quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“COMO AS PESSOAS SE LEMBRAM DE VOCÊ?”


- Texto para meditar: “O que queres, ó Deus, é um coração sincero; enche o meu coração com a Tua sabedoria” (Salmo 51:6).

Vivemos numa sociedade cuja cultura parece ser obcecada pelo exterior; onde o que importa é manter uma boa aparência.
Independentemente da superficialidade, da ausência de conteúdo, de valores rasos e inconstantes, valoriza-se a aparência, tanto no que diz respeito a beleza estética como a aparente valoração daquilo que se tem ou que se aparenta ter.
Muitos gostam de se ver e serem vistos como ricos, famosos, reconhecidos pelos outros homens. Um estilo “CARAS” de ser.
Há uma tentativa concreta de criar-se uma imagem para o consumo das pessoas, em detrimento do “eu” real. O Escritor Brennam Manning (autor de “O Evangelho Maltrapilho”) diz-nos que: “A vida em torno do “falso eu” gera o desejo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça”.
Não devemos nos enganar: uma boa casa, com um jardim bem cuidado e alguns veículos na garagem, não significam, necessariamente, que lá dentro a família não está se deteriorando; que falhas estruturais profundas da alma não estejam presentes.
Muitos querem ser lembrados pelos outros por aquilo que tem, ou pelo menos por aquilo que aparentam ser e ter.
E você? Como as pessoas se lembram de você?
Somos pessoas únicas e diferentes uma das outras. Temos sonhos diferentes; visões da vida diferentes; valores muitas vezes diferentes.
Blaise Pascal (filósofo e matemático francês) disse: “A grandeza de um homem reside no poder dos seus pensamentos”.
Nessa perspectiva, eu diria que quero ser uma pessoa:

I – SEM AMARGURAS
Se nossas palavras revelam muito do nosso coração, eu digo que quero me esforçar por viver uma vida sem amarguras ou ressentimentos.
Isso porque “o ressentimento e a amargura são loucura e falta de juízo, que levam à morte” (Jó 5:2)
Acontece que a amargura pode surgir em meio as nossas perdas. E as perdas ferem.
Não deixe suas perdas transformarem-se em amargura. Não produza dentro de você sentimentos de vingança. Não se transforme em alguém negativista, medroso, amargo ou azedo.
Se preciso for, perdoe. Se necessário for, perdoe-se.
Não tenha vergonha do seu erro, nem de reconhecê-lo. Tenha sim, vergonha de esconde-lo.
Talvez você se sinta culpado em relação ao seu passado. Não se permita viver como uma pessoa do pretérito. Isso pode gerar apreensões com respeito ao seu futuro. Mas não permita que isso iniba o seu agir em relação ao presente.
Se preciso, busque ajuda!
“Parte-me o coração saber quantas pessoas se queimam, afundam financeiramente, perdem a família ou saúde porque se recusaram a buscar auxílio”. Jeff Calliguire

II – CHEIA DE COMPAIXÃO
Em tempos difíceis, nossa visão tende a estreitar-se de tal modo que só pensamos em nós mesmos e em nossos problemas. Aliás, eles são sempre os maiores existentes.
São nesses momentos que podemos alargar nossa visão. Tirar os olhos apenas de nós mesmos e olhar ao nosso redor o mundo que nos cerca.
É preciso lembrar de que a fraqueza e o desconforto que sentimos temporariamente são enfrentados por outras pessoas também, e muitas vezes, em uma escala de circunstancias e conteúdos muito maiores.
Minha motivação tem sido o exemplo do apóstolo Paulo quando diz que pelo consolo que recebemos de Deus, possamos nós consolar os que estão passando por tribulações (II Carta aos Coríntios 1:4).
Henri Nouwen (“Compaixão”Ed Loyola) disse: “Sem a solidariedade de Jesus que surge para trazer um novo começo na nossa existência, é impossível andarmos sozinhos diante das crises da nossa vida. É na presença do Jesus divino, do Jesus solidário, que a nossa vida nasce de novo”.

III – DOADORA
Não retenha nada diante da oportunidade de doar-se. Seja sensível diante da necessidade do outro.
“Senhor, que meu coração se sensibilize com aquilo que parte teu coração”. Bob Pierce, jornalista cristão, fundador em 1950 da “Visão Mundial”.
Seu tempo já está contado. Valorize-o. Se preciso for, mude de vida.
Suas idéias podem ser compartilhadas. Doá-las não o deixará mais pobre.
“Não há nenhum caminho mais rápido para sua alma encontrar satisfação do que o caminho de servir aos outros”. Bill Hybels em “Descontentamento Santo”, Ed Vida, pág 34.
Doe amor. Amor que você não demonstra não é amor.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”. Nelson Mandela

IV – CHEIA DE FÉ
Todos podemos passar por momentos na vida em que nos perguntamos: “Cadê Deus?” Isso não diminuirá em nada Seu interesse para conosco.
Posso dizer a você que quanto mais conheço a natureza de Deus e o Seu caráter, mais a minha fé cresce. E quanto mais o amo, mas aumenta minha fé nEle.
Tenho aprendido também que não tenho outro tempo para por em prática a vida de fé em Deus a não ser agora. É só com este momento que posso contar.
Por isso, minha fé não tem afastado de mim as dificuldades. Mas uma fé vivida com “fidelidade” tem transformado minha fraqueza em força, e minha vida numa aventura indescritível.
Que Deus o abençoe rica e abundantemente em Cristo,

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Pr. Hilder C Stutz

Deus sempre protege o seu povo


- Texto para meditar: Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e exultarei; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo; porquanto os meus inimigos retrocedem, caem e perecem diante de ti. Sustentaste o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente. Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Os inimigos consumidos estão; perpétuas são as suas ruínas. Mas o Senhor está entronizado para sempre; preparou o seu trono para exercer o juízo. Ele mesmo julga o mundo com justiça; julga os povos com eqüidade (Salmo 9.1-8).

Davi passou por muitas lutas e agora ele considera a graça de Deus mais uma vez na sua vida. Deus trouxe vitórias na sua vida e mais uma vez ele implora a proteção de Deus, por quem ele foi libertado, e pede para Deus acabar com a soberba dos seus inimigos.
Davi diz que louvará ao Senhor de todo o coração e contará todas as maravilhas dele. Ele diz que no Senhor se alegrará e exultará. Ele diz que cantará louvores ao nome do Altíssimo. Ele louva ao Senhor pelos favores que ele recebeu na sua jornada.
Um detalhe importante que nos chama a atenção é a frase: de todo o meu coração. A Idéia no hebraico para esta parte do texto é que Davi queria ter o coração inteiramente vazado no cântico de adoração ao Senhor pelas obras maravilhosas realizadas em seu favor.
Ele quer louvar ao Deus eterno com um coração sincero e total para aquele que o defende, protege e guarde sempre.Como precisamos exercitar mais isto no coração. Como precisamos de um coração completo da adoração ao Senhor. Isto me faz lembrar de mais uma canção de Gerson Borges É de coração:

“Como descrever, como explicar. Um amor que vai de leste a oeste. E nunca mais vai terminar. Tu me conheces bem. Sabes quem eu sou. Não há como me esconder de ti. u sempre sabes onde estou. É de coraçãoTudo que eu disser, um hino de louvor, a Jesus de Nazaré. Se as palavras não mostrarem como é grande minha gratidão. Mesmo assim Senhor, recebe meu louvor. É de coração! Não vou esquecer, não vou despresar. O amor que tu me revelaste ali pra me resgatar. Tu me conheces bem. Sabes quem eu sou. Não há como me esconder de ti. Tu sempre sabes onde estou. É de coração tudo que eu disser. Um hino de louvor a Jesus de Nazaré. Se as palavras não mostrarem como é grande minha gratidão. Mesmo assim Senhor, recebe meu louvor. É de coração”!

Davi se lembra das misericórdias de Deus, do ânimo que Deus lhe deu e do socorro que Deus foi para ele na hora das perseguições. Assim de todo o seu coração carregado de retidão, ele louva de maneira sincera aquele que o socorre sempre.
Ele não só louva como quer contar as obras extraordinárias que Deus fez em sua vida. Deus o livrou das mãos de Saul e de seu próprio filho Absalão. Ele viu todos os seus inimigos caindo por terra. Nenhum dos seus inimigos prevaleceu contra ele como servo de Deus.
Davi reconhece que não foi ele que fez esta obra de vencer seus inimigos. Foi Deus que fez esta grande maravilha na sua vida. Então ele se alegra em Deus e busca sempre o favor divino na vida. Davi louva ao Senhor porque sabe que os seus inimigos retrocederam porque Deus fez isto. Eles caíram e pereceram diante do Senhor e não diante de Davi.
Davi louva ao Senhor porque sabe que ele o sustentou no seu direito e na sua causa. Ele louva ao Senhor porque sabe que Deus julgou justamente. Ele louva ao Senhor porque está entronizado para sempre e preparou o seu trono para exercer o juízo. Ele julga o mundo com justiça e julga os povos com eqüidade. Em nenhum momento ele deixa de dar graças ao Deus da sua vida e com todo o seu coração.
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Pr. Alcindo Almeida

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Moisés, um homem reconstruído pelo Senhor


- Texto para meditar: Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel. E vendo um deles sofrer injustamente, defendeu-o, e vingou o oprimido, matando o egípcio. Cuidava que seus irmãos entenderiam que por mão dele Deus lhes havia de dar a liberdade; mas eles não entenderam. No dia seguinte apareceu-lhes quando brigavam, e quis levá-los à paz, dizendo: Homens, sois irmãos; por que vos maltratais um ao outro?Mas o que fazia injustiça ao seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz sobre nós? Acaso queres tu matar-me como ontem mataste o egípcio? A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Madiã, onde gerou dois filhos. E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. Moisés, vendo isto, admirou-se da visão; e, aproximando-se ele para observar, soou a voz do Senhor; Eu sou o deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E Moisés ficou trêmulo e não ousava olhar. Disse-lhe então o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa (Atos 7.22-33).

Quando olhamos para Moisés em Êxodo 2, percebemos que ele vê todos os lados na hora que mata o egípcio para perceber se um egípcio e um judeu não estão olhando para a sua ação.
Aqui em Atos 7 Moisés achava que era um plano de Deus matar o egípcio. Ele era formado na cultura egípcia e entendia que todos encarariam naturalmente aquele caso. Só que a Bíblia mostra que não foi assim.
No texto de Êxodo ele é questionado pelo povo. E agora sabe que não é aceito pelo povo e provavelmente seria rejeitado pelo Faraó. Ele foge de Faraó. Só que esta fuga não é simples, ele foge e vai para a escola de Deus. Ele vai para Horebe.
O primeiro lugar que ele encontra é um poço e a primeira coisa que ele faz é assentar-se. Imaginemos um homem que fora criado na cultura dos sábios e dos que tinham posses. Agora ele se vê num espaço vazio e tem de se sentar. Ele não fará nada agora, só escutará Deus naquele lugar solitário e vazio. E aqui vemos a primeira transformação de Moisés, no Egito ele vivia agitado, aqui ele não tem outra coisa a fazer, além de escutar Deus no deserto. A grande verdade é que Moisés agora só tem tempo para escutar Deus.
Moisés agora tem que ir para a escola de Deus. Ele se casa com Zípora. Moisés tem problemas com ela por causa da cuxita. As coisas começam a ficar feias no processo de Moisés. Moisés tem que viver 40 anos para ser reconstruído do Egito. Ele agora sai de príncipe do Egito para se tornar o príncipe de Deus.
No capitulo 3.1 de Êxodo ele começa a cuidar do rebanho de Jetro seu sogro. E pára no monte Horebe que é o Monte de Deus. Este é o lugar que mata a sede do povo de Israel. É neste deserto que o pastor precisa ser tratado. Aqui vemos a segunda transformação de Moisés. O deserto é o lugar do esvaziamento do homem para se tornar pastor, ali Moisés aprenderá a ser pastor, ali ele aprenderá como conduzir o povo de Deus. Ali ele se tornará pastor de fato.
Moisés no Egito era estudado nas artes, era um príncipe importante. Agora como pastor perante o mundo será uma abominação. O pastor é lixo de todos, escória do mundo.
Com Moisés aprendemos que o projeto de Deus para nós não é para sermos ilustres. E o trabalho da cruz é nos esvaziar por completo. Precisamos da cruz não na humildade, e sim, nas nossas arrogâncias. O escritor e pastor Glenio Paranaguá diz que às vezes, a nossa humildade é mais arrogante do que tudo
Em Ex. 3.2 aparece o anjo de Deus numa chama de fogo – no meio de uma sarça. Na transformação de Moisés agora ele vê não na visão humana. Ele olha para Deus, olha para sarça que arde e não se consome. Depois ele se aproxima para ver mais perto. Ele contempla Deus agora. Ele quer ver esta grande maravilha. A reconstrução de Moisés é quando ele vê Deus (versículo 5). Ele percebe que precisa tirar as sandálias do Egito. Ele precisava pisar na terra santa da presença de Deus. O que sobrou para Moisés?
A vara e nada mais. E Deus diz que falará através dele para Faraó. E diz para ele falar a Faraó que o Eu sou o que sou enviou.
Assim que deve acontecer na nossa transformação também, necessitamos ver Deus. Necessitamos contemplar Deus e fazemos isto através da oração que abre a nossa vida para toda a Palavra de Deus e sua vontade. Pois é ela que aviva a nossa atitude com respeito a Bíblia e mantém aberto o canal de comunicação entre nós e Deus (HOUSTON, James. A felicidade. Brasília: Palavra, 2009, p. 212).
Interessante que a reconstrução que Deus faz em Moisés, o torna mais real. Ele passa a desenvolver um relacionamento com Deus de maneira absolutamente verdadeira, ele se torna mais parecido com Deus na sua imagem. Ele começa a andar mais com Deus e fala cara a cara com o criador. Tudo isto porque no deserto ele é reconstruído pelo eterno e soberano Deus.
Que ele também nos reconstrua na sua presença!
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Pr. Alcindo Almeida

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SUA ALTEZA, O MENDIGO. XXV


Sua Alteza é aristocrata no Reino dos céus, embora seja um mendigo aqui na terra. É uma pessoa nobre lá, mas é pobre cá. A sua carência não significa falta de posse, pois muitos são bons mordomos da graça gerindo muitos bens, todavia, nenhum deles é proprietário de coisa alguma.
Estar na posse não nos constitui o proprietário. O mendigo tem uma posse passageira, já que sua vida tem tempo de validade. É bom notar ainda que o cosmo tenha dono e que todas as coisas pertençam ao titular da Escritura. No universo, só o Senhor é o dono. Nós somos apenas posseiros e gerentes dos bens alheios. Com nada viemos para o mundo e com nada o deixaremos.
Se não somos os donos, não podemos ficar com dor-de-cotovelo. O ciúme é um sentimento de medo diante da possibilidade de se perder o que tem. Quem nada tem, não tem ciúme de nada. Somente o dono egoísta poderá sofrer o dano com a subtração do seu bem, por isso o despojado jamais ficará enciumado com a probabilidade de sumirem com algo que seja seu. Sua Alteza, o Mendigo, não lida com o despeito, uma vez que não é dono de ninguém, nem de coisa alguma.
Uma pessoa só tem ciúme de outra, quando esta é transformada em propriedade particular daquela. A que quer ser dona tem medo de perder o seu domínio sobre o seu bem e a pessoa desejada deixa de ser um sujeito da relação, para se tornar num objeto de um monopólio possessivo.
Um mendigo ciumento é um absurdo, pois ninguém pode ter ciúme daquilo que não tem. Neste caso, o pobre de ambição é o nobre da realeza celestial. Ora, se o medo de perder o que tem faz do temeroso um vassalo das paixões mais baixas, quem não tem pânico com a perda, porque não tem nada a perder, acaba revestido com a titulação mais elevada da nobreza divina. Deste modo, o ciúme é um constrangido tributo que a mediocridade presta ao mérito da graça.
O Reino dos céus governa os homens aqui na terra com a antítese da superioridade. Quem quiser ser grande lá em cima, precisa viver como um pequenino aqui em baixo. Se nós não formos donos de nada aqui neste mundo dos sem terra, não viveremos com ciúme de ninguém, nem das coisas que administramos aqui como gerentes. Bendito seja Sua Alteza, o Mendigo, legítimo mordomo-mor do Senhor dos senhores.
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Glenio Paranaguá – mendigo-padrão.

VIVENDO EM TEMPOS DE CRISE


- Texto para meditar: “Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).

Gostaria de poder dizer que a vida é diferente, mas, a verdade é que não somos feitos só de boas notícias, não só de circunstancias favoráveis, não só de alegrias, não só de vitórias, não só de acertos, não só de caminhos planos, não só de elogios, não só de realizações.
Mas também não só de más notícias, não só de circunstancias contrárias, não só de tristezas, não só de fracassos, não só de perdas, não só de desacertos, não só de aclives e declives, não só de repreensões, não só de sofrimentos, não só de derrota em derrota.
E por vivermos essas situações que nos causam insegurança, desconforto, incomodo e expõem nossa fragilidade, podemos concluir que o ser humano é sempre um ser em crise. Lidar com todas essas situações representa crise.
As crises parecem sempre nos rodear.
Conheci um general de exército que ante a necessidade de tomar decisões, sabendo que estas poderiam custar a vida ou salvar a vida de muitos de seus homens, ele dizia-nos: “Você não sabe o risco de trabalhar com essa responsabilidade!”
Isso porque, como a própria natureza nos ensina, existe o dia claro, mas a noite virá. Existe a alegria do verão, mas o outono trará o inverno e seu rigor. A primavera só vai chegar depois que atravessarmos o inverno.
Portanto, se essas situações são inevitáveis, se tempos de crise estarão sempre presentes em nossa vida, gostaria de refletir sobre isso a partir de algumas percepções:

I – TEMPOS DE CRISE PROMOVEM QUESTIONAMENTOS E REFLEXÕES
Certamente será nesses momentos que mais nos perguntaremos: Por quê?
Ficamos sempre imaginando que o fim poderia ter sido diferente. Por que não conseguimos? Por que não fizemos? Por que fizemos assim?
Mas, é preciso entender que nem tudo sai como imaginamos. Lidamos com nossa falibilidade, fraqueza, vulnerabilidade, nossa própria ignorância, nossa pequena visão. Some-se os fatores externos e/ou circunstanciais.
Por outro lado, é importante lembrar que aqueles que seguem em frente apenas quando as coisas estão a seu favor nunca serão bem-sucedidos em seus esforços. O valor de uma realização cresce em meio a lutas, dificuldades, obstáculos e incompreensões.

II – TEMPOS DE CRISE GERAM EXPECTATIVAS
No alfabeto chinês (símbolos) um mesmo símbolo é usado para a palavra “crise” e para a palavra “oportunidade”. No português, embora na língua não seja assim, precisamos ter a mesma perspectiva.
“Todos os dias nasce uma nova oportunidade de crescimento; tire sempre vantagem dessa oportunidade, porque ela é uma grande parte daquilo que consiste em estar vivo. Quando você acha que já sabe tudo, então você passa a negar a si mesmo a oportunidade de aprender algo novo. Quando você age como se já tivesse visto tudo, então você se abstém do novo e das experiências reveladoras. Não importa quanto você já alcançou; você pode sempre receber grandes benefícios dos novos desafios. Quando você acha que já obteve todas as respostas, agite-se e busque por novas perguntas. Veja cada nova descoberta como um ponto inicial de partida e não como um destino final” (Karl Willow).
A alegria vai estar na caminhada. A gratificação do viver está no crescimento.

III – TEMPOS DE CRISE GERAM ESPERANÇA
O modo de olhar a crise pode mudar sua história.
Creia: “Problemas são situações arquitetadas por Deus a fim de nos trazer a face a face com as nossas deficiências, para que assim possamos ver a Sua suficiência como a nossa única alternativa”. David Jeremiah (pastor senior na Shadow Mountain Community Church in El Cajon, California).
Muitas vezes as pressões da vida são as mãos do oleiro a trabalhar em nós. Deus prepara os seus melhores homens e mulheres através das grandes tribulações.

IV – TEMPOS DE CRISE EXIGEM CORAGEM
As mudanças de situações que muitas vezes nos tiram de nossa zona de conforto, e que na maioria das vezes nos faz perder a percepção do próprio sentido e propósito de nossas vidas, servem para nos provar, para nos exercitar, para nos aperfeiçoar.
Precisamos aprender a viver com elogios e sem elogios, com censuras e sem censuras, em meio a alegrias e em meio a tristezas. É como navegar sem vento ou com vento, a favor da correnteza ou contra a correnteza.
Um amigo acostumado a velejar, disse-me certa vez que gostava de levar para velejar com ele a sua equipe de lideres mais próximos. Esse tempo servia para observá-los. Num veleiro, dizia ele, não há espaço para pessoas sem iniciativa que sentam-se num canto e tentam acomodar-se. Aliás, quanto mais forte o vento, mas empenho será exigido de todos porque maiores serão as distancias percorridas e maior será a satisfação de cumprir o objetivo pelo qual saíram a navegar: velejar!

V – TEMPOS DE CRISE EXIGEM PROFUNDA DEPENDENCIA DE DEUS
O profeta Jeremias escreveu: “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”(Lm 3:21).
Saiba: Deus exerce o controle de tudo. Ele mantém o equilíbrio necessário no tempo certo e na medida certa. Controla a provação e a tribulação, o excesso de elogios e o excesso de repreensões. Evita a soberba tanto quanto o desanimo. Concede intervalos de folga para intervalos de embates. Poda a tristeza e poda a alegria.
Deus sempre age a Seu justo critério, ante a Sua absoluta soberania, quer a reconheçamos ou não, mas, sempre o faz em benefício do homem, com o desejo sincero de que este O conheça com a intimidade que um filho deve conhecer seu pai.
Concluindo,
“Deus pode lidar com qualquer problema que venhamos a colocar em Suas mãos. Não há nada complicado demais que Ele não possa tratar – mas Ele está esperando por nós, para que, reconhecendo o Seu poder, venhamos Lhe pedir ajuda”. Bill Hybels
“Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5)
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.

Em Cristo,
Rev. Hilder C Stutz

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Glenio Paranaguá: como um vaso nas mãos do Oleiro

Por Rosana Salviano.
Glenio Fonseca Paranaguá é pastor da igreja Batista há 35 anos. Em sua caminhada pelo Ministério, ficou conhecido por ser radical na pregação da mensagem da cruz e da suficiência na pessoa de Jesus Cristo. Agora, essas pregações lhe renderam o primeiro do que se espera ser uma série de livros: Vaso nas Mãos do Oleiro.
Mais que uma coletânea de estudos, Vaso nas Mãos do Oleiro é um livro de leitura simples - mas não de linguagem ou teologia simplista - que pode ser uma rica fonte de aprendizado tanto para líderes de igreja como para novos convertidos. Com excelente fundamentação teológica e Bíblica, o autor fala sobre a maravilhosa Graça da Salvação em Cristo em Jesus e o papel do homem perante ela.
Enquanto muitos vêm pregando um evangelho sintético, uma mensagem diluída que é incapaz de promover a verdadeira salvação e faz da igreja um lugar com muitos membros - mas poucos santos -, pastor Glenio é enfático e afirma com convicção: "O evangelho não é banal, nem a salvação mercadoria barata. Ninguém é salvo por ter aceito a Cristo. A verdade bíblica mostra que foi Cristo quem nos aceitou".
RS: Como surgiu a idéia de lançar este livro?

Glenio Paranaguá: O Vaso nas mãos do Oleiro surgiu a partir de uma série de estudos que fiz há alguns anos. Um grupo de amigos me pediu para colecioná-los a fim de formar uma apostila e depois, pensamos em formatar tudo num livro. Procurei algumas editoras e este ano surgiu a oportunidade de concretizar o sonho através da IDE.
RS: Qual o foco principal dele?

Glenio Paranaguá: A doutrina da Salvação. Eu me utilizo de Jeremias 18 para falar que Deus criou o Homem a partir do barro e o próprio Homem estragou o que Deus havia criado, por isso está deturpado, modificado. Na primeira parte, exploro o que é Homem, como ele está e o que tem feito para se salvar - onde abordo as religiões. A partir daí, falo das táticas do engano, que produzem uma ilusão de Salvação, e o real plano de Deus através da encarnação e ressurreição de Cristo.
RS: Há também pontos polêmicos, que falam de pecado e tentação...

Glenio Paranaguá: Eu abordo o que chamo de "impecabilidade" e "perfeccionismo". Não creio nisso. Não posso dizer que peco, mas também não posso dizer que nunca peco. Não posso dizer que ficarei doente, mas também não posso dizer que nunca ficarei doente. Crer em um desses extremos é deformar o que diz a Bíblia. Para exemplificar: eu não entro em um avião se souber que ele vai cair. Mas sei que ele pode cair. Apesar disso, viajo porque creio que as leis físicas que o mantêm no ar serão mais fortes que a lei da gravidade. Na vida com Deus também é assim: Cristo dá a vitória, mas na caminhada, posso por vezes, enfrentar derrotas. Aí, posso ver a tentação como bênção pois mesmo nela Cristo me garante uma vida vitoriosa.
RS: O livro segue a mesma linha de suas pregações, que sempre falam da Graça e da Cruz de Cristo?
Glenio Paranaguá: Sim, eu exploro bem a questão da Graça. Mas da Graça plena. Muito pregam uma Graça amarrada: tenho a Graça de Deus se fizer isso ou aquilo, por minhas obras ou penitências. Hoje mesmo fui dar uma aula como convidado num seminário Católico e ao final um dos presentes perguntou qual a maior diferença entre os batistas e os católicos. Eu disse que temos muito em comum, mas também posições bem extremadas. Primeiro, porque para os batistas Jesus é tudo, e, segundo, porque cremos numa Graça que não depende daquilo que fazemos ou somos. Mas há muita confusão sobre isso, até entre as denominações evangélicas.
Muitos acham que Graça vem se orarmos, "eu oro, aí Deus resolve meu problema". Mas eu creio que até a oração é fruto da Graça. É Deus que nos leva a orar, a querer estar perto Dele. O mesmo ocorre com relação à Fé. Não é fé que nos permite receber a Graça, mas é por meio da Graça que recebemos a Fé. É independente de nossas vontades. Apesar de normalmente dizermos "eu nasci", nós não nascemos - "fomos nascidos". Todo o processo para sermos gerados não depende de nós mesmos.
RS: Falar sobre a Graça tornou-se comum, mas também perigoso. Não há muita gente confundindo Graça com libertinagem, numa teologia de "posso tudo porque a Salvação não depende de mim"?
Glenio Paranaguá: O apóstolo Paulo já falava sobre isso. Basta vermos Romanos 5 e 6: "...onde abundou o pecado, super abundou a Graça. (...) Que diremos então, continuaremos pecando? De maneira alguma! Se estamos mortos para o pecado, como poderemos continuar vivendo nele?". Creio que aí está a resposta. A graça libertina é fruto da pecaminosidade.
Gosto de dizer que pregar sobre a Graça é correr um risco necessário e que demonstra se falamos da Graça genuína, porque ela sempre irá despertar o Homem para uma nova vida ou para a libertinagem, dependendo da interpretação. A escolha é do Homem. Deus também nos dá liberdade para pecar ou não.

A grafia terrível do Egito

O texto de Hebreus 11.26 afirma: Tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Num encontro de pastores do Grupo Projeto Timóteo lá em Campinas, eu tive a grata satisfação de ouvir meu amigo Pr. Glênio Fonseca Paranaguá. Naquele encontro, Glênio trabalhou vários assuntos sobre a reconstrução do ministério pastoral à luz da vida de Moisés, quando ele sai do Egito e vai para o deserto cuidar de ovelhas. Moisés passou 40 anos no deserto para tirar da sua mente e do seu coração, o Egito. E naquele tempo a grafia terrível do Egito queria fazer dele, um sujeito arrogante, um sujeito que seria como Faraó, sem temor, sem reverência e totalmente ganancioso no coração. Estar na grafia do Egito é ser o primeiro, o grande, o alto, o senhor de tudo e de todos. Esta grafia quer nos afastar sempre da cruz de Cristo. O banco não quer só ganhar, ele quer ser o primeiro. As negociatas são provenientes do Egito que visa o ter, e ter e ter. Fora disso não há acordo. Mestre Glenio trabalhando a vida de Moisés, mostrou que nós somos adeptos desta cultura egípcia, de queremos ser melhores do que os outros. Nós queremos o pódio como ninguém. Chegar como se fosse um vitorioso, como foi o caso de Wanderlei Cordeiro nas Olimpíadas, não é para nós. Geralmente queremos o primeiro lugar e não o terceiro ou o quarto. Exatamente por isso, Deus dá a Moisés não a sabedoria do Egito, mas uma vara para pastorear o rebanho de Deus. De príncipe no Egito, ele passa a ser abominável, porque se tornou pastor de ovelhas, o que para os egípcios era algo horrível. Mas, essa realidade nova foi necessária para Moisés aprender que a maior riqueza era o opróbrio de Cristo do que os tesouros materiais do Egito. No Egito ela era tudo, mas não teria a graça de Deus conduzindo sua vida e o seu coração. Quando Moisés abandonou o Egito aprendeu a ser príncipe de Deus e não de Faraó. Por isso, ele entendeu a ideia da recompensa divina. E nesta perspectiva, saiu e deixou toda a riqueza do Egito para trás. Ele sabia que Deus era melhor, mesmo com o sofrimento que passaria. Deus era melhor porque lhe dava paz, alegria e segurança no seu coração. Deus nos chama para sairmos desta grafia horrível do poder e do sucesso humanos e e descansarmos na vontade dele e da dependência do caráter dele. Deus nos chama para contemplarmos no lugar santo a sua presença e tirarmos as sandálias do Egito, para calçarmos as sandálias do Reino dele e experimentarmos a graça do Evangelho em nós. (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lançamento de livro do Pr. Glenio Paranaguá

Data: dia 19.10.2009.
Local: Igreja Presbiteriana da Lapa.
Horário: 20:00 horas.
A estrela é um astro que tem luz própria. Os planetas são astros que não emitem luz deles mesmos. Se eles iluminam é porque foram iluminados por uma estrela. Deus é luz e os homens só podem ser alumiados por Deus. Cristo é justo e os pecadores só podem ser justificados por Cristo.
O Deus triúno é o único ser justo com a sua justiça. Ele não precisa de coisa alguma e de ninguém, uma vez que só ele se basta a si mesmo. O ser humano foi criado reto, mas finito, e, ao pecar, se tornou ímpio.
Ninguém pode se justificar diante de Deus com a sua justiça pervertida pelo orgulho do seu ego ímpio. A justiça humana é comparada na Bíblia a trapos de imundícia. Assim, não há nenhum justo que produza justiça aceitável que o justifique na presença de Deus.
Jó era um servo de Deus que vivia justamente por meio da sua própria justiça. O Crime da Letra é uma tese firme e incisiva, que procura expor a obra da graça de Deus, desconstruindo, através do sofrimento, um homem justo em sua justiça, a fim de justificá-lo pela justiça do Cordeiro.
Muitos acham que Deus foi injusto com Jó colocando Satã como agente de demolição, ao afligi-lo em sua integridade. Nada disso, Deus foi bem misericordioso ao permitir que Jó fosse assolado até a sua rendição no pó e na cinza.
A graça persuade o pior dos pecadores com mais facilidade, do que convence a alma justa em sua justiça, uma vez que a graça precisa sempre da marreta do sofrimento para quebrantar esta alma ensimesmada. A história de Jó é a biografia da justiça própria sendo abatida pelo Deus gracioso.
Salvar o pecador indigno do seu pecado é mais simples do que libertar uma alma justa de sua justiça. Uma pessoa digna em sua dignidade fica, normalmente, indignada quando não se vê aceita pela sua retidão pessoal.
Todo aquele que se justifica através da sua justiça não carece da justificação divina. A justiça própria é o maior obstáculo para o gozo da verdadeira vida espiritual. Se você é dos tais que acham que Deus foi duro demais ou até cruel com Jó nesse processo todo, então você deve ler esta obra com muita atenção, pois talvez padeça dos mesmos sintomas.
O filho pródigo foi recebido na casa do seu pai com festa. O filho mais velho, o justíssimo, ficou fora da festa, indignado, por causa da sua justiça injustificável. Cuidado, o vírus é contagioso!
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Sobre o autor: Glenio Fonseca Paranaguá, radical na pregação da mensagem da cruz e da suficiência graciosa de Jesus Cristo, é pastor há mais de 30 anos desde 1974 está na liderança da Primeira Igreja Batista em Londrina, Paraná. Nasceu em Corrente, Piauí, em 1945. Sua formação acadêmica e teológica se deu no Rio de Janeiro onde iniciou seu ministério em 1970. Quando mudou-se para Londrina, além do ministério, dedicou-se, também, ao ensino teológico, e por mais de 10 anos lecionou Grego e Psicologia, no ISBL - Faculdade de Teologia, e Psicologia no Seminário Teológico Antonio de Gody Sobrinho, da Igreja Presbiteriana Independente. Deixou a docência para se dedicar totalmente ao ministério da pregação da Palavra. É casado com Carmem Charles Malafaia Paranaguá e tem três filhos, Leonardo, Thelma e Isabela.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Meus livros já editados


ALMEIDA, Alcindo. Os encontros de Jesus - Pessoas que foram transformadas por ele. São Paulo: Fôlego2009. Alguém escreveu que “a vida é a arte dos encontros”. E penso que eles nos fazem ser mais ou menos efetivos na vida dos outros e na nossa própria vida. Isso porque há vários tipos de encontros na vida. Há aqueles que são inevitáveis. Há encontros em que você se sente bem em ter encontrado. Há os encontros que ocorrem quando não se espera mais nada. Há encontros em que as pessoas trocam idéias compartilham sonhos e fortalecem a vida.Há também encontros em que as pessoas só falam obviedades que nada acrescentam e você fica com a sensação de que está perdendo o seu tempo. Há encontros em que a pessoa só fofoca, denigre e tem inveja. Estes realmente nos matam.Há encontros em que o silêncio é mais proveitoso que as palavras. Há outros em que o olhar o toque o carinho dispensam as palavras. Há encontros em que a palavra deve ser bem pensada sentida, vivida e há encontros em que a vida pára para que as pessoas vivam. São muitos e diferentes encontros.As reflexões brilhantes do querido amigo e irmão Alcindo em “Os Encontros de Jesus” nos dão a dimensão clara do significado que esse acontecimento teve na vida daqueles que tiveram um encontro com Jesus de Nazaré. Todos os que se encontraram com ele tiveram a vida marcada e transformada. Ninguém deixou um encontro com ele sem ser tocado quer por suas palavras suas atitudes ou por seu maravilhoso olhar.
Encontrá-lo é ver a Palavra nos penetrando e fazendo-se desejável, manifestando-se como meio da graça fazendo-nos adoradores e conscientizando-nos da necessidade do arrependimento e da salvação.Encontrá-lo é encontrar consolo e conforto para nossas dores é encontrar o próprio sentido da vida é vê-lo transformando nossa história de vida em “antes e depois” desse encontro. Minha oração é que Deus use este livro para levá-lo a um encontro com o Senhor Jesus que mude também sua vida.
De: R$ 28,00
Por: R$ 22,00

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume I (Salmos 1-50). São Paulo, Fôlego, 2008. Neste livro vemos Alcindo nos dando uma saída consistente e uma ótima oportunidade para descobrirmos um mundo repleto de esperança e cheio de expectativas, de que, no Senhor e no seu Ungido (Cristo), o Deus-Homem, e somente nele, há mudanças reais. Somos advertidos a nos preocupar com a nossa vida devocional, a despertar nosso coração para esse ponto tão crucial que tem sido muito negligenciado em nossos dias. Nós vemos isso claramente no Salmo 5, portanto, a coerência se fecha em vários pontos, mostrando lições definidas e claras que nos ajudam na maturidade e no crescimento cristão. Contém 146 páginas.
De: R$ 36,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume II (Salmos 51-100). São Paulo: Fôlego, 2008. Os Salmos nos ajudam a equalizar o que cremos sobre a vida (nossa confissão de fé) com o que de fato encontramos na vida (o dia-a-dia). É um mosaico que registra diários pessoais e comunitários de pessoas que tentaram construir uma caminhada de fé íntegra. Nas janelas desse mosaico encontramos um contraste de alegria e tristeza, convicção e dúvida, esperança e crise, dor e conforto, decepção e realização, amizade e traição, acolhimento e indiferença. Podemos notar que talvez a razão pela qual os Salmos encantem o nosso coração é que essas orações expressam o que muitas vezes sentimos, sem dizermos uma única palavra. Ao lermos os Salmos construímos uma gramática para a vida. Em meio aos caminhos e percalços da vida, o salmista identifica rotas, sinais, valores e referenciais. A constatação é que a vida só faz sentido se ela é construída a partir de Deus. Soren Kierkegaard disse que “a maior felicidade de um ser humano é a de ser ajudado por Deus”. Nos Salmos fica claro que Deus nos ouve e deseja ser ouvido por nós. Geralmente oração é definida como falar com Deus. Os Salmos mostram uma realidade diferente; oração é um ato interativo: “falar converge com ouvir”.Acredito que esse é o convite que Alcindo faz a mim e a vocês. O seu coração pastoral escreveu devoções para que ouçamos a voz de Deus através dos seus escritos. Contém 146 páginas.
De: R$ 36,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume III (Salmos 101-150). São Paulo: Fôlego, 2008. Neste livro de reflexões nos Salmos do Antigo Testamento, Alcindo nos convida a mergulhar numa vida de adoração, tendo como base, a certeza que os Salmos nos dão de que Deus está sempre ao nosso lado, independente das circunstâncias. Através destas reflexões nos deparamos com um Deus que entende a nossa dor, se compadece de nossas lágrimas e é capaz de colocar um novo cântico em nossos lábios. Um cântico de alegria e louvor. Além das aplicações práticas e do conforto para a vida diária, em várias reflexões desta coleção encontramos informações sobre o contexto histórico dos autores e do povo de Deus. Isso nos aproxima mais dos Salmos e nos ajuda a perceber que tanto os autores como os personagens foram pessoas como semelhantes a nós. Contém 160 páginas.
De: R$ 40,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Conselhos para uma vida sábia - Reflexões no Livro de Eclesiastes. São Paulo: Fôlego, 2008. Numa época em que somos desafiados pelo “Senhor Mercado” a levarmos uma vida ‘fast”, vazia de significados e sem tempo para reflexões mais profundas, eis que aparece um pastor, comprometido com Deus, como o seu Reino e a sua justiça, disposto a desafiar uma nação inteira a parar, pensar e ter, sim, uma vida mais sábia. Alcindo Almeida é meu amigo de longa data. Já choramos, sorrimos, brigamos, brincamos e, sobretudo, servimos juntos ao Senhor dos senhores. Fiquei extremamente feliz pelo fato de ele ter coragem para abordar o livro mais instigante da Bíblia Sagrada, o livro de Eclesiastes, que foi escrito pelo sábio rei Salomão. O livro de Eclesiastes, por si só, trata-se de um grande desafio, pois, apesar de ter sido escrito há muito tempo atrás, é absolutamente atual nas suas considerações e conclusões. Salomão trata das questões simples da vida cotidiana até questões mais inexoráveis como a morte. Ele não se intimida e nos coloca contra a parede para que busquemos uma vida com sabedoria e entendamos melhor o sentido dela própria. Contém 232 páginas.
De: R$ 38,00
Por: R$ 29,00

ALMEIDA, Alcindo. Uma fonte para a espiritualidade. São Paulo: Abba Press, 2007. Quantas vezes você já procurou uma palavra de conforto ou esperança para você ou para ajudar um amigo, ou mesmo para pregar na igreja e não encontrou? Nesse mundo estressante em que vivemos é muito comum passarmos por uma situação dessas. Parece que estamos vazios; nossa alma bloqueada e a mente exausta. É nessa hora que esse livro do Pr. Alcindo Almeida faz grande diferença em nossa vida. “Uma fonte para a Espiritualidade” é um verdadeiro guia devocional, com centenas de idéias inspiradas em 84 reflexões bíblicas fáceis de ler e entender mas, profundas em seus significados e na edificação que produzem.
De: R$ 30,00
Por: R$ 26,00

ALMEIDA, Alcindo. Silenciando o coração diante do Pai. São Paulo: Fôlego, 2007. Silenciando o coração diante do pai. Este é o título do novo livro do pastor Alcindo Almeida. Nele, o autor discorre sobre dois grandes princípios de Deus: como Ele gerencia a nossa vida através de seus propósitos e como nos responsabilizamos como eleitos, em cumprir sua vontade. Para saber mais sobre o livro. “Sinceramente, duvido que alguém leia este livro e não pare para refletir a respeito de como anda, com o que sonha e quais são as motivações e projetos que deveriam comandar e dar razão à sua alma e coração. Isto pelo fato desta obrar tratar exatamente sobre assuntos que têm a ver com a nossa vida prática, com a nossa devoção, com os nossos valores, com a nossa ética e com a nossa santidade.Coisas que devem ser governadas em nossa vida pelo profundo senso de reverência e dependência de Deus que precisamos ter, resgatar e até mesmo desenvolver em nossa caminha cristã” ( Pr. Nélson Gonçalves Abreu Junior).
De: R$ 32,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Salmo 23: descanso no pastor da nossa alma São Paulo: Arte Editorial, 2007. Esta é uma das obras literárias de Alcindo Almeida, autor incansável, cuja produção literária vem crescendo a cada dia. Neste volume, ele apresenta aos seus leitores reflexões sobre um dos salmos mais expressivos e conhecidos das Escrituras Sagradas, o Salmo 23 ou o Salmo do Pastor. A sua abordagem deve ser levada a sério, pois o autor traça paralelos com os sentimentos do autor, o rei Davi, que o escreveu a cerca de três mil anos, e suas implicações e aplicações para o homem moderno. O Pr. Alcindo estudou a fundo a matéria deste livro e assim pode apresentar argumentos sólidos e uma farta bibliografia. Além disso, um guia de estudos no final de cada capítulo poderá se desdobrar em diversas aplicações em classes ou em grupos de estudos, ou mesmo para revisão pessoal. Certamente a leitura de Salmo 23, descanso no pastor da nossa alma acrescenta um renovado interesse à leitura e a reflexão sobre o Salmo 23.
De: R$ 21,90
Por: R$ 18,00

ALMEIDA, Alcindo. Senhor, cura a minha alma! São Paulo: Abba Press, 2005. Em seu livro "Senhor, Cura a Minha Alma!", Alcindo oferece ao leitor o acolhimento e a esperança que vem do Senhor. Todos nós - em nossa história de vida - passamos por momentos de aflição, mágos, desapontamento, dores e amarguras. Alguns de nós passam ainda por sofrimentos indescritíveis e incompreensíveis. Mas, de uma maneira sobrenatural e amorosa, Deus os acompanha na travessia do sofrimento - mesmo que nem sempre se veja dessa maneira - e os coloca a salvo em lugar seguro.
De: R$ 29,90
Por: R$ 25,00

ALMDEIDA, Alcindo. Vivendo na presença do Pai. São Paulo: Fôlego, 2009. Este é um livro que nos faz refletir e exercitar a nossa intimidade com Deus. Quando temos consciência de que precisamos viver na presença de Deus, sentimos de maneira impressionante o seu toque no nosso coração. E este toque é precioso demais porque é íntimo e tão pessoal que revoluciona a nossa maneira de amá-lo e servi-lo. Quando andamos na presença de Deus somos tocados nos mais profundo do nosso coração e somente Deus é capaz de chegar lá e discernir todas as nossas emoções. Na presença de Deus somos conhecidos por ele em todas as facetas do nosso coração. E neste processo acontece uma conexão tão verdadeira que a cada detalhe da vida percebemos e sentimos a presença de Deus em nós. Somos também influenciados por um toque divino que vivemos com a realidade e sentido da santidade dentro de nós. Daí a mentira não é a nossa prática de vida. Quando andamos na presença de Deus somos encharcados com a graça de Cristo e passamos a refletir minimamente o caráter e a vida de Jesus. Assim, as pessoas olharão para nós e perceberão algo diferente porque a nossa atitude é a de Jesus, o nosso amor é o de Jesus, a nossa palavra é a de Jesus e a nossa postura é a de Jesus.

De: R$ 29,90
Por: R$ 26,00

Você Faz a Diferença Como sua atitude pode revolucionar sua vida
De John C. Maxwell
Por que duas pessoas com as mesmas habilidades e conhecimento muitas vezes chegam a lugares tão diferentes em suas vidas? Para o especialista John C. Maxwell, é a atitude que faz diferença - é ela que pode determinar o fracasso ou o sucesso.
Neste livro, Maxwell despedaça os mitos comuns sobre a atitude e mostra como superar os cinco maiores obstáculos para o desenvolvimento de uma atitude positiva. O autor ainda apresenta as ferramentas para transformar a atitude em um grande recurso e mostra ao leitor a qual é a atitude correta que pode impactar positivamente a carreira, a vida familiar e o cotidiano.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Leituras no mês de setembro


PIPER, John. Graça futura. São Paulo: Shedd, 2009. O caminho para prevalecer sobre as promessas enganosas do pecado. O poder purificador de se viver pela fé na Graça Futura. "O propósito do pastor Piper ao escrever este livro é revitalizar o decadente cristianismo que só conhece a graça barata e a fé barata. Impregnado da Bíblia, embebido de Deus, profundamente evangélico e apaixonadamente humano, Piper preenche as dimensões esquecidas da fé, esperança e contentamento, estabilidade e santidade, a apreciação de Deus e o louvor a ele, com mão de mestre. Este é um livro rico e sábio, um livro para ser apreciado e relido". Contém 384 páginas.

MCGRAFH, Alister. Introdução à espiritualidade cristã. São Paulo: Vida, 2008. Em Uma introdução à espiritualidade Alister McGrath traz significativa contribuição para se compreender e apreciar o legado da espiritualidade cristã clássica. O autor apresenta um trabalho que demonstra a vital importância da teologia espiritual para a revitalização da Igreja no início do século XXI e para os que desejam desenvolver uma vida cristã genuína. Este texto atende à necessidade de uma introdução clara, informativa e bem escrita ao tema da espiritualidade cristã. Alister McGrath apresenta esta área da teologia cristã como uma das mais sérias e importantes a serem estudadas. Aqui o autor se baseia em temas e textos ímpares da prática e do pensamento cristãos como resultado da experiência de sete anos de ensino. Escrita de modo acessível e testada em sala de aula, esta obra: • Evita uma abordagem puramente histórica e árida do tema. • Encoraja à leitura das fontes primárias de textos importantes do cristianismo na seção Estudos de caso. • Inclui a análise essencial da relação entre teologia e espiritualidade, com foco nos sete principais temas sobre o assunto. • Pode ser usada em estudo individual e em grupo e também em sala de aula. Contém 322 páginas.


HENDRICKS, Howard & William Hendricks. Como o ferro afia o ferro. São Paulo: Vida Nova, 2006. O mentoreamento não é uma opção, mas uma necessidade. Hendricks e Bill nos dão critérios profundos e práticos sobre a prioridade, o processo e a prática dessa necessidade vital na vida de todo homem. Tony Evans – autor, palestrante e pastor. Howard Hendricks toca num ponto crítico de uma questão crítica no mundo de hoje com uma clareza e a uma franqueza que atingem tanto a mente quanto o coração. Jerry Bridges – The Navigators. Não há alguém mais apto do que Howard Hendricks para tratar da questão tão urgente que é o mentoreamento. Com a ajuda do seu filho Bill, o professor Hendricks produziu uma obra de arte. Homens, comprem e leiam este livro! Vocês nunca mais serão os mesmos. Joseph Stowell presidente do Moody Bible Institute. Contém 255 páginas

CURY, Augusto. O Mestre da Vida - Coleção Análise da Inteligência de Cristo - Vol. 3. Rio de Janeiro: Editora Sextante. 2006. No livro Cury decifra as profundas mensagens deixadas por Jesus desde a sua prisão e o seu julgamento até a sua condenação à morte na cruz. Lançando uma nova luz sobre as passagens mais comoventes da Bíblia, ele nos faz redescobrir esse grande personagem que foi o divisor de águas da história da humanidade. Ele não usava armas nem tinha um exército atrás de si. Sua única arma eram suas palavras e atitudes. Quando falava, arrastava multidões, incendiava corações e destruía preconceitos. Quando navegamos nesse livro vemos um Jesus sem legalismos do farisaísmo e um Jesus que aproxima pessoas dele por causa do seu jeito sensível e amoroso de olhar para pecadores. O livro é excelente! Contém 166 páginas.

CURY, Augusto. O mestre dos mestres. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. O livro trabalha a idéia de olharmos para a experiência e vida daquele que impactou o coração das pessoas pela sua sabedoria e paciência em lidar com todos. Jesus de Nazaré o carpinteiro que penetrava de maneira profunda o coração de seres humanos que necessitam de alguém ao seu lado. Contém 187 páginas.


SILVA, Ricardo Agreste. Feito para durar. Relacionamentos duradouros numa cultura do descartável. São Paulo: Socep, 2009. Estamos inseridos numa cultura que não nos incentiva à construção de relacionamentos consistentes e duradouros. Muito pelo contrário! O tempo todo somos bombardeados por valores altamente individualistas e utilitaristas, os quais tem transformado nossas relações numa espécie de produto facilmente descartável, especialmente quando não correspondem as nossas expectativas. Uma das principais vítimas desta cultura do descartável é o relacionamento conjugal.Por isso este livro é escrito, para nos desafiar a um olhar mais crítico para a cultura que nos envolve e a uma tomada de posição frente a sua influência em nossas vidas e relacionamentos. Em constante diálogo com o mundo contemporâneo, você será desafiado a uma profunda reavaliação de papéis e valores e encorajado à construção de um relacionamento feito para durar. Contém 159 páginas.

RAMOS, Ariovaldo. Ação da igreja na cidade. São Paulo: Hagnos, 2009. Os ajuntamentos de núcleos humanos a que chamamos "cidades" seja qual for seu modus vivendi, são os locais onde devemos instalar nossas bases. Assim quem quiser ganhar uma nação para Cristo deverá fazê-lo cidade por cidade, uma vez que estas são o objeto básico do projeto da Igreja. Contém 80 páginas.

CORDEIRO, Wayne. Atitudes que atraem o sucesso. Rio de Janeiro: Danprewan, 2002. O livro apresenta passos práticos para edificar valores e perspectivas internas que mudarão sua vida! Mostra os erros comuns que todos nós cometemos sem perceber, o que separa as pessoas bem-sucedidas dos eternos perdedores e derrotados, e como ser uma pessoa positiva, empreendedora, confiante e exitosa. Em sua forma de comunicação informal, Wayne Cordeiro mostra que os segredos da vida abundante são mais velhos do que pensamos. Precisamos apenas descobri-los, pois que estão, como pedras preciosas, incrustados na Palavra de Deus. O que o autor faz é guiar-nos até eles, com aquele seu humor característico, discernimento, encantadoras e profundas ilustrações da vida real. Este livro fará diferença em sua vida! Contém 168 páginas.

ALMEIDA, Alcindo. Os encontros de Jesus . São Paulo: Fôlego, 2009. As reflexões do querido amigo e irmão Alcindo em “Os Encontros de Jesus” nos dão a dimensão clara do significado que esse acontecimento teve na vida daqueles que tiveram um encontro com Jesus de Nazaré. Todos os que se encontraram com ele tiveram a vida marcada e transformada. Ninguém deixou um encontro com ele sem ser tocado quer por suas palavras suas atitudes ou por seu maravilhoso olhar. Encontrá-lo é ver a Palavra nos penetrando e fazendo-se desejável, manifestando-se como meio da graça fazendo-nos adoradores e conscientizando-nos da necessidade do arrependimento e da salvação.Encontrá-lo é encontrar consolo e conforto para nossas dores é encontrar o próprio sentido da vida é vê-lo transformando nossa história de vida em “antes e depois” desse encontro. Minha oração é que Deus use este livro para levá-lo a um encontro com o Senhor Jesus que mude também sua vida (Hilder C. S). Contém 92 páginas.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Busque um caráter sério diante de Deus


- Texto para meditar: Então lhe perguntou Saul: Por que conspirastes contra mim, tu e o filho de Jessé, pois deste lhe pão e espada, e consultaste por ele a Deus, para que ele se levantasse contra mim a armar-me ciladas, como se vê neste dia? Ao que respondeu Aimeleque ao rei dizendo: Quem há, entre todos os teus servos, tão fiel como Davi, o genro do rei, chefe da tua guarda, e honrado na tua casa? (I Samuel 22.13 e 14).
Há uma história verídica que é narrada no filme: Os miseráveis. É a história de um ladrão que é influenciado por um sacerdote religioso. Ele é acolhido pelo mesmo e tenta roubar o sacerdote, leva os seus castiçais de ouro e ainda bate no mesmo. Em seguida, os guardas o pegam e levam-no para o sacerdote reconhecer. E um soldado diz: É este o pilantra que o roubou, não é mesmo!
Ele diz ao ladrão: Faltou você levar os talheres, estes transformarão a sua vida para sempre. Este ladrão nunca mais foi o mesmo. Porque houve alguém que se transformou no seu companheiro leal. Isto mexeu com o caráter dele.
Quando andamos com as pessoas e queremos desfrutar da amizade delas, o que mais nos chama a atenção em relação a elas é o caráter. Quando mais profundo for o nosso caráter diante de Deus, com mais facilidade desenvolveremos uma atitude de excelência na vida.
No texto de I Samuel 22, Saul ouviu que Davi e os seus homens estiveram em Adulão, e vai pesquisando e querendo saber para onde Davi tinha ido e fala com um, com o outro e de repente, o tal Doegue, o edomeu, disse que tinha visto o filho de Jessé chegar a Nobe, a Aimeleque, filho de Aitube.
Então o rei mandou chamar a Aimeleque, o sacerdote e perguntou sobre Davi. E quais foram as palavras de Aimeleque? Quem há, entre todos os teus servos, tão fiel como Davi, o genro do rei, chefe da tua guarda, e honrado na tua casa? Que negócio lindo o testemunho de alguém em relação ao servo de Deus!
O testemunho foi:
1. Davi era sobremodo tão fiel na casa de Saul;
2. Davi era honrado na casa de Saul.
Quando lemos um texto assim percebemos um homem que não tinha a vida dupla, ele era o Davi da honestidade, da honra e acabou. O sacerdote Aimeleque sabia que poderia ter a sua cabeça cortada naquele momento, mas não hesitou em encher o peito e questionar o rei dizendo com ele poderia estar perseguindo um genro tão fiel e tão honrado com era Davi.
Deus nos convida para refletirmos este caráter de Davi na relação com as pessoas. Um caráter de honestidade e honra.
Eu daria algumas dicas sobre um caráter sério diante de Deus:

· Não seja referencial de falcatrua no imposto de renda;
· Não seja caloteiro da fé;
· Não seja conhecido pelas pessoas como um malandro da igreja;
· Não seja homem ou mulher de dois corações;
· Não fique em cima do muro na vida cristã.
Seja como diamante polido. Os dentes da cravação para uma pedra são feitos para segurar a pedra com força. A cravação não apenas revela a beleza radiante do diamante, mas também o segura firme. Então quando o anel sofrer qualquer impacto mais forte, os dentes não o deixarão car.
Imagino que seja assim na vida de uma mulher séria, de um homem com caráter intocável. O caráter de um homem e uma mulher de Deus é semelhante a cravação de um anel, Se não houver a edificação do caráter de Deus em nós não estaremos preparados para produzir fruto em nossa vida como aconteceu com Davi.

Um homem recebeu a palavra do rei que haveria de morrer porque deu testemunho do caráter de um homem diamante polido – Davi. E de fato, todos morreram porque não hesitaram em testemunhar sobre um homem de fibra e caráter como Davi.
Deus quer homens e mulheres assim como seus servos. Este tipo de caráter diamante polido não vem de graça, tem um preço, o preço é dobrarmos os joelhos no chão, estudar a Palavra, sofrer questões sérias por causa de princípios e ter uma disciplina santa!
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Alcindo Almeida é membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Lapa em São Paulo. Casado com Erika de Araújo Taibo Almeida e pai da pequena Isabella. É autor de várias obras dentre elas: Essência da vida, Senhor, cura a minha alma! O caminho da verdadeira sabedoria, Silenciando o coração diante do Pai, Conselhos para uma vida sábia, Encontros de Jesus, Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos e outros. Além disso, é membro fundador e um dos diretores do grupo de apoio pastoral “Projeto Timóteo”.

Eu estou com você na hora do sofrimento


- Texto para meditar: Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça (Isaías 41.10).

Quem nunca passou por sofrimento e provação?
Em algum momento da vida, mais cedo ou mais tarde somos atingidos pelo sofrimento. Em maior ou menor grau todos nós passaremos pelo sofrimento. E o nosso mestre já nos advertiu dizendo que a paz que ele dava não nos impediria de passar pelo sofrimento. Ele disse que nós teríamos aflições
Na hora do sofrimento e dar a nossa fé muitas vezes balança. Perdemos o chão e parece que a nossa mente não funciona muito. As palavras ecoam de forma sombria e distante quando tentam nos consolar. Todas as nossas emoções, pensamento do futuro ocupam horas de gemido e perturbação.
Algo doido lá dentro de nós começa a sair pelas emoções e tudo o que imaginamos toma conta do nosso ser: inquietude, desânimo, mal estar e preocupação. Quem já perdeu algum ente querido bem próximo sabe do que falo. Quem está na luta com problemas de saúde ou então com enfermidades de entes queridos bastante próximos Também sabe do que falo.
A grande verdade é que não estamos preparados para sofrer. Nós vivemos numa cultura que foge todos os dias da dor e do sofrimento. Como diz John Piper no seu livro O sofrimento e a soberania de Deus “esse é o motivo porque igrejas que pregam a teologia da prosperidade estão lotadas de pessoas”.
No texto de Isaías 41.10 percebemos um Evangelho que nos chama ao equilíbrio da vida quanto a segurança que temos em Deus diante das lutas. Aprendemos aqui que somos atingidos ao sofrer, mas sofremos para a glória de Deus. Somos atingidos ao sofrer, mas sabemos que Deus tem um propósito no nosso sofrimento.
Aprendemos que no meio do sofrimento Deus não nos abandona. Ele permanece conosco, ele é o nosso Deus, ele nos dá auxilio. Ele nos fortalece, ele nos ajuda, ele nos coloca em pé nos sustenta com a sua destra fiel e poderosa.
Este texto é uma promessa para todos que passam pelas lutas e tribulações. Nelas podemos saber que não estamos sós. Deus está ao nosso lado nos sustentando e nos consolando.
Um personagem da história da igreja que viveu essa tensão foi Agostinho de Hipona no Século 4. Após um período de vazio interior transitando pela promiscuidade e maniqueísmo, depois o neo-platonismo, encontrou alegria em Deus em frente a sua própria miséria e a um mundo dominado pelo pecado cheio de mal e sofrimento. Em suas confissões, livro 10 capítulo 1, ao escrever sobre o propósito de ter escrito o livro, ele diz:

“Ó Deus, faz que eu te conheça, meu conhecedor, que eu te conheça como de ti sou conhecido. Virtude de minha alma, penetra-a, assemelha-a a ti, para que a tenhas e possuas sem mancha nem ruga. Esta é a esperança com que falo, e nesta esperança me alegro, quando gozo de sã alegria. Tudo o mais desta vida, tanto menos se há de chorar quanto mais o choramos, e tanto mais teríamos que chorar quanto menos o choramos.”

O sofrimento é o processo em que mais percebemos a presença viva do eterno Deus conosco. Lá na hora da dor, percebemos que Deus está ali e nos ajuda a passar por ela.
O sofrimento aprofunda a nossa fé e a nossa santidade. Ele nos torna mais dependentes de Deus e mais humildes de coração. O sofrimento quando recebido e atravessado com paciência nos faz experimentar mais a glória de Deus aqui e no céu. Quanto mais sofremos por Cristo, mais glória usufruída teremos (PIPER, John e Justin Taylor. O sofrimento e a soberania de Deus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2008, p. 75).
Na hora da dor o eu estou com você o fortalecerá!

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Alcindo Almeida é membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Lapa em São Paulo. Casado com Erika de Araújo Taibo Almeida e pai da pequena Isabella. É autor de várias obras dentre elas: Essência da vida, Senhor, cura a minha alma! O caminho da verdadeira sabedoria, Silenciando o coração diante do Pai, Conselhos para uma vida sábia, Encontros de Jesus, Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos e outros. Além disso, é membro fundador e um dos diretores do grupo de apoio pastoral “Projeto Timóteo”.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sonhar é uma arte divina


"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele" (Martin Luther King).

Creio que sonhar faz bem a saúde. E a grande verdade é que alguns estão bem longe dos seus sonhos porque não praticam esta arte. Porque sonhar é uma arte divina. Foi o que compartilhei com uma amiga ontem a noite. Como ela dizia: meus sonhos me levam para longe, bem longe de onde estou.
Acredito piamente que devemos idealizar no coração algo especial e devemos lutar por isso mesmo que não consigamos chegar lá. Com certeza terá valido a pena. Eu sonho com a decolagem de várias áreas da minha vida e história. Tem dias que termino mais cedo minhas atividades e vou ao parque e lá começo a sonhar...sonhar e sonhar!!!
Aliás sou sonhador num monte de coisas. Me lembro que sonhava morar um dia na casa onde eu, minha esposa e nossa filha estamos. Parecia um sonho quase impossível, mas Deus deu a graça. Porque o impossível para ele é totalmente realizável. Quando entramos na casa no ano passado, vimos a realização, a concretização do nosso sonho.
A verdade é que os sonhos nos levam para o alto na vida. Os sonhos não nos permitem permanecermos medíocres diante das situações da vida. Percebo na vida de escritor que vários amigos ficam perguntando como faço e onde arrumo tempo para escrever. Enquanto isso eu trabalho, escrevo, sonho e sonho!Nesta vida de sonhador eu escrevo, escrevo, leio e continuo sonhando. Eu sonho ouvindo as pessoas, tomando café.
Lembro-me que eu sonhava em ensinar Eclesiastes para a igreja. Eu cresci e pensava: puxa nenhum pastor se aventurou para expor este livro. Encarei e desafio no meu coração e fui na toada. Fui sonhando com a exposição toda do livro e posteriormente lançar algo nele. Idealizei e pela graça do eterno ficou pronto. Ele tem 232 páginas de trabalho.
Saiba que sonhar é uma arte que nos ajuda a superar os obstáculos da vida e da história. Sonhar é uma arte que pode ser aprendida. Para isso Deus nos dá vida, saúde e graça.
Podemos acreditar claramente que Deus nos ensina a sonhar. quando olho para José percebo que ele é o nosso modelo, ele é o sonhador de Deus. Alguém que viu a ação de Deus através dos sonhos.
Davi foi um sonhador. Ele sonhou com a vitória sobre o gigante Golias. Ele sonhou com um reino nunca antes visto. Ele sonhou com a casa de Deus em Jerusalém. Ele sonhou com a liberdade diante da perseguição de Saul. Ele sonhou com a amizade leal e verdadeira com Jônatas.
Diante dos seus desafios, não pare de sonhar. Faça como o cantor Lázaro que conta o que era antes de Cristo e agora com Cristo. Ele sonhou com um dia melhor na sua vida. E hoje ele anda com Deus pela graça da bondade do Senhor na sua vida.
Não esqueça jamais: sonhar é uma arte divina!
Deus seja com a nossa vida e sonhos na medida da sua graça!
Pr. Alcindo Almeida