sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fé e crença de Jacques Ellul

A distinção mais útil que encontrei nesta caminhada foi a que estabeleceu Jacques Ellul entre fé e crença. Crença é aquilo que professamos acreditar; é o conteúdo doutrinário peculiar à nossa facção religiosa, expresso com palavras muito bem escolhidas em nossas declarações de fé. Não há, por outro lado, conjunto de palavras suficiente para definir adequadamente a fé. Nossas crenças são passíveis de exposição, mas nossa fé é questão pessoal – seu conteúdo é o mistério tremendo, a tensão superficial entre eu e o universo, entre eu e o desconhecido, entre eu e o futuro, entre eu e a morte, entre eu e o outro, entre eu e Deus.
Os religiosos de todas as estirpes vivem em geral muito mais preocupados com as filigranas da crença do que com a vivência da fé – e posso dizê-lo por experiência própria. As divisões que fazemos questão de estabelecer entre a nossa e as demais facções da cristandade, e entre a cristandade e as outras heranças religiosas, estão fundamentados, naturalmente, em diferenças de crença. Às vezes dizemos que diante de Deus o desafio da fé é o mesmo para todos, mas agimos claramente como se nossa identidade de cristãos e de seres humanos fosse adequadamente definida pelo teor de nossas crenças. Sentimo-nos devidamente legitimados, devidamente representados, pela felicidade de pertencermos ao grupo ou denominação que professa (ao contrário, naturalmente, de todas os outros grupos ou denominações) a crença mais pura, destilada e correta. Fingimos que nos dobramos diante de Deus e de seu Cristo, mas nosso cristianismo é ortodoxolatria.
“A fé”, explica Ellul, “isola o indivíduo; a crença, (qualquer que seja, inclusive a cristã) ajunta pessoas. Na crença nos vemos unidos a outros na mesma corrente institucional, todos orientados em direção ao mesmo objeto de crença, compartilhando das mesmas idéias, seguindo os mesmos rituais, arrolados na mesma organização, falando o mesmo dialeto.”
Diante disso, sinto-me cada vez menos inclinado a responder aos que perguntam em que acredito, ou aos que levantam-se em indignação quando ouvem a temerária confissão de alguma crença minha (“O quê? O Brabo acredita na evolução?” “O quê? O Brabo não condena a fé dos católicos?” “O quê? O Brabo crê que igreja bem-sucedida é a que fecha as portas?” “O quê? O Brabo acredita em [inserir crença arbitrária aqui]“). Sinto-me cada vez menos motivado a responder aos que perguntam sobre minha tradição religiosa, a qual denominação pertenço, se faço parte de alguma igreja, se endosso determinado autor ou se fico devidamente escandalizado diante de determinada barbárie doutrinária.
Não devo iludir a mim mesmo ou a quem quer que seja dando a impressão de que resta algo de importância na vida espiritual (ou na vida) que não seja a fé, e – minha gente – minha fé não é aquilo em que acredito. Minha fé não está naquilo em que acredito, e nem poderia estar. Minha fé não é adequadamente expressa por aquilo em que acredito, e nem poderia ser.
Em primeiro lugar, porque minhas crenças mudam, mesclam-se e transformam-se constantemente. Minhas crenças nascem, reproduzem-se e morrem num plano totalmente independente do desafio que está na fé. Em segundo lugar porque, como lembra Ellul, “toda crença é um obstáculo à fé. As crenças atrapalham porque satisfazem a nossa necessidade de religião”. Quem pergunta aquilo em que acredito está tentando estabelecer comigo a mais rasteira das conexões; está querendo legitimar a sua crença a partir da minha, e isso não tem como ser saudável para ninguém.
Quem se abraça dessa forma à crença está buscando, evidentemente, o conforto do terreno conhecido e palmilhado. “A crença é confortadora”, observa Ellul. “A pessoa que vive no mundo da crença sente-se segura”. A fé, por outro lado, é coisa terrível, a que ninguém em são juízo deveria aspirar. A fé deixa-me sozinho com um Deus que pode não estar lá. A fé convida-me a um grau de liberdade que posso não ter o desejo de experimentar. A fé quer tirar-me da zona de conforto da crença e levar-me para regiões de mim mesmo e dos outros aonde não quero ir. A fé pressupõe a dúvida, a crença exclui a dúvida. A crença explica sensatamente aquilo em que acredito, a fé exige loucamente que eu prove.
Nossas crenças são âncoras de legitimação, que nos mantém seguros no lugar mas nos impedem de seguir adiante – o que, convenhamos, é muito conveniente. Quem iria em sã consciência escolher abandonar o abraço confirmatório da crença comum e dar um passo em direção à vertigem da fé, ao desafio de tornar-se um indivíduo separado, distinto e singular (numa palavra, santo) diante de Deus? Queremos voltar para o Egito, onde havia cebolas; não suportamos o desafio constante, sempre iminente, sempre exigente, do deserto.
Não tenho como recomendar a crença; sua única façanha é nos reunir em agremiações, cada uma crendo-se mais notável do que a outra e chamando o seu próprio ambiente corporativo de espiritualidade. Não tenho como endossar a crença; não devo dar a entender que a espiritualidade pode ser adequadamente transmitida através de argumentos e explicações. Não devo buscar o conforto da crença; o Mestre tremeu de pavor e não tinha onde reclinar a cabeça. Não devo ouvir quem pede a tabulação da minha crença; minha fé não é aquilo em que acredito.
Nunca deixa de me surpreender que para o cristianismo Deus não enviou para nos salvar um apanhado de recomendações ou uma lista suficiente de crenças, mas uma pessoa. Minha espiritualidade não deve ser vivida ou expressa de forma menos revolucionária. Não pergunte em que acredito. Mande um email, pegue uma condução, venha até minha casa, tome um café na minha mesa e aceite o meu abraço. Não devo esperar ato maior de fé, e não tenho fé maior para oferecer.


____________
"Fé e crença" de Jacques Ellul.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Café dos homens na IP Alphaville


Convidamos todos os amigos para um precioso café!
Dia: 29 de setembro.
Tema: "Construindo a identidade a partir do amor incondicional"
Horário: 8:30.
Preletor: Pr. Glênio Fonseca Paranaguá (Pastor da Primeira Igreja Batista em Londrina há 38 anos, psicólogo, autor de vários livros. Entre eles, O crime da letra, Vaso nas maõs do Oliero, A tumba de Adão, Cruz credo, o credo da Cruz, A morte do grão de trigo e Exame da paternidade).
________________
Endereço: Igreja Presbiteriana em Alphaville
Largo da Igreja, 01 Santana de Parnaíba – SP.

Crer em Deus

Vemos tudo à luz de nossa visão de Deus. Crer em Deus é como usar os óculos que nos permitem ver o mundo de uma forma especial. A doutrina da criação é como uma lente focalizando um vasto cenário, ou um mapa que nos ajuda a perceber as características da região que nos circunda.(MCGRATH, Alister. Criação. A verdade e o imaginário cristão. São Paulo: Hagnos, 2012, p.12).

Acreditar em Deus

Acreditar em Deus como nosso Criador, portanto, afeta a forma como vivemos no mundo. Não é apenas um ajuste quimérico ou imaginário do modo como vemos as coisas, o que faria pouca diferença para a vida cotidiana. Ao contrário, essa concepção nos fornece uma visão mais abrangente de nosso lugar neste mundo e, acima de tudo, em relação a Deus (MCGRATH, Alister. Criação, p. 13).

Lectio Divina



Texto: Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. O meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte (Salmos 42.5-6).
No meio das lutas e complicações da vida, Deus dá a graça de esperar em ti. Dá o sossego na alma para não me deixar abater o coração. Ajuda-me a descansar em ti e refrigera minha alma na tua presença em nome de Jesus (Alcindo Almeida).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O sofrimento como parte da missão

Então começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas (Marcos 8.31).
A primeira metade do Evangelho de Marcos aborda a questão da verdadeira identidade de Jesus. Pedro havia acabado de dar a cabal resposta a essa pergunta: “ele é o Cristo” (8.29). Porém, essa confissão perfeitamente ortodoxa, longe de ser um ponto de chegada, é um ponto de partida para um novo aprofundamento do significado do discipulado.
Jesus prediz sua morte. A certeza da incompreensão, rejeição e sofrimento fazia parte da consciência de Jesus. Porém, não é mera previsão (“vai acontecer”), nem tragédia (“infelizmente vai acontecer”) -- é compulsão (“é necessário que aconteça”). Esse sofrimento é parte integral de sua missão. A rejeição será completa; nenhum grupo respeitável da sociedade judaica o aprovará, nem os líderes políticos, nem os religiosos, nem os intelectuais. A profecia segue o roteiro de Isaías 52.13–53.12. O Filho do Homem, a figura gloriosa de Daniel 7 que recebe o domínio mundial, se funde com a figura pisada e humilhada do Servo Sofredor.
Porém, a ideia de um Messias sofredor, a mensagem da cruz, encontra o seu primeiro opositor entre os discípulos. Pedro “repreende” Jesus -- a mesma atitude que Jesus tinha com os demônios! Sua mentalidade básica é a mesma que posteriormente prevaleceu no islamismo: seria uma desonra para Deus se o tão ilustre personagem fizesse papel de derrotado. Pedro, o mesmo que acertara brilhantemente o teste de ortodoxia (“tu és o Messias”), agora é chamado de Satanás, pois nele há mecanismos psicológicos que se opõem à plena aceitação de um messias sofredor.
Sem dúvida, a forte reação de Jesus se deve ao fato de que as palavras de Pedro encontram “nele próprio” uma base de apoio psicológico, e por isso mesmo representam a recorrência da tentação do deserto. Evitar a cruz (Getsêmani), ser outro tipo de messias, foi a permanente e última tentação de Cristo. Contudo, ele sabe que é uma tentação; Pedro, não. Por isso, Pedro precisa de uma renovação de sua mentalidade (v. 33). “Pensar nas coisas de Deus e não dos homens” (cf. Cl 3.2, “pensar nas coisas lá do alto, não nas da terra”) não significa pensar em assuntos diferentes, mas pensar nos mesmos assuntos com outros olhos. Afinal, o problema de Pedro não é que não esteja pensando num assunto “espiritual” (o Messias), mas que ele pensa segundo critérios inadequados e espiritualmente prejudiciais. Um conceito triunfalista da fé cristã, apesar da ortodoxia de suas confissões, é uma mentalidade humana, “da terra”, que não penetrou o espírito de Cristo.
Uma frase recorrente nos Evangelhos é que o discípulo não é maior do que seu mestre. Em muitos contextos diferentes, Jesus nos lembra da normatividade das condições de sua vida. Podemos não passar pelas mesmas coisas que ele passou, mas não podemos exigir que não passemos. Jesus é um Messias sofredor e tem plena consciência disso; e nós somos discípulos “desse tipo de mestre”. Às vezes, uma atitude de reclamação se entrincheira em nós, não porque a nossa vida seja objetivamente pior do que a de todo o mundo, mas simplesmente porque não está totalmente livre de contratempos. Revelamos uma atitude de extrema fragilidade da personalidade, tornando-nos queixosos, desiludidos, espinhosos, incapazes de ver o outro lado.
Antes de engrossar o coro de crítica a Pedro pela sua incapacidade de internalizar a ideia de um Messias sofredor, é bom lembrarmos que, pelo menos, ele é franco. Reprova Jesus claramente e não tenta disfarçar seus verdadeiros sentimentos por trás de palavras piedosas. Dificilmente fazemos o mesmo. Nossa inveja, amargura e incapacidade de perdoar provêm de uma queixa inconfessa contra Deus, que reprovamos por não nos tratar como achamos que deveria. Dirigimos às pessoas as queixas que gostaríamos de dirigir a Deus.
Todo ressentimento é, no fundo, ressentimento contra Deus. Se estou ressentido é porque me considero realmente prejudicado; Deus falhou, foi incompetente ou indiferente em sua tarefa de me dar a cobertura de sua providência!
Quando o coração se me amargou [...] eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença. (Sl 73.21-22)

________________
• Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é professor colaborador do programa de pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos e professor catedrático de religião e política em contexto global na Balsillie School of International Affairs e na Wilfrid Laurier University, em Waterloo, Ontário, Canadá.

Contemplação

A contemplação é também a resposta a um chamado. Um chamado daquele que não tem voz e no entanto se faz ouvir em tudo que existe, e que, sobretudo, fala nas profundezas de nosso próprio ser, pois nós somos palavras dele. Mas somos palavras que existem para responder a ele, atendê-lo, fazer-lhe eco e mesmo, de certo modo, para estarem repletas dele, contê-lo e significá-lo. A contemplação é esse eco.
É uma profunda ressonância no mais íntimo centro de nosso espírito, onde nossa própria vida perde sua voz específica e ecoa a majestade e a misericórdia daquele que é oculto mas Vivo. É um despertar, uma iluminação, e a apreensão intuitiva, espantosa, com que o amor se certifica da intervenção criadora e dinâmica de Deus em nossa vida cotidiana.
A contemplação, portanto, não “encontra” simplesmente uma ideia clara sobre Deus, confinando-o dentro dos limites dessa idéia, retendo-o como um prisioneiro a quem se pode sempre voltar. Pelo contrário, a contemplação é por ele arrebatada e transportada ao próprio domínio dele, seu mistério e sua liberdade (MERTON, Thomas. Novas sementes da contemplação. Rio de Janeiro: Fissus, 1999, p. 11 e 13).

Podemos chamar Deus de Aba — Pai!

A adoção diz respeito a ser desejado. É uma afirmação convincente do pertencer. As pessoas adotadas são transferidas de um relacionamento estéril e improdutivo para a convivência familiar. Entram para a família, mas não como estrangeiros ou intrusos indesejáveis que temem continuamente ser descobertos, expostos e expulsos. Os adotados estão ali porque foram convidados pelo chefe da família; porque foram escolhidos. Eram desejados. Não são penetras no reino de Deus, mas, sim, convidados bem-vindos. Podem se deleitar na segurança e calor da família, sabendo que têm o direito de estar ali. E eles, tendo recebido essa posição legal de ser adotados, podem chamar Deus de Aba — Pai! — porque é isto que Deus agora é deles (Rm 8.15). Alguma coisa da intimidade dessa noção pode ser aprecia (Alister McGrath. Redenção, p. 17).

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A ideia da redenção

A ideia da redenção é como um facho de luz branca, aparentemente muito simples. Todavia, é, na verdade, complexo e composto de muitos elementos, em que cada um deles precisa ser identificado e respeitado por si só. É um diamante espiritual com muitas facetas, e cada uma delas precisa ser vista, valorizada e apreciada. Nossa vida pode ficar mais fácil se definirmos a redenção de forma estrita. Contudo, isto representaria limitar as cores do arco-íris a apenas a cor verde. Como podemos fazer isso quando há tanto que precisa ser dito?
Uma das tarefas centrais da teologia é a de desvelar os tesouros do evangelho cristão para que sejam examinados e avaliados individualmente. A teologia é como o prisma de Isaac Newton, separando os componentes do evangelho a fim de nos ajudar a identificá-los, compreendê-los e apreciá-los. Então, o que acontece se tentamos analisar o conceito de redenção dessa forma? Deparamo-nos, como era de esperar, com um rico espectro de significados e associações, que individualmente lançam luz em um aspecto específico do evangelho cristão.
Nossa apreciação do todo depende de sermos capazes de identificar e apreciar suas partes individuais. Talvez, o sentido mais básico do conceito de “redenção” seja o de “comprar de volta” — como acontecia na prática de redimir escravos, um evento familiar na época do Novo Testamento. Naquele período, os indivíduos vendiam-se como escravos, algumas vezes por períodos fixados de tempo, a fim de levantar fundos extremamente necessários para sua família.
Um escravo podia redimir a si mesmo ao comprar sua liberdade. A palavra grega usada para descrever esse processo poderia ser literalmente traduzida por “ser tirado do fórum” [ou seja, o mercado de escravos]. A ideia fundamental aqui é a de restaurar alguém ao estado de liberdade, em que a ênfase é posta na libertação, em vez de nos meios utilizados para obtê-la.
O Novo Testamento, algumas vezes, usa termos para se referir à libertação da escravidão — por exemplo, “resgatou da maldição da lei” (Gl 3.13; 4.5). Entretanto, esses termos são usados com mais frequência de uma forma mais geral — simplesmente libertar (Ap 5.9; 14.3,4). A morte e ressurreição de Cristo são compreendidas como os fatos que nos libertaram da escravidão do pecado e da morte. A ênfase repetida de Paulo de que os cristãos são escravos que foram “comprados por preço” (1Co 6.20; 7.23) lembra-nos do alto preço dessa redenção.

__________
Alister McGrath. Redenção, pp. 14 e 15.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Inteligência emocional no casamento

"Felizes são os mansos, porque receberão a terra por herança". Mateus 5.5 (NBV)
"O grito começa quando termina a inteligência."

Ninguém pode fazer isso por você. Aprenda a contar até 100, antes de responder aos estímulos e às provocações. Respostas precipitadas sempre destroem em vez de construir. Não faça tempestade com as pequenas manias, não sucumba à lei do capricho, seja flexível! Não vá para a cama aborrecido(a).
A ira não pode ser guardada, é lixo emocional! Por essa razão, de vez em quando, faça uma higienização no relacionamento, jogando fora o resto de lixo do casamento. Lembre-se: "Uma resposta amiga e delicada acalma o furor, mas quem responde com raiva provoca a ira." (Pv 15.1 - NBV).
Todos nós temos um "burrinho emocional" que precisa ser mantido desativado. Eu vou citar aqui uma relação de sentimentos negativos que podem ser evidências de que o "burrinho emocional" está ativado. Faça uma autoavaliação. Este texto está inserido na carta de Paulo aos efésios: "Abandonem toda a amargura, todo o ódio e toda a raiva. Evitem toda a gritaria, insultos e maldades. Em vez disso, sejam bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou por pertencerem a Cristo." (Ef 4.31-32 - NBV).
Não é difícil manter o "burrinho emocional" desativado. Faça este exercício a partir de hoje: nunca responda com base no que você está sentindo, mas, sim, em princípios. Dependendo do momento, se você responder com base no que está sentindo, faz bobagem, diz besteiras, ofende, machuca, destrói, perde, e muito. Não seja apenas inteligente, seja sábio. Os sábios têm as rédeas das suas emoções nas mãos, por isso, pensam antes de responder e respondem com sabedoria, tendo como base de seu argumento princípios e não sentimentos.
A Bíblia adverte: "O coração é mais mentiroso e traiçoeiro que qualquer outra coisa; o coração do homem é terrivelmente cheio de maldade. Não há ninguém capaz de saber até que ponto é mau e pecador o coração humano!" (Jr 17.9 - NBV).
Na maioria dos casos, as emoções são péssimas condutoras de ideias. Se você se guiar pelos sentimentos, pode cometer erros, ofendendo, machucando, abrindo chagas, destruindo caminhos de inter-relacionamentos antes abertos, fechar canais de comunicação, lançar raízes de amargura e de mágoas que, com toda a certeza, darão mais trabalho para serem removidas. A Bíblia diz: "Um bom conselho, dado na hora certa, é como uma bandeja de prata coberta de maçãs de ouro." (Pv 25.11 - NBV). Lembre-se: "Uma resposta amiga e delicada acalma o furor, mas quem responde com raiva prova a ira." (Pv 15.1 - NBV), ou seja, "ativa o burrinho emocional". Cuidado!
Aqui vão algumas dicas que podem fazer toda a diferença:

- Algumas gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas;
- Gotas de paciência no momento oportuno podem evitar grandes dissabores;
- Apenas poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares;
- Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos;
- É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda;
- São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos, ajudando na manutenção da convivência duradoura;
- Nas relações de amizade, por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.

Que a bênção do Senhor esteja sobre a sua vida e do seu cônjuge. Entre ter razão e ser feliz, escolha ser feliz!

____________
Pr. Josué Gonçalves

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Chá das mulheres na IP Alphaville no dia 19.09


Convidamos todas mulheres para o nosso tempo de reflexão, comunhão e amizade.
Dia: 19 de setembro.
Horário: 14:30
Até lá se o Eterno Deus permitir
Ministério das mulheres.
_______________________________
Igreja Presbiteriana em Alphaville
Largo da Igreja, 01 Santana de Parnaíba – SP.



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dez dicas mostram como gerir melhor o tempo

Já dizia o ditado popular que “tempo é dinheiro”. Por isso, uma boa estratégia de gestão do tempo é fundamental para o empreendedor. Com as ferramentas certas e disciplina, é possível ter mais tempo e, com isso, gerar resultados melhores para o negócio. Com o auxílio de Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo e produtividade e autor do livro Mais Tempo, Mais Dinheiro (Editora Thomas Nelson Brasil), vão 10 dicas para ajudar você a gerir melhor o seu tempo.



1. Escolha um método



O primeiro passo é buscar um método de pró-atividade que você mais se identifique e adotá-lo no dia a dia. “Else são guias que oferecem ferramentas, técnicas e práticas para conseguir mais tempo”, explica Christian. “Existem vários, entre eles o método tríade e o método GTD, Americano”, esclarece. É possível encontrar informações sobre eles em livros e em sites na Internet.

2. Centralize as tarefas



É essencial centralizar a lista de tarefas pendentes. Para isso, pode ser usado um caderno, softwares, post-its, ou mesmo um smartphones. Mas escolha apenas um deles. Utilizar várias ferramentas pode ter o efeito contrário e ser uma perda de tempo.



3. Planeje para ganhar tempo



“Planejar apenas as atividades do dia seguinte é um erro de produtividade”, afirma. Assim, você estaria apenas reagindo às urgências. Planeje sempre três dias adiante, no mínimo. Isso ajuda a ter melhores resultados.

4. Aprenda a delegar



O empreendedor deve delegar, e não apenas fazer. “Se só ele realiza as tarefas, a empresa só cresce até o ponto que ele consegue atender. E em algum momento isso chega a um limite.”

5. Faça uma “dieta” de reuniões



Reduza o número de reuniões da empresa ao mínimo possível. Realize reuniões informais, para a equipe tenha tempo para fazer o que é importante de verdade. “O papel do empreendedor é ajudar o seu time a ter mais tempo para executar a estratégia.”



6. Faça uma coisa de cada vez



Em geral, as pessoas são monotarefa, não multi. Quando realizam mais de uma tarefa ao mesmo tempo, se perdem. De preferência, faça uma sequência de atividades, não todas ao mesmo tempo.



7. Reserve um tempo para os imprevistos



Deixe de duas a três horas no seu plano diário para eventuais urgências. Dessa forma, quando elas aparecerem, entrarão no espaço previsto, sem necessidade de acúmulo extra de trabalho ou grandes surpresas.



8. Priorize



Priorizar atividades ajuda a manter o foco diário. Revise o dia anterior na agenda e verifique o que ficou pendente. Calcule o tempo de cada tarefa e priorize criando uma ordem numérica do que deve ser feito. Uma estratégia é priorizar as coisas mais rápidas e fáceis, depois as urgências.



9. Organize o seu ambiente



Bagunça é um convite para a improdutividade. Crie uma espécie de “mapa” para lembrar facilmente onde cada coisa está arquivada. Assim, ficará mais fácil de localizar e organizar as informações. Jogue fora o que não precisa e use pastas transparentes etiquetadas para organizar a papelada. A regra também vale para e-mails: crie pastas por assuntos.



10. Mude seu ambiente de trabalho em conjunto com a equipe



Uma equipe mais produtiva deixa o ambiente de trabalho mais eficiente. “Discuta com sua equipe as alternativas para gerenciar melhor o tempo e as coloque em prática.”

O que você quer ser quando crescer? de Deivison Pedroza

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Palavra de esperança


O Evangelho nos convida a trazermos uma palavra de esperança para os que nos cercam, isso sem hipocrisia. Porque a hipocrisia nos faz enxergar só os erros das pessoas e não a necessidade delas. Um dos elementos da compaixão é dar às pessoas a possibilidade de serem plenamente felizes e completas em Deus (Livro: Os encontros de Jesus - Pessoas que foram transformadas por ele).

II Conferencia Cristianismo e Modernidade


O conhecido conferencista Paul Washer estará no Mackenzie para falar ao público em geral. Não haverá inscrições, a entrada é franca a todos. O auditório Ruy Barbosa tem capacidade limitada. Data: 8/10/2012
Horário: 19:00
Local: Rua Itambé,135.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pensando no momento da tentação em Lucas 4

A ambição de ser uma estrela ou herói individual, que é tão comum na nossa sociedade competitiva, não é mais um sentimento estranho na realidade cristã. Como o espetáculo e o personalismo estão tão perto, tão vivos no nosso meio. Você vai numa igreja e parece um filme a apresentação de alguns "pop show". Na verdade, esse item não é um problema só da sociedade, é um problema do ser humano. Essa empafia é de dentro mesmo, é do ser pecador que gosta do ego, gosto do louvor a si mesmo, gosta dos aplausos, gosta de estar no topo. Por isso, concordo com Nouwen quando diz que precisa dos irmãos para se sentir mais humano e para permanecer puro na mente e no coração e da Palavra para perceber que quem reina é Jesus, não o homem.
____________

Alcindo Almeida - membro da equipe pastoral da IP Alphaville.

O sentido da vida

O sentido da vida é um segredo que nos tem de ser revelado no amor por aquele que nós amamos: Jesus Cristo de Nazaré. O sentido da vida é ama-lo sobre tudo e refletir o seu caráter minimamente. É amar aqueles que o Eterno Deus tem colocado do nosso lado e assim refleiremos a própria Trindade. O sentido da vida é amar e ser amado.
Pr. Alcindo Almeida

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Leituras no mês de agosto de 2012

COSTA, Ricardo. Líderes que fazem a diferença. Brasília: Editora Palavra, 2012. Uma frase resume todo o livro: A liderança no Reino de Deus é produto de nosso serviço sacrificial em imitação a Jesus Cristo. Ele contém 96 páginas.

NOUWEN, Henri. Formação espiritual. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2012. Para viver espiritualmente precisamos buscar respirar no ritmo do Espírito e nos mover em direção a Deus, enquanto enveredamos pelo caminho da fé. Para isso, precisamos estar atentos, identificar as condições e seguir os movimentos sutis do Espírito em nosso coração e vida. Os grandes movimentos, de acordo com Nouwen, são da opacidade para a transparência, da ilusão para a prece, da tristeza para a alegria, da mágoa para a gratidão, do medo para o amor, da exclusão para a inclusão e da negação para a aceitação da morte. Estes sete movimentos e muitos outros constituem o caminho do coração, o caminho da formação espiritual. Contém 223 páginas.

BOMILCAR, Nelson. Os sem igreja. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2012. No atual contexto da igreja cristã evangélica brasileira, um novo tipo de cristãos tem surgido, os "desigrejados". Para eles, a igreja institucionalizada deixou de fazer sentido. Desde novos na fé, que nunca se mantiveram em uma comunidade, até pastores que abandonaram os púlpitos após anos de pastoreio, a multidão de cristãos fora das igrejas não para de crescer. Nelson Bomilcar, pastor e músico, tem ouvido constantemente as queixas de pessoas que se definem como "sem-igreja" ou "desigrejadas". Serão apenas pessoas feridas, desiludidas com os erros e pecados de lideranças despreparadas ou mesmo mal intencionadas? Será que foram os erros dos próprios desigrejados na caminhada? Será que os próprios desgastes relacionais foram a causa? Talvez, mas os considerados sem igreja são pessoas que trazem perguntas relevantes e urgentes para a ekklesia de Jesus Cristo. O livro propõe encontrarmos caminhos para o acolhimento e cuidado pastoral destas pessoas. Contém 224 páginas.

WHITE, John. O caminho para a santidade. Rio de Janeiro: Textus, 2005. As páginas deste livro trazem força e estímulo para aqueles que buscam se aproximar mais de Deus e experimentar mais de Sua santidade. A primeira seção deste livro fala sobre descer de nosso pedestal. O primeiro capítulo trata da definição de santidade e analisa o amor que Deus, totalmente santo, sente pelos seres humanos. O capítulo dois mostra como a leitura bíblica pode se tornar uma prática essencial para alcançar a santidade. A descida do pedestal acontece quando entendemos que recebemos a Bíblia não para dominá-la, mas para que o Deus que a entregou a nós possa nos dominar enquanto a lemos. Assim, o intuito não é a pessoa dominar as Escrituras, mas ser dominada por elas. Além disso, poucos admitem, até para eles mesmos, que são completamente incapazes de vencer pecados contra os quais vêm lutando há muitos anos. Essa relutância resulta do orgulho, assunto que abordo no terceiro capítulo. É necessário olhar com muito cuidado para o primeiro pecado, o orgulho. Arrepender-se dele significa descer do pedestal. Contém 216 páginas.

STEVENS, Paul. A hora e a vez dos leigos. Minas Gerais: Editora Ultimato, 1998. Stevens mostra que a tarefa principal do pastor não é fazer, mas equipar. Ele argumenta que nem sempre o modelo do pastor assalariado, de tempo integral, é o melhor. A igreja precisa também de pastores que exerçam outra profissão. A hora e a vez dos leigos é um livro cheio de ideias que desafiam os conceitos tradicionais: O melhor treinamento do pastor ocorre na igreja e não no seminário, Cada crente possui um ministério e tem a responsabilidade de exercê-lo, O pastor “fazedor de tendas” traz uma contribuição sem igual para a igreja quando trabalha em equipe, A liderança da igreja deve estar nas mãos de uma equipe pastoral formada por pessoas consagradas e experientes. Aprenda com alguém que teve a coragem de recomeçar tudo aos 37 anos de idade: Depois de 15 anos ensinando a Bíblia como pastor-mestre, fui ser aprendiz de carpinteiro. Mas, para mim, aquele mergulho no mundo dos leigos era a única maneira de ganhar base experiencial para um ministério mais amplo de preparação de líderes. Contém 199 páginas.

A oração contemplativa

A oração contemplativa aprofunda em nós o conhecimento de que já somos livres, que já encontramos um lugar para habitar, ainda que tudo e todos ao nosso redor digam o contrário (NOUWEN, Henri. O Perfil do Líder Cristão do Século XXI. São Paulo: Atos, 2000, p.32).