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Texto para reflexão: Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o aguardamos. Nesta semana li um livro precioso demais: Sem medo de viver de Max Lucado. Ele toca fundo em nosso medroso inconsciente moderno. Ele trabalha oo sentimento que está estampado em todas as manchetes de jornais, que assombra todos os corações humanos: o medo a crise econômica, terrorismo, guerras, doenças, fome e miséria. A pergunta que ele lança é: Como podemos lidar com tantos desafios em um tempo de inquietação global?
De forma corajosa, ele define os treze medos mais comuns de um mundo em crise que precisa desesperadamente aumentar sua fé no futuro. Podemos identificar um, dois, três ou todos os medos em nossa vida: medo de perder nossos filhos, medo de morrer, medo de uma epidemia global, medo de um acidente grave, apenas citando alguns. Porém, acreditando que tudo isso pode ser vencido, Lucado nos encoraja a viver com menos medo e mais fé.
Neste livro, o autor não se apresenta como um pastor "todo-poderoso" que detém todas as respostas, mas como um homem humilde, compartilhando as experiências que o ajudaram a vencer seus temores. Ele abre seu coração e revela a recente dor com a morte do irmão mais velho e seus pensamentos antes de uma cirurgia de coração pela qual passou.
Dentre os medos descritos por Max Lucado alguns são:
- Medo de não ser importante
- Medo da escassez
- Medo de não proteger meus filhos
- Medo da violência
- Medo dos momentos finais da vida
- Medo do que vem por aí
- Medo das calamidades globais
- Medo de Deus sair da minha caixa (LUCADO, Max. Sem medo de viver. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009).
Como lidar com estas realidades tendo a certeza do céu em nosso coração?
Qual é a visão que temos realmente da nova terra?
· Pensando no texto de Romanos 8.18-25:
Paulo fala sobre as circunstâncias apresentadas que são desfavoráveis na vida. Ele fala dos seguintes assuntos:
Sofrimentos do tempo presente,
Do cativeiro da corrupção,
Gemidos e angústias da criação.
Paulo fala sobre as circunstâncias que são favoráveis na vida porvir:
A esperança se revela superando as circunstâncias;
Há uma glória para ser revelada em nós;
A criação será redimida da corrupção;
Aguardamos a redenção (já e ainda não);
Anthony Hoekema trata da questão da expectativa da segunda vinda. Estas palavras são: Parousia (literalmente: presença), apokalypsis (revelação), e epiphaneia (manifestação).
Paulo usa Parousia em II Tessalonicenses 2.8 Paulo para se referir à vinda na qual Cristo. Ele retornará em glória. O próprio Cristo nos falou disso em seu sermão profético: E verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória (Mt. 24.30). Paulo acrescenta mais alguns detalhes: Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua Palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus (1 Ts 4:16). Cristo voltará como o glorioso conquistador, o Juiz de tudo, o redentor de toda a criação, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16).
Esta visão é importante para nós porque quando Cristo vier pela segunda vez ele nos fará habitar nesta terra que será totalmente redimida em glória e nós com o nosso corpo transformado habitaremos nela e serviremos ao Senhor para sempre.
Paulo fala do presente que nós vivemos (realidade do sofrimento, angústia e espera de libertação) e fala da expectativa futura (glória, esperança e redenção). É interessante que quando passamos pelo processo de sofrimento dizemos: Quando passarmos desta vida tudo melhorará.
Há uma grande verdade nisto, mas não podemos nos esquecer que voltaremos para esta mesma terra que Deus criou. Se estivermos mortos no Senhor voltaremos com ele e viremos para esta terra. Porque a Bíblia fala que os mansos herderão a terra. Fala que os justos a habitarão. Então diante destas realidades, o que aprendemos com Paulo neste texto?
1. A nova criação (céu) começa aqui na terra mesmo no meio do sofrimento:
Paulo afirma nos versículos 18 e 19: Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus.
Interessante que a vitória do cristão não é sofrer. A vitória do cristão é não ser derrotado pelo sofrimento. E no meio do nosso processo de nova criação, nesta visão do céu de Deus em nós, aguardamos a volta de Cristo sabendo que este sofrimento que passamos nos refina e nos lapida para o céu.
E chamo a atenção para um dos sofrimentos que é a tentativa pela graça de fazer esta terra se parecer mais com o céu. Porque a Bíblia diz algo sobre nós temos um edifício divino nos céus. Então sofremos contra tudo aquilo que se opõe a Deus, sofremos com a luta diante das trevas que quer minar a idéia de redenção na terra. Sofremos diante da maldade, da miséria e sofremos com o próprio pecado dentro de nós. Exatamente por isso que Paulo fala que a criação geme aguardando a redenção.
Dr. Heber Campos fala algo interessante sobre esta parte do sofrimento:
“Estamos muitíssimo acostumados com a idéia de que graça unicamente produz coisas agradáveis em nossa vida. A graça produz regeneração, salvação, arrependimento, fé, e todos os outros elementos acompanhantes do processo total da nossa redenção. Contudo, a Escritura nos ensina que há sofrimento que é produto da graça e não simplesmente resultado dos nossos pecados. Faz parte da vontade de Deus que nós soframos (I Pedro 15.19) e esse sofrimento deve ser considerado alguma coisa extraordinariamente graciosa. Os que sofrem esse tipo de sofrimento deveriam ser considerados agraciados. Não é questão de merecimento porque é sofrimento que o Salvador teve e nós o acompanhamos nisso. Você recebe o que não merece, o sofrimento, porque nisso você se assemelha ao seu Salvador, que também sofreu sem merecer. Os crentes que sofrem por causa de Cristo devem ser considerados privilegiados porque são comparados a Jesus! Paulo está dizendo que ele também sofre os sofrimentos de Cristo. Ele convida Timóteo a sofrer como bom soldado de Cristo, porque isso é uma felicidade indizível! Timóteo é convocado a participar dos sofrimentos do seu Salvador. Só pode ser considerado graça esse tipo de sofrimento! É altamente honroso sofrer por causa de Cristo. Por isso, aqueles que têm esse tipo de sofrimento, em vários lugares da Escritura, são chamados de bem-aventurados” (CAMPOS, p. 148).
O texto de Isaías 11.9 fala que a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Isto acontecerá na redenção desta terra. Mas, já experimentamos um pedaço disto com a presença do Espírito em nós. Experimentamos um pouco com o Reino de Deus na terra.
Vejam que Paulo está tratando de um sofrimento que não se compara com a glória que virá. Quando pregamos o Reino trazemos o céu para a terra. Quando vemos a glória do Reino sobre a terra. E esta glória que Paulo fala, virá sobre nós e só será inferior a glória de Cristo.
Paulo e João falam da ressurreição e para eles ressurreição não significa ir para o céu quando morrermos. Ela não trata de vida após morte. Ela trata de vida após vida após a morte. Ao morrermos partimos para estar com Cristo como Paulo fala em Filipenses (isto é vida após a morte). Mas, o nosso corpo permanece morto. E aquilo que é prometido a nós após este ínterim é uma nova vida no novo céu e nova terra. (isto é vida após vida após a morte).
Algo que precisamos aprender e ensinar para nossos filhos é que esta terra que foi criado pelo eterno e soberano Deus é boa demais e o ser humano redimido, eleito, habitará nela. Qual a intenção de Deus então?
É de refazer o Paraíso de novo através da redenção do seu Filho. Por isso, através de Cristo ele ressuscitará corporalmente todo o seu povo para viver nele. Esta é a promessa do Evangelho cristão. Aquela imagem em nós que foi desfigurada pelo pecado do Éden, agora no paraíso divino ela será completamente aperfeiçoada. Isto é céu em Cristo (WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão Por que o cristianismo faz sentido. Minas Gerais: Ultimato, 2008, p.231).
A nova criação (céu) já começa aqui na terra mesmo no meio do nosso sofrimento humano. Porque Deus está trabalhando o céu nesta terra. E um dia esta criação não gemerá porque a redenção há de chegar! A natureza geme porque espera de maneira espiritual esta redenção. As dores de parto da criação darão uma alegria lá na frente para a redenção dos filhos de Deus. Deus nos chama para viver um pedaço do céu aqui visando a nova criação. Assim devemos viver com esta visão dentro de nós sobre o Reino de Deus.
Vivemos então uma ética cristã que não é estar em sintonia com o que acontece no mundo. Também não é fazer algo para obter o favor de Deus. Mas, é nos preparar no presente para a vida que viveremos no novo espaço transformado pelo Senhor. É nos preparando no presente para o Reino divino na terra.
Pensemos mais sobre isto. Porque como Hebreus afirma nós esperamos o encontro na cidade que tem fundamentos (cidade santa) que se encontrará na nova terra (HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o futuro. São Paulo: Cep, 1989, p. 373). E o arquiteto desta cidade é o Senhor Deus (Hb. 11.9-10).
· Considerações sobre a nova terra:
Podemos perguntar: A nova terra será diferente desta atual?
Há dois textos que falam da nova terra e novo céu. Isaías 65.17 e Apoc. 21.1. Anthony Hoekema diz que na verdade este modo bíblico designa o universo inteiro. Ou seja, se constitui o cosmos inteiro (HOEKEMA, 1989, p. 375). Alguns acham que a terra será completamente aniquilada (Testemunhas de Jeová e Adventistas).
O bom de tudo é avaliar o texto grego. Há duas palavras em Apocalipse: neos e kainos. A primeira significa novo em tempo ou origem. A segunda significa novo em natureza ou qualidade. E esta que é usada no sentido de qualidade e não de nova origem.
Deus restaurará esta terra com a presença do Filho aqui. Jesus vindo aqui na terra ela terá uma qualidade e um aperfeiçoamento completo. Não haverá mais a presença do pecado, só de pecadores totalmente restaurados e com os corpos glorificados. Por isso Paulo trabalha a idéia da criação aguardar a revelação dos filhos depois da libertação do cativeiro da corrupção.
Interessante avaliarmos o sermão de Pedro em Atos 3.19-21 e notarmos a sua afirmação profunda: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que {já} dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.
Pedro se refere aos tempos da restauração de tudo e não da destruição desta terra. Isto tem a ver com redenção da terra. Isto traz algumas implicações para a nossa vida espiritual:
1. Viver em Cristo significa morrer com ele e ressuscitar com ele na perspectiva da nova terra mesmo no meio dos sofrimentos;
2. Vivemos em função da vida do céu aqui. Então as palavras que fazem parte do nosso vocabulário espiritual são: santidade, renovação e aliança eterna com o Deus da vida;
3. Vivemos em função do Reino de Deus mediante a graça de Cristo em nós. E esta vida é de luta porque na jornada ainda temos e pecado dentro de nós. E por isso, precisamos da obra interna do Espírito Santo em nós trazendo força para prosseguirmos em frente na peregrinação do céu;
4. Devemos aprender todos os dias a viver como um ser renovado que antevê a nova criação neste processo de gemidos a espera da redenção final.
O que aprendemos com Paulo neste texto?
2. A realidade da nova criação (céu) nos motiva a viver com esperança em Jesus:
Paulo afirma nos versículos 21 a 25: Na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo.
Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o aguardamos.
Há uma promessa de Deus para nós que é a realidade da volta do mestre. Ele virá com o seu poder e majestade. Ele virá para nos fazer habitar na nova terra. Por isso, Paulo fala da palavra esperança.
Porque como ele mesmo ensina em Romanos 5, a perseverança gera experiência, e esta gera a esperança. E esta esperança não nos confunde porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito que nos foi outorgado. Que esperança é esta?
Quando Cristo morreu sendo nós fracos. E depois da morte ele ressuscitou e depois da ressurreição ele prometeu como João nos fala voltar e nos dar este novo céu e nova terra.
O texto de Apocalipse 21.1-5 afirma: Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no trono disse: Estou fazendo novas todas as coisas! E acrescentou: Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança. Disse-me ainda: Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio.
Algumas frases são demasiadamente importantes:
1. O tabernáculo de Deus está com os homens,
2. Deus está com os homens, com os quais ele viverá.
3. Deus estará com eles e será o seu Deus.
4. Ele faz novas todas as coisas!
William Hendriksen diz que o céu e a primeira terra serem passados e o mar já não existir João quer dizer que toda mancha de pecado, toda cicatriz de injustiça, todo o traço de morte agora é removido (HENDRIKSEN, William. Mais que vencedores. Uma interpretação de Apocalipse. São Paulo: Cep, 1987, p.234).
A redenção que Paulo fala no texto de Romanos acontece agora com a presença de Cristo. De novo a palavra novo no grego é no sentido de qualidade e não origem. É o mesmo céu e a mesma terra que Deus criou. Só que agora com uma redenção completa por causa do Senhor Jesus. A presença dele aqui entre nós é a idéia que João trabalha na palavra tabernáculo.
A presença de Deus por meio do seu Filho prepara esta noiva que é adornada para o seu marido. Quando olhamos para os Evangelhos, percebemos que a esperança estava na expectativa de um rei como Davi. O templo representava o espaço de vida e esperança para Israel. Era o símbolo da presença de Deus na vida do seu povo.
Templo e Messias caminham juntos na consciência judaica. Templo mostra a importância de que Deus está presente de maneira marcante na vida do povo de Israel.
Com a presença de Cristo a cidade santa é liberta do pecado e da corrupção. Agora não tem mais a mancha do pecado que agonizava a criação.
O que acontece lá?
- O Cordeiro enxugará os olhos de toda lágrima;
- Ele não permitirá mais morte;
- Ele não permitirá mais tristeza;
- Ele não permitirá mais choro;
- Ele não permitirá mais dor;
- Ele fará novas todas as coisas!
Estas realidades espirituais do Reino de Deus por meio de Jesus são impressionantes e nos motivam a viver na esperança da glória. Elas nos fazem olhar para o Evangelho cristão com o desafio de lutar ainda mais pela justiça restauradora em todos os sentidos. Elas nos motivam a olhar para os mandatos da criação com maior responsabilidade.
Olhamos para o mandato cultural e cuidamos mais da cultura, da educação e valorizamos mais a arte e nos tornamos mais participativos na sociedade no sentido de implantar os princípios do Reino de Deus no mundo. E não o contrário.
Olhamos para o mandato espiritual zelamos mais na questão da oração em favor da família da aliança e da preservação divina neste Universo. Somos mais responsáveis pela santidade e comunhão com Deus crendo que a obra que começou se completará no dia de Cristo. Passamos a viver neste mundo com uma moralidade nunca pensada antes.
Olhamos para o mandato social e cuidamos mais do próximo. Olhamos mais para os necessitados e para a sociedade no sentido de cuidado. E tudo isto feito visando a esperança em Cristo. Esta esperança que Calvino fala que é algo implantado dentro de nós no num processo de renovação diária.
Quando olhamos para os Evangelhos, percebemos que a esperança estava na expectativa de um rei como Davi. O templo representava o espaço de vida e esperança para Israel. Era o símbolo da presença de Deus na vida do seu povo.
Templo e Messias caminham juntos na consciência judaica. Templo mostra a importância de que Deus está presente de maneira marcante na vida do povo de Israel.
Isto traz algumas implicações para a nossa vida espiritual:
1. A lógica da cruz e ressurreição de Cristo na perspectiva da nova criação é um fundamento para uma nova mente cristã. Temos agora uma visão diferente da vida em Deus. A direção agora é pela alegria divina em nós. Alegria na vida espiritual motivada pela esperança da glória de Cristo. Alegria pelos relacionamentos restaurados em Cristo. Alegria por pertencermos a nova criação em Cristo Jesus.
2. Resgatamos novamente a visão da transcendência. Jesus e os discípulos tinham uma visão correta da transcendência e imanência. Vivemos um Século em que as pessoas não falam sobre a vinda, sobre a manifestação de Cristo. Muitos falam sobre o carro, casa, dinheiro e posses, menos das questões que têm a ver com o Reino de Deus. A ressurreição vai nos potencializar como criação perfeita do Pai. Com a esperança da nova criação somos motivados a ter a capacidade de refletir sobre a Teologia espiritual. Passamos a ter a capacidade de trazer as Escrituras para a relação com as pessoas.
3. Resgatamos a reverência a Palavra de Deus. Somos encorajados a ser transformados pela Palavra de Deus que declara que o mal foi julgado, que a criação foi alcançada pela graça e está aguardando a sua redenção final. Pregamos mais a verdade sobre a promessa do novo céu e nova terra. E que a nova criação já começou, embora ainda não tenha sua obra absolutamente perfeita e completa.
4. Resgatamos a idéia de embaixadores do Reino. Quando olhamos o Reino divino na sua redenção futura, valorizamos o nosso papel aqui na terra como aqueles que trazem a boa nova dentro de si. Porque a Bíblia diz que para os eleitos, o Reino está dentro deles. Então somos chamados a nos tornar pessoas capazes de falar, viver, pintar e cantar a Palavra de Deus para que as pessoas sejam tocadas pelo projeto divino na terra nova. Para nós povo eleito de Deus, o sol já começou a brilhar mesmo no meio da corrupção do mundo e pelo poder do Espírito, como vice-gerentes da criação, anunciamos com a nossa própria vida a Palavra de Deus (WRIGHT, 2008, p.249).
5. Valorizamos mais no coração a obra de Cristo. A glorificação foi o propósito do aperfeiçoamento na redenção do Filho após a sua morte na cruz do Calvário. O Espírito glorificou o Filho como ele nos glorificará na redenção. Tudo que acontece conosco é o que aconteceu com Jesus na sua humanidade.
Pela esperança em Cristo temos o nosso chamado primário. Que é a evangelização como um ato não de entretenimento religioso, mas uma ordem da aliança. E fazemos isto apresentando a mensagem de arrependimento e transformação do coração. Sempre com a idéia do céu e da eternidade no coração!
Que Deus nos dê a graça de sonharmos mais com a redenção em Cristo Jesus!
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BARBAGLIO, Giuseppe. As cartas de Paulo. São Paulo: Loyola, 1989, Vol.1.
CAMPOS, Heber Carlos de. O Ser de Deus e as suas obras. A providência e sua realização histórica. Editora Cultura Cristã, Volume, II, 2001.
CALVINO, João. Comentário de Romanos. São Paulo: Paracletos, 1996.
CHAMPLIN, R. N. Comentário de Romanos. São Paulo: Candeia, Vol. III, 1995.
HENDRIKSEN, William. Mais que vencedores. Uma interpretação de Apocalipse. São Paulo: Cep, 1987,
HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o futuro. São Paulo: Cep, 1989.
WOLTERS, Albert. A criação Restaurada. São Paulo: Cep, 2008.
WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão Por que o cristianismo faz sentido. Minas Gerais: Ultimato, 2008.