sábado, 31 de julho de 2021

Leituras em julho de 2021


1. FERGUSON, Sinclair. Um coração voltado para Deus. São Paulo: Vida Nova, 2021. Ele foi escrito com a certeza de que a maior necessidade do mundo, e também da igreja contemporânea, é o conhecimento de Deus. Em estilo simples e fácil de ler, Sinclair Ferguson nos leva a uma compreensão mais profunda do caráter de Deus e da natureza de seu relacionamento com seu povo. Por meio da exposição bíblica, o autor nos ajuda, passo a passo, a enxergar a grandeza de Deus em sua majestade e poder criador, a sentir a ternura de seu cuidado e a experimentar a maravilha de seu amor. Este livro revela a graça de Deus com tanta clareza, que levará todo leitor — ao término da leitura — a orar como João Calvino: "Ofereço meu coração a ti, Senhor, com fervor e sinceridade." Contém 176 páginas.

2. WRIGHT, N. T. Salmos. Contexto históricos, literários e espirituais para resgatar o significado do hinário do antigo Israel. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019. De todos os livros da Bíblia, certamente Salmos é um dos mais queridos e lembrados. Isso não significa, porém, que seja apreciado como deveria. Embora alguns de seus poemas sejam amados e declamados por muitos, vários outros permanecem esquecidos, tanto pelos cristãos quanto pela Igreja em si. Neste livro, N.T. Wright faz um alerta quanto a isso: Salmos já foi o coração da adoração cristã e continua sendo fundamental para um bom relacionamento com Deus. Mais do que orar e cantar, é preciso viver os salmos em sua plenitude e entender o que eles nos contam sobre os planos de Deus para a terra e seu povo. Salmos fornece, ao mesmo tempo, um estímulo e uma maneira para introduzirmos a leitura diária do saltério em nossas rotinas, explicando a importância histórica e espiritual desses poemas. Só assim podemos compreender e adorar o poder do hinário original da Igreja, que alentou e emocionou milhares de cristãos e judeus ao longo dos séculos — além de, claro, o próprio Jesus e seus seguidores. Contém 190 páginas.

3. STEUERNAGEL, Valdir e Silêda Osmar e Isabelle Ludovico, Ricardo Barbosa e Ziel Machado. Formação espiritual. Um caminho de fé, vida e missão. São Paulo: Mundo Cristão, 2020. O livro reúne textos de seis amigos que há 25 anos caminham juntos numa jornada de autodescoberta e aprofundamento na fé. Ao compartilhar aprendizados, eles nos dão uma pitada mais que saborosa de seu legado espiritual. Trata-se de uma obra para ler sem pressa, sorvendo a sabedoria que emana do encontro genuíno com o Mestre dos mestres. Contém 160 páginas.

4. BAVINCK, Herman. Dogmática Reformada. O pecado e a salvação em Cristo - Volume 3. São Paulo: Cultura Cristã, 2015. Trata-se do volume 3 de uma série de 4 livros a respeito da mais abrangente obra de teologia reformada do século XX. Bavinck fala sobre o pecado, a culpa e a pena diante da queda dos primeiros país. Fala da obra redentora de Cristo, sua encarnação, as duas naturezas, ele como mediador, seu retorno, sua verdadeira humanidade e a adoração ao Cristo ressuscitado! Contém 655 páginas.

5. LEWIS, C. S. O grande divórcio. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2020. O romance atemporal sobre uma viagem de ônibus do Inferno para o Céu. Em O grande divórcio, C. S. Lewis novamente emprega seu formidável talento para fábulas e alegorias. O escritor se encontra no Inferno embarcando em um ônibus com destino ao Paraíso. A incrível oportunidade é que, quem quiser ficar no Céu, fica. Este é o ponto de partida para uma meditação extraordinária sobre o bem e o mal, a graça e o julgamento. A ideia revolucionária de Lewis é a descoberta de que os portões do Inferno estão trancados por dentro. Nas próprias palavras de Lewis, "Se insistirmos em manter o Inferno (ou mesmo a terra), não veremos o Céu: se aceitarmos o Céu, não seremos capazes de reter nem mesmo as menores e mais íntimas lembranças do Inferno. Contém 155 páginas.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

A realidade do ser


Vivemos a realidade das pessoas que buscam a representação, ao invés do natural do ser. Precisamos perceber que somos pecadores, miseráveis e necessitados da graça divina em nosso coração.
O apóstolo Paulo afirma algo muito profundo sobre a graça divina na sua vida. Ele disse: Cristo veio salvar pecadores, dos quais eu sou o principal. Paulo não precisa de representação, nem de superficialidade para expressar quem ele é. Deus o amou e o abraçou na sua miséria e podridão de pecado. Deus o resgatou na sua cegueira espiritual, Deus o livrou da morte eterna.
Paulo percebe isso em seu ser e agradece a Deus porque Cristo o salvou, o libertou. 
Paulo estava perdido e era um perseguidor da igreja de Cristo. Era duro, seco e sem piedade alguma. Quando ele foi transformado pelo Senhor, percebeu o tamanho da sua corrupção do pensamento e do seu próprio ser interior. Ele percebeu o quando era inclinado para a depravação total e o quanto ele ofendia a santidade de Deus.
Paulo entende que era culpado por causa da sua corrupção do pecado e o quanto ele era imundo no seu interior. As palavras dele são de alguém que realmente percebe a realidade do seu ser, impura, corrupta, suja e distante da santidade de Deus.
Nós de igual modo, fomos alcançados e amados pelo Senhor Jesus. Sua morte e ressurreição trouxeram liberdade para o nosso coração. A graça alcançou pecadores como nós. Louvado seja o Eterno Deus porque Cristo veio nos salvar, nós pecadores imerecedores da graça. (Alcindo Almeida)



quarta-feira, 28 de julho de 2021

Uma profunda percepção


James Houston diz no seu livro A oração – Aprofundando a sua amizade com Deus: Somente quando todos os nossos impulsos e desejos, esperanças e amores são direcionados a Deus, é que nos tornamos humanos. Somos feitos para desenvolver relacionamentos, criados para glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre. A função da oração é trazer essa compreensão à tona de nossa vida. Ela aponta para além de nós mesmos, além de nossos relacionamentos, para a mais profunda percepção de todas: que Deus nos criou para sermos seus amados. Esta verdade está no centro de nossos corações. 
Geralmente todos falam da oração como sendo algo que traz conquistas e bênçãos mais materiais do que espirituais. Tem gente que afirma que a oração pode mudar o mundo inteiro. Sei lá! Parece-me que a afirmação de Houston tem mais a ver com uma mudança de nós mesmos na presença do Eterno Deus. 
A oração nos faz crescer e sair de nós mesmos para a dinâmica do relacionamento com a Trindade. A oração é um item marcante para a nossa vida espiritual no sentido de promover um crescimento no coração e não de receber algo de Deus. Nem de mudar as circunstâncias da nossa jornada aqui. 
Na lógica de Houston a oração é uma profunda percepção de que Deus nos criou para sermos seus amados e portanto, na oração percebemos esse amor, o cuidado e a graça do Eterno Deus em nós. Na oração nos abrimos diante de todos os conflitos e necessidades. Falamos para Deus o que sentimos, choramos, rimos e lamentamos as lutas da nossa vida. Por isso, o salmista afirmou: Os meus desejos não te são ocultos. 
Expressamos para Deus o que sentimos na oração, abrimos o nosso ser mais intimo na oração e falamos para Deus. Isso traz mudanças profundas em nosso intimo, aprendemos mais sobre Deus e sobre sua vontade em nossa vida. Aprendemos a depender do seu caráter e dos planos que Ele mesmo tem para nós. Aprendemos a conviver mais com o dono absoluto da nossa vida. 
Houston está correto no pensamento, a oração nos aponta para além de nós mesmos. Saímos de nós para o coração do Pai e com Ele desfrutamos de uma comunhão preciosa e graciosa. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 27 de julho de 2021

Maturidade e crescimento


Quando um projeto de vida se desfaz, é difícil juntar os cacos e recomeçar nela. Quando os acidentes da vida nos pegam na esquina dela, sofremos, choramos e nos angustiamos demais.
Só que é bom entendermos que todo o fracasso que enfrentamos na nossa vida, traz também a oportunidade de trilhar um novo caminho rumo ao processo de cura e de graça. E no meio dos desertos da vida, o Eterno Deus nos ajuda a entender o plano e propósito dele para a vida.
Não é por acaso que o grande rei sábio, Salomão afirmou: Ao homem pertencem os planos do coração; mas a resposta da língua é do Senhor. Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos; mas o Senhor pesa os espíritos. (Provérbios 16.2) Os melhores meios de trabalhar nossas derrotas é saber que o Eterno tem projetos para nós, mesmo diante do fracasso e no meio disso tudo, temos uma chance de recomeçar, de mudar para melhor, de nos colocar de joelhos e dizer para o Senhor que confiamos nele, mesmo no meio dos desertos e durezas da vida.
Sempre traçamos a nossa caminhada com detalhes sempre positivos, mas o contratempo, o dissabor, o sofrimento e a dor estão lá, querendo ou não. Sempre passaremos por alguma luta e nela veremos o processo de maturidade e crescimento em nós mesmos. Deus estará sempre perto de nós, no ajudando e dando a resposta certa como Salomão afirma no texto: A resposta certa é do Senhor. (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 26 de julho de 2021

A cruz de Cristo


Jesus disse aos seus discípulos em Lucas 9.23: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Seguir a Jesus é morrer todos os dias para nós mesmos, a fim de que a vida dele seja viva em nós. Só podemos seguir os seus passos através da cruz, através da negação de nós mesmos. Não há outro caminho no Reino a não ser o da negação de nós mesmos. Sem crucificação não tem serviço e sem serviço não tem participação no Reino!
Seguir a Cristo é carregar a cruz da renúncia total de nós mesmos e dos planos que traçamos para nós mesmos. Seguir a Cristo é ter a cruz da humildade no ser, ter a cruz da simplicidade de tal forma que Cristo aparece e não nós. Seguir a Cristo é carregar a cruz que nos leva para a santidade, pureza e honestidade nas palavras e nas ações.
Seguir a Cristo é carregar a cruz que fa o nosso ego morrer em todo tempo, porque Cristo é a primazia no viver, Cristo é o foco central da nossa vida. Seguir a Cristo é carregar a cruz muito profunda porque é o processo de morte de nós mesmos para que a vida de Cristo apareça em cada sentido do ser.
Seguir a Cristo é carregar a cruz que não nada a ver com o sucesso, mas com o anonimato do ser, porque todo ele é de Cristo. Tudo é de Cristo e nada é nosso! Seguir a Cristo é carregar a cruz do Reino, do Evangelho da graça divina de tal forma que a glória de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito está sempre presente em nosso ser. Que Cristo mesmo, nos ajude a negar a nós mesmos para que sigamos o Evangelho da graça em todos os momentos da vida! Jamais nos esqueçamos das palavras do nosso mestre: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Perdidos e vazios na existência


Trabalhando no texto de Lucas 15.11-24 percebo o quanto somos parecidos com o filho mais moço da parábola. Quantas vezes rompemos com o Pai querendo viver sozinhos. E achamos que saindo de casa sobreviveremos. Coitados desses seres humanos que somos nós!
Analisando a vida do filho mais novo, vejo algumas verdades:

1. Sem a companhia divina perecemos em tudo.

Essa é uma realidade seria. Sem a ajuda e presença do Eterno Deus, perecemos atiçamos sem rumo na vida!

2. Sem a direção do Pai paramos em buracos terríveis:

Se Deus não nos dirigir, se Ele não for o nosso referencial na vida, estamos falidos. Esse jovem percebe a falta que o seu pai faz. Ele está perdido sem a ajuda e direção do seu pai.

3. Sem a graça da comunhão do Pai achamos que os recursos humanos trazem sobrevivência:

Não são poucos que acreditam que o dinheiro pode trazer felicidade. Dinheiro é bom sim. Com ele realizamos muitas coisas, mas ele não é a fonte de felicidade. Ele não realiza o coração em termos de sentido. 
O nosso sentido é Cristo, a nossa suficiência é Cristo e nada mais nessa vida. A comunhão com Ele enriquece e preenche a nossa alma. Essa falta que o jovem tem, o dinheiro acabou e ele ficou sem a comunhão do pai.

4. Sem a presença de comunhão perdemos a santidade e reverência para com Deus:

Não podemos viver sem desfrutar a comunhão, amizade e relação com Deus. Toda vez que nos distanciamos dessa comunhão, perdemos a noção de santidade e vida seria com Deus! Que a experiência desse jovem nos ajude a enxergar Deus em todos os movimentos da vida e perceber que sem Deus, estamos perdidos e vazios na existência! (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Poemas que vivem


Na nossa vida diária, nos tornamos poemas que vivem, respiram, oram, choram e cantam a graça divina. (Alcindo Almeida)

Sinceridade na vida


Sinceridade é muito mais que apenas uma palavra. Sinceridade é a base de qualquer interação entre duas pessoas, independente da profundidade desse relacionamento. 
Para sermos sinceros não basta apenas dizermos a verdade e o que pensamos para as outras pessoas.
Ser sincero é ser honesto consigo mesmo, coisa que parece fácil, mas não é tanto assim. Essa auto-sinceridade é o primeiro passo para que mos tornemos pessoas melhores espiritualmente e emocionalmente.
O salmista afirma no Salmo 15.1 e 2: Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade. Sinceridade é algo essencial na nossa caminhada cristã. Davi fala dessa necessidade na vida. Davi nos convida como cristãos, a ter uma vida de integridade, justiça e que fala a verdade sempre. Os herdeiros do Reino de Deus são sinceros e verdadeiros de coração. 
Precisamos de sinceridade na vida espiritual, precisamos de sinceridade nos negócios, precisamos de sinceridade no casamento. Para que sejamos leais, verdadeiros e honestos nas palavras e nas ações. A sinceridade tem haver com o coração, ou somos verdadeiros ou somos pessoas com um caráter dúbio, desonesto e sem nenhuma coerência.
Sinceridade de coração é o que precisamos no meio de uma sociedade que tem negociado valores e princípios. Sinceridade para andar nessa vida é algo imprescindível e salutar, porque vivendo de maneira sincera, honramos o nome de Cristo e não envergonhamos jamais o Evangelho. (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 19 de julho de 2021

As lágrimas dos olhos


Temos um Cordeiro que é compassivo, clemente, longânimo e grande em misericórdia e fidelidade. Eugene Peterson diz que são as visões verdadeiras e não as ilusões que fazem as coisas acontecerem. Não é uma ilusão que o Cordeiro de Deus se encontra no trono assentado e intercedendo pelos eleitos dele. Não é uma ilusão que o Cordeiro de Deus apascenta e nos guia às fontes de água vivas.Não é uma ilusão que o Cordeiro de Deus que se encontra no trono enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos. 
A grande verdade para o nosso coração é que Deus nos amou em Cristo Jesus, Ele deu o seu único Filho para tomar o nosso lugar na cruz do Calvário. Com o seu sangue precioso ele nos comprou para a vida eterna, para a comunhão imperdível. A Palavra de Deus é clara em afirmar que ele nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino de seu Filho.
O Cordeiro de Deus fez tudo isto por amor, perdão, graça, bondade, compaixão e misericórdia. João nos chama a atenção para o fato de que o Cordeiro de Deus se encontra assentado no trono e faz todas as ações em favor daqueles que ele mesmo comprou com seu sangue precioso. O texto afirma em Apocalipse 7.17: Pois o Cordeiro de Deus que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.
O Cordeiro de Deus por meio do seu sofrimento demonstrou a mais clara e mais perfeita glória da graça de Deus. O sofrimento foi uma parte essencial da graça de Deus revelada através do Cordeiro divino. O sofrimento do Cordeiro divino é uma parte essencial da tapeçaria do universo. Somente Ele pode nos ajudar no meio da dor, tristeza e sofrimento, porque ele experimentou em sua pele toda dor e angústia da alma. Essas palavras têm todo o sentido para nós em Cristo Jesus: E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. (Alcindo Almeida)

O perdão de Deus na vida | Pr. Alcindo Almeida [SÉRIE SÓ POR DEUS]

sexta-feira, 16 de julho de 2021

A dinâmica do descanso em Deus


O Salmo 3.5 afirma: Eu me deito e logo adormeço. Desperto de novo, pois é o Senhor, que me sustém. Davi já está mais confortado diante da perseguição que ele sofria diante do seu próprio filho Absalão. 
Depois de ter no coração a certeza de que Deus é escudo, de que ele ouve e responde às orações, ele pode dizer: Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta. Interessante que quando estamos aflitos temos dificuldades para pegar no sono e dormir tranquilos. 
Quando estou tratando de alguma crise de casais que atendo, de pessoas com dificuldades, me pego nas madrugadas da vida pensando, orando e meditando sobre o que dizer, ou como agir nas diversas situações.
Bem, Davi não só dorme tranquilo, como acorda com a sensação do cuidado de Deus na vida. Ele não é tomado pelo temor que tira o sono, ele dorme e acorda com o coração confiante na ação de Deus para todos os pormenores da sua vida.
Como precisamos da certeza no coração para dormirmos e acordarmos com a confiança de que Deus nos sustentará sempre. Aconteça o que acontecer, dormiremos na paz do Eterno Deus. Davi entra em descanso porque ele confia em Deus. Devemos fazer o mesmo porque confiamos no nosso Deus. Sei que não é algo fácil para fazer, mas essa é a dinâmica do descanso em Deus sempre. (Livro Poesia e Oração)

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Temos socorro em Deus diante das crises. | Pr. Alcindo Almeida [SÉRIE DE SALMOS]

Uma vida séria com Deus


Ontem estava lendo o texto de I Reis 17. A história de Elias com a viúva de Sarepta. Cada acontecimento chama a nossa atenção.
O primeiro deles é que vem a palavra do Senhor para Elias Ir até Sarepta, onde uma mulher viúva daria comida para ele. Como? Uma viúva naquela época? Isso mesmo, é assim que Deus age.
O segundo acontecimento é que ele chegando à porta da cidade, a mulher viúva estava apanhando lenha. A mulher estava lutando pela vida, buscando os recursos para sobrevier. E Elias disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber.
O terceiro acontecimento é que ela foi buscá-la, ele a chamou e Elias disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. Elias pede algo que muito provavelmente essa mulher não tinha.
O quarto acontecimento é a resposta dela: Tão certo como vive o Senhor, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. A lógica é a seguinte, profeta Elias o senhor veio no lugar errado e pede algo para a pessoa errada.
O quinto acontecimento é que Elias diz as seguintes palavras: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-o aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Elias a desafia a crer, crer e somente crer. O desafio é trazer para o profeta e depois para ela e o filho!
O sexto acontecimento é a declaração profunda de Elias: Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. Isso é matéria de fé, a mulher é convidada a acreditar que não haverá falta de alimentos para sua casa.
O sétimo acontecimento é que a palavra de Elias se cumpriu. Eles comeram e a da mulher teve alimento por muitos dias. O texto afirma: Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias.
O oitavo acontecimento é que depois disto, adoeceu o filho da mulher, e ele morreu. Que dureza, depois de um milagre tão extraordinário, agora o filho dessa mulher caridosa e gentil morre.
O nono acontecimento é que Elias toma menino nos braços e o leva para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou e clama ao Senhor Deus para que a alma do menino torne a entrar nele. O texto afirma: O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu. Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive.
O décimo acontecimento é que a mulher vendo tudo o que aconteceu na sua casa, diz a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.
Ela reconheceu Elias era homem de Deus e que a palavra do Senhor na boca dele era verdade. Que Deus nos dê a graça de sermos com Elias, pessoas que andam com Deus e que a palavra do Senhor seja verdade em tudo o que falamos, agimos e respiramos. (Alcindo Almeida)

sábado, 10 de julho de 2021

Temos forças na Palavra


O texto afirma no Salmo 119.25 a 28: A minha alma apega-se ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. Meus caminhos te descrevi e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos. Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim meditarei nas tuas maravilhas. A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua Palavra.
O estado do escritor é que ele está sobrecarregado de tristezas. Então o salmista pleiteia por força e por segurança, mediante o ministério da Palavra; e também por um coração verdadeiramente penitente que o preserve em meio à tentação. Ele diz que sua alma está apegada ao pó. (versículo 25) Ele quer dizer que se sente com a alma deprimida e que exatamente por isso precisa dos preceitos da Palavra.
No versículo 28, ele enfatiza de novo a ideia da tristeza. Ele realmente precisa de algo que alimente sua alma e o livre desta tristeza que consome seu coração. Ele precisa de algo para a sua alma porque o que o aflige é para quase levá-lo à morte. E a resposta exata é a Palavra de Deus. E ele sabe disto, por isso, pede nos versículos 26 e 27: Ensina-me os teus estatutos. Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim meditarei nas tuas maravilhas.
Você já passou por um período de tristeza assim? Algo que consumiu você por inteiro a ponto de não ter forças e o coração ficar tão pesado de dor que a alma chorava por dentro? É exatamente neste momento que devemos orar como o salmista pedindo para que o Senhor nos ensine na sua Palavra. 
O salmista pede a compreensão divina na Palavra para o momento que ele vivia. Ele pede ao Senhor o resguardo e fortalecimento diante desta tristeza enorme no seu coração. O fato é que na Palavra temos a força diante das nossas tristezas e crises da vida. (Livro Ouvindo as Escrituras - Salmo 119)

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Meus 50 anos de vida


Hoje eu experimento o tempo de celebração dos meus 50 anos de vida. Hoje é o dia de ler Eclesiastes e refletir sobre tudo o que Deus tem feito na minha existência. Eu tenho uma esposa, uma filha, tenho a família por perto. Tenho uma igreja que me acolhe nesses 24 anos de ministério pastoral. Tenho amigos e irmãos chegados do coração.
No meio desses anos tanta coisa aconteceu na minha história de vida. Fui espancado, fui preterido por algumas pessoas que passaram pela minha jornada. Fui humilhado em diversas ocasiões, porque era pobre e de um lugar bem humilde na Zona Leste de São Paulo.
Tive períodos terríveis na história durante esses 50 anos. Tive choro na alma, tive alegria também. Mas, sou como uma ovelha resgatada e a Palavra do Eterno Deus atingiu meu peito. Da mesma forma que o salmista quando afirmou: Eu fui vivificado pela Palavra de Deus. Deus me pegou pelas mãos e não deixou que eu me perdesse em nenhum momento da vida, repito: em nenhum momento da vida. O Eterno Deus perdoou os meus pecados cometidos e me amou em Cristo Jesus. Cristo foi o centro da minha história, ele redimiu a minha vida por sua graça e amor profundos.
Sou eternamente grato por tudo que o Eterno Deus tem feito nesses 50 anos de vida! Junto-me ao salmista e afirmo: Todo o meu ser louve o Senhor; louvarei seu santo nome de todo o coração. Todo o meu ser louve o Senhor; que eu jamais me esqueça de suas bênçãos. Ele perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças. Ele me resgata da morte e me coroa de amor e misericórdia. Ele enche minha vida de coisas boas; minha juventude é renovada como a águia! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Respirando Deus em tudo


Uma vez que nosso relacionamento com Deus obedece à mesma lógica dos nossos relacionamentos humanos, precisamos valorizar isso no coração. O problema é que as nossas relações no mundo moderno deixaram de ser pessoais e afetivas, para serem funcionais e impessoais. A realização humana hoje se dá muito mais em termos de conquistas profissionais e espirituais do que de relacionamentos pessoais.
Realmente é o problema é que isso tem gerado em nós um jeito esquisito de nos relacionar com Deus. Em várias vezes, queremos usar Deus para a realização da nossa vontade e dos desejos humanos. Muitas vezes, procuramos Deus somente na hora da dor ou quando buscamos algo para nós, para o nosso próprio benefício.
Quando olhamos para o grande rei Davi, percebemos que ele buscava a Deus simplesmente por ser Deus, detalhe, somente por ser Deus mesmo, só que o Deus da sua vida e coração. Era notório o jeito de Davi se relacionar com Deus. As suas palavras preciosas são: Ó Deus, tu és meu Deus; eu te busco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por ti nesta terra seca, exausta e sem água. Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória. Teu amor é melhor que a própria vida; com meus lábios te louvarei. Sim, te louvarei enquanto viver; a ti em oração levantarei as mãos.
Deus é o Deus da sua vida, Davi busca a Deus sempre. Sua vida anseia por Deus num lugar deserto. Davi contempla a Deus e busca a glória divina. Tanto que ele experimenta a graça como algo profundo, algo que é melhor do que sua própria vida. Ele fala e respira Deus em todos os momentos da sua existência. Isso basta para Davi e ponto final.
Precisamos desse relacionamento com Deus, sem interesses, mas simplesmente por Ele ser Deus, ser o dono absoluto da nossa vida e coração. Busquemos isso para o coração, porque esse relacionamento alimenta a nossa alma e satisfaz o nosso ser! (Alcindo Almeida)

terça-feira, 6 de julho de 2021

Direção a vida na Palavra


O salmista afirma no Salmo 119.41 a 48: Venha também sobre mim a tua benignidade, ó Senhor, e a tua salvação, segundo a tua Palavra. Assim terei o que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra. De minha boca não tires totalmente a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos. Assim observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente; e andarei em liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos. Falarei dos teus testemunhos perante os reis, e não me envergonharei. Deleitar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo. Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatutos.
O salmista ora pedindo o discernimento da misericórdia divina. Porque assim ele seria capaz de prestar testemunho público digno de confiança. O salmista entende que pela experiência da misericórdia do Senhor ele teria a sabedoria preciosa para lidar com aqueles que o acusavam de algo. Enquanto o salmista lê a Palavra e medita nela, Deus mostra o seu amor e misericórdia.
A Palavra de Deus é a expressão do amor que recebemos no coração para responder a todos, inclusive para aqueles que nos afrontam nessa vida. A Palavra de Deus nos faz ter sabedoria no caminho complicado da vida. O salmista confiava na palavra que estava no seu coração e tinha a certeza de ter sempre a palavra para os inimigos.
Ele relaciona a Palavra de Deus com a sua boca no sentido de meditar. Ele diz que fará isso continuamente. Ele quer observar a Lei do Senhor olhando para sua prática de vida. Ele quer guardar a lei sem nenhum lapso, enquanto estivesse na jornada, ele queria olhar profundamente para a Lei do Senhor.
Ele diz que andará com largueza, que provavelmente queria dizer que estaria livre de qualquer restrição. Ele estaria limpo e livre para andar com a Lei do Eterno Deus no seu coração. Ele não teria medo das ameaças dos seus inimigos porque a Lei o guardaria de qualquer coisa. Ele diz que terá prazer nos mandamentos do Eterno Deus. E é um prazer que gera o profundo amor que sente pela Palavra de Deus. E finaliza essa parte dizendo que para os mandamentos que ele amava, levantaria as suas mãos.
A devoção do coração do salmista passa por esse tempo de adoração na presença do Senhor. Ele dá tanto valor à Lei Divina e à oração, que faz questão de mencionar isso aqui!
Como a Palavra de Deus é preciosa para o coração da gente, ela dá alento, dá direção, ela nos anima para enfrentar os obstáculos que vem sobre nós. Ela é fonte da nossa meditação diária. Ela é a fonte para a nossa oração.
Não há a menor possibilidade de ficar sem a referência da Palavra em nossa vida. Precisamos da Palavra para nosso crescimento e amadurecimento. Precisamos da Palavra para suportar as perseguições por causa do que é justo, honesto e verdadeiro. Ainda mais hoje, que tudo é relativo. Quando falar é verdade é relativo também. A Palavra é a nossa direção para todos os processos que passamos nessa vida. Ela nos dá o foco para vivermos no meio dessa sociedade tão perdida e confusa quanto aos valores.
Que imitemos o salmista que meditava nos decretos divinos e o amava de coração! (Livro Ouvindo as Escrituras - Salmo 119)

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Um gesto de amor


As palavras gentis sempre valorizam o que há de melhor nas pessoas e as estimulam. A pessoa gentil quer servir o próximo porque o valoriza e o respeito como pessoa. Gentileza é gesto de amor altruísta e por isso transforma as pessoas. As palavras gentis têm a grande eficácia de cativar e até de curar, porque elas expressam reconhecimento, respeito, atenção pelo outro, são palavras construtivas, cativantes e salvadoras.
Mike Mason no seu livro A prática da presença das pessoas, publicado pela Editora Palavra, fala sobre o amor ao próximo, sobre como nos relacionar com as pessoas. A tese dele é que o relacionamento com as pessoas deve se dar numa dinâmica semelhante à do relacionamento com Deus. 
Se devo falar e ouvir a Deus, também devo falar e ouvir às pessoas. Se devo separar na minha agenda um período para estar com Deus, também devo separar um período para estar com as pessoas que amo. Se amar a Deus é o primeiro mandamento, amar ao próximo é o segundo e, de acordo com Jesus, primeiro e segundo são semelhantes. Além disso, o apóstolo João ensinou que o amor a Deus é demonstrado pelo amor ao próximo. A face de Deus está concretizada na face do próximo.
Atos de gentileza com o nosso próximo geram vida, sentimentos profundos e amizades sinceras. O texto sagrado em Filipenses 2:4 afirma: Não atente cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. Devemos abrir mão de nós mesmos para demonstrar gentileza, afeto, amor, doação e entrega. Exatamente isso que Cristo fez por nós na Cruz do Calvário. Cristo se entregou por nós pela graça e pelo seu grande e eterno amor. 
Como João afirmou no capītulo 4:9-11: Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Que a graça seja seja sobre nós para que sejamos gentis e amáveis. (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Um cristianismo real


Soren kierkegaard escreveu um livro chamado: Um ataque a cristandade. Esse livro nos ajuda a perceber o problema do irrealismo eclesiástico. Soren Kierkegaard nos seus escritos sempre nos convida a buscar a realidade.
Ele chama a atenção para o cuidado para o cristianismo não se tornar em algo mecânico. Não podemos apenas ter informações sobre Jesus Cristo, informações sobre Cristo ser um estudioso dele e não pessoas que experimentam da sua graça, bondade e amor!
Soren Kierkegaard nos chama a atenção para amarmos ao Senhor Jesus Cristo num processo de obediência, o que nos aproxima dele por meio da fé. Essa fé que se torna uma realidade viva e profunda!
Através do conhecimento de Cristo vemos o cristianismo real de fato, e passamos a olhar para a vida com humildade e reconhecermos o estado de pecado que vivemos. Através do conhecimento de Cristo vemos a graça com olhos espirituais e o quanto somos limitados diante de Deus!
O que é irreal para Soren Kierkegaard? É não enxergar Cristo que vive em nós! Então, toda a nossa personalidade precisa se envolver com a fé bíblica para que vivamos cada detalhe do Evangelho do Reino! Como Paulo afirmou: Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.
A nossa vida precisa ter essa vivência do pensamento cativo a obediência a Cristo sempre. Respiramos Cristo, vivemos em Cristo, amamos a Cristo e somos dele para sempre! (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A graça ainda está lá!


O texto de 2 Samuel 11 nos mostra que Davi estava no lugar errado e na hora errada. O correto era estar nas batalhas, já que ele era um guerreiro. De repente, ele vê uma mulher bonita tomando banho. Ele aguça os sentidos e pede para trazerem a moça para o palácio. O caos acontece, ele peca, entristece ao Senhor, fere princípios e destrói uma família. A moça chamada Bate-Seba que era formosa a vista, fica grávida.
As coisas começam a acontecer, Davi manda Joabe enviar Urias, o heteu que é esposo dela para que de alguma maneira tente esconder o seu pecado desastroso. Manda o cara para sua casa para estar com a esposa. Davi manda até presente. O cara é um soldado fiel do palácio e não vai para casa e ainda responde assim para Davi: A arca e os exércitos de Israel e de Judá estão em tendas, e Joabe, meu comandante, e seus soldados estão acampados ao ar livre. Como eu poderia ir para casa para beber, comer e dormir com minha mulher? Juro diante do rei que jamais faria uma coisa dessas.
Enfim, Davi tenta de tudo até que apela para colocar Urias na frente da batalha e ele morre. O homem segundo o coração de Deus faz um ato terrível desse! Ele mata um inocente por causa do seu pecado. A fala dele para seu comandante foi: Diga a Joabe que não desanime. A espada devora este hoje e aquele amanhã. Lutem bravamente e conquistem a cidade! Que traição violenta, que atitude maligna do homem de Deus!
A coisa fechou? Davi está ileso? Sem consequências? Sem alguém para ver o mal enorme que ele fez nessa família? Só que não! Davi não ficará ileso virão as consequências do seu pecado e serão terríveis.
Deus enviou o profeta Natã para conversar com Davi e fazê-lo enxergar os seus pecados por meio de uma parábola, de modo que o próprio Davi declarou qual deveria ser a sua sentença: pena de morte. Natã fala do homem tomou a cordeirinha que não era dele e matou para o banquete. E Davi fica furioso até que Natã se vira para ele e diz: Você é esse homem! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Eu o ungi rei de Israel e o livrei das mãos de Saul. Dei-lhe a casa e as mulheres de seu senhor e os reinos de Israel e Judá. E, se isso não bastasse, teria lhe dado muito mais. Por que, então, você desprezou a palavra do Senhor e fez algo tão horrível? Você assassinou Urias, o hitita, com a espada dos amonitas e roubou a esposa dele! De agora em diante, a espada não se afastará de sua família, pois você me desprezou ao tomar para si a mulher de Urias.
O homem segundo o coração de Deus caiu e agora está prostrado vendo o tamanho do seu pecado, mas a graça ainda está lá na vida dele. A criança morreria, mas Davi seria poupado pela bondade infinita do Eterno Deus. Porque de Davi, mesmo sendo tão mal nesses atos, seria o canal da história da redenção de pecadores em Cristo Jesus. Ele faria parte da descendência de Cristo. Mesmo Davi desprezando a Deus, Deus olhou para ele. Davi é tocado por Deus e se arrepende profundamente dos seus erros e pede perdão para o Senhor.
Deixo algumas dicas para o nosso coração:

1. Não brinquemos com o pecado, ele é sorrateiro.
2. Tomemos cuidado com a mente vazia, só traz prejuízo para o coração.
3. Ocupemos o coração com a Palavra de Deus sempre.
4. Fujamos das propostas que não nos levam à santidade.
5. Ouçamos a voz do Eterno sempre.
6. Purifiquemos os olhos com as Escrituras Sagradas.
7. Jamais usemos as pessoas para esconder o nosso pecado: confessemos diante de Deus.
8. Peçamos a misericórdia do Eterno Deus para andarmos de maneira pura, correta e santa. (Alcindo Almeida)

Leituras em junho de 2021

1. PIERRE, Barbet. A crucificação de Cristo. Descrita por um cirurgião. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2018. Pierre Barbet (1884-1961) foi cirurgião em Paris e seu estudo médico sobre a crucificação de Jesus é considerado o mais completo até os dias de hoje. “A crucificação de Cristo descrita por um cirurgião” traz detalhes que somente alguém conhecedor do corpo humano e suas reações poderia expor. Uma leitura que irá emocionar você, e mais que isso: fazer compreender o que significou para o Filho de Deus tamanho sacrifício. Uma missão que Ele completou movido por amor.  Contém 112 páginas.

2. WRIGHT, N. T. Paulo para Todos. Romanos – Parte 1. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2021. Quer investir um tempo maior e conhecer mais sobre as escrituras e não sabe por onde começar? Além de definir um horário e um local adequado para esse momento, é importante que você invista em materiais que te auxiliarão na hora de suas reflexões. Neste kit, você encontrará o Box Paulo para Todos, a coleção é composta por sete livros que contemplam, em seu conteúdo, aspectos peculiares das cartas enviadas pelo apóstolo às igrejas, compiladas a partir dos diversos estudos feitos pelo autor. São textos que, de forma acessível, enriquecem o estudo daqueles que se dispõem a compreender melhor esses textos bíblicos. Já no exemplar Didaqué, que apesar de ter sido redigido nos primórdios do cristianismo, sua mensagem é muito importante para todos os cristãos de hoje, além disso, esta edição é bilíngue: Grego e Português. Assim, por meio desses livros, todos, acadêmicos ou leigos, podem ter acesso a textos fundadores da nossa fé. Contém 208 páginas. 

3. WRIGHT, N. T. Paulo para Todos. Romanos – Parte 2. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2021. A coleção é composta em seu conteúdo, de aspectos peculiares das cartas enviadas pelo apóstolo às igrejas, compilados a partir dos diversos estudos feitos pelo autor. São textos que, de forma acessível, enriquecem o estudo daqueles que se dispõem a compreender melhor esses textos bíblicos.  De um jeito contemporâneo, Wright consegue transmitir a profundidade e a riqueza desses escritos transformando a experiência de leitura enriquecedora. Contém 208 páginas.

4. HOUSTON, James. Meu legado espiritual: Uma jornada de fé na pós-modernidade.  São Paulo: Mundo Cristão, 2008. Em plena pós-modernidade, viver a fé cristã genuína passou a ser manifestação contracultural. Quem afirma não é um jovem rebelde inconformado com a sociedade de consumo. Com mais de 80 anos de estrada, James Houston — professor, acadêmico, escritor e mentor — considera-se um feliz exilado pois não aceita o cinismo típico do conformismo cristão descompromissado, nem tampouco a fé rígida e legalista. Instado por seu filho a escrever sobre os fundamentos em que têm baseado sua vida, Houston desfila seis ensaios nos quais avalia as distorções presentes no modo de ser cristão na sociedade atual. Em jogo, as contradições e as tensões que perversamente nos tiram o foco e pasteurizam nossa identidade. Para Houston, quem deseja sair da mesmice de uma sociedade e igreja pseudocristãs precisa viver no fio da navalha, sem abrir mão de suas convicções ou apegar-se aos modismos de ocasião. Um relato de um rebelde com causa que inspira pela profundidade e o frescor de suas opiniões. Contém 254 páginas. 

5. CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. São Paulo: Sextante, 2012. O guia clássico e definitivo para relacionar-se com as pessoas Não é por acaso que, mais de setenta anos depois de sua primeira edição, depois de mais de 50 milhões de exemplares vendidos, Como fazer amigos e influenciar pessoas segue sendo um livro inovador, e uma das principais referências do mundo sobre relacionamentos, seja no âmbito profissional ou pessoal. Os conselhos, métodos e as ideias de Dale Carnegie já beneficiaram milhões de pessoas, e permanecem completamente atuais. Carnegie fornece, nesse livro, técnicas e métodos, de maneira extremamente direta, para que qualquer pessoa alcance seus objetivos pessoais e profissionais. Contém 264 páginas.