trabalhar calmamente e concentrado naquilo que faz no momento. Em latim tardus significa vagaroso, desanimado, hesitante, apático e tolo. Existe uma forma de lentidão que está ligada a um bloqueio da alma. Algumas pessoas são lentas em suas ações exatamente por causa da letargia na vida. Jesus nos convida para uma vida…

Paz no coração

Turbulento significa alguém que é irrequieto, provocador de intranquilidade, cheio de confusão, confuso. Deriva do latim turba que da a ideia de: rumor, desordem, confusão e perturbação. Descreve uma pessoa que não pode alcançar a tranquilidade porque é constantemente comandada pelo ruído de seus próprios pensamentos; porque é puxada de um lado para o outro pelas diferentes emoções que residem em seu interior. Uma pessoa que não pode pensar claramente, que é interiormente muito perturbada. Nela habitam muitas emoções que a arrastam. Estas emoções ocupam a sua casa interior.  Interessante o que Paulo afirma em Filipenses 4.7: Então vocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardará seu coração e sua mente em Cristo Jesus. Quando recebemos a paz de Cristo em nosso coração, passamos a ser pessoas serenas, tranquilas, sensatas e com ordem dentro de si mesmos. Não precisamos mais ser pessoas turbulentas, agitadas e confusas no ser. Porque somos reconstruídos em D…

Somos pó

A maneira principal de combatermos nossas propensões obstinadas e direção ao narcisismo é cultivando a humildade. Aprendendo a ser nós mesmos, mantendo-nos com os pés no chão, não dando vazão à nossa natureza humana, porque ela é pecaminosa e quer nos empurrar para o orgulho e soberba.  Devemos enfiar a mão no húmus, a matéria orgânica rica, argilosa, da qual fomos formados. Quando fizermos isso, nos lembraremos das palavras de Davi nos Salmos: Pois Deus conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido. (Salmos 103.14-16) Jamais podemos nos esquecer que somos pó, somos absolutamente frágeis e isso nos coloca no devido lugar, somos criaturas pequenas e precisamos todos os dias da graça do Eterno Deus para respirarmos e vivermos! (Alcindo Almeida)

Leituras em julho de 2019

NOUWEN, Henri com Michael J. Christensen e Rebecca J. Laird. A formação espiritual. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2012. Nouwen nos aconselha muito sabiamente como experimentar os cinco estágios clássicos do desenvolvimento espiritual, nos apresenta a atividade da visão divina que nos ajuda a focar e guiar nossas orações, nos revela muito sabiamente como ir da cabeça para o coração e viver neste lugar habitado por Deus. Este livro representa a consolidação das disciplinas clássicas, dos estágios tradicionais e dos movimentos espirituais em uma dinâmica jornada de fé que requer reflexões diárias e práticas intencionais. Assim, ele é adequado para processos de reflexões individuais e de pequenos grupos. Contém 223 páginas.
MANNING Brennan. Acima de tudo. São Paulo: Editora Naos, 2006. O mesmo autor de "O Evangelho maltrapilho" nos traz mais este magnífico trabalho. Uma defesa impressionante da superioridade e soberania de Cristo sobre tudo e sobre todos. Acima de toda sabedoria…