terça-feira, 30 de junho de 2020

Leituras em junho de 2020


1. SCHAEFFER, Francis A. O Deus que se revela. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2018. O Deus que se revela forma com A morte da razão e O Deus que intervém a trilogia clássica de Schaeffer. É o último da trilogia. Segundo o autor: “O livro trata de como podemos vir a saber e como podemos saber que sabemos.” Assim, Schaeffer pondera que o pensamento moderno está fundamentalmente errado nas posições quanto a como sabemos e o que sabemos. Contrastando com o silêncio e desespero do homem moderno, Schaeffer mostra que podemos de fato conhecer o Deus que intervém porque ele se revela. Contém 144 páginas.

2. WATTS, Rikk. Isaías. A mensagem do profeta para o Brasil de nossos dias. São Paulo: Editora Sepal, 2002. Violência urbana, sensualidade desmedida, exploração, opressão, concentração de riquezas, abuso de poder, falsa moralidade, religiosidade vazia. Engana-se quem pensa que estamos destacando os temas dos jornais desta manhã. Estes são problemas de Israel registrados pelo profeta Isaías, quase mil anos antes do nascimento de Cristo. Claro que os problemas acima também refletem nosso cotidiano, seja numa grande Metrópole, como São Paulo, ou em pequenos vilarejos espalhados pelo país. Dr. Rikk Watts, um dos maiores expositores da Bíblia da atualidade, estabelece, nesta obra, um paralelo entre Israel dos tempos de Isaías e o Brasil de hoje. Sua leitura torna o texto sagrado atual e indispensável. Ele lança luz sobre nossos maiores problemas, enquanto nos resgata a esperança de construirmos uma Igreja com os valores do Reino de Deus. Contém 128 páginas.

3. PARANAGUÁ, Glenio. As marcas da igreja na história. Panará: Editora Ide, 2017. O candelabro é um tipo da igreja. Ele foi esculpido com o peso de 1 talento de ouro, cerca de 36 kg, sem emendas e com 22 conjuntos de botão, flor e fruto, perfazendo 66 elementos. Tudo isto apontava para as 22 letras do alfabeto hebraico e para o conjunto dos 66 livros que formariam a Bíblia, que é a luz que ilumina o caminho da igreja. João Calvino disse que “a Bíblia é o cetro pelo qual o Rei celestial governa Sua igreja.” Não há dúvida que a igreja é um produto do Verbo de Deus, governada pela Bíblia. Aqui nesta obra, o autor procura demonstrar que as 7 igrejas do livro de Apocalipse revelam os 7 períodos da história da igreja até a parousia, isto é, o segundo advento de Cristo. O Espírito Santo, em sua onisciência, deixou certas informações em cada igreja, apontando para os eventos da história. Acreditamos que você será edificado com a leitura deste pequeno volume, que sintetiza: As Marcas da Igreja na História. Contém 80 páginas. 

4. NOUWEN, Henri. Adam, o amado de Deus. São Paulo: Paulinas, 2002. Nouwen planejava escrever um livro sobre o credo apostólico. Porém, a morte de Adam, um jovem portador de grave deficiência, fez com que mudasse de ideia. Ele percebeu que, ao refletir sobre a morte do amigo, descobrira um modo de descrever sua própria compreensão da mensagem do Evangelho. Numa comovente memória pessoal, Nouwen conta desde seus desajeitados primeiros encontro com Adam, quando fora encarregado de cuidar dele pela manhã, até chegar a se tornar aquele que era cuidado. Adam exerceu um importante papel na cura de Nouwen, levando-o a compreender o verdadeiro sentido da pobreza espiritual e da misteriosa graça do amor de Deus. Em Adam, o amado de Deus, livro terminado poucas semanas antes de sua morte, Nouwen deixou uma verdadeira reflexão sobre sua própria mensagem e legado. Contém 80 páginas. 

5. HASTINGS, Max. Inferno: O mundo em guerra 1939-1945. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2012. Para muitos historiadores, nenhum outro acontecimento da história da humanidade teve o impacto da Segunda Guerra Mundial, que entre 1939 e 1945 abalou as vidas de centenas de milhões de pessoas em todo o planeta. Jornalista especializado na cobertura de conflitos, com vinte livros publicados, o inglês Max Hastings traça, em apenas um volume, um vasto painel da guerra em todos os fronts, colocando em primeiro plano o testemunho de pessoas comuns, obtido em cartas, diários, livros de memórias e depoimentos. Contém 674 páginas. 

6. PALMER, Edwin H. O Espírito Santo e a Trindade. El Estandarte de la Verdad, 1995. Em uma forma precisa e detalhada, o Dr. Palmer descreve uma maneira de ampliar o trabalho do Espírito Santo na criação, na graça comum, na regeneração e no santifico. Esta apresentação enriquece o conhecimento e a profundidade de cada cristão. Contém 255 páginas. 

7. KELLER, Timothy. O profeta pródigo. Jonas e o mistério da misericórdia de Deus. São Paulo: Editora Vida Nova, 2019. Keller revela as camadas escondidas do livro de Jonas e mostra que, apesar de o protagonista dessa história ter sido um dos piores profetas de toda a Bíblia, ele tem muito em comum com a Parábola do Filho Pródigo e com o próprio Jesus, o qual vê muitas semelhanças entre si e o “profeta pródigo”. Assim como a história de Jesus não acabou após três dias no sepulcro, o relato sobre a vida de Jonas também não chegou ao fim depois do mesmo período dentro do grande e misterioso peixe: ainda havia uma segunda parte a ser cumprida em seu ministério. Keller interpreta a extraordinária (e enigmática) conclusão dessa história e nos mostra a poderosa mensagem por trás da vida de Jonas: a extraordinária graça de Deus. Contém 208 páginas. 

8. NOUWEN, Henri. A via sacra do mundo. São Paulo: Edições Loyola, 1998. Jesus caminhou pelas aldeias e pelos campos da Palestina. Ele caminhou ao encontro das pessoas, oferecendo a Boa Nova do Reino e o toque de cura de sua compaixão. E por fim, caminhou do Getsêmani para a Cruz, no Calvário. Este livro de meditações inspirado numa série de ilustrações de Helen David, representa a tradicional via-sacra (sagrado caminho!), aproximando-a da paixão e do sofrimento dos pobres do mundo. Um prisioneiro político, um camponês acabrunhado pelo peso de uma carga de madeira, um menor abandonado, uma mãe em prantos por seu filho assassinado, um lavrador exausto, quatro mártires da Igreja. Nestas imagens, Nouwen vê a continuação da Paixão de Cristo. Em e por Jesus, nosso mundo pode vir a ser um, porque Ele, em divino amor, abraça a todos nós para nos levar à ressurreição. Contém 77 páginas. 

9. BEEKE, Joel. Calvino para hoje. Uma contínua influência sobre a igreja e sobre a sociedade. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2017. Esta antologia de ensaios que exploram a relevância de João Calvino para nossos tempos. O livro é um convite para vermos nas escolas de teologia, uma forte combinação de erudições e corações pronta e sinceramente oferecidos a Deus. Esses ensaios compõem uma das melhores obras literárias sobre o assunto. Os leitores recebem uma apresentação especializada de Calvino como exegeta, reformador, pregador, teólogo, líder, missionário, e da sua grande influência até hoje. Agradável de ler, contém pesquisas primorosas e retrata o lado prático do grande reformador João Calvino. Contém 288 páginas. 

10.BEEKE, Joel. Nossa herança reformada: O justo viverá por fé. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2005. Ele fez a exposição de Romanos 1:16-17 e o foco foi na última parte do versículo 17, ele considerou a nossa Herança Reformada como o justo vivendo pela fé. A doutrina do justo vivendo por fé: 1. Como fundamental para o rompimento da Reforma. 2. Como fundamental para a continuação da Reforma. 3. Como fundamental para o reavivamento nos dias atuais da verdade da Reforma. Contém 39 páginas.

domingo, 28 de junho de 2020

Crendo em Deus

Ter fé é crer que Deus reina no seu trono para sempre. Ter fé é crer que Deus tem o melhor em todos os acontecimentos da nossa vida, inclusive os tristes, porque sabemos que Ele tem um propósito em tudo o que faz. (Alcindo Almeida)

Vivamos a vida em Deus

Não é o quanto vivemos, mas como vivemos que importa. Tem gente que sabe sorrir mesmo no meio da dor, porque vive com o foco em Deus e não nas circunstâncias da vida. Vivamos a vida em Deus, é isso que importa e pronto! (Alcindo Almeida)

sábado, 27 de junho de 2020

A visão bíblica sobre a família

Precisamos resgatar os princípios elementares da visão bíblica sobre família, sobre casamento e a união do homem com a mulher. Desenvolver uma teologia sadia e bíblica de que o homem só se completa como ser humano na relação com uma mulher. Uma mulher só consegue se identificar por completo como ser humano na relação com um homem. 
Chega de se calar e ver tanto ensinamento deturpado para as nossas gerações. Temos características singulares no ser humano e uma delas é ser homem na forma natural e ser mulher também na forma natural. Quando uma sociedade faz o contrário, os valores e comportamentos ficam distorcidos. (Livro Um jeito doce de viver com seu cônjuge)

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Plena convicção


 

É algo triste constatar que vivemos em várias propostas como igreja, num status de encastelamento religioso. Vivemos ensimesmados dentro da estrutura eclesiástica, alguns grupos defendem mais a estrutura eclesiástica do que o Evangelho de Cristo. Parece que o nosso modo de viver o Evangelho é lustroso demais. Vivemos meio que no piloto automático. Já somos membros do corpo de Cristo, já somos os eleitos, então está tudo bem, apenas sigamos a vida cristã como se estivéssemos numa apresentação de um teatro.

Vamos à igreja e realizamos o papel normal, celebramos, damos o dízimo, ouvimos a mensagem, isso se não dermos uma olhada no face ou no Instagram. Nos demais dias, vivemos alheios às realidades que implicam o Evangelho de Cristo. Nós mentimos, tratamos mal a nossa esposa e filhos, cobiçamos aquilo que não podemos ter, traímos, burlamos os impostos, falamos palavrão, falamos mal das pessoas e agimos sem a reverência da ética cristã divina. Perdemos a noção do efeito de ser sal e luz do mundo de verdade. O sal salga mesmo e a luz não tem outro efeito, a não ser brilhar no meio da escuridão.

Olhando para os dias que vivemos, o que pretendemos fazer? Qual a nossa resposta para aqueles que nos cercam? Eles percebem que somos discípulos de verdade mesmo? O Evangelho está encarnado mesmo dentro de nós? Sabemos e temos a certeza de que o céu é o nosso bom lar e que nada nos separa dessa certeza em Cristo? As pessoas nos procuram por saberem da fé que temos em Cristo?

Hoje é o tempo para avaliarmos lá dentro de nós mesmo, qual é o estilo de vida que vivemos, se é o do Reino de Deus com todas as implicações ou se é o apego e envolvimento só com as questões seculares da vida. Que tenhamos a plena convicção de que o Reino está dentro de nós e que de verdade mesmo, respiramos e vivemos Cristo em todos os aspectos da nossa vida. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 23 de junho de 2020

Todos somos iguais

No livro Inferno: O mundo em guerra 1939-1945, encontramos o governador de Idaho, defensor de medidas drásticas, dizendo: “Os japas vivem como ratos, procriam como ratos e agem como ratos. Não queremos saber deles.” Caminhando um pouco mais temos uma frase assim: "No campo de treinamento em que estava o recruta John Capano, na Carolina do Sul, havia uma placa na entrada de um restaurante: Negros e ianques não são bem-vindos. Ele comentou: Era uma tropa muito branca, que travava batalhas permanentes contra os negros no centro de manutenção de viaturas.”
Dói ver como um ser humano tratando o outro dessa maneira nesse período da Segunda Guerra Mundial. Ratos é assim que os japoneses foram chamados. Negros não eram bem-vindos naquela época. Hoje, quando olhamos para o Japão, vemos um país totalmente civilizado, respeitador e com qualidade em tudo o que faz. Gente séria, gente inteligente. Gente que é gente como nós. Seres humanos que são criação divina.
Quando olho para os negros, e já estive lá na África do Sul várias vezes, e o que vi foi um povo simpático, gentil, sofrido, mas amável e sem ser diferente de nós. De novo, gente como a gente.
Mas, o fato é que o pecado realmente manchou a raça humana, talvez não chamemos as pessoas de ratos, e nem de macaco, mas vemos por aí algumas pessoas fora do normal, como uma moça, que chamou um policial de ser imprestável. E ainda disse para ele: nem gente você é! Que triste esse descaso com o ser humano. Todos nós somos iguais e devemos nos considerar e nos respeitar mutuamente sempre.
A Bíblia diz que devemos amar o nosso próximo, devemos considerá-lo melhor do que nós. Diz que devemos amar até os que nos ferem, nos rejeitam e nos tratam mal. O texto sagrado diz: Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. (Alcindo Almeida).

segunda-feira, 22 de junho de 2020

A beleza do cristianismo

Vivemos num tempo em que o vulcão do ódio entrou em erupção. O ser humano tem perdido a noção do respeito pelo próximo. As ideais substituíram a pessoa. Se tivermos uma ideia diferente da dos outros, as pessoas nos odeiam por causa dessas ideias. 
Lembro-me de um garoto torcedor do Corinthians que foi morto pela torcida do São Paulo. Onde pararemos com essa violência e com essa intolerância entre seres humanos? 
Ontem estava realizando um ofício fúnebre na cidade de Botucatu. Uma secretária de um casal amigo da igreja. Fiquei impressionado com o tratamento maravilhoso do pastor da igreja dela. Fui apresentado a ele, homem de 75 anos, simples e humilde nas palavras. Chamo a atenção para o modo como ele me tratou. Ele é o pastor da moça que foi para o Senhor, ele falou para mim: pastor, faça tudo do jeito que você quiser, não se preocupe com nada. Só cantaremos! 
Falei para ele: é o contrário, o senhor faz tudo e estou a disposição. Ele não deixou e pediu para eu dirigir tudo. Que fidalguia, que gentileza, que humildade desse pastor. Fiz tudo, embora constrangido e pedi para que ele falasse também. 
Como precisamos ser gentis como esse homem foi, simples como ele foi, prestativo como ele foi. Fiquei constrangido com um gesto tão nobre e tão bonito. Essa é a beleza do cristianismo, quando pegamos uma bacia e uma toalha e nos dispomos a servir o outro, em considerar o outro como criação divina. 
Quando agimos assim, respeitamos, honramos e cuidamos da criação do Eterno Deus. Quando agimos assim nos tornamos reflexos de Cristo e nos parecemos mais com Ele.

 

domingo, 21 de junho de 2020

Apesar de nós

Não espere que as pessoas sejam leais a você, seja leal a elas sem esperar nada delas. Creio que sofremos demais, porque temos expectativas sobre o que elas poderão fazer por nós. Teremos decepções com pessoas, mas ainda assim, Deus nos convida a investir nos amigos e amá-los sempre. É exatamente o que Deus faz conosco através de Jesus, Ele nos ama, apesar de sermos pecadores e falhos. E nem sempre respondemos com lealdade para com Ele.(Alcindo Almeida)

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Completa submissão à Palavra de Deus


Lendo hj o livro sobre a vida de Calvino, fiquei impressionado com uma frase que o J. Beeke diz sobre ele: Calvino aprendeu claramente duas coisas a partir da sua conversão a respeito da Palavra de Deus: em primeiro lugar, que a Palavra de Deus é como a luz afugentando as trevas, e, em segundo, que a completa submissão à Palavra de Deus é a condição necessária para uma vida ser dirigida por Deus. (Calvino para hoje. Joel Beeke. CEP, 2017, p.31)


Comunhão imperdível

Nesses dias temos visto que a fragilidade do ser humano é grande demais. Somos limitados. Conversando com um irmão e amigo sobre o falecimento do seu sogro, ele disse: pastor, teremos 5 minutos de ofício fúnebre! Eu pensei: que ato desumano e falei para ele.
Pessoas estão indo e nem ao menos podemos ter esse tempo de choro e de lamento pela separação ainda que momentânea, mas é física. Ela deixa saudades no nosso coração. Esse tempo é de muita reflexão e também de ponderação sobre como está o nosso coração em relação ao céu. Há uma letra antiga que cantávamos muito na época de juventude: Ansioso espero a tua volta, o grande dia em que tu virás. Então subiremos, contigo estaremos, para todo sempre, aleluia. Maranata, Cristo, Filho, Mestre, ó vem, ó vem, ó vem, Senhor Jesus.
No meio da nossa fragilidade temos essa certeza em Cristo Jesus, quando formos para a eternidade, estaremos para sempre ao lado dele, que é o nosso Cordeiro divino, aquele que deu a sua vida em resgate por nós. Aquele que sofreu, padeceu, foi humilhado até a sua morte e ressurreição. Tudo pelos seus eleitos, tudo para que recebêssemos pela graça, o céu, ou seja, a comunhão imperdível na eternidade.
Descansemos nessa promessa em Cristo Jesus, seja indo ou Ele vindo, estaremos para sempre com Ele. Nunca mais sentiremos dor, pesar, tristeza, angústia, depressão, medo ou sofrimento. Porque o Cordeiro de Deus, o nosso amado Senhor Jesus enxugará todas as lagrimas do nosso coração. Maranata, Cristo, Filho, Mestre, ó vem, ó vem, ó vem, Senhor Jesus. (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Um presente profundo

Salomão afirma em Eclesiastes 3.11: Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo, também pôs a eternidade no coração do homem, sem que ele descubra as obras que Deus fez desde o principio até o fim. Deus fez tudo de maneira absolutamente perfeita. Aquilo que chamamos de belo na criação com toda certeza podemos atribuir a Deus. Todos os ciclos e estações da vida humana e na natureza procedem de Deus. E algo extraordinário que Deus fez e nos deu é o fato de termos a eternidade no nosso coração. Deus colocou o desejo em nós para descobrir as coisas. Deus colocou em nós o desejo pela vida, pelo trabalho e para construirmos algo na vida.
Qual a implicação da eternidade no nosso coração?

Não ficaremos separados do criador:

Algo que é substancial para nós e relevante é que Deus não nos deixará jamais separados dele. Temos uma eternidade que não será tirada de nós, mesmo com a separação física. Os eleitos de Deus não terão a morte espiritual; por isso, não terão a separação da comunhão com o criador. Louvado seja o Eterno Deus que nos deu este presente precioso.

Teremos um lugar para habitar para sempre:

Este presente traz benefícios extraordinários para nós. Deus nos preparará um repouso como o escritor aos Hebreus nos fala no capítulo 4.11. Esta eternidade gera algo de especial. Habitaremos para sempre com o Senhor e cantaremos um cântico ao Cordeiro de Deus na eternidade. Teremos o retorno do Éden em nosso coração.
Estaremos no paraíso com o criador para sempre. Portanto, não nos desesperemos diante das lutas, angústias, solidão, abandonos, luto, enfermidade e problemas diversos hoje.
Não morremos eternamente, ficaremos vivos para sempre. Teremos um encontro ao fechar os olhos aqui na terra, o encontro será com Cristo Jesus nos céus eternos. Somos agraciados com esse presente profundo, nunca mais morreremos, em Cristo tem vida plena, vida em qualidade, temos nele a comunhão imperdível. Ninguém rouba isso de nós. Seja indo para o céu depois da fadiga aqui na terra, ou seja através da segunda vinda do Senhor Jesus. Habitaremos para todo o sempre com Ele. 
Louvado seja para sempre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Livro Coração sábio. Série Intimidade com a Palavra - Livro de Eclesiastes)

quarta-feira, 17 de junho de 2020



Olhem para essa fala de Henri Nouwen no seu livro A volta do filho pródigo: Eu sei, a partir de minha própria vida, quão diligentemente tentei ser bom, aceitável, merecedor de estima e um exemplo digno para os outros. Sempre havia o esforço consciente de evitar as armadilhas do pecado e o constante temor de ceder à tentação. Mas com isso veio uma seriedade, uma intensidade moralista - e até mesmo um toque de fanatismo - que dificultou muito me sentir à vontade na casa do Pai. Fiquei menos livre, menos espontâneo, menos alegre.
Ontem compartilhava com uma amigo pastor sobre essa frase. Porque muitas vezes nos preocupamos com uma performance espiritual. Somos os cristãos que não fumam, não bebem exageradamente a ponto de sair fora de si mesmos, não mentem, não roubam e não traem as esposas. Interessante pensarmos sobre isso. Lembro que na época de colégio, meu apelido era irmão Alcindo, porque os amigos viam que o meu comportamento era bem diferente do deles.
Será que é só isso? Claro que não! Temos que ter uma conduta séria mesmo, honesta e verdadeira. Só que não podemos fazer disso regras para agradar a Deus e temos que tomar o cuidado que Nouwen trabalha na sua afirmação, a de ter um toque de fanatismo na nossa vida a tal ponto de perdermos a alegria de sermos livres na casa do Pai. Paulo diz que todas as coisas são licitas, porém ele não se deixará ser dominado por elas. Acredito que a essência do cristianismo leve, puro e alegre é quando respiramos Cristo com alegria e singeleza. Sempre devemos perguntar sempre, o que Cristo faria em meu lugar?
Devemos viver a vida de Deus de maneira sincera, mas leve, cheia de esperança, com a convicção de que Cristo está conosco. Por isso, não dá para encher a cara e perder a cabeça porque Cristo está no centro da vida. Não dá para ser um mentiroso porque Cristo habita no coração. Não dá para trair a esposa porque tem a consciência de Cristo no peito. Não dá para usar indevidamente o corpo, porque ele é templo do Espírito Santo. Não dá para fazer falcatruas na vida porque temos a bem-aventurança da justiça em nós. Não dá para termos uma fala má porque as palavras de Cristo estão em nós.
Isso é leveza na casa do Pai, alegria constante e perene. Isso é ser cristão de Cristo. Isso é ser um verdadeiro discípulo todo dia e toda hora. Exatamente isso que Paulo diz sobre a liberdade em Cristo Jesus. É essa vida que Deus quer que vivamos, não uma vida de moralismo e fanatismo loucos. A vida em Cristo é livre e cheia de alegria na presença dele! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Somos o reflexo de Cristo

Sábado à noite paramos para ver um filme que já tínhamos apreciado. Ele é baseado em fatos reais, Escritores da Liberdade. A história gira em torno da necessidade da criação de vínculos sociais em sala de aula. Ele fala sobre os desafios enfrentados pela professora recém-formada Erin Gruwell com seus desobedientes alunos e a possibilidade de mudança através da educação. 
O desafio enfrentado pela professora é grande demais porque os alunos que encontra pelo caminho, são marcados pela violência, descrença, desobediência, desmotivação e principalmente pelos conflitos raciais. Quando vemos as cenas, choramos só de pensar no caos que aqueles garotos e garotas passaram na vida. Eles são jovens vindos de famílias desestruturadas, vítimas de abandono e descaso. Na sala de aula, os alunos se dividem naturalmente em grupos: os negros só interagem com os negros, os latinos andam com os latinos, os brancos conversam com os brancos.
Gruwell percebe que tem que fazer algo em favor desses alunos dela. Ela faz alterações curriculares que pretendiam a aproximar dos alunos através da música, do diálogo e dos jogos. Gruwell desejava alterar a dinâmica vertical da relação entre professor e aluno. 
Satisfeita com os resultados que percebe no dia-a-dia, Gruwell decide ir além e investiga a vida pessoal dos jovens. Quando ela dá o diário para eles escreverem as suas histórias, definitivamente ela ganha a simpatia e o amor dos seus alunos. Tudo muda! Muda de maneira muito profunda. 
Numa comemoração do semestre, um dos alunos lê uma parte do seu diário. Ele diz: Esse verão foi o pior verão dos meus 14 anos. Minha mãe está lutando como se fosse o último suspiro dela. Disseram que seríamos despejados. Na manhã do despejo, o policial estava ali para nós colocar para fora. Olhei para o céu esperando que alguma coisa acontecesse, minha mãe não tem família com quem contar. Nenhum dinheiro entrando e por que me importar em ir para escola e tirar boas notas se estou sem teto? Vou para escola com fome, estou com a mesma roupa do ano passado. Mas, quando entro na sala da professora Gruwell, percebo que é ela é única pessoa que me faz ter esperança. Eu comecei a me sentir melhor, eu entro na sala 203 e sinto como se todos os problemas da vida não fosse tão importante, estou em casa.
Pensei imediatamente em nós como cristãos, temos a responsabilidade de produzir isso na vida das pessoas. Somos o sal e a luz do mundo. Somos o reflexo de Cristo aqui nessa terra. Somos as pessoas que acolhem os caídos, os humilhados e os que passaram dramas no passado. 
A comunidade de Cristo é o lugar onde as pessoas devem sentir segurança e onde elas podem ter seus conflitos da alma resolvidos. Somos o povo que recebe os que estão com medo da pandemia e não sabem o que fazer. Somos o povo que abraça gente ferida, machucada e angustiada pelos dilemas dessa vida.
Somos o abraço fraterno para uma sociedade que está doente e sem rumo. Somos a voz que ecoa no coração desesperado e dizemos que Jesus está vivo. Dizemos que Jesus é o único caminho e a única verdade. Dizemos que Ele restaura o nosso ser por completo e que nele, temos esperança eterna. 
Que Ele nos use como instrumentos da sua graça para ajudar pessoas a serem encontradas pela graça e amor dele. (Alcindo Almeida)

sábado, 13 de junho de 2020

A insensibilidade espiritual


O texto de Êxodo 32 afirma: Senhor disse a Moisés: Rápido! Desça do monte! Seu povo, que você tirou da terra do Egito, se corrompeu. Como se desviaram depressa do caminho que eu lhes havia ordenado! Derreteram ouro e fizeram um bezerro, curvaram-se diante dele e lhe ofereceram sacrifícios. Dizem: Ó Israel, estes são os seus deuses que o tiraram da terra do Egito!
Percebemos um povo rebelde, contumaz e fraco na espiritualidade. Ele viu toda a ação milagrosa de Deus na vida dele e agora, faz para si um deus idiota para si, um bezerro, imitando a idolatria do Egito. O povo se curva diante dessa obra feita por homens e que gera uma desgraça sem tamanho para o povo. E ainda tem a coragem de dizer assim: Ó Israel, estes são os seus deuses que o tiraram da terra do Egito! O resultado terrível está nos versículos 9 e 10: Então o Senhor declarou: Vi como este povo é teimoso e rebelde. Agora fique de lado, e eu lançarei contra eles minha ira ardente e os destruirei. Depois, farei de você, Moisés, uma grande nação.
A insensibilidade espiritual nos faz curvar diante de deuses falsos, nos faz perder a noção a reverência e seriedade diante do dono absoluto da nossa vida. A insensibilidade espiritual nos faz perder o foco central que é Cristo. A insensibilidade espiritual nos faz viver em função das próprias forças, ao invés de depender do Deus que providencia a vida, a saúde e todo da nossa vida.
Percebemos que Moisés estava no monte, na presença de Deus, aprendendo sobre santidade e como ser conduzido pelo Eterno Deus. E no mesmo espaço, o povo de Israel está se entregando ao ritmo da idolatria humana, que perde o foco de Deus na vida.
Oremos e sempre peçamos ao Eterno Deus que nos ajude a olhar tão somente para Ele, para que não nos curvemos diante de nenhum deus falso. Para que tenhamos a mesma sensibilidade que Moisés teve, de olhar para o Senhor com reverência, santidade e compromisso. (Alcindo Almeida)

FLÁVIO VENTURINI | #FiqueEmCasa e Cante #Comigo | 30/05

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O sofrimento é aprendizado

A verdade é que vivemos a realidade do sofrimento na vida. E no meio dele sempre desejamos conscientemente que o Eterno Deus faça algo para nos tirar dele. Só que não é assim, porque na verdade, enquanto sofremos Deus está nos conduzindo para as profundezas de nosso ser, para o centro de nossa alma, onde sentimos nossas paixões mais ardentes. É exatamente no meio do sofrimento que descobrimos nosso anseio e a busca por Deus.
Como Larry Crabb diz: Começamos a sentir um desejo de conhecê-lo que não apenas sobrevive à toda nossa dor, como também cresce em meio a esse sofrimento até tornar-se um desejo mais intenso do que nosso anseio por todas as coisas boas que ainda queremos. Através da dor dos sonhos destruídos, despertamos para a compreensão de que querermos um encontro com Deus mais do que almejamos pelas bênçãos da vida, e isso dá início a uma revolução interior.
O sofrimento nos ensina mais do que pensamos e ele é um grande instrumento para nosso crescimento no caráter e dependência do Eterno. Temos visto muitas pessoas passando pela dor e pelo sofrimento. Elas se tornaram mais sensíveis, mais humanas e mais dependentes de Deus. Sei que é mais complicado viver com a dor, mas no meio dela percebemos detalhes mais significativos na nossa vida. Fiódor Dostoiévski dizia que “a raiz da consciência é o sofrimento. Negá-lo é querer viver no paraíso, o que é ingênuo.”
A Bíblia é bem certeira e objetiva quanto ao sofrimento, ele é uma escola divina para aprendermos mais sobre Deus, sobre sua Palavra e direção para nossa vida. Ele não é arma do mal e nem um acidente na nossa vida. Na vida de José, serviu para sua formação como servo de Deus e contribuiu para uma providencia de cuidado dele e da sua família. O sofrimento levou José ao amadurecimento profundo. Tanto que ele diz para os irmãos não se preocuparem e nem brigarem, porque Deus o levou para o Egito preservando todos da sua casa.
Quando vier o sofrimento sobre o nosso coração não fiquemos bravos, indiferentes e revoltados com Deus, apenas percebamos o que Ele quer fazer em nós e por nós! (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Fábrica de ídolos

Hoje ao ler o texto de Êxodo 24.14-18, fiquei impactado com essas palavras: Esperem aqui até voltarmos, disse Moisés aos líderes. Arão e Hur ficarão com vocês. Quem tiver algum problema para resolver durante minha ausência poderá consultá-los. Então Moisés subiu ao monte, e a nuvem cobriu o monte. A glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés de dentro da nuvem. Para os israelitas que estavam ao pé do monte, a glória do Senhor no alto do Sinai parecia um fogo consumidor. Moisés desapareceu na nuvem ao subir ao monte e ali permaneceu quarenta dias e quarenta noites.
Percebam que enquanto Moisés está na bênção e experimentando a presença de Deus, o povo fica sob a liderança dos assistentes de Moisés, um deles é o sacerdote Arão e ele não tem capacidade de segurar o povo para andar com Deus. Na verdade, nenhum homem tem. O resultado desastroso é que o povo adora um bezerro infernal que é criação humana e não ouve e nem fala. O povo viu que Moisés demorava demais para descer daquele monte, já estava lá quarenta dias e quarenta noites. A impaciência do povo mexeu com a estrutura espiritual.
Moisés disse que voltaria daquela ida no Monte, depois de receber as instruções divinas em relação à condução do povo. Enquanto a glória do Senhor pousou sobre aquele Monte e Moisés contemplou um pedaço desse extraordinário movimento de Deus, o seu povo está começando a perder o rumo da espiritualidade, a perder a lembrança de tudo o que Deus tinha feito de milagres e libertação na história dele. Enquanto Moisés está aprendendo sobre santidade diante de Deus, o povo está praticando a desobediência e vivendo a impureza. Enquanto Moisés está aprendendo sobre quem Deus é na sua majestade, o povo está aprendendo sobre idolatria e serviço ao deus nada.
A grande verdade é que se Deus não tiver compaixão de nós, agimos assim também. Esquecemos da graça de Deus em nossa história de vida e nos curvamos diante dos deuses humanos. O reformador genebrino João Calvino disse que o coração humano é uma fábrica de ídolos. E nós somos inclinados a eleger tantos ídolos no nosso coração e como afirma Tim Keller: O coração do homem toma coisas boas como uma carreira de sucesso, amor, bens materiais, e até a família, e faz delas seus bens últimos. Nosso coração as diviniza como se fossem o centro da nossa vida, porque achamos que podem nos dar significado e proteção, segurança e satisfação, se as alcançarmos. Quanto maior o bem, maior é a tendência de esperarmos que ele satisfaça nossas necessidades e esperanças mais profundas. Qualquer coisa pode servir como um falso deus, especialmente as melhores da vida.
Que Deus nos ajude a imitar o servo dele, um tipo de Cristo. Que o Eterno Deus nos mantenha na presença dele sempre e não nos deixe criar deuses falsos no nosso coração, esses que nos desviam da santidade e pureza diante da Trindade! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Somos uma mistura de raças e cor

Que tristeza ver a violência, o racismo e o descaso com o ser humano na segunda guerra mundial. Mas, parece que hoje, continuamos os mesmos, com gestos diferentes. Continuamos praticando a violência, o racismo e o descaso com o ser humano. Como podemos matar o nosso próximo por causa do racismo? Ele não é igual a nós? Ele tem os mesmos processos da vida como nós.
Tenho amigos negros, a cor não impede de ter momentos de risadas e conversas sadias com eles. Negro é gente como eu, ele respira e sente como eu. Sou igual a ele, aliás, no meu registro de nascimento está a cor parda, mas na verdade, sou um moreno escuro. Na minha descendência tinha gente negra e tinha até índio para lembrar o quanto é grande a mistura na nossa terra.
Somos uma mistura de raças e cor, estilos, culturas, costumes e sotaques, e isso não pode produzir racismo, violência e descaso nas relações humanas.
Não, não, mil vezes não! Somos brasileiros que carregam o calor de sentir as pessoas. Que Deus abra o nosso entendimento e coração, para abraçar a todos os seres humanos que carregam a imagem e semelhança do Eterno Deus.
Façamos desse canal de comunicação um espaço de ideias sim, mas sem racismo, violência ou descaso diante daquele que é igual a cada um de nós! (Alcindo Almeida)

Sejamos seres humildes

O moralismo e o secularismo são letais à espiritualidade sadia, bíblica e composta pela realidade cotidiana da vida. Penso que toda pessoa moralista é cheia de cavernas de horrores na vida. E toda pessoa que se deixa levar pelo secularismo, perde a noção de como ser viver como cidadão do Reino. 
Jesus, o nosso mestre profundo combateu os dois na vida. Quando Jesus tratou o legalismo e o moralismo dos fariseus, ele foi bem claro e direto. Ele disse que os tais eram falsos, cheios de si e com uma religião humana. Devemos tomar muito cuidado para não sermos legalistas e nem moralistas julgando as pessoas e nos fazendo donos da verdade. A verdade nunca pode ser inventada, ela só pode ser descoberta. Ninguém tem a verdade, ela já existe, essa verdade se chama Jesus Cristo de Nazaré, ninguém mais. Só Ele pode dizer algo sobre nós. Então não sejamos moralistas e nem secularistas, mas apenas e tão somente seguidores de Jesus Cristo de Nazaré. Sejamos humildes e verdadeiros entregando tudo para aquele que ainda é conhece os corações. 
Cuidado para não sermos, legalistas, moralistas e nem secularistas. Essas coisas esmagam a gente e nos tornam em seres insuportáveis na vida. Experimentemos a leveza de Jesus na nossa vida sempre. Ela nos torna seres humildes e sem arrogância. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 9 de junho de 2020

Cristo no centro da vida

Quando lemos o texto de Filipenses 1, percebemos claramente que Jesus é o centro da vida de Paulo. As palavras: Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro, são semelhantes aquelas de Gl. 2.20: Estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo, o qual me amou e a si mesmo entregou-se por mim. Cristo era o centro absoluto da vida de Paulo e por isso, era um lucro certo partir dessa vida. 
Olhando para a nossa vida percebemos que ao seguir Jesus e nos entrosarmos na nova vida, de salvação, somos frequentemente tentados, por uma série de seduções, a negar, ou evitar, ou até mesmo menosprezar Jesus Cristo no cotidiano. Paulo faz do momento de prisão uma declaração porque ele estava ali e o que ele desejava na vida. Ele queria ver Jesus. O sentido da sua existência era Jesus de Nazaré. Por isso, ele dizia aos gálatas que ele levava no seu corpo as marcas de Cristo.
Saibamos que quando Cristo é Senhor da nossa vida, o nosso agir é diferente diante das dificuldades da vida. Precisamos da consciência no coração de que Jesus está no centro do nosso coração. Paulo tem essa consciência e assim pode afirma que o morrer é lucro. Mas, ele entende que se o propósito de Deus é que ele fique na terra, ele continuará pregando e ajudando naquilo que é necessário para pregação do Evangelho. 
Finalizando, há alguns elementos preciosos por vivermos com Cristo no centro da vida:

1. Ele se torna a nossa maior e melhor motivação. Só pensamos em dar glória a ele por nossa vida;
2. Temos razões nobres para viver seja num tempo rápido ou longo nessa vida. Não nos importamos com nada, só com a ideia de cultivar Cristo no coração;
3. Experimentamos cada vez mais a plenitude de Deus em nosso interior.

Que o Senhor nos dê a graça de termos Cristo nos centro e anunciarmos o seu Evangelho todos os dias da vida. (Livro: Alegria verdadeira - Série Intimidade com a Palavra. Livro de Filipenses)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O céu desceu na terra

Ontem de madrugada estava lendo um livro bem interessante Rikk Watts, Isaías. A mensagem do profeta para o Brasil de nossos dias. Ele diz que Deus olha para nós, para a sua criação e sabe que não podemos viver sozinhos. Ele toma a iniciativa de fazer por nós o que nunca poderemos fazer por nossa própria conta. Embora achemos que não, mas Ele está preocupado com os lares, com os casamentos que terminaram, como os homens insensíveis, metidos a machões, com as mulheres bombardeadas pela mídia de que só valerão alguma coisa se tiverem o corpo perfeito.
Rikk Watts nos lembra que Deus nos fez para vivermos para Ele e diz algo precioso demais: A Bíblia fala do céu descendo para a terra, portanto, o céu não é o problema. O problema está na cozinha, no nosso quarto, nas salas de reunião. Isso que precisa ser transformado pelo céu que desce. Achei, apesar de simples, uma frase extraordinária. Isso que deve ser o nosso foco hoje. Não somos nós subimos até o céu, mas o céu que desce para a terra. Deus que desce para a terra através do seu precioso Filho para nos amar e nos resgatar.
Vivemos um tempo no qual necessitamos resgatar a ideia do céu entre nós. Deus descendo até nós através de Jesus Cristo de Nazaré. Ele quem nos socorre, Ele que realiza a obra em nós, do jeito dele, da forma dele. Ele que transformará essa terra e fará dela um céu, o novo Éden para nós.
Paulo afirma em Filipenses 1.6 disse: Tenho certeza de que aquele que começou a boa obra em vocês irá completá-la até o dia em que Cristo Jesus voltar. Vivemos num tempo de sonhos despedaçados. Vivemos num tempo em que a nossa alma precisa ser preenchida diante de tantas tristezas. Vivemos com anseios e não conseguimos lidar com o sofrimento das perdas de amigos, parentes, filhos, pais, mães e outros queridos.
Vivemos o conflito da oração para que a cirurgia do câncer do pai seja um sucesso. Oramos para que a nossa depressão passe logo e tenhamos condições de prosseguir com a vida de maneira tranquila. Vivemos uma tensão diante das coisas tristes que nos acontecem. E diante delas temos este versículo profundo e desafiador para a vida espiritual.
Podemos ter a plena certeza de que aquele que começou a boa obra, a aperfeiçoará e a completará até o dia em que Cristo Jesus voltar. Não seremos abandonados diante da perda e dos pesares da vida. Deus tem um plano a cumprir até o dia de Cristo. Lembro de novo a frase de Rikk Watts: A Bíblia fala do céu descendo para a terra, portanto, o céu não é o problema. (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Confiança em dias complicados

Temos vivido dias estranhos, complicados e que de certa forma, deixam todos nós meio preocupados. Eu disse: meio preocupados. Todos os velórios estão acontecendo com muita rapidez, não há um tempo adequado para a família chorar a perda como é de costume. Um detalhe que devemos trabalhar pós Covid19. Tanto a alegria num aniversário, como um ofício fúnebre, tem sido tempos rápidos para viver!
Hoje completamos 81 dias de confinamento e sem a rotina normal. Os idosos sofrem com a solidão, as crianças presas em casa, sem a liberdade normal para brincarem! As mulheres, por vezes, ficam estressadas conosco, porque o ritmo em casa mudou com todos o tempo todo nela. Alguns estão com muito medo da situação financeira, porque o salário diminuiu, alguns perderam o emprego, mas as contas não, elas não param de chegar.
Isso trará resultados nas emoções das pessoas. Enquanto passamos esses dias em casa, oramos, falamos e tratamos da maneira que podemos. Quando tudo isso passar, nós, os pastores e os terapeutas atenderemos as pessoas, para serem tratadas nas emoções e lutas da alma.
No meio de tudo isso, e diante de todos os processos que nos deixam meio preocupados, não nos desesperemos. Deus está no controle de tudo, Ele tem o consolo para as perdas, Ele está nos assistindo em cada detalhe da nossa vida. Mesmo que choremos, mesmo que soframos, Ele tem a direção de tudo em suas mãos. Só precisamos que o Eterno Deus nos dê graça, amor e sabedoria para lidar com tudo isso, na dependência e confiança de que Ele está olhando para nós em todo tempo! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Libertos pela graça

Quando lemos o texto de Gn. 1.2 encontramos as palavras: A terra era sem forma e vazia, a escuridão cobria as águas profundas, e o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas. Este termo escuridão ou trevas não representa o mal, mas o caos inicial. O nome que Deus deu para a escuridão em Gênesis 1.5. O Eterno Deus fez a luz para dar sentido na criação.
Quando o Espirito de Deus atua no meio do caos, Ele transforma tudo e constrói um jardim chamado Éden. Quando Deus fala e age, as trevas cessam e o jardim brota! Quando Deus fala tudo mudo na criação. Quando Deus fala a escuridão é banida e a luz começa a surgir.
Claro que depois da queda, a criação foi manchada pelo pecado. Adão ao pecar provocou um caos no sentido mal. Ele manchou o belo da criação. Assim, o Senhor da criação mandou o Filho para trazer redenção desse caos na humanidade que caiu em pecado.
Louvado seja o Eterno Deus porque as trevas foram destruídas pela presença do Cordeiro de Deus aqui nessa terra: Jesus Cristo de Nazaré, a nossa luz divina. A luz de Deus brilha em nós hoje, não temos mais trevas em nosso ser. A escuridão foi retirada, porque Cristo está em nós. Cristo, com o seu sacrifício, destruiu todas as obras das trevas e nos deu a graça de sermos libertos delas pela graça e pelo seu amor eterno.
Precisamos viver essa realidade divina em nosso coração, somos transformados em Cristo Jesus, somos aceitos pela sua graça. Todo o caos que havia em nosso ser foi removido pela obra da cruz. O jardim divino volta a ser restaurado por meio de Cristo e agora somos participantes desse jardim e a luz de Cristo brilha em nós por graça e amor. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 2 de junho de 2020

Leiamos o Livro Sagrado

Eugene Peterson afirmou: Lemos as Escrituras para ouvir de novo a palavra falada de Deus e, ao fazer isso, o ouvimos falar. De um modo ou de outro, essas palavras vivem. As palavras atuam de modo diferente ao serem lidas ou ouvidas: a apreciação com discernimento mantém a pressão em todos os que leem as Escrituras, no sentido de continuamente retornarem ao contexto que lhes deu origem na adoração e ouvir a palavra de Deus.
As palavras são sons que revelam, criam histórias que transformam. Quando lemos as Escrituras, penetramos no universo divino, aprendemos sobre ele, respiramos as verdades divinas nas Escrituras. O conselho dado a Timóteo pelo apóstolo Paulo foi: Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
Paulo sabe da importância das Escrituras na vida do jovem pastor, por isso, o estimula a ver o livro, a enxergar o livro sagrado no seu coração. Como necessitamos desse livro em nosso modo de vida. Precisamos ler, escutar as Escrituras lá dentro. Precisamos perguntar no final da leitura: o que o texto quer ensinar? Qual a voz das palavras divinas para o coração? 
Antes de qualquer movimento do dia, deveríamos pegar as Escrituras e lê-las para ouvirmos a voz de Deus ecoar na nossa alma, assim estaremos preparados para todos os desafios e metas da vida. Leiamos as Escrituras e respiremos uma espiritualidade muito sadia e dinâmica. Leiamos as Escrituras e vejamos o mundo no qual Deus está ativo em toda parte e em todo o tempo. Leiamos as Escrituras e percebamos como Deus é a causa de todas as coisas no Universo. *Leiamos as Escrituras e tenhamos a reorientação dos conceitos e valores da vida.Leiamos as Escrituras e tenhamos a exata compreensão de quem é Jesus e o que Ele fez na cruz por nós. Leiamos as Escrituras e vejamos a história da redenção realizada pela Trindade em favor de pecadores.
Leiamos as Escrituras e aprendamos a sabedoria para a vida em todos os processos da nossa vida diante de Deus. (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Leituras em maio de 2020


PARANAGUÁ, Glenio. Na escola do discernimento. Panará: Editora Ide Cristão, 2017. O discernimento espiritual é um dom de Deus que qualifica os Seus filhos a distinguir a realidade espiritual, daquilo que tem mera aparência de espiritualidade, mas não passa de algo místicos ou apenas psicológicos. Saber discernir a diferença do cajado de Moisés, transformado em cobra, das varas dos magos, que viraram serpentes, é fundamental na vida cristã. Nem tudo que se vê no âmbito das igrejas, na história do cristianismo, tem caráter espiritual. Nesta obra o autor Glenio Fonseca Paranaguá, busca incentivar essa capacidade crítica do povo de Deus para não comer gato por lebre, como é tão comum no mercado da religião. saiba que, se alguém lhe enganar a primeira vez, a culpa é sua, diz um ditado árabe. Contém 92 páginas.

PARANAGUÁ, Glenio. A salvação da alma. Panará: Editora Ide, 2018. Neste livro A Salvação da Alma do autor Glenio Fonseca Paranaguá, mostra que a salvação não é um incidente acidental ou um simples remendo para consertar um acontecimento não previsto. Antes da criação a Trindade já havia visto, previsto e predeterminado soberanamente todo o processo da criação, bem como todos os meios da redenção sob os efeitos dos pecados, já conhecido de antemão. A salvação tem três tempos: passado, presente e futuro. Fui salvo da condenação do pecado, em meu espírito. Estou sendo salvo do poder do pecado, na minha alma serei salva da presença do pecado, quando receber o corpo glorioso, no retorno do Nosso Senhor Jesus Cristo. Este livro tem como destaque a salvação no tempo de hoje, ou seja, a salvação da alma. Oramos para que o Espírito Santo conceda revelação a todos, que pela graça do Pai, vieram a lê-lo com este projeto. Não adiante termos o nosso espírito vivificado, devemos ainda experimentar a salvação da nossa alma. Contém 126 páginas.

PARANAGUÁ, Glenio. O Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo. Panará: Editora Ide, 2017. A religião é aquilo que os homens fazem para tentar alcançar Deus no último degrau da escada, enquanto o Evangelho é como um elevador em que Deus desce e faz tudo para alcançar e salvar o Seu povo, através de Cristo. A religião é uma conquista do suor humano, porém o Evangelho é o dom da graça mediante o sangue de Jesus, crucificado. Este pequeno livro procura de modo enfático e consistente focalizar a excelência das insondáveis riquezas do Evangelho de Cristo Jesus e cremos que você será enriquecido com a sua leitura. Assim, dizemos como J. Blanchard - “não podemos levar o mundo todo a Cristo, mas podemos levar Cristo a todo o mundo.” Para o teólogo inglês J. I. Parker, “em última análise... há uma única forma de evangelização, a saber: o evangelho de Cristo, explicado e aplicado.” Contém 96 páginas.

PETERSON, Eugene. Espiritualidade subversiva. São Paulo: Mundo Cristão, 2003. O livro é uma coletânea de escritos de Eugene Peterson sobre teologia espiritual, desenvolvidos ao longo de vinte e cinco anos. O livro está dividido em cinco grandes partes, todas subdivididas em capítulos. Espiritualidade: Peterson inicia afirmando que o livro de Marcos é fundamental para a espiritualidade cristã; trata da importância de se escutar a voz de Deus; ensina a trilha da verdadeira espiritualidade; fala sobre anjos e a função do seminário para a formação espiritual. Estudos bíblicos: Isaías, Jeremias, Apocalipse e a ressurreição são alguns dos temas trabalhados nesta parte do livro. Poesia: As bem-aventuranças interpretadas em forma poética. Leituras pastorais: Aqui, Peterson analisa o ministério pastoral: fala sobre a função do pastor, os perigos que ele corre por estar sob os holofotes, os falsos mestres que estão por aí como lobos em pele de cordeiro, e cita grandes nomes da teologia, a começar pelo apóstolo João. Conversas: Esta última parte reúne uma série de entrevistas, conversas, que diversas pessoas tiveram com o autor. É um mosaico composto de artigos, estudos, leituras e entrevistas que revelam quão indispensável é a teologia espiritual como fonte de renovação da cristandade. Contém 320 páginas.

PETERSON, Eugene. Um pastor segundo o coração de Deus. Um antídoto para algumas práticas superficiais, empresariais e, especialmente, seculares, que fazem parte do ministério pastoral da atualidade. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. Este livro é um antídoto para algumas práticas superficiais, empresariais e, essencialmente, seculares que fazem parte do ministério pastoral da atualidade. O objetivo deste livro é o de que os pastores repensem, a partir de si mesmos, o ministério pastoral como é vivenciado hoje. Existe um modelo pastoral bíblico e histórico? Quando e como foi que nós alteramos essa vocação tão sublime? Qual é o referencial para aqueles que estão entrando nos seminários? Um livro instigante. Peterson desafia, de forma estimulante, grande parte das práticas pastorais da atualidade. Seu chamado a voltarmos ao fundamental não pode ser ignorado e classificado como ultrapassado ou simplista. Sua obra tem o toque inconfundível de verdade. Contém 184 páginas.

SPURGEON, Charles. Livro Salmo 119 O alfabeto de ouro. São Paulo: Editora Fiel, 2002. Nasceu em 1834 e faleceu em 1892, Charles Haddon Spurgeon, começou seu pastorado aos 17 anos em uma igreja em Cambridgeshire. Mudou para New Park Street Chapel em Londres no ano de 1854. Depois de 5 anos na cidade ficou conhecido como o ministro mais famoso da cidade. Pedra fundamental de um novo edifício chamado Metropolitan Tabernacle foi lançada em 1859. Charles Haddon Spurgeon pregou para uma congregação com cerca de 6.000 pessoas e também alcançou uma audiência de aproximados um milhão de pessoas em sermões impressos que escrevia semanalmente. Contém 232 páginas.

NOUWEN, Henri. Trabalho pela paz: Oração, resistência, comunidade. São Paulo: Loyola, 2008. No começo da década de 1980 escreveu este livro como contribuição à Igreja e ao movimento pela paz, para que os que marchavam em defesa da paz enraizassem suas ações no cerne da paz: em Jesus, que é a face da paz de Deus, e em seu Espírito Santo. Embora partes deste manuscrito tenham sido publicadas, Henri nunca chegou a publicar o texto completo. Em Estrada para a paz, publicada após sua morte repentina em 1996 ? traduzido e publicado por Loyola em 2001 ?, foram reunidos textos do autor disponíveis sobre paz e justiça. Mas o texto completo de Trabalho pela paz, incluindo o capítulo sobre comunidade e a conclusão, é publicado agora pela primeira vez. Neste livro, Henri liga sua experiência pessoal de Deus, suas visões da psicologia pastoral e sua compreensão do discipulado cristão não só aos pobres e alquebrados ao nosso redor, mas também às injustiças globais de nossos tempos. Contém 120 páginas.

CHANDLER, Matt e Michael Snetzer. O resgate da redenção. São Paulo: Editora Vida Nova, 2018. O resgate da redenção, escrito com a intensidade ousada de um pastor e com a visão perspicaz de um conselheiro, fará você se aprofundar nas Escrituras para que possa se aprofundar em si mesmo e descobrir que o coração de todos os nossos problemas é na verdade o problema do nosso coração. Mas, por causa de tudo o que Deus fez e pode fazer, a pessoa mais confiante e satisfeita que você já conheceu pode ser, na verdade, você mesmo — redimido por meio de Jesus Cristo. Contém 202 páginas.

A ALEGRIA GENUÍNA