quinta-feira, 28 de março de 2019

Fé centrada em Deus

A certeza da fé é a convicção de pertencermos a Cristo e que já desfrutaremos da salvação em Cristo. Essa pessoa sabe que o Espírito Santo a regenerou e continua a santifica-la. A certeza pessoal da fé é conhecida por frutos como comunhão com Deus, confiança, obediência voluntária, ser sedento por Deus, uma alegria inexprimível e paz no Deus Trino.  
A certeza pessoal da fé mostra o nosso grande anseio de glorifica-lo ao cumprir a grande comissão. A certeza pessoal da fé nos faz orar e crer na renovação de todas as coisas. Essa certeza faz com que vivamos no meio das lutas, dificuldades e crises da vida, crendo que tudo tem um plano, tudo tem uma direção divina. Deus está no trono reinando e nada acontece por acaso. Como diz Salomão em Provérbios: É da natureza humana fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor. Ainda que as pessoas se considerem puras, o Senhor examina as intenções de cada um. Confie ao Senhor tudo que você faz, e seus planos serão bem-sucedidos. O Senhor fez tudo com propósito.
Precisamos de fé para crer nessa soberania e domínio do Eterno Deus. Fé para enxergar Deus em todos os processos e acontecimentos da nossa vida. Fé singela, fé verdadeira,  fé centrada em Deus, na sua graça e na sua soberania. Não nos preocupemos tanto com as dificuldades da vida, tenhamos a fé naquele que nos fortalece e dirige cada passo da nossa história. (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 27 de março de 2019

Amadurecimento em Cristo

Há um texto bem preciso que Paulo diz: Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Não há um cristão adulto que não tenha necessidade de crescer. O crescimento é algo que deve fazer parte integral da vida do cristão. Seguimos a verdade que é Cristo em amor e nessa verdade crescemos e nos alimentamos. Crescer na fé e na verdade em Cristo requer tempo, aprendizado e caminhada. 
Não é possível gente que anda com Deus ficar estagnado na fé. A vida cristã implica em maturidade diária. Como diz o texto sagrado de Oseias: Conheçamos o Senhor; nos esforcemos por conhecê-lo. Vivemos na jornada em processo de crescimento na Palavra. Vivemos nos alimentando dela para que tenhamos as respostas no coração para todas as áreas da nossa vida. 
D.M. Lloyd-Jones afirmou no seu livro As insondáveis riquezas de Cristo: “Cristianismo não é você parar na conversão e no conhecimento de que os seus pecados estão perdoados, e então se contentar com isso pelo resto da vida; cristianismo é ingressar e se desenvolver rumo à medida da estatura da plenitude de Cristo. Precisamos desenvolver nossa mente e nossa faculdade, se é que desejamos tomar posse disso. Se nos contentamos com menos que isso, não passamos de crianças em Cristo, e somos indignos deste glorioso Evangelho." 
Não percamos tempo, vivamos o processo de crescimento e amadurecimento em Cristo Jesus. Nos alimentemos a cada dia da Palavra e cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 26 de março de 2019

Temos sentido em Deus

Alister McGrath comenta que num de seus diálogos, “Platão compara os seres humanos a jarros que estão vazando. De algum modo, estamos sempre incompletos. Podemos despejar coisas nos recipientes de nossa vida, mas há algo que impede que o jarro fique cheio”.
Com a visão do iluminismo, o ser humano tentou de diversas maneiras eliminar Deus. Ele tentou se livrar da realidade espiritual de que há um Deus que reina e controla tudo e todos. Vivemos esses dias hoje, as pessoas têm anulado Deus da história, acham que Deus é uma utopia é algo vão, banal e sem sentido! 
Gosto do que Willian Lane Craig diz no seu livro Em guarda: Conhecer a Deus imediatamente deu um significado eterno na minha vida. De agora em dian­te, as coisas que eu fazia estavam carregadas de sentido eterno. De agora em diante, a vida importava. De agora em diante, eu podia me levantar a cada dia, pois cada dia era um dia em que eu caminhava com Deus. 
O nosso jarro fica cheio quando entendemos que o significado da vida está em Deus. Na sua presença temos vida, na sua presença temos consolo, amizade, comunhão, sentido e identidade. Na sua presença temos a alegria de viver, respirar e saber o que fazer na existência. Por isso, Davi disse num Salmo: A tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre. 
Temos sentido em Deus, ele é real, ele está vivo, ele reina e anda conosco todos os dias da vida. Ele é a nossa alegria para sempre! Por isso, é absolutamente impossível anular Deus da nossa história. Ele é vivo para sempre! (Alcindo Almeida) 







segunda-feira, 25 de março de 2019

Somos criação de Deus

Há uma empáfia de criaturas tentando ser deuses em potencial. Os seres humanos tentam viver de maneira independente e como autossuficientes. Muitos vivem como se Deus não existisse e como se não precisassem do sustento do Eterno Deus. Triste ilusão de seres humanos, não podemos viver sem o Criador. Por isso, precisamos abraçar a nossa qualidade de criaturas que foram criadas pelo dono do Universo. Deus é o doador da vida e somos os receptores dela na criação. 
Recebemos o grande privilégio de Deus de sermos criação sua e isso para a sua glória. Nascemos para glorificar a Trindade pelo que ela é e faz em nós. Como Joe Rigney disse no seu livro As coisas da terra: “Querer ser Deus é uma asneira quando ser uma criatura é a condição que nos permite conhecê-lo e ter nele o prazer maior da nossa existência. Os limites que existem no fato de sermos criaturas são o que viabiliza sermos personagens na história que, englobando-nos, é fundamentalmente acerca de Deus. A personagem que somos é chamada a ser como ele é: generosa, doadora, extravagante. A gratidão é a resposta adequada à abundância das dádivas”. 
Como diz o grande apóstolo Paulo: Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Somos criação de Deus, somos criados para Ele, somos criados para existirmos diante dele. Respiramos para Ele e nos movemos para louvor, honra e glória do Senhor Deus. (Alcindo Almeida) 

sábado, 23 de março de 2019

Conversando com nossa alma

A obra Da Alma de Anima, faz parte da compilação das obras do grande Aristóteles. Nela, o filósofo faz um tratado sobre alma – a psykhê – o princípio animador de todos os seres vivos. Tal obra reflete que a alma é o princípio que diferencia os seres animados dos inanimados, vista a priori como o princípio de organização do corpo. 
Geralmente não falamos da alma, achamos um assunto esquisito demais porque é um mistério falar do ser, da alma. Mas, podemos falar sim, pois o salmista fala com sua alma e pergunta porque ela está abatida e perturbada. Davi fala com ela e a coloca diante de Deus. Davi pede para que sua alma espere em Deus porque ainda o louvará. 
Podemos conversar com sua alma, podemos perguntar pelo estado dela, podemos perguntar sobre o nosso ser e colocar diante de Deus. Porque Ele conhece tudo de nós, Ele sabe de toda nossa crise interna. Ele sabe do que se passa dentro de nós. Ele visita o nosso interior, examina, lapida e trabalha em nós.
Abramos a nossa alma diante do Criador em todo tempo! (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 21 de março de 2019

Deus nos aceita por graça

É impressionante como somos sensíveis àquilo que as pessoas dizem ou escrevem a nosso respeito. Quando alguém nos diz: Você é burro! Você não presta para nada nessa vida. Essas falas nos perseguem e martelam a nossa mente sempre. Lembro-me do meu pai falando essas coisas para mim. Cresci tentando mostrar para as pessoas que não era nada daquilo. Eu queria tirar as notas antes do ano fechar, para que meu pai nunca falasse que eu era burro. É impressionante como as palavras duras e destrutivas mexem com a alma e vão lá no fundo do nosso ser. Nós nos sentimos mal quando alguém fala algo negativo sobre nós. 
Graças a Deus que não precisamos provar nada para Deus, para que sejamos amados por Ele. Não precisamos mesmo, Ele até sabe quem somos e somos pecadores. 
Somos pessoas que romperam com Deus, mas nada disso, faz com que Ele deixe de nos amar e sorrir para nós. Quantas vezes desejei que meu pai me abraçasse e dissesse que me amava mesmo com os meus defeitos e incapacidades. Mas, ele nunca disse nada! 
Deus nos ama apesar de nós e não nos destrói com palavras. Deus nos aceita por graça e apesar das falhas não nos condena porque Ele nos olha através de Jesus Cristo de Nazaré! 
Para Deus não precisamos provar nada, Ele que provou o Seu amor por nós ao nos dar Jesus para morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Nele temos identidade, aceitação, graça e amor! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 20 de março de 2019

Um convite para a principal questão da vida espiritual

Hoje ouvi um pedaço da palestra de Henri Nouwen. Ele disse: eu sou aquilo que eu faço. Pense em como é importante para nós o que nós fazemos. A gente se sente bem em fazer algo: eu tenho vida, eu vivo!" Quando você faz algo de que se sente orgulhoso, você diz: "Veja isto aqui! Fui eu que fiz! Se eu escrevo um livro e ele é publicado, eu digo: Vejam isto! Este é meu livro! Eu realizei algo!" E eu me sinto bem em minha própria pele.
Quando as pessoas envelhecem elas dizem: Você talvez pense que eu não realizei muitas coisas, mas olhe só estes troféus! Veja, eu fui um jogador de futebol, um jogador de tênis, um mestre aqui ou ali. Veja o que eu realizei em minha vida! A gente fica feliz, porque essas realizações nos dão um sentimento de bem-estar.
Entretanto, assim que a gente constata que não se pode mais realizar tantas coisas, ou quando as pessoas não nos valorizam tanto mais pelo que se faz, a gente logo se sente mal, deprimido, pessimista. E então, de repente se descobre como a gente é ou era dependente daquilo que se fazia.

Morrendo para si mesmo

No Evangelho de Mateus, Jesus disse: Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Ouvimos uma pregação meio esquisita e simplista hoje sobre seguir a Jesus. 
Os pregadores dizem: Venha para Jesus e você será feliz. Sua vida será de vitória total. Você nunca mais sofrerá e será uma pessoa próspera. Só que quando lemos esse texto nos deparamos com uma ideia diferente de Jesus. Ele nos traz a proposta de negação, de renúncia e esvaziamento total para andar com Ele. A proposta de Jesus não é muito agradável, porque ele diz que se alguém quiser andar com Ele deve matar o ego, desistir de si mesmo por causa do Evangelho de Cristo. 
A proposta de seguir a Cristo é de ter um Senhor absoluto na vida que tem o controle total da nossa vida. Negar a si mesmo e levar a cruz é ter Cristo como primazia em tudo. Negar a si mesmo é abrir mão de si mesmo em prol de uma causa maior, o Reino de Deus. Negar a si mesmo é ter um performance divina, nunca humana. Negar a si mesmo é ter Cristo no centro de tudo que somos e fazemos. Negar a si mesmo é ter como identidade o Evangelho e não nós mesmos. 
Como disse C. S. Lewis no livro Cristianismo puro e simples: Temos de sair de nós mesmos e entrar em Cristo. Quanto mais tiramos do caminho aquilo que agora chamamos de nós mesmos, Cristo toma conta de nós, tanto mais, nos tornamos aquilo que realmente somos. 
Ser cristão é fácil? Jamais, ser cristão é ter vida dura porque temos que nos negar e ter uma identidade que é Jesus Cristo de Nazaré. Evangelho é somente para gente que morre para si mesma, para que Cristo seja o centro de tudo! (Alcindo Almeida)

terça-feira, 19 de março de 2019

Tudo tem seu tempo determinado por Deus | Alcindo Almeida

https://www.youtube.com/watch?v=jDzfSZRgwjY

A nossa fonte de cura

O texto do profeta Jeremias afirma: Cura-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor. Como temos feridas nessa vida, como sofremos na alma. Como temos tristezas profundas no coração. E quando olhamos para esse texto vemos a expressão do coração do profeta Jeremias, abrindo a alma, rasgando a alma perante o Senhor Deus. Ele clama: Cura-me Senhor! 
Que precioso ter o Senhor como nossa fonte de cura e alívio nas horas complicadas da vida. Ele nos cura e sara, ele nos salva e nos anima para prosseguir na jornada. Como precisamos de cura lá dentro do ser, porque carecemos de Jesus, carecemos da sua renovação e cuidado sempre! 
Não tenhamos medo de abrir a página interna da nossa alma, Deus nos ouve e nos cura. Podemos louvar ao Senhor porque ele nos assiste e nos ampara sempre! (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 15 de março de 2019

Minuto de graça #39 - O exercício da mentoria

As Escrituras no coração

Temos vivido um tempo em que a ignorância sobre Deus tanto de seus recursos, como da prática da comunhão com Ele, tem relação direta com a fraqueza da igreja moderna. Duas tendências infelizes parecem ter produzido este processo.
A primeira tendência é que a mentalidade cristã se adaptou ao espírito moderno, ou seja, a atitude atual em relação a Deus é deixa-lo à distância, quando não o nega completamente. A ironia disto é que os cristãos modernos, preocupados em manter as práticas religiosas num mundo sem religião, têm permitido que Deus se torne distante.
A segunda tendência é que a mentalidade cristã se confunde pelo ceticismo moderno. Por mais de três séculos o fermento naturalista da perspectiva renascentista tem agido como um câncer no pensamento ocidental. O ceticismo a respeito da revelação divina e dos fundamentos cristãos, deu margem ao questionamento mais amplo que abandona toda ideia da unicidade da verdade, e com isso qualquer esperança de unificar o conhecimento humano. 
Temos um grande desafio como uma igreja transformada. O desafio é romper com qualquer mentalidade cristã pobre que distancia Deus de nós. O desafio é ter as Escrituras no coração com verdade e retidão. As Escrituras são a referência para a nossa alma. Elas nos transformam e não permitem que sejamos levados pelo ceticismo que anula toda a verdade de Deus. O desafio é possuir uma visão teológica que leve a igreja a buscar todo o conselho de Deus, influenciado a sociedade para que a transformação seja notória, verdadeira e impactante! Como afirmou John MacArthur: O maior serviço que alguém pode prestar aos outros é dar a eles entendimento das Escrituras. Demonstremos a nossa transformação levando as Escrituras para as pessoas que nos cercam! (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 14 de março de 2019

O brilho é dele

Temos visto inúmeros acontecimentos na nossa sociedade. Há uma busca frenética para as pessoas serem alguém. As meninas querem terem uma beleza exterior, os homens querem ganhar dinheiro e alcançar um status. As crianças crescem competindo em todas as áreas da vida. 
Confesso que estou num momento diferente na vida! Tenho pedido a Deus que me dê a graça de escapar de mim mesmo, romper com meu ego pela graça também e viver com a liberdade emprestada pelo Senhor Jesus a mim. Estou tentando apreciar o belo da criação e viver centrado em Cristo! Chega da gente querer aparecer e sempre brilhar! O brilho é tão somente de Cristo, jamais dessa coisa da empáfia humana, dessa filosofia de Augusto Comte sobre o trono do homem, do homem no centro! 
O humanismo de Comte, filósofo francês, ensinava que o homem era a base de todos os valores e de toda a excelência, de que o homem era o objeto de todas as atividades. De que a humanidade era o único objeto da nossa adoração. Esse projeto é totalmente humano, por isso, precisamos da dinâmica de João Batista no coração quando ele dizia: É necessário que ele cresça e que eu diminua. 
João Batista era o precursor do Senhor Jesus, mas ele sabia com toda certeza que não era o Messias. Ele viu o Reino chegar em Jesus Cristo, reconheceu sua pequenez e deixou essa lição séria demais para nós. O precioso, o mais valioso é Cristo, não João. Quem aparece é Cristo, não ele. Quem prega e liberta com autoridade é Jesus, não João. João era apenas a voz que clamava no deserto sobre quem era o Cristo. Ele desejava apenas que Cristo aparecesse, ele não. Que tenhamos essa prática em nossa vida, que Cristo cresça e que nós diminuamos! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 13 de março de 2019

Onde está o nosso coração?



O texto sagrado do Evangelho de Mateus 6:19-21 afirma: Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.
No meio de tanta busca hoje pelas posses terrenas nos deparamos com essa fala de Jesus. Ele fala algo que parece uma loucura para nós hoje, porque lutamos muito mais pela sobrevivência material. 
Há pessoas que trabalham 16 horas para conquistarem mais, só um pouco mais. E o convite é: Acumulem para vocês tesouros no céu. Acredito que isto tem a ver com as riquezas espirituais, tem a ver com a eternidade com Deus. Esse tesouro não é consumido, não acaba, não é destruído em hipótese alguma. 
Jesus conclui sua fala nessa perspectiva dizendo: Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Como isso mexe com nossa estrutura! Porque vivemos áreas de conquistar, ter, possuir e ganhar mais! Jesus toca na área certeira, o coração. Lá que está a fonte de tudo. Se o buscamos como prioridade, ele é o nosso tesouro maior. Se buscamos a riqueza terrena como prioridade, ela se torna o nosso maior tesouro! 
Está aqui um assunto sério para pensarmos. Onde está o nosso coração? No tesouro da terra ou no tesouro de céu? (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Um tempo para a Palavra


Há uma canção do Grupo Logos que diz: É na Palavra que encontro clareza para o meu andar. São nos conselhos de Deus que acho paz. Só na verdade asseguro o futuro do meu viver, aí, confiante, consigo caminhar. A razão de estar seguro e confiante, e de ter meus passos na luz. É andar obedecendo a Palavra e temendo ao Deus que me fez. 
Hoje pela manhã, tive o privilegio maravilhoso de terminar a leitura das Escrituras Sagradas pela 39ª vez. Li várias vezes inúmeros textos e capítulos. Tive a oportunidade de rever as histórias lindas como as de Abraão, Isaque, Jacó, José de Deus, Davi, Moisés, Ana, Rute, Maria, Joao Batista, Paulo, Pedro e Timóteo. Que passeio divino para o coração. Que precioso ler um texto que já tinha lido 38 vezes e ver Deus falando novamente de uma maneira diferente. Ver Deus tocando na minha alma de uma maneira peculiar.
O livro Sagrado é profundo para a alma, cada vez que lemos, refletimos e ponderamos nele, crescemos, amadurecemos e nos tornamos pessoas mais humildes e dependentes do Eterno Deus. O texto de Isaías 34.16 afirma: Buscai no livro do Senhor, e lede. Como precisamos usar as Escrituras para o nosso coração, e para isso é necessária uma exegese espiritual. 
A exegese é fazer as perguntas e avaliar os vários sentidos possíveis num texto. Exegese é extrair as verdades mais profundas de um texto. A exegese espiritual não nos permite confiar na própria intuição e sim, na verdade essencial das Escrituras. Como diz Eugene Peterson: “A exegese é algo que traz as palavras e frases dos textos sagrados ao nosso coração deixando-as totalmente penetrantes nele. A exegese nos faz amar o Deus da Palavra o bastante para ouvir com atenção o que ele diz nas Escrituras vivas. Espiritualidade sem esta exegese se torna em algo mecânico e sem vida.” 
Não importa o que temos para fazer durante o dia, mas separemos um tempo para uma exegese espiritual nesse livro santo que nos ensina, nos molda e edifica a nossa vida espiritual sempre! (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 8 de março de 2019

O belo da Trindade

O coração humano foi criado para adorar e admirar a Trindade. No processo divino houve um efeito chamado queda. Perdemos essa noção do belo, do perfeito e da santidade total na vida. Perdemos a noção da glória e majestade da Trindade. Rompemos através de Adão e Eva, a nossa imagem foi desfigurada no ser, no caráter e na espiritualidade. 
Agora, sem comunhão, sem amizade e sem essa visão do belo divino, precisamos de um mediador. Precisamos de alguém puro, santo, sem mancha alguma de pecado para nos atrair novamente para perto da Trindade. Ela manda a segunda pessoa, Jesus Cristo de Nazaré. 
O Evangelho vem para manifestar a glória de Deus e aplicar remoção do obstáculo que impedia de vermos a glória e majestade da Trindade. Jesus vem para nos permitir ver novamente o belo da Trindade. Através dele, através da sua obra vicária na cruz do Calvário, a nossa imagem é renovada, reconstruída e temos acesso de novo ao jardim divino. Por isso, Paulo diz em Romanos 5.10: Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
Louvado e exaltado para sempre seja a Trindade que nos colocou de volta na presença dela, para contemplarmos o belo da santidade, da perfeição da vida e da comunhão. (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 6 de março de 2019

Vida correta

O texto de Miquéias 6:8 afirma: Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?
A maior luta do ser humano é viver de acordo com princípios da vida. Essa luta é antiga e atual. Como é difícil viver de maneira correta. Como é complicado andar honestamente, andar em retidão e praticar todos os dias a justiça na vida. Miquéias fala de fazer justiça, amar misericórdia, ou bondade, e ser humilhado diante de Deus. Ele se reporta a questão dos mandamentos divinos que conduzem a vida do povo de Deus. Esse texto tem a ver com a adoração ao Eterno Deus, adoramos e celebramos a Deus quando consideramos a justiça, quando praticamos o amor para com o próximo e quando nos rendemos diante da majestade e grandeza de Deus.
O grande reformador genebrino João Calvino, comentando esse texto, diz que os hipócritas colocam toda a santidade nos ritos externos; mas Deus requer o que é muito diferente; porque sua adoração é espiritual. Mas, como os hipócritas podem demonstrar grande zelo e grande solicitude na adoração exterior de Deus, os profetas demonstram a conduta dos servos de Deus com outra maneira, perguntando se agem justa e gentilmente uns com os outros, se estão livres de tudo. 
Meu Deus! Como é difícil andar com Deus é praticando todos esses itens. Como precisamos nos humilhar completamente diante da Trindade e pedir a Ela para que nos faça ter uma adoração sincera, amando, praticando a justiça e a bondade sempre! (Alcindo Almeida)



terça-feira, 5 de março de 2019

Três dimensões da teologia

Rowan Williams está certo ao chamar a atenção para três dimensões da teologia:
A primeira é a celebração. A teologia começa na adoração a Deus. O dogma, poderíamos dizer, é a doxologia. 
A segunda é a comunicação. A teologia procura explicar o significado de Deus e de suas obras para os que estão dentro e para o que estão fora da igreja. 
A terceira é a crítica. A teologia luta por distinguir o testemunho verdadeiro do falso quanto a Deus e às suas obras.
Há muita gente que nos critica por estudarmos tanto a teologia sadia. Se Rowan está certo, com um estudo apropriado e sério sobre as dinâmicas espirituais da Teologia sadia, glorificaremos mais ao Senhor, nos comunicaremos de maneira correta, concisa e inteligente. E teremos compreensão maior do que é certo e errado. Não incorreremos em erros que mancham o ensinamento verdadeiro e honesto das Escrituras Sagradas.
Todos nós como cristãos somos pequenos teólogos que pegamos as Escrituras, lemos, estudamos e tiramos os ensinamentos delas para aplicarmos na nossa vida. Invistamos tempo de estudo e de preparo nas Escrituras. Não deixemos o dia passar sem nos debruçar no livro sagrado e aprender nele para o nosso crescimento e amadurecimento cristãos. (Alcindo Almeida

As Escrituras como fonte da vida

Kevin Vanhoozer afirmou no seu livro Encenando o drama da doutrina: Ser bíblico não se restringe à teoria, mas é também uma questão de prática. Uma coisa é ter uma visão da autoridade bíblica, outra é compreender a palavra de Deus e formular sua verdade sistematicamente, e outra ainda consiste em não apenas afirmar a verdade, mas também praticá-la ou corporificá-la. Com frequência, fazer teologia de acordo com as Escrituras não inclui este último sentido. A presente proposta trabalha com uma compreensão vigorosa do que significa ser bíblico que inclui as três dimensões: tem em alta conta as Escrituras, usa as Escrituras como fonte e norma da doutrina cristã e corporifica as Escrituras em formas da vida cotidiana.
Bem, é fato que passamos uma crise enorme nesse Século de pessoas que apenas têm uma teoria sobre as Escrituras. Jesus exortou de maneira profunda o povo daquela época dizendo: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim. Examinar as Escrituras de verdade passa pela experiência de mudança realizada pelo Espírito Santo no coração. Examinar implica em entrar nelas e vive-las. É uma grande pena ver uma porção de gente que tem um cristianismo bem moderno, mas sem Cristo, sem as Escrituras. Na hora de mostrar que tem uma relação com Deus, a pessoa prova exatamente o contrário. As Escrituras são a fonte para vivermos de maneira parecida com Jesus. Nelas temos as palavras de vida eterna, elas transformam o nosso caráter, a nossa maneira de falar e agir. 
Concordo plenamente com Vanhoozer quanto a prática. Viver com a Palavra dentro de nós, gera prática no amor, na justiça, na ética e na espiritualidade. Nunca mais seremos os mesmos quando passamos a andar com as Escrituras como fonte da alma e do coração! (Alcindo Almeida)

sábado, 2 de março de 2019

A graça que atrai

Sempre que o mestre Jesus passa em algum lugar a sua graça atrai e chama pessoas. Ele é como um imã divino. A sua graça chama pecadores para perto, para que Ele mostre seu amor, compaixão, afeto e esperança. É uma pena que tenhamos tantos modos diferentes de Jesus, por isso, repelimos as pessoas de se aproximarem de nós. 
Como sou insensível às realidades espirituais e algumas vezes não percebo que passo longe dessa graça em atrair pessoas como o mestre Jesus. Ele atrai uma mulher adúltera quando todos queriam mata-la e Jesus pergunta onde estão os acusadores! E diz para ela ir e não pecar mais. Esse imã divino atrai um Zaqueu, uma mulher samaritana, um gadareno que todos têm medo. Esse imã divino atrai a mim, um ser absolutamente miserável, pobre pecador e carente dessa graça especial. 
Como precisamos olhar para o nosso Senhor Jesus e pedir para que ele nos dê a graça de atrair pessoas e apresentar o Evangelho da graça para elas. Mostrar o que esse imã divino faz no coração humano! (Alcindo Almeida).

sexta-feira, 1 de março de 2019

Leituras em fevereiro de 2019





1. LEWIS, C. S. *Deus no banco dos réus*. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2018. Lewis me dava a sensação de ser o homem mais convertido que já conheci”", observa Walter Hooper — editor e conselheiro literário das obras de C. S. Lewis — no prefácio desta coletânea de ensaios. “” Em sua perspectiva geral da vida, o natural e o sobrenatural pareciam ser indissoluvelmente unidos.” “É precisamente esse cristianismo difundido que é demonstrado nos ensaios que compõem esta obra. Em Deus no banco dos réus, Lewis se volta tanto para questões teológicas quanto para aquelas que Hooper chama de “semiteológicas" ou éticas com percepções e observações completa e profundamente cristãs. Valendo-se de diversas fontes, os ensaios foram projetados para atender a uma série de necessidades e ilustrar as diferentes formas como somos capazes de ver a religião cristã. Eles vão desde textos relativamente populares escritos para jornais até defesas mais eruditas da fé. Caracterizados pela honestidade e realismo de Lewis, sua percepção e convicção e, acima de tudo, seus compromissos firmes com o cristianismo, esses ensaios fazem de Deus no banco dos réus um livro único para o nosso tempo.” Contém 416 páginas.
 
3. WRIGHT, N. T. *Paulo: uma biografia*. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019. “Esta cativante reconstrução da vida e do pensamento de Paulo, escrita com excelência por um dos estudiosos paulinos mais influentes da atualidade, traz à tona o mundo romano antigo em todos os detalhes: sociais, históricos e culturais. Nesta biografia definitiva, N. T. Wright oferece uma visão fascinante da história de Paulo, levando-nos a caminhar ao lado do apóstolo, observando, aprendendo, sofrendo e vibrando com ele. O autor nos guia pelas jornadas fascinantes do antigo perseguidor de cristãos, cidade após cidade, onde pregou a mensagem revolucionária do evangelho da salvação e deixou ali um legado cujas reverberações são visíveis até hoje. Em Paulo: uma biografia, N. T. Wright não nos apresenta o retrato de um teólogo impassível ou de um evangelista implacável, mas a história de um personagem complexo, multifacetado e que pode, sem dúvidas, ser considerado um dos maiores líderes da história da humanidade.” Contém 480 páginas.
 
3. MCGRATH, Alister. *A ciência de Deus. Uma introdução à teologia científica*. Minas Gerais: Ultimato, 2016. A ciência e a teologia como você nunca viu, por um dos mais conhecidos pensadores cristãos dos nossos dias. Em um trabalho inovador, McGrath apresenta uma versão concisa, não acadêmica, de “Scientific Theology” [Uma teologia científica], aclamada pelos estudiosos como uma das melhores teologias sistemáticas dos últimos tempos. A ciência de Deus explora com rara competência a relação entre a teologia e a ciência, e aponta, entre outras questões, a legitimidade da teologia científica, o propósito da teologia natural, os fundamentos do realismo teológico e o lugar da metafísica na teologia. Contém 280 páginas.
 
4. COSTA, Neto. *Amar e servir a cultura do voluntariado*. São Paulo: Vida, 2018. Assim o autor expressa sua percepção de como é importante servir. Amar e servir as pessoas são atitudes que refletem a natureza divina de forma prática. Era justamente o que Jesus vivia, por isso disse que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.28). Se a natureza de Jesus realmente entrar em nosso coração, passaremos a amar e servir com naturalidade. Na verdade, servir é a forma mais poderosa de demonstrar amor. Um verdadeiro avivamento tem invadido igrejas inteiras, e os cristãos têm se dado conta de que servir é bem melhor do que ficar no banco de reserva. Entrar em campo e servir as pessoas torna-se a motivação maior para se viver. Quando fazemos o bem para qualquer ser humano, estamos fazendo ao próprio Deus. Contém 192 páginas.