segunda-feira, 31 de maio de 2021

Leituras em maio de 2021

1.  KELLER, Timothy. Nascimento, casamento e morte. São Paulo: Editora Vida Nova, 2020. Como encontrar Deus nos eventos mais significativos da vida. Esta obra dedica-se a esses três momentos-chave da vida em três seções bem destacadas e de fácil consulta. Na seção sobre o "Nascimento", Timothy Keller nos ajuda a compreender o nascimento físico e espiritual e como o batismo conecta essas duas experiências. Na seção sobre o "Casamento", Keller e a esposa, Kathy, mostram — à luz da Bíblia e com a experiência de 45 anos de matrimônio — como iniciar e nutrir um casamento. E, por fim, na seção sobre a "Morte", Keller trata de um dos assuntos mais negligenciados em nossa cultura, mostrando como a Palavra de Deus oferece alternativa e esperança para o desespero e a negação causados pela morte. Contém 224 páginas.

2. NOUWEN, Henri. Tudo se fez novo. Um convite à vida espiritual. Brasília: Editora Palavra, 2007. A sensação de vazio, o cansaço, o tédio, a ansiedade, as pressões e preocupações desta vida são alguns dos principais temas abordados nesta obra de Henri Nouwen. De acordo com a sensibilidade apurada do famoso escritor holandês, estamos num tempo onde temos muitos, mas não temos nada; temos casa, mas não temos lar: "Preocupações fazem com que estejamos 'em todos os lugares', mas raramente em casa. Uma maneira de expressar a crise espiritual de nosso tempo é dizer que a maioria de nós tem um endereço, mas não podemos ser encontrados lá. Sabemos a quem pertencemos, mas continuamos sendo empurrados em muitas direções diferentes, como se fôssemos um sem-casa. 'Todas essas coisas' continuam requerendo nossa atenção. Elas nos conduzem para tão longe de casa que eventualmente esquecemos nosso verdadeiros endereços, os lugares onde podemos ser encontrados." Em Tudo se fez novo, Nouwen usa as palavras de Jesus no Sermão do Monte acerca das ansiedades da vida, para ensinar como alguém ainda pode ser espiritual diante de uma sociedade tão materialista e, ao mesmo tempo, tão insatisfeita. Contém 93 páginas.

3. VANHOOZER, Kevin. Autoridade bíblica pós-reforma. Resgatando os Solas segundo a essência do cristianismo protestante puro e simples. São Paulo: Editora Vida Nova, 2017. Nos últimos anos, estudiosos conceituados têm defendido a tese de que a Reforma protestante impôs uma anarquia interpretativa à igreja. Será que chegamos ao momento de considerar a Reforma um experimento de 500 anos que não deu certo? Kevin Vanhoozer, teólogo evangélico conservador de renome internacional, não pensa dessa forma. Embora reconheça a legitimidade das críticas recentes, o autor argumenta que resgatar os princípios cardeais da Reforma é o meio para responder aos críticos da interpretação bíblica protestante. Vanhoozer explora de que maneira uma apropriação adequada dos cinco solas — sola gratia (somente a graça), sola fide (somente a fé), sola Scriptura (somente as Escrituras), solus Christus (somente Cristo) e soli Deo gloria (somente para a glória de Deus) — fornece os instrumentos que conferem os contornos da interpretação bíblica e estabelecem a autoridade interpretativa. Ele apresenta uma avaliação positiva da Reforma, mostrando que o resgate do “cristianismo protestante puro e simples” tem o potencial de reformar a fé e as práticas cristãs contemporâneas. Contém 336 páginas.

4. BOCK, Darrell L. Unidade na Diversidade. São Paulo: Editora Vida, 2018. Ao mesmo tempo em que trata da história do evangelicalismo, essa obra desafiadora reflete sobre como os evangélicos devem resolver discussões polêmicas e como sua abordagem teológica deve dedicar-se a essa questão em sua essência, método e tom. Também adverte para a natureza desses debates em relação ao chamado maior da igreja para missões, alertando-nos sobre a tendência de empregarmos demasiada energia entre quatro paredes. Contém 136 páginas.

5. SCROGGIE W. Graham. Visões de Cristo. São Lourenço – MG: Editora Phileo, AMQ, 2019. Em vista da importância e profundidade do tema, e também do fato de que essas mensagens em breve receberão uma incorporação mais permanente, é adequado que a verdade seja exposta com exatidão de expressão por amor, clareza e plenitude. Desta forma, o autor apresenta a obra com confiança. Contém 167 páginas.

6. GRUN, Anselm. A felicidade das pequenas coisas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019. A insatisfação com as coisas ou com outras pessoas geralmente tem uma causa mais profunda: a insatisfação com a própria vida. Você se concentra em tudo que não vai bem. Você tem sempre algo a reclamar. Claro, sempre há razões pelas quais você pode estar insatisfeito. E há coisas no relacionamento, na empresa, na história da própria vida que não são fáceis de aceitar. Mas isso também depende da sua atitude interior, de como você reage ao que confronta. Já a pessoa satisfeita concorda com a vida. Também já se queixou, já estava insatisfeita, mas rapidamente se acostumou e disse sim a tudo. Neste livro, Anselm Grun irá ponderar sobre os tipos de satisfação, o bem estar perante a vida e aquela satisfação restrita de quem se concentra em si mesmo. Observará como diferentes atitudes e condições podem nos levar a satisfação. Estamos felizes se somos satisfeitos, se estamos em harmonia com nós mesmos e com nossas vidas. Outra atitude é o contentamento. Contentamento é também simplicidade. O frugal se contenta com uma vida simples, e a satisfação tem forma de gratidão. Quem é grato por aquilo que Deus lhe deu, grato pelo que tem hoje, está de bem com a vida. Contém 80 páginas.

A nossa tarefa é confiar


O grande salmista Davi afirmou no Salmo 37.3: Confia no Senhor e faze o bem, assim habitarás na terra e te alimentarás em segurança.
Hoje vivemos muitas lutas e tribulações profundas na vida. Talvez nada comparado com o que John Wickliff viveu. Este homem foi proibido pelos bispos de manifestar sua crença em Deus. Foi molestado e humilhado pelos líderes religiosos da sua época. Mas, não obstante a tanto sofrimento, continuou confiando no Senhor e foi contra a Igreja de Roma e contra o papa.
John Wickliff pregou até a morte sobre as verdades da Palavra de Deus. Ele sabia que Deus estava ao seu lado sempre. Diante de tantas lutas que as pessoas passam na vida, Davi está dizendo: Olha, confie no Senhor sem suspeitas, tenha muita confiança nele porque Ele sem sombra de dúvidas, inspira uma confiança certa e sem medo algum. Tenha confiança em Deus como aquele que é um verdadeiro amigo que jamais falha. Confie no Senhor de maneira completa e total. Porque o homem é vão para a confiança, mas o Senhor não, nele você pode confiar.
Toda vez que passarmos algum pesar, alguma injuria, algum desprezo por causa de Cristo, não nos preocupemos, não tenhamos medo. Apenas precisamos confiar no Senhor sempre. Precisamos realizar o bem em todos os processos da vida.
Lembro-me de um tempo ruim demais quando trabalhei na Volkswagen. Tinha um chefe ruim demais, ele odiava cristão! Todo dia quando chegava e abria a minha Bíblia para ler, ele acendia um cigarro. Eu abria a Bíblia e ele me irritava com isso. Irritava contando piadas sujas e me provocava dizendo: fala aí irmão!
É uma dureza aguentar as provocações por sermos cristãos, mas não tem problema, aguentemos bem e façamos o bem em todos os momentos, sempre confiando no caráter do Eterno Deus. Ele vê tudo e fará justiça no tempo dele e do jeito dele. A nossa tarefa é confiar, confiar e sempre confiar nele! (Alcindo Almeida)

sábado, 29 de maio de 2021

A realidade de quem somos


As dinâmicas da vida mudaram muito. Hoje as pessoas escolhem o mundo e a profissão. Tudo é especializado na vida. Essa é uma forma de abrigo para a identidade. Antes a nossa identidade era dada e hoje criamos a nossa própria identidade através do que conquistamos.
São os nossos próprios esforços que nos dão nossa identidade artificial que não satisfaz nosso coração. O nosso futuro nos apresentará uma visão cada vez pior da nossa identidade. De fato, esta é a era do computador e da tecnologia.
Vivemos o mundo da especialização. E essa realidade nos torna em pessoas solitárias e abandonadas. Porque vivemos num mundo de competição que visa o ter mais do que o ser. Tudo isso produz um número grande de alienação na nossa vida.
Os valores relacionais hoje são primários e a visão da sabedoria divina é algo em segundo plano. Não pensamos muito que a vida passa muito rápida e voamos como a Bíblia afirma. A categoria errada é a do sucesso hoje para tudo na vida. Você deve ter conhecimento humano, intelectual para expandir e crescer cada vez mais. Essa realidade do sucesso humano é a antibíblica.
A visão bíblica nos mostra que precisamos voltar para a nossa humanidade e ver que corre sangue em nossa veia. Precisamos enxergar a realidade de quem somos: pessoas que passam rápido pela vida humana.
Quanto mais tecnológico menos ser humano seremos na vida e menos perceberemos que a vida é um relâmpago. Menos perceberemos que o valor maior da vida é Deus e não o terreno. Em Eclesiastes 1, Salomão nos chama a atenção para esta realidade! 
O rei Salomão começa a seção como filósofo, o qual reafirma a sua identidade salomônica e, por isso, obtém prestígio para todas as declarações feitas. O sábio Salomão dirá muitas palavras e elas se resumem em nada. 
A tese de Salomão é que a vida é nada. Ele mostra que podemos conquistar o mundo, mas não vale de nada. Ele mostra que podemos fazer todas as obras existentes na terra, mas a vida é constituída de cansaço e enfado. (Coração sábio - Livro de Eclesiastes)

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Ser pastor de verdade


O ministério pastoral é sagrado, é espiritual. Ele lida com almas, não com dinheiro. Ele lida com corações que precisam ser trocados pela graça e o pastor é esse instrumento da graça. O pastor é o profeta que anuncia o Reino de Deus. O pastor cuida do rebanho divina e fala o que a escritura diz, não o que ele quer.
No pastorado não tem tempo ruim, toda hora hora somos pastores. Choramos com as pessoas, rimos, celebramos e respiramos cada momento da vida e coração delas. Eugene Peterson disse que a igreja necessita de pastores kenoticos (a exemplo do próprio Cristo, conforme Fp 2:5-11), _que se esvaziem da pretensão à onipotência, onisciência e onipresença, e que trabalhem incansável e amorosamente, nos bastidores, para que as pessoas sejam, para que desenvolvam sua fé até à maturidade, nutrindo “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.
Como pastor, Eugene Peterson entendeu que seu papel era estimular nas pessoas a percepção de que “tudo na Escritura e em Jesus é para ser vivenciado”, e decidiu fazer isso pacientemente, permanecendo ao lado das pessoas sem fantasiar ou esperar resultados imediatos; localmente, abraçando as condições da cultura local de sua congregação; e pessoalmente, conhecendo cada pessoa pelo nome, respeitando suas histórias e tratando-as com dignidade.
Não é fácil ser pastor hoje em dia, porque precisamos abrir mão de nós mesmos, nos esvaziando para que Cristo seja o centro do ministério e o seu nome seja exaltado em cada ato nosso! A fala de Paulo em Atos 20.24 deve ser a nossa marca como pastores de Cristo: Mas minha vida não vale coisa alguma para mim, a menos que eu a use para completar minha carreira e a missão que me foi confiada pelo Senhor Jesus: dar testemunho das boas-novas da graça de Deus. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 25 de maio de 2021

As pequenas coisas da vida


Jean Paul afirmou: Pode-se ter os dias mais felizes sem precisar de nada além de céu azul e do verde da primavera. A vida simples tem suas características bem próprias. A simplicidade leva a satisfação e a beleza gera clareza na vida. 
Simplicidade tem a ver com uma felicidade no peito e para aqueles que apreciam o céu azul e o verde da primavera, o modo da vida é um caminho simples para a felicidade. Felicidade não em si mesmo, mas em Deus. Aliás, Ele que nos empresta a sua felicidade para que sejamos satisfeitos nele.
Simplicidade tem a ver com as pequenas coisas da vida, como levantar, tomar um banho, um belo café, dar um bom dia para quem se ama, sair na janela e contemplar o sol, as arvores, o cantar dos pássaros.
Simplicidade tem a ver com o normal da vida, como sair para trabalhar, ligar o carro, ver faróis, ver as ruas, ver gente passando. Simplicidade tem a ver com a agenda do dia, como atender gente, falar com gente, escrever, ler e sorrir. 
Simplicidade tem a ver com o ato de ler as Escrituras e orar, tem a ver com essa comunhão com Deus quando abrimos a nossa alma na presença dele e dizemos quem somos e a necessidade que temos do Senhor em nossa existência.
Simplicidade tem a ver com celebrar a vida todo dia e pelo presente de estarmos vivos, respirando, sentindo e andando. Não banalizemos o simples da vida, ele também é motivo de muita alegria no nosso ser! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 24 de maio de 2021

O verdadeiro ato de gratidão


A gratidão é a arte de viver, mas não é uma atitude resignada. Não se trata de ficar satisfeito sem nada, sem ter o suficiente para viver bem. A gratidão é a arte de estar satisfeito por não precisar de muita coisa. 
A satisfação é, portanto, a marca da liberdade interior em nós. Estamos satisfeitos com aquilo que recebemos, com a dádiva do Eterno Deus em nossa vida. Estamos satisfeitos com o pão, com a água, com a cama, com os amigos, com a igreja, com o sol, com a chuva e com o abraço apertado de alguém que nos ama. 
Estamos satisfeitos com a graça divina em nós, porque Deus nos amou em Cristo Jesus, dando-nos a salvação nele e a remissão dos pecados. Estamos gratos a Deus pela manhã em que Ele renova as suas misericórdias, e elas são a causa de não sermos consumidos. Porque elas não têm fim na nossa vida!
A condição da gratidão nos faz perceber, parar e refletir naquilo que é dado no momento da vida. O escritor David Steindl-Rast enfatizou a gratidão na sua espiritualidade. Ele observa um agradecimento em três passos: primeiro: pare! Segundo: olhe! Terceiro: vá! Pare, caso contrário, você perderá a oportunidade que lhe é oferecida, aqui agora. 
Olhe atentamente para ver a oportunidade. E tão importante quanto parar e ver, vá e aproveite as oportunidades na vida. O verdadeiro ato de gratidão é aproveitar a oportunidade para fazer algo. Trata-se de vivenciarmos todos os momentos da nossa vida em gratidão, reafirmo em gratidão sempre.
Precisamos aprender a ser gratos em todos os momentos que Deus nos oferece, o sorriso de alguém, um bom encontro, uma agradável conversa, o florescimento de uma rosa, um livro que se escreve, uma oração que se faz, as cores vivas das folhas de outono nas árvores, o sol que brilha, a possibilidade de fazermos algo hoje e a possibilidade de vermos gente ao nosso redor.
Pratiquemos a gratidão em nosso coração, pausemos e reflitamos os momentos que Deus nos concede nessa vida, e o quanto é necessário agradecermos em tudo! O texto sagrado no Salmo 103 afirma: Todo o meu ser louve o Senhor; louvarei seu santo nome de todo o coração. Todo o meu ser louve o Senhor; que eu jamais me esqueça de suas bênçãos. (Alcindo Almeida)

Família controlada pelo Espírito Santo | Pr. Alcindo Almeida [SÉRIE DESC...

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Os mosaicos da história divina


Quando olhamos para a vida de José, filho de Jacó, percebemos claramente que na sua história, nada é tão rápido. Ele tinha 17 anos quando foi preterido pelos seus irmãos. Os seus irmãos cultivam ódio para ele ao invés de afeto, acolhimento e companheirismo, algo que se espera numa família normal entre os irmãos, só que com José não é bem assim! Diante do quadro pouco favorável, José é jogado num buraco e grita por socorro, só que os irmãos o abondam e vão comer o pão do ódio.
No processo de rejeição, José, filho de Jacó é vendido para os mercadores e ele vai parar lá no Egito. Lá ele passou um tempo como escravo. O moço rico, cheio de atenção do seu pai, vira lavador de camelo e limpador de banheiros da casa de Potifar.
Depois de algum tempo, por ser um moço estilo Brad Pitt, é assediado pela esposa pilantra de Potifar. Ele não cede porque, mesmo abandonado, mesmo sendo escravo, mesmo solitário no Egito, ele não se esquece do seu Deus. Ele não esquece jamais daquilo que aprendeu sobre santidade na vida. Ele recusa se deitar com a dita cuja e vai para a prisão.
No meio de tudo isso, José sofre, chora, lava porcos, lava os pés de Potifar e da sua esposa, é acusado de abuso da mulher do chefe, ele é jogado numa prisão sem ter feito nada de errado, ao contrário, foi para lá justamente por ter feito o era correto, por não abrir mão de uma consciência cristã.
Que vida diferente desse tipo de Cristo? Ele vive todos os processos que um ser humano pode viver, tentações, abandonos, crises emocionais, teste de fidelidade na vida, escravidão, acusação falsa. Enfim, tudo o que José passou como ser humano, seria motivo para ele sucumbir na vida não é?
Pensemos sobre esses detalhes na nossa jornada:

1. Os desígnios e os planos de Deus são realizados no meio da dor:

José aprende a ver os projetos de Deus sofrendo. Quase todos os momentos da sua vida são de dores, sofrimento e angústia. Em nenhum momento ele perde Deus de referencia para seu coração. Ele permanece firme crendo nos propósitos do Eterno Deus. Lembremos que no meio da dor, somos forjados e lapidados pelo Eterno Deus. Ele estará conosco no meio desse sofrimento sempre.

2. Como foi com José, as dificuldades geram crescimento e maturidade na nossa vida:

José aprende a ver o sofrimento como momentos de crescimento. Ele diz para os seus irmãos que foi Deus quem o levou para o Egito, isso para preservação da família da aliança. E em tudo que passou lá no Egito, ele viu a bondosa mão do Senhor. Ele cresceu e amadureceu. Nós também crescemos no meio das dores da vida. Nas dores vemos o consolo e a direção do Eterno Deus. Ele estará sempre nos ajudando e nos dando a direção e perceberemos que aprendemos e temos mais firmeza e maturidade depois dos dramas e lutas da vida.

3. Nos caminhos duros da vida Deus continua nos amando e traçando os mosaicos da nossa história:

José aprende a ver o amor de Deus e a presença dele no meio dos seus sofrimentos, choro e dor. Deus nunca nos abandonará e o seu amor estará sempre em nós. Mesmo que choremos e soframos na vida. Deus está trabalhando em nós e por nós, mesmo com dores e choro. Descansemos nessas verdades em nome de Jesus, amém! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Tocados por Cristo


O texto sagrado afirma: Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem- aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem- aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Pois assim perseguiram os profetas antes de vós.
As bem-aventuranças oferecem para nós a imagem real da pessoa de Jesus. O chamado espiritual é para sermos como Ele: choram por causa nobres na vida, pobres de espírito, humildes na vida, gentis, misericordiosos, puros de coração, pacificadores, sempre preocupados com a justiça e que sofrem por causa do Reino de Deus.
Jesus nos mostra o caminho para estar no mundo sem ser dele, sem ser tragado por ele. Quando modelamos a nossa vida sobre a dele, uma nova visão se abre para nós. Respiramos o ar divino do Reino, respiramos o jeito nobre de Jesus viver e sentir. Essas práticas felizes dos que são tocados por Cristo não são fáceis de se viverem, porque lutamos contra nossa própria natureza pecaminosa.
Não é fácil chorar por causas nobres na vida, não é fácil sermos pobres de espírito, não é fácil sermos humildes na vida em todas as circunstancias dela. Não é fácil sermos gentis com as pessoas que estão ao nosso redor, inclusive diante daquelas que nos tratam com desprezo e repugnância. 
Não é fácil sermos misericordiosos num mundo de orgulhosos e presunçosos. Não é fácil sermos puros de coração no meio de tanta corrupção e interesses pelo status, fama a qualquer preço, poder e dinheiro. Não é fácil sermos pacificadores no meio de tanta raiva e ódio. Não é fácil sermos sempre preocupados com a justiça e sofrermos por causa do Reino de Deus.
Somente pela graça e ação de Jesus mesmo para vivermos essas bem-aventuranças. Porque somos limitados no nosso ser. Então, que Ele mesmo nos ajude dando graça para vivermos a cada dia, do jeito que ele viveu e amou. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 18 de maio de 2021

A integridade em tudo


Um problema sério é que confundimos caráter com a reputação. Reputação é o que os homens vêem em nós, caráter é aquilo que Deus vê em nós. Salomão disse: Um bom nome é mais desejável do que grandes riquezas.O bom nome vem pelo caráter e não pela reputação. E a Bíblia diz que devemos ser o reflexo de Cristo aqui na terra. A Bíblia diz que devemos imitar a Cristo sempre.
Quando vivemos com um testemunho integro pela Palavra cultivamos um legado para hoje e para o futuro. Geramos respeito e mais integridade na caminhada de servos de Deus. E a vida de Deus se torna evidente na nossa caminhada diária.
Dizem que Abraham Lincoln foi caluniado, difamado e odiado, talvez mais intensamente que qualquer outro homem que um dia ocupou o maior posto da nação. Ele foi chamado de grotesco, estúpido, advogado de terceira categoria, rude e ditador. Mas, em meio a tantas acusações, ele nunca perdeu os seus princípios. 
Como disse Thomas Jefferson: Deus dá que homens de princípios sejam os nossos principais líderes. Sabemos que este homem foi um dos maiores presidentes que os EUA tiveram e até hoje todos falam dele com respeito e carinho. (Livro novo: Ouvindo as Escrituras - Refletindo no Salmo 119)

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Morando juntos, vivendo separados | Pr. Alcindo Almeida [SÉRIE DESCOBRIN...

Contentamento e a satisfação


A insatisfação com as coisas ou com outras pessoas geralmente tem uma causa mais profunda: a insatisfação com a própria vida. Quantas vezes nos concentramos naquilo que não vai bem em nossa vida. Temos sempre algo a reclamar, reclamamos da casa, reclamamos da esposa, do esposo, dos filhos, dos pais, do trabalho e de tudo ao nosso redor.
Sempre há razões pelas quais podemos estar insatisfeitos. Sempre haverá algo no relacionamento, na empresa, na história da nossa própria vida que não são fáceis de aceitar. Tudo isso, depende da nossa atitude interior, de como reagimos diante das lutas, das circunstâncias e do que enfrentamos na vida. 
O texto sagrado em Filipenses 4:11 afirma: Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Vejam a realidade de Paulo, ele tem algo que precisa fazer parte do nosso ser: contentamento. Contentamento também é ter simplicidade. O simples se contenta com uma vida leve, e a satisfação para ele tem forma de gratidão. Quem é grato por aquilo que Deus lhe deu, grato pelo que tem hoje, está de bem com a vida. Paulo está de bem com a vida. Ele está num quadro de contentamento na hora da privação e na hora da fartura.
Como é importante a atitude na vida do contentamento. Uma pessoa leve se contenta com uma vida simples e a satisfação está na gratidão constante. Paulo aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, porque sua fonte era Cristo, o seu prazer era Cristo. O seu deleite na vida era viver para o Reino de Deus. Então, poderia estar preso como estar solto, o contentamento e a satisfação eram momentos em que ele tinha gratidão diante de Deus.
Que sejamos imitadores de Paulo contentamento e a satisfação! (Alcindo Almeida)

sábado, 15 de maio de 2021

No centro da vida espiritual


A nossa espiritualidade é caracterizada por uma vida de leitura e oração. Não tem outro caminho para fugirmos do pecado e cultivarmos uma vida de purificação e santidade no Reino de Deus. Oração é uma chave para vencermos o mundo e as suas tentações que aparecem todos os dias. Oração nos coloca no centro da vida espiritual. 
A Leitura da Palavra de Deus enriquece o coração para ele não fugir do centro que é Jesus de Nazaré. Oração é algo que tem fugido da prática na igreja. E observando a necessidade dela, o Pr. Hernandes Dias Lopes diz algo sério no seu livro As faces da espiritualidade. Identificando a face de um cristão verdadeiro: 
“A falta de oração apaga o fogo no altar do coração. Sem oração, o altar de incenso da nossa vida fica coberto de cinzas. O aroma de incenso deixa de subir à presença de Deus quando a oração cessa. A falta de oração endurece o coração, entorpece o entendimento espiritual e cauteriza a consciência. A falta de oração mata o verdor espiritual, deixa a alma seca e a vida árida como um cacto no deserto. A primeira coisa que morre na vida de uma pessoa que se afasta de Deus é a oração. Sem o oxigênio da comunhão com Deus, sem a respiração da alma, sem a oração, a vida espiritual agoniza.” (Livro Ouvindo as Escrituras. Refletindo no Salmo 119)

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Amor verdadeiro e unificador


O amor é o processo divino que pode dinamizar e unificar nossa existência, curando-a pela raiz. Podemos fazer muitas coisas, comprometer-nos com mil atividades, todos os dias, no entanto, o mais importante é fazê-lo sempre da mesma maneira: com o amor divino.
Há uma necessidade de unificar a vida a partir do amor, e nessa perspectiva do amor divino derramado em nosso ser, muda toda a nossa personalidade, sentimentos e atitudes. Acredito piamente que a capacidade afetiva e nossa inteligência, nossa sensibilidade e vitalidade, nossos gestos e palavras, tudo é mudado quando tratamos tudo pelo amor divino em nossa personalidade inteira.
Vivemos de hora em hora e criamos nossa vida no aqui e agora. Vivemos a arte, vivemos os sentimentos, vivemos a música da vida, mas se não encarnarmos a realidade do amor dentro do nosso ser, nada valerá a pena, absolutamente nada!
Acredito que Jesus viveu assim a dinâmica do amor. Jesus abraçou tudo a partir do amor, sem excluir ninguém, sem excluir situações. O amor de Jesus foi verdadeiro e unificador. Jesus amou nas palavras diante daquela mulher samaritana. Jesus amou quando exortou Pedro que o negaria três vezes. Jesus amou quando estava na cruz e pediu ao Pai para que perdoasse os seus algozes. Jesus amou quando transformou o ladrão da cruz na ultima oportunidade. Jesus amou de verdade mesmo.
O amor estimula o nosso ser, ele ilumina a mente proporcionando clareza de pensamento e criatividade, dinamizando o nosso coração para nos doar para as pessoas que nos cercam. O amor cobre o ser humano de graça e faz com que ele saia de si mesmo para o outro. Esse amor que moveu Cristo a sair do seu trono, deixar sua própria glória e vir aqui nessa terra para amar pecadores e morrer por eles. Só um amor profundo e abnegado é capaz de se doar assim.
Que o Senhor Jesus nos ajude a amar as pessoas e a Ele mesmo, com esse amor divino que brota em nosso ser por graça, e nos faz pessoas melhores, mais sensíveis e afáveis! (Alcindo Almeida)

terça-feira, 11 de maio de 2021

Sola Scriptura


O cristianismo protestante puro e simples é uma tentativa de estancar a hemorragia: em primeiro lugar, recuperando os solas como diretrizes e defesa da interpretação bíblica; e, em segundo lugar, recuperando o sacerdócio real dos cristãos, isto é, o lugar da igreja no modelo de autoridade teológica. O lugar em que o Sola Scriptura se materializou em práticas concretas de interpretação. (Autoridade bíblica pós-reforma: Resgatando os solas segundo a essência do cristianismo protestante puro e simples. Kevin Vanhoozer)

Abnegação e paciência


Jesus disse em Mateus 16:24: Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Jesus não diz para fazermos uma cruz ou procurar por uma cruz. Ele mostra de maneira categórica e evidente que temos uma cruz para carregar. Não há mínima necessidade de procurar uma cruz.
Quero crer a cruz que temos de levar é espiritual. Ela ter a ver com o exemplo de abnegação e paciência. Para alguém ser um discípulo de Jesus precisa ser um verdadeiro imitador dele e que esteja disposto a seguir o mesmo caminho. O caminho de Jesus é para a descendente, o caminho dele é contrario ao status de poder e de grandeza.
Ser um discípulo de Jesus requer autonegação e um esvaziamento do ser mesmo. Essa autonegação é muito extensa e implica que devemos lutar para abandonar nossas inclinações naturais. Temos que nos reduzir a nada reconhecendo sempre Cristo em primeiro lugar no coração.
Pensamos que isso é fácil? Nunca, nunca mesmo! Porque carregar a nossa cruz é abrir mão do ego, da vontade própria e entregar tudo para Cristo. Negar a si mesmo envolve ser guiado não pelos padrões normais da sociedade, mas pelos valores das Escrituras Sagradas. Negar a si mesmo envolve e tomar a cruz é derrubar o nosso orgulho todos os dias. É destruir o jeito soberbo do nosso coração querer reinar e dominar tudo ao redor.
Negar a si mesmo envolve muito mais do que pequenas palavras sobre Jesus, precisamos encanar o mesmo caminho dele. E o caminho de Jesus é o da cruz, da renúncia, do esvaziamento, da pequenez e da simplicidade. Por isso, o caminho é luta mesmo e luta diária para vencermos o ego, o eu, o ser orgulhoso dentro de nós e a soberba que é algo do ser humano.
Abnegação e paciência têm a ver sempre com a cruz, de lá vem os princípios da humildade e da negação de nós mesmos para que Cristo brilhe em nosso coração sempre! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Jesus se importa com gente


Timothy Keller afirma: Ser amado, mas não ser conhecido, é reconfortante, mas superficial. Ser conhecido e não amado é nosso maior medo. Mas ser totalmente conhecido e verdadeiramente amado é muito parecido com ser amado por Deus. É o que precisamos mais do que qualquer outra coisa.
Acredito que no meio dessa pandemia experimentamos momentos bem complicados no quesito ser amado. Muitas pessoas se sentiram sozinhas, porque viviam no corre-corre e quando ficaram em casa, perceberam o quanto estavam carentes de afeto, de alguém para ouvir seus dilemas e dores da alma. Porque antes da pandemia, todo mundo saía cedo para o trabalho, voltava tarde e mal tinha tempo para uma dialogo, uma conversa ou bate-papo.
Um dos maiores pesadelos do ser humano é ser rejeitado, ser deixado de lado, não ser ouvido ou apreciado. Não há nada que nos torne mais vulneráveis do que não ser notados pelas pessoas. O ser humano quer ser lembrado e visto pelos outros ao redor de alguma forma. Seja nas palavras, nos gestos e nas demonstrações de carinho e afeto. Os jovens querem afeto, as crianças e os adultos querem ser notados e assistidos sempre.
Jesus Cristo de Nazaré é o Senhor do toque na vida humana. Jesus é a pessoa que se importa com as outras pessoas. Ele personaliza a nossa fé, Ele dá importância para a história de vida das pessoas. Quando Jesus se encontra com a mulher samaritana em João 4, ele pede água, fala com ela e não está nenhum um pouco preocupado com o conflito entre judeus e samaritanos. Jesus se importa com essa mulher.
Jesus dá importância e significado para as pessoas, ele se importa com Zaqueu, com uma mulher adúltera, com um doido que quebra correntes e apavora todo mundo perto dele. Ele se importa com um centurião romano que pede pelo seu funcionário. Jesus se importa com uma mulher da vida que lava os seus pés. Ele se importa com uma mulher que chora pela morte do seu filho. Jesus se importa conosco e nos ajuda nas debilidades da alma.
Agradeçamos ao Eterno Deus pelo fato de se importar conosco sempre! (Alcindo Almeida)

domingo, 9 de maio de 2021

O significado de ser mãe!


Glenio Paranagua afirmou: O significado de ser mãe supera as fronteiras da concepção no espaço uterino. O maior significado de ser mãe é formar o caráter do seu filho com a graça de Deus. É criar o seu filho nos princípios da vida e da Palavra de Deus. Por isso, Vitor Hugo disse: A mãe que embala o berço governa o mundo.

Claro que sim, ela tem o privilégio, a honra de cuidar, de educar, de ensinar princípios que influenciarão o mundo, a sociedade em que se vive. Quando olhamos para a experiência de Paulo no testemunho da fé de Timóteo, percebemos algo sério.

A fé deste moço não era falsa, não era hipócrita. Não carregava fingimento, era uma fé honesta, pura, sincera e verdadeira. A pergunta que vem ao nosso coração é: de quem ele herdou fé tão profunda e tão verdadeira?

A Bíblia é clara quanto ao testemunho de Paulo. Ele diz que a fé de Timóteo era sem fingimento e isto trazia recordação ao seu coração. Mas, esta fé habitou na avó dele Lóide e na sua mãe Eunice.

Foi destas mulheres extraordinárias que Timóteo aprendeu a fé, a doutrina sobre Deus. Aqui está a grande diferença em ser geradora apenas de um filho e criar um filho. Porque a verdade é que muitas mulheres geram, mas não criam seus filhos.

Algumas mães apenas são madres uterinas, outras são as reais e verdadeiras mães. E a mãe verdadeira como Eunice, sabe que na gravidez a sua missão está apenas começando. Que maravilhoso é entender que não basta ser procriadora, mas tem que ser progenitora.

Hoje vivemos uma realidade complicada no Século XXI, porque temos poucas mães de verdade. Temos muitas que deram cria aos seus descendentes, mas apenas para povoar um mundo maluco e longe de princípios da Palavra de Deus.

Temos poucas mães como a de Abraham Lincoln, uma mãe que dedicou a sua vida em favor da educação de seu filho. E ele reconhecendo esta verdade disse: Tudo quanto sou ou espero ser, devo à minha mãe. A Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa.

A mulher sábia transmite as verdades da Palavra de Deus para seus filhos*. As verdades ficam implantadas no coração deles, como ficou no coração de Timóteo pela influência de sua avó Lóide e sua mãe Eunice.

Quando olhamos para a Palavra vemos a história dos reis de Israel. Alguns tinham mães imprudentes e infiéis diante de Deus, o resultado era notório na vida de seus filhos. Atalia a mãe do rei Acazias era ímpia e influenciou o seu filho. E o texto em II Cron. 22.3 diz: Ele também andou nos caminhos da casa de Acabe, porque a sua genitora era sua conselheira para proceder impiamente.

Ser mãe é um privilégio único das mulheres. Homem não pode fazer isto. Ela já começa a experimentar a sensação de ser mãe no seu próprio interior. E pode influenciar o seu filho desde o ventre.

Que honra é ser mãe. E hoje vemos por causa da correria da vida que as mulheres estão ocupadas com tarefas que outros podem realizar. E o papel de mãe é dado para a babá que têm a tarefa de cuidar dos filhos que não são delas. Elas fazem a tarefa que só uma mãe de verdade pode fazer.

Criar um filho no caminho do eterno é mais importante do que governar uma cidade. E a grande vitória de uma mãe é o privilégio de criar o seu filho para a glória de Deus. A sua recompensa vem ao cultivar o afeto profundo da sua família, por meio da saúde espiritual que é fruto de uma fé transmitida no dia-a-dia da vida. (Alcindo Almeida)

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sábado, 8 de maio de 2021

Temos alívio em Cristo


Jesus promete um alivio que é proveniente de paz, a paz que excede o nosso entendimento e guarda o nosso coração. Ele conhece toda a nossa estrutura e sabe quando estamos em tribulação. Há uma passagem num livro do Evangelho Lucas que mostra o encontro de Jesus com a viúva de Naim, ele vê o seu sofrimento e dor.
Vejam que impacto profundo na vida desta mulher, ela está carregando no seu coração uma desesperança profunda. Porque ela já havia perdido o seu marido e agora a única esperança de alegria era o seu filho deitado num caixão.
Então, o Senhor da vida, esse que recupera vida e corações vem e consola o seu coração aflito e angustiado. E diz para ela cheio de compaixão: Não chores. Isso traz alívio diante do choro e a dor de perda daquela mulher. O mestre divino – Jesus Cristo de Nazaré ainda faz isto hoje na nossa vida. Podemos acreditar nessa verdade e descansar nela sempre. (Livro: O Jesus da proximidade)

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Um tesouro maior


Tudo o que nos controla é nosso "senhor". A pessoa que busca poder é controlada pelo poder. A pessoa que busca aceitação é controlada pela pessoa que quer agradar. Não controlamos a nós mesmos. Somos controlados por aquilo que é reinante na nossa vida. 
Não foi por acaso que o nosso Senhor Jesus disse que onde estiver o nosso coração, aí estará o nosso tesouro. Se somos dependentes do Eterno Senhor, Ele nos controla, ele nos dirige, mas se temos outros ídolos (dinheiro, posses e ego) somos verdadeiros idólatras!
Quando temos Cristo no centro do nosso coração, Deus manifesta a sua presença em nós de maneira mais penetrante e profunda. De fato, viver uma vida espiritual requer uma mudança de coração, uma conversão das coisas terrenas para as celestiais. Ocorre uma mudança de coração, agora o coração tem como centro o tesouro maior da vida humana: Jesus Cristo. 
Será sempre assim na vida de todos os seres humanos, se o nosso tesouro tiver Cristo como centro no coração. Será uma vida diferente em que buscaremos as coisas do alto. Do contrário, se não tivermos Cristo como o tesouro maior, como o centro, buscaremos sempre o lixo do mundo, sempre aquilo que perece, acaba e é roubado pelos ladrões.
Peçamos a graça da parte de Deus Pai, para que busquemos aquilo que é eterno, não aquilo que perece, porque aí, teremos Cristo como tesouro maior do nosso coração. (Livro Vida sincera. Série Intimidade com a Palavra - Evangelho de Mateus)

terça-feira, 4 de maio de 2021

Alegria interna


A alegria é algo essencial na vida humana, alegria faz parte do ser. A alegria é algo fundamental para que vivamos sem perder de vista os momentos marcantes da existência. A alegria é um estado do ser mesmo no meio de tantos desencontros e percalços que vivemos na atualidade. Parece um contrassenso falar de alegria, mas tem momentos que ficamos abatidos, porque perdemos um membro da família ou amigo. Ficamos tristes porque tivemos alguma dor existencial e isso feriu nossa emoção. E como podemos viver a alegria nesses momentos de tensão na vida?
Henri Nouwen, no seu livro Mosaicos do presente, nos traz uma definição importante entre a alegria e o contentamento. Podemos sentir-nos pouco contentes em relação a muitas coisas, mas, mesmo assim, a alegria lá está, porque provém da certeza do amor de Deus por nós. Para Nouwen, acolher essa verdade e dar-lhe espaço hoje é uma posição diária. Ela é baseada na experiência do amor de Deus por nós, no qual encontramos refúgio e segurança, do qual nada nos pode separar.
Acredito que esse é o grande segredo para que em nenhum momento, percamos a alegria de vista. Quando temos uma vida centrada em Deus, a tristeza e a alegria podem conviver. A vida tem muitos momentos. Há os momentos tristes e alegres em nossa realidade da vida. Jesus disse: Eu lhes disse estas coisas para que fiquem repletos da minha alegria. Sim, sua alegria transbordará!
A alegria é uma pessoa, ela é Jesus Cristo no centro da nossa vida. Quando temos essa percepção dentro de nós, enfrentamos os momentos de tristeza sem perder a alegria interna. Choramos, mas a tristeza diante das perdas, das lutas e das fases complicadas do ser, não tira a nossa alegria interna, porque ela vem do Eterno Senhor que nos amou e nos deu a graça da salvação.
Aprendamos a viver com a alegria intensa mesmo no meio de toda dor e crises que passemos na vida, crendo que essa alegria é divina, vem de Cristo Jesus sempre! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Quando perdemos o foco na vida


Henri Nouwen tem um livro muito precioso chamado Tudo se fez novo. Nele, Nouwen trabalha a questão da sensação de vazio, do cansaço, do tédio, da ansiedade, das pressões e preocupações desta vida. De acordo com a sensibilidade apurada por ele, estamos num tempo onde temos muitos, mas não temos nada; temos casa, mas não temos lar.
Nouwen afirma que as preocupações fazem com que estejamos ‘em todos os lugares’, mas raramente em casa. Uma maneira de expressar a crise espiritual de nosso tempo é dizer que a maioria de nós tem um endereço, mas não podemos ser encontrados lá. Sabemos a quem pertencemos, mas continuamos sendo empurrados em muitas direções diferentes, como se fôssemos um sem-casa. Todas essas coisas continuam requerendo nossa atenção. Elas nos conduzem para tão longe de casa que eventualmente esquecemos nossos verdadeiros endereços, os lugares onde podemos ser encontrados.
Diante de todas essas incertezas e complicações do ser, temos as palavras de Jesus: Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
A preocupação tornou-se uma parte tão integral da nossa vida cotidiana que uma vida sem preocupações não só parece ser impossível, mas até mesmo indesejável. Henri Nouwen diz que as nossas preocupações nos motivam a trabalhar muito, a preparar-nos para o futuro, e a armar-nos contra pendentes ameaças. Só que a palavra de Jesus é para não andarmos ansiosos pela vida. Jesus traz a ideia de uma vida sem preocupações, uma vida em que tudo depende dele.
A dica de Jesus é que não nos preocupemos com nada dessa vida, porque Ele sabe de tudo o que necessitamos. Ele sabe do alimento, da água, da vestimenta e do sustento em geral. Nossa vida vale mais do que o alimento. As aves dos céus são um dos exemplos do cuidado e da providência divina. Deus sustenta absolutamente tudo e ponto final.
Quando não confiamos no caráter de Deus, experimentamos os efeitos destrutivos da preocupação na nossa vida diária. Quando não confiamos no caráter de Deus, perdemos o foco na vida, ficamos ansiosos, deprimidos e com medo do amanhã. Parece que somos um sem-casa mesmo. Parece que não temos ninguém! Na presença de Jesus temos uma solução para as preocupações paralisadoras, por isso, ele diz: Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
Descansemos em Cristo Jesus e eliminemos do coração a ansiedade, as pressões e preocupações desta vida! (Alcindo Almeida)

sábado, 1 de maio de 2021

Leituras em abril de 2021


1. GRUN, Anselm. Reconciliar-se com DeusRio de Janeiro: Editora Vozes, 2014. Muitos cristãos têm dificuldade de acreditar em um Deus misericordioso quando lhes é pregada, durante anos, a desumanidade e quando eles se defrontaram com representantes desumanos da Igreja. Tais imagens não apenas não correspondem à imagem do Deus misericordioso apresentado por Jesus, mas também impedem o crescimento de uma fé madura, e de uma vida espiritual saudável. Com isso muitos preferem afastar-se totalmente de Deus como uma forma de libertar-se daquelas imagens dolorosas que os ferem. Contém 192 páginas.

2. GRUN, Anselm. Sabedoria do desertoRio de Janeiro: Editora Vozes, 2017. Os Padres do Deserto, familiarizados com a fragilidade da vida humana, que haviam experimentado no próprio corpo, encontraram para si uma maneira própria de lidar com isso, buscando um sentido para sua existência. Enfrentando a dureza da vida no deserto, eles procuravam encontrar paz interior. Com isso, se tornaram exemplos para muitos até hoje. A presente obra traz cinquenta e duas sabedorias que, embora escritas há mais de um milênio e meio, falam diretamente ao nosso coração. Comprovadas e próximas a vida, são sabedorias antiquíssimas, interpretadas magistralmente para os dias atuais por Anselm Grun. Contém 152 páginas.

3. TORRE, Javier de la. Alegria do amorRio de Janeiro: Editora Vozes, 2018. Este livro é um instrumento para o uso junto a famílias – pastoral familiar, catequese familiar, grupos e cursos de preparação ao matrimônio. Seu conteúdo lança luz sobre a vida concreta e caminhar da família de hoje, colocando-a próxima do coração da Igreja. Para isso o texto oferece, à luz da Exortação Amoris Laetitia – sobre o amor na família, reflexões pontuais e questões para estudo e atividades que tratam de orientação sobre o relacionamento na vida familiar. Contém 120 páginas.

4. BITUN, Ricardo. Henri Nouwen de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2007. Muitas obras trazem comentários e alusões sobre a vida e os escritos de vários teólogos. No entanto, é ainda mais enriquecedor recorrer à própria fonte que tem inspirado esses registros. Esse é o objetivo de Henri Nouwen de A a Z, obra cuidadosamente elaborada, que coleta alguns de seus mais importantes pensamentos, para todos os interessados em conhecer melhor o pensamento desse fantástico autor cristão. A coragem de despir sua alma diante de seus leitores, apresentando o lado mais sombrio e secreto de seus desejos, é que faz de Nouwen um escritor admirado, sincero e agradável de ler. Ao escrever sobre suas áreas de conflito, ele se humaniza, encurtando todo distanciamento que possa vir a existir entre sua vida humana — cheia de falhas e de insucessos — e a vida do leitor, também humana. Contém 479 páginas.

5. GRUN, Anselm. Força do começo. Como podemos nos inspirar no Cristianismo primitivo. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2020. Sem a pretensão de explicar cientificamente os Atos dos Apóstolos, com comentários exegéticos, para realizar uma análise completa é necessário que haja um ramo autônomo de pesquisa. Tendo a teologia científica como pano de fundo, e explicando algumas narrativas dos Atos dos Apóstolos de tal maneira que, de um lado, elas se tornem imagens de uma espiritualidade cristã e imagens da individuação humana; de outro lado, também apontem maneiras pelas quais podemos anunciar nossa fé cristã para as pessoas de hoje com uma nova linguagem. Contém 144 páginas.

6. PAGOLA, José. Jesus e o dinheiro. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2020. Quando se fala, na sociedade, de crise, nunca se trata apenas do âmbito econômico-financeiro, mas da humanidade. O sistema que dirige nestes momentos a marcha do mundo pode ser inumano, pois conduz uma minoria de poderosos a um bem-estar insensato e desumanizador. Não se pergunta pelos fins, não se fala do sentido que tem a história da humanidade, nem de qual é o lugar do ser humano na Terra. Instigado pela crise econômica que atingiu vários países no mundo e, sobretudo, na Europa, José Antonio Pagola reflete sobre a mensagem de Jesus que, na visão cristã, orienta e dá sentido à vida humana e a relação entre as pessoas e as sociedades. Contém 112 páginas.