Moisés, um homem reconstruído pelo Senhor


- Texto para meditar: Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras. Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel. E vendo um deles sofrer injustamente, defendeu-o, e vingou o oprimido, matando o egípcio. Cuidava que seus irmãos entenderiam que por mão dele Deus lhes havia de dar a liberdade; mas eles não entenderam. No dia seguinte apareceu-lhes quando brigavam, e quis levá-los à paz, dizendo: Homens, sois irmãos; por que vos maltratais um ao outro?Mas o que fazia injustiça ao seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu senhor e juiz sobre nós? Acaso queres tu matar-me como ontem mataste o egípcio? A esta palavra fugiu Moisés, e tornou-se peregrino na terra de Madiã, onde gerou dois filhos. E passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. Moisés, vendo isto, admirou-se da visão; e, aproximando-se ele para observar, soou a voz do Senhor; Eu sou o deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E Moisés ficou trêmulo e não ousava olhar. Disse-lhe então o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa (Atos 7.22-33).

Quando olhamos para Moisés em Êxodo 2, percebemos que ele vê todos os lados na hora que mata o egípcio para perceber se um egípcio e um judeu não estão olhando para a sua ação.
Aqui em Atos 7 Moisés achava que era um plano de Deus matar o egípcio. Ele era formado na cultura egípcia e entendia que todos encarariam naturalmente aquele caso. Só que a Bíblia mostra que não foi assim.
No texto de Êxodo ele é questionado pelo povo. E agora sabe que não é aceito pelo povo e provavelmente seria rejeitado pelo Faraó. Ele foge de Faraó. Só que esta fuga não é simples, ele foge e vai para a escola de Deus. Ele vai para Horebe.
O primeiro lugar que ele encontra é um poço e a primeira coisa que ele faz é assentar-se. Imaginemos um homem que fora criado na cultura dos sábios e dos que tinham posses. Agora ele se vê num espaço vazio e tem de se sentar. Ele não fará nada agora, só escutará Deus naquele lugar solitário e vazio. E aqui vemos a primeira transformação de Moisés, no Egito ele vivia agitado, aqui ele não tem outra coisa a fazer, além de escutar Deus no deserto. A grande verdade é que Moisés agora só tem tempo para escutar Deus.
Moisés agora tem que ir para a escola de Deus. Ele se casa com Zípora. Moisés tem problemas com ela por causa da cuxita. As coisas começam a ficar feias no processo de Moisés. Moisés tem que viver 40 anos para ser reconstruído do Egito. Ele agora sai de príncipe do Egito para se tornar o príncipe de Deus.
No capitulo 3.1 de Êxodo ele começa a cuidar do rebanho de Jetro seu sogro. E pára no monte Horebe que é o Monte de Deus. Este é o lugar que mata a sede do povo de Israel. É neste deserto que o pastor precisa ser tratado. Aqui vemos a segunda transformação de Moisés. O deserto é o lugar do esvaziamento do homem para se tornar pastor, ali Moisés aprenderá a ser pastor, ali ele aprenderá como conduzir o povo de Deus. Ali ele se tornará pastor de fato.
Moisés no Egito era estudado nas artes, era um príncipe importante. Agora como pastor perante o mundo será uma abominação. O pastor é lixo de todos, escória do mundo.
Com Moisés aprendemos que o projeto de Deus para nós não é para sermos ilustres. E o trabalho da cruz é nos esvaziar por completo. Precisamos da cruz não na humildade, e sim, nas nossas arrogâncias. O escritor e pastor Glenio Paranaguá diz que às vezes, a nossa humildade é mais arrogante do que tudo
Em Ex. 3.2 aparece o anjo de Deus numa chama de fogo – no meio de uma sarça. Na transformação de Moisés agora ele vê não na visão humana. Ele olha para Deus, olha para sarça que arde e não se consome. Depois ele se aproxima para ver mais perto. Ele contempla Deus agora. Ele quer ver esta grande maravilha. A reconstrução de Moisés é quando ele vê Deus (versículo 5). Ele percebe que precisa tirar as sandálias do Egito. Ele precisava pisar na terra santa da presença de Deus. O que sobrou para Moisés?
A vara e nada mais. E Deus diz que falará através dele para Faraó. E diz para ele falar a Faraó que o Eu sou o que sou enviou.
Assim que deve acontecer na nossa transformação também, necessitamos ver Deus. Necessitamos contemplar Deus e fazemos isto através da oração que abre a nossa vida para toda a Palavra de Deus e sua vontade. Pois é ela que aviva a nossa atitude com respeito a Bíblia e mantém aberto o canal de comunicação entre nós e Deus (HOUSTON, James. A felicidade. Brasília: Palavra, 2009, p. 212).
Interessante que a reconstrução que Deus faz em Moisés, o torna mais real. Ele passa a desenvolver um relacionamento com Deus de maneira absolutamente verdadeira, ele se torna mais parecido com Deus na sua imagem. Ele começa a andar mais com Deus e fala cara a cara com o criador. Tudo isto porque no deserto ele é reconstruído pelo eterno e soberano Deus.
Que ele também nos reconstrua na sua presença!
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Pr. Alcindo Almeida

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