sexta-feira, 31 de julho de 2009

SURPRESAS

- Texto para meditar: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (I CORÍNTIOS 2:9).

Viver é também saber conviver com surpresas. Elas acontecem independentemente de nossa vontade ou desejo.
Muitas vezes são surpresas agradáveis. Isso é muito bom. Uma promoção, uma palavra inesperada de alguém, um telefonema, um email, uma visita.
Outras vezes são surpresas desagradáveis. Um comunicado de dispensa; um diagnóstico inesperado; uma incompreensão; uma atitude ou escolha.
Além de poder ser relacionado a coisas, situações ou circunstancias, há a surpresa relacionada a pessoas. Da mesma forma, elas podem ser agradáveis ou desagradáveis.
E ai, elas podem ter sinais, marcas ou conseqüências que tomam proporções e caminhos muito mais profundos: quando boas, como sendo geradoras de lembranças positivas e motivacionais. Quando ruins, como sendo geradoras de lembranças negativas e potencialmente traumatizantes.
Penso que você já experimentou situações envolvendo o elemento surpresa.
Seja de que natureza for, a surpresa tem uma característica comum: o inesperado. E lidar com o inesperado é uma grande desafio... sempre que ele se apresenta.
Se ela tem a ver com coisas, com pessoas e com o mundo que nos cerca, gostaria de discorrer sobre alguém que conhece esse elemento completamente:

O DEUS DAS SURPRESAS E AS SURPRESAS DE DEUS.
Li recentemente em um livro devocional antigo (lembro-me de ser usado em minha casa por minha mãe, em um momento familiar diário de reflexão, quando ainda éramos criança) uma experiência vivida por Dóris Mueller (Missouri, EUA) que dizia: “Recentemente eu vi um desenho animado que mostrava uma criancinha perguntando: Será que as lagartas sabem que vão virar borboletas ou Deus as surpreende?”.
Essa indagação traz em si mesma uma sabedoria imensa na compreensão de quem é Deus. Sim, porque Ele contem em si mesmo a surpresa do surpreendente, do desconhecido, do inesperado.
A forma como Ele se dá a conhecer aos homens através do registro bíblico é cheia de histórias de Deus surpreendendo as pessoas: Ele surpreendeu Noé ao chamá-lo a uma aventura incrível que o livraria das conseqüências do Dilúvio de Gênesis. Ele surpreendeu Abraão e sua esposa Sara dando-lhes um filho na velhice. Ele surpreendeu Jó ao sustentá-lo em meio a todas as suas perdas e dores, levando-o o declarar: “Eu sei que o meu redentor vive... pois eu o conhecia apenas de ouvir, mas agora os meus olhos o vêem” (Jó 42:5). Ele surpreendeu os pastores que estavam no campo a guardar os seus rebanhos quando da noite do primeiro Natal. Ele surpreendeu Saulo ao encontrá-lo na estrada para Damasco, transformando-o em Paulo, o grande apóstolo e líder.
Ele ainda é o mesmo que continua a nos surpreender hoje. Ele é capaz de nos surpreender com uma solução para um problema que considerávamos impossível. Ele pode nos apontar um caminho, mesmo onde parece não haver um caminho.
Ele nos surpreende com a maneira de nos amar. Isso porque “A noção do amor de Deus vindo a nós livre de retribuição, sem cordas amarradas parece ir contra cada instinto da humanidade. O caminho dos oito passos do budismo, a doutrina hindu do karma, a aliança judaica, o código da lei muçulmana – cada um deles oferece um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se atreve a dizer que o amor de Deus é incondicional”. Phillip Yancey (renomado escritor da atualidade).
“O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus – razão porque é chamado “Graça”; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre”. Dra Beatrice Bruteau (filósofa cristã, pioneira no estudo integrado de ciência, matemática, filosofia e religião)
“Quem é, portanto, o Deus a quem adoro? ...És o mais oculto dentre nós e, no entanto, o mais presente em nosso meio, o mais belo, porém o mais forte e eterno e que, ainda assim, não podemos te compreender”. Santo Agostinho.
Mas, além de conter o inesperado, o surpreendente e o desconhecido, Deus mesmo não pode ser contido pelo elemento surpresa. Em outras palavras, não existe a possibilidade do inesperado para Ele.
“Ninguém consegue surpreender Deus. Não podemos nos antecipar a Ele. Ele sempre faz o primeiro movimento. Ele está sempre ali, “no princípio”. Antes que o homem existisse, Deus agiu. Antes que o homem se movesse para buscar a Deus, Deus buscou o homem. A Bíblia não mostra o homem tateando em busca de Deus; o que vemos é Deus alcançando o homem”. John Stott, em “Cristianismo Básico” Ed Ultimato, pág 11.
“Deus pode lidar com qualquer problema que venhamos a colocar em Suas Mãos. Criar planetas não apresenta nenhuma dificuldade para Ele, nem ressuscitar mortos. Não há nada complicado demais que Ele não possa tratar – mas Ele está esperando por nós, para que, reconhecendo o Seu poder, venhamos Lhe pedir ajuda”. Bill Hybels (um dos mais influentes pregadores da atualidade).
Concluindo:
Paulo, no texto mencionado diz: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, tudo aquilo que Deus tem preparado para aqueles que o amam (I Co 2:9). O que mais importa não é o fato de que eu conheço a Deus, mas, sim, algo muito maior que está implícito neste conhecimento – Ele me conhece.
Eu estou gravado nas palmas de suas mãos. Nunca sou esquecido por Ele. Ele me conhece como meu melhor amigo, alguém que me ama. Não há um único momento em que Ele tira os olhos de mim ou que se distrai e me esquece; portanto, não há um momento sequer em que Ele deixa de cuidar de mim.
Há um indizível conforto em conhecer este Deus que está constantemente consciente de mim em amor e cuidando de mim para o meu bem”. J.I.Packer em “O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano”.
Amo ser surpreendido por Deus, pois sei que Ele tem o melhor para mim.
Deseje isso. Busque isso. Viva isso. Vai valer a pena! Será uma grande surpresa!
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
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Pr. Hilder C Stutz

IPB 150 anos no Ibirapuera


Os paulistas celebram, no dia 8 de agosto, o Sesquicentenário da IPB. O culto será realizado as 16 horas no Ginásio do Ibirapuera, localizado na capital do Estado.
O pregador da ocasião será o rev. Roberto Brasileiro, Presidente do Supremo Concílio.

Endereço do ginásio: Rua Manoel da Nóbrega, 1361 - São Paulo.

Vamos juntos agradecer ao Senhor Deus pelos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil em solo brasileiro. Nosso desafio: “Que cada igreja local envie pelo menos um ônibus”! Será um encontro histórico do presbiterianismo paulista. Contamos com as orações e presença de todos. - Coral de mil vozes sob a regência do Maestro Parcival Módulo - Orquestra com mais de 200 instrumentos - Serão colocados telões dentro do Ginásio do Ibirapuera

Programação: 14h30 até 15h30 –

apresentação do histórico da IPB durante os 150 anos da história.

16h00 – início do Culto Solene.

Após o Culto – apresentação do filme sobre Ashbel Green Simonton, com duração de 20 minutos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

QUANDO MORRE UM ÍDOLO

- Texto para meditar: Que adianta alguém ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (Mateus 16:26).

Desde o ultimo dia 25/06 há uma noticia que não deixa os nossos noticiários: a morte de Michael Jackson, o “rei do pop”. Ontem, 07/07, assistimos a mais um (provavelmente não o ultimo) capitulo desse “acontecimento mundial”, que foi a realização de um verdadeiro “Show Fúnebre” assistido em praticamente todos os países do mundo, transmitido e acompanhado ao vivo pelos meios de comunicação de todo o planeta por milhares de pessoas, e “particularmente” por cerca de 20 mil que estavam no ginásio onde foi realizada a cerimônia fúnebre.
Tudo impressiona na vida de Michael. Tudo é grande: o sucesso iniciado aos 10 anos de idade; a marca talvez insuperável de 60 milhões de discos/Cd´s vendidos; os milhares de pessoas que se reuniram para ouvi-lo; as polemicas envolvendo sua família, seus filhos; o comportamento muitas vezes estranho e até mesmo bizarro; a exploração de advogados, produtores, empresários.
Além disso, a tragédia anunciada e a fragilidade exposta a cada imagem divulgada nesses últimos anos e meses.
Sem dúvida um ídolo para não ser esquecido e que produziu milhares de fãs ao redor do planeta.
Mas, que tipo de marcas ele deixa em sua família? Em seus relacionamentos? Na música?
Certamente ele passou a fazer parte do rol de grandes personalidades desse mundo, particularmente em sua área de atuação (música). Passa a fazer parte do “rol de mitos” de nossa história.
Mas, nada disso o livrou da tragédia. Nem mesmo o sucesso. Aliás, isso nos lembra que é possível um homem bem sucedido ser um fracassado.
Vivemos em uma sociedade que endeusa, diviniza e adora o sucesso. Nós cremos no sucesso, vivemos do sucesso, somos hipertensos por causa da busca do sucesso, e nos tornamos escravos do sucesso.
Quando olho e observo os heróis e mitos de nossa história, não posso deixar de olhar para Jesus de Nazaré.
Não porque Ele tenha sido, ou seja, um herói ou um mito, pois certamente não foi. Isso porque “Instintivamente não o colocamos no mesmo nível de outras pessoas.... Jesus não faz parte da relação das grandes figuras desse mundo... Ele não é grande, é único...”. P.Carnegie Simpson (The Fact of Christ, pág 19ss), citado por John Stott, em “Cristianismo Básico”, Ed Ultimato, pág 44.
Enquanto os mitos da nossa história tentam manter-se enclausurados e sem expor o que são de fato, Jesus exerce seu ministério centrado em falar de si mesmo. Por exemplo:
o “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome, e o que crê em mim nunca terá sede” (João 6:36).
o “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, pelo contrário, terá a luz da vida”(João 8:12).
o “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”(João 11:25).
o “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14:6).
o “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Sejam meus seguidores e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas”(Mateus 11:28).
Uma fundamental diferença entre as outras religiões e a religião cristã está no fato de as outras religiões e povos criarem e viverem em função de “mitos”.
Nossa fé não é sinônimo de credulidade ou superstição. Nem é irracional ou ilógica. Não, fé e razão nunca aparecem como antíteses nas Escrituras. O contraste é entre fé e visão, não entre fé e razão.
Ao contrário, “os que conhecem o Teu Nome confiam em Ti” (Sl 9:10). Eles confiam porque conhecem. A fé se origina na credibilidade de seu sujeito, e ninguém é mais confiável que Deus.
“Todas as abordagens acerca de Deus estão corretas? O Islamismo diz que Jesus não foi crucificado. Os cristãos dizem o contrário. Ambos não podem estar certos. O Judaísmo recusa a declaração de Jesus como Messias. Os cristãos a aceitam. Alguém está cometendo um erro. Os Budistas recorrem ao nirvana, alcançado após 547 reencarnações. Os cristãos acreditam em uma vida, uma morte e uma eternidade nas quais podem desfrutar de Deus. Uma visão não exclui a outra? Os humanistas não reconhecem um criador da vida. Jesus declara ser a fonte da vida. Um dos dois está falando algo que não faz sentido. Os espíritas crêem na reencarnação e lêem a palma da mão. Os cristãos consultam a Bíblia. Os Hindus vêem um Deus plural e impessoal. Os seguidores de Cristo crêem que “não há outro Deus, senão um só” (I Co 8:4). Alguém está errado. E, o mais importante, toda religião não cristã diz: “Você pode se salvar”. Jesus diz: “Minha morte na cruz salva você”. Como todas as religiões podem levar a Deus, sendo tão diferentes?” – Max Lucado, em “João 3:16”, Ed Thomas Nelson Brasil, pág 75ss.

Concluindo,
Voltando ao nosso personagem, Michael Jackson achava que poderia viver para sempre, por isso dormia em uma câmara hiperbárica. Também não queria envelhecer, e buscava isso fazendo dezenas de cirurgias plásticas. Aliás, através delas, parecia tentar mudar de rosto e virar outra pessoa. Vivia num lugar chamado “Neverland” (Terra do Nunca), onde o tempo podia parar e se podia ser criança para sempre. Também não queria sentir dores, e por isso, segundo pessoas mais próximas, tomava doses cavalares de analgésicos, curiosamente chamados em inglês de “pain killers” ou assassinos da dor. É... simples assim.
“Parece assustador isso tudo, e muito simbólico para os nossos dias” escreveu Nina Lemos, colunista da Folha de São Paulo (07/07/09).
Sim, também não queremos envelhecer, não aceitamos sentir dor, achamos que podemos driblar a morte, e agora com a gripe suína, ganhamos um novo medo: o vírus (o Michael saía às ruas de máscara para não ser contaminado).
Parece até que há um pouco de Michael em cada um de nós.
Saiba: Só em Jesus há respostas às imensas demandas do nosso existir humano.
Foi Jesus quem disse: “O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”(Mt 16:26).
Pense nisso. É para você e para mim!
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
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Pr. Hilder C Stutz

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O JEJUM QUE AGRADA A DEUS

- Texto para meditar: Mateus 6.16-18
“Ama a ti muito pouco quem ama alguma coisa junto contigo, que ele não ama por amor a ti” (Agostinho de Hipona, Confissões)

I) Faz parte da vida dos verdadeiros discípulos

Não está escrito se jejuares mas, sim quando jejuares. Jesus não tem dúvida que os seus seguidores irão jejuar. Ele sabe que isso faz parte do caráter deles. Foi o que aconteceu quando questionaram o porquê seus discípulos não jejuavam. Cristo responde que era porque o noivo ainda estava entre eles. Mas, o noivo lhes seria tirado e então eles jejuariam. O grande anelo de cada discípulo é desejar estar mais e mais perto daquele que se foi e que voltará.
Muitos deixam de lado o ensino da Escritura sobre jejum por acreditar se tratar de algo específico dos católicos e principalmente dos adeptos do pentecostalismo e da batalha espiritual. Mas isso não é verdade. Esta aí na escritura. Quando jejuardes...
O alerta de Cristo é contra a maneira hipócrita com a qual os fariseus jejuavam. A intenção de seu coração era ser reconhecido pelos homens e não por Deus. Isso já nos ensina sobre jejum particular e jejum coletivo e publico: não há nenhum problema com este ultimo, desde que a intenção seja para que Deus veja.

II) Busca a Satisfação da alma no único que pode nos satisfazer

É interessante notar como o jejum acompanha imediatamente o ensino sobre dar esmolas (preocupar-se e encontrar-se com o outro) orar (encontrar-se com Deus) para que possamos encontrar com quem nós somos a fim de desejarmos mais e mais de Deus.Com certeza, à medida que me aproximo de Deus e reconheço quem ele é, mais e mais vejo quem eu realmente sou e desejo me esvaziar de mim mesmo para que tudo em mim seja preenchido, dependa e se satisfaça em Deus.
É o que diz o Salmista no texto do Salmo 73.25-26: Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.
Essa idéia está presente na obra Fome de Deus de John PIper quando ele diz: Jejum é uma declaração periódica – e algumas vezes decisiva – de que nós preferiríamos nos banquetear à mesa de Deus no reino dos céus a nos alimentar das iguarias mais finas desse mundo. Jesus sabia o que ele tinha deixado nos céus. E ele sabia para o que estava retornando. Essa era sua grande esperança e alegria.
[Jejuamos] para nos satisfazermos e deleitarmo-nos com a presença de Deus em nós. Perceber que ele é o nosso maior tesouro e que ele vale mais do que o alimento que tanto desejamos a ansiamos
A questão para nós não é tanto se nós jejuamos, mas se nós ansiamos por Deus dessa maneira. A natureza da nossa fé é tal, que estamos satisfeitos com tudo o que Deus promete ser para nós em Jesus? Tão satisfeitos que podemos tomar a nossa cruz e segui-lo na Estrada do Calvário? Tão famintos por ele somente que nem as maravilhas e milagres de sua provisão são suficientes para satisfazer as nossas almas?
A debildiade da fome que leva à morte revela a bondade e o poder de Deus que deseja vida. Aqui não tem exortação, nenhuma tentativa mágica de forçar a vontade de Deus. Nós meramente olhamos com confiança para o nosso Pai celestial e por meio do jejum dizemos suavemente em nossos corações: “Pai, sem ti eu morrerei; vem em meu auxílio, dá-te pressa em me ajudar”.
A assistência que nós precisamos, acima de toda cura física, de toda segurança financeira, de todos os sucessos de empregos, de toda direção de carreira e de toda harmonia relacional é a assistência divina para ver e saborear a glória de Deus em Cristo.
A alegria em Deus é a coragem de andar com Jesus do deserto até a cruz e para a vida eterna. Mas conseguir manter essa alegria contra seus rivais mais sutis e inocentes (a fascinação das riquezas e o cuidados desse mundo) é uma batalha até nossa redenção final. E nessa luta, o jejum, é um emissário da graça. Ela vem a cada jejum com as mesmas palavras: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vida; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exalto no Deus da minha salvação.”
O jejum que agrada a Deus aponta para uma fome que só pode ser saciada por ele. E é a oração que me faz mais e mais sedento do Senhor e sua Palavra e me faz jejuar para que meu tempo e meu ser seja para ele e encontre força e dependência dele.

III) Tem Como Objetivo A Glória de Deus

Um dos grandes erros da do jejum está nos objetivos pecaminosos na vida daqueles que fazem uso dele. Assim, o jejum passa a ser apenas e tão somente uma “arma” manipuladora de Deus nas mãos dos homens a fim de supostamente atingirem seus intentos egoístas.
Nós queremos ver nossos filhos e filhas pródigos retornando aos braços do Senhor, para a glória dele?
Nós queremos ver um povo desejoso da presença de Deus para a glória dele?
Nós queremos o crescimento da igreja e a exaltação do nome de Cristo entre os incrédulos, para a glória dele?
Nós queremos que a China, os países mulçumanos, os povos não alcançados também conheçam a Cristo, para a glória dele?
Nós queremos líderes governamentais honestos conduzindo este mundo segundo o poder que Deus lhes concedeu, tudo para a glória dele?
Tempos de incerteza na igreja foram marcados por oração e por jejum. Isso não muda e não força nada em Deus. Mas, de uma maneira extraordinária, que foge de nossa compreensão, estes momentos mudaram a história humana e, a história da igreja em particular. Veja o caso da igreja orando em Antioquia. Depois que jejuaram e oraram o Senhor separou Paulo e Barnabé para o trabalho missionário. A igreja cresceu por todo mundo na época e chegou até os dias de hoje como podemos ver. Este povo orou, jejuou e agiu para a glória de Deus
Veja o caso de Wesley que ouviu o clamor do rei conclamando a todos cristãos da Inglaterra a orar e jejuar pela ameaça de uma possível invasão da França ao seu país. Que alegria aquele servo de Deus revelou quando registrou em um de seus escritos que a França desistira de invadir aquele país.
É esse o desafio que Deus coloco diante de nós. Veja como Isaias 58 aponta para qual tipo de jejum agrada a Deus: aquele que busca não seus próprios interesses, mas os interesses dos outros em primeiro lugar. Cuidai dos vossos próprios interesses, diz o texto bíblico. Esse não é o jejum que Deus deseja.
Quais são os grandes objetivos de sua vida? Entre estes objetivos há espaço para a glória de Deus? Essa é a igreja que você quer? Essa é a vida que você quer com Deus? Grande projetos requerem grandes homens e mulheres que desejem mais da glória do Senhor e do resgate da imagem de Deus criador no outro – o que também glorifica a Deus.
Você quer esta igreja repleta de pessoas que temem o seu nome? Hoje pela manhã ouvimos a mensagem sobre aquilo que está em nosso coração? Será que nossa satisfação em Cristo – e somente nele – tem nos conduzido em triunfo em todas as situações.
Ah, como precisamos de professores que jejuam pelo seu trabalho e seus alunos; de oficiais que jejuam pelas suas ovelhas, por pais que jejuam e oram pelos seus filhos; por uma igreja que dobra os joelhos e ore para que ela mesma seja cada vez mais sem ruga, sem mancha, sem mácula e que brilha a alegria e a glória de Cristo nela.
Que possamos jejuar como agrada a Deus e não a nós mesmos. Será aí que poderemos ver – obviamente que não somente por isso – o quanto somos discípulos de Jesus. Será aí que mais poderemos nos dirigir a Deus e dizer: Tu és o meu tesouro na terra dos viventes. Será aí que a glória de Deus inundará o mundo como as águas cobrem o mar.

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Pr. Laércio Rios - IP. Parque S. Domingos.





terça-feira, 28 de julho de 2009

A perspectiva correta sobre o céu - Alcindo Almeida

-Texto para reflexão: Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o aguardamos.

Nesta semana li um livro precioso demais: Sem medo de viver de Max Lucado. Ele toca fundo em nosso medroso inconsciente moderno. Ele trabalha oo sentimento que está estampado em todas as manchetes de jornais, que assombra todos os corações humanos: o medo a crise econômica, terrorismo, guerras, doenças, fome e miséria. A pergunta que ele lança é: Como podemos lidar com tantos desafios em um tempo de inquietação global?
De forma corajosa, ele define os treze medos mais comuns de um mundo em crise que precisa desesperadamente aumentar sua fé no futuro. Podemos identificar um, dois, três ou todos os medos em nossa vida: medo de perder nossos filhos, medo de morrer, medo de uma epidemia global, medo de um acidente grave, apenas citando alguns. Porém, acreditando que tudo isso pode ser vencido, Lucado nos encoraja a viver com menos medo e mais fé.
Neste livro, o autor não se apresenta como um pastor "todo-poderoso" que detém todas as respostas, mas como um homem humilde, compartilhando as experiências que o ajudaram a vencer seus temores.
Ele abre seu coração e revela a recente dor com a morte do irmão mais velho e seus pensamentos antes de uma cirurgia de coração pela qual passou.
Dentre os medos descritos por Max Lucado alguns são:

- Medo de não ser importante
- Medo da escassez
- Medo de não proteger meus filhos
- Medo da violência
- Medo dos momentos finais da vida
- Medo do que vem por aí
- Medo das calamidades globais
- Medo de Deus sair da minha caixa
(LUCADO, Max. Sem medo de viver. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009).

Como lidar com estas realidades tendo a certeza do céu em nosso coração?
Qual é a visão que temos realmente da nova terra?

· Pensando no texto de Romanos 8.18-25:

Paulo fala sobre as circunstâncias apresentadas que são desfavoráveis na vida. Ele fala dos seguintes assuntos:

Sofrimentos do tempo presente,
Do cativeiro da corrupção,
Gemidos e angústias da criação.

Paulo fala sobre as circunstâncias que são favoráveis na vida porvir:

A esperança se revela superando as circunstâncias;
Há uma glória para ser revelada em nós;
A criação será redimida da corrupção;
Aguardamos a redenção (já e ainda não);

Anthony Hoekema trata da questão da expectativa da segunda vinda. Estas palavras são: Parousia (literalmente: presença), apokalypsis (revelação), e epiphaneia (manifestação).
Paulo usa Parousia em II Tessalonicenses 2.8 Paulo para se referir à vinda na qual Cristo. Ele retornará em glória.
O próprio Cristo nos falou disso em seu sermão profético: E verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória (Mt. 24.30). Paulo acrescenta mais alguns detalhes: Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua Palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus (1 Ts 4:16). Cristo voltará como o glorioso conquistador, o Juiz de tudo, o redentor de toda a criação, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16).
Esta visão é importante para nós porque quando Cristo vier pela segunda vez ele nos fará habitar nesta terra que será totalmente redimida em glória e nós com o nosso corpo transformado habitaremos nela e serviremos ao Senhor para sempre.
Paulo fala do presente que nós vivemos (realidade do sofrimento, angústia e espera de libertação) e fala da expectativa futura (glória, esperança e redenção). É interessante que quando passamos pelo processo de sofrimento dizemos: Quando passarmos desta vida tudo melhorará.
Há uma grande verdade nisto, mas não podemos nos esquecer que voltaremos para esta mesma terra que Deus criou. Se estivermos mortos no Senhor voltaremos com ele e viremos para esta terra. Porque a Bíblia fala que os mansos herderão a terra. Fala que os justos a habitarão. Então diante destas realidades, o que aprendemos com Paulo neste texto?

1. A nova criação (céu) começa aqui na terra mesmo no meio do sofrimento:

Paulo afirma nos versículos 18 e 19: Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus.

Interessante que a vitória do cristão não é sofrer. A vitória do cristão é não ser derrotado pelo sofrimento. E no meio do nosso processo de nova criação, nesta visão do céu de Deus em nós, aguardamos a volta de Cristo sabendo que este sofrimento que passamos nos refina e nos lapida para o céu.
E chamo a atenção para um dos sofrimentos que é a tentativa pela graça de fazer esta terra se parecer mais com o céu. Porque a Bíblia diz algo sobre nós temos um edifício divino nos céus. Então sofremos contra tudo aquilo que se opõe a Deus, sofremos com a luta diante das trevas que quer minar a idéia de redenção na terra.
Sofremos diante da maldade, da miséria e sofremos com o próprio pecado dentro de nós. Exatamente por isso que Paulo fala que a criação geme aguardando a redenção.
Dr. Heber Campos fala algo interessante sobre esta parte do sofrimento:

“Estamos muitíssimo acostumados com a idéia de que graça unicamente produz coisas agradáveis em nossa vida. A graça produz regeneração, salvação, arrependimento, fé, e todos os outros elementos acompanhantes do processo total da nossa redenção. Contudo, a Escritura nos ensina que há sofrimento que é produto da graça e não simplesmente resultado dos nossos pecados. Faz parte da vontade de Deus que nós soframos (I Pedro 15.19) e esse sofrimento deve ser considerado alguma coisa extraordinariamente graciosa. Os que sofrem esse tipo de sofrimento deveriam ser considerados agraciados. Não é questão de merecimento porque é sofrimento que o Salvador teve e nós o acompanhamos nisso. Você recebe o que não merece, o sofrimento, porque nisso você se assemelha ao seu Salvador, que também sofreu sem merecer. Os crentes que sofrem por causa de Cristo devem ser considerados privilegiados porque são comparados a Jesus! Paulo está dizendo que ele também sofre os sofrimentos de Cristo. Ele convida Timóteo a sofrer como bom soldado de Cristo, porque isso é uma felicidade indizível! Timóteo é convocado a participar dos sofrimentos do seu Salvador. Só pode ser considerado graça esse tipo de sofrimento! É altamente honroso sofrer por causa de Cristo. Por isso, aqueles que têm esse tipo de sofrimento, em vários lugares da Escritura, são chamados de bem-aventurados” (CAMPOS, p. 148).

O texto de Isaías 11.9 fala que a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Isto acontecerá na redenção desta terra. Mas, já experimentamos um pedaço disto com a presença do Espírito em nós. Experimentamos um pouco com o Reino de Deus na terra.
Vejam que Paulo está tratando de um sofrimento que não se compara com a glória que virá. Quando pregamos o Reino trazemos o céu para a terra. Quando vemos a glória do Reino sobre a terra. E esta glória que Paulo fala, virá sobre nós e só será inferior a glória de Cristo.
Paulo e João falam da ressurreição e para eles ressurreição não significa ir para o céu quando morrermos. Ela não trata de vida após morte. Ela trata de vida após vida após a morte. Ao morrermos partimos para estar com Cristo como Paulo fala em Filipenses (isto é vida após a morte). Mas, o nosso corpo permanece morto.
E aquilo que é prometido a nós após este ínterim é uma nova vida no novo céu e nova terra. (isto é vida após vida após a morte).
Algo que precisamos aprender e ensinar para nossos filhos é que esta terra que foi criado pelo eterno e soberano Deus é boa demais e o ser humano redimido, eleito, habitará nela. Qual a intenção de Deus então?
É de refazer o Paraíso de novo através da redenção do seu Filho. Por isso, através de Cristo ele ressuscitará corporalmente todo o seu povo para viver nele. Esta é a promessa do Evangelho cristão. Aquela imagem em nós que foi desfigurada pelo pecado do Éden, agora no paraíso divino ela será completamente aperfeiçoada. Isto é céu em Cristo (WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão Por que o cristianismo faz sentido. Minas Gerais: Ultimato, 2008, p.231).
A nova criação (céu) já começa aqui na terra mesmo no meio do nosso sofrimento humano. Porque Deus está trabalhando o céu nesta terra. E um dia esta criação não gemerá porque a redenção há de chegar! A natureza geme porque espera de maneira espiritual esta redenção. As dores de parto da criação darão uma alegria lá na frente para a redenção dos filhos de Deus. Deus nos chama para viver um pedaço do céu aqui visando a nova criação. Assim devemos viver com esta visão dentro de nós sobre o Reino de Deus.

Vivemos então uma ética cristã que não é estar em sintonia com o que acontece no mundo. Também não é fazer algo para obter o favor de Deus. Mas, é nos preparar no presente para a vida que viveremos no novo espaço transformado pelo Senhor. É nos preparando no presente para o Reino divino na terra.
Pensemos mais sobre isto. Porque como Hebreus afirma nós esperamos o encontro na cidade que tem fundamentos (cidade santa) que se encontrará na nova terra (HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o futuro. São Paulo: Cep, 1989, p. 373). E o arquiteto desta cidade é o Senhor Deus (Hb. 11.9-10).
· Considerações sobre a nova terra:

Podemos perguntar: A nova terra será diferente desta atual?
Há dois textos que falam da nova terra e novo céu. Isaías 65.17 e Apoc. 21.1. Anthony Hoekema diz que na verdade este modo bíblico designa o universo inteiro. Ou seja, se constitui o cosmos inteiro (HOEKEMA, 1989, p. 375). Alguns acham que a terra será completamente aniquilada (Testemunhas de Jeová e Adventistas).
O bom de tudo é avaliar o texto grego. Há duas palavras em Apocalipse: neos e kainos. A primeira significa novo em tempo ou origem. A segunda significa novo em natureza ou qualidade. E esta que é usada no sentido de qualidade e não de nova origem.
Deus restaurará esta terra com a presença do Filho aqui. Jesus vindo aqui na terra ela terá uma qualidade e um aperfeiçoamento completo. Não haverá mais a presença do pecado, só de pecadores totalmente restaurados e com os corpos glorificados. Por isso Paulo trabalha a idéia da criação aguardar a revelação dos filhos depois da libertação do cativeiro da corrupção.
Interessante avaliarmos o sermão de Pedro em Atos 3.19-21 e notarmos a sua afirmação profunda: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que {já} dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.
Pedro se refere aos tempos da restauração de tudo e não da destruição desta terra. Isto tem a ver com redenção da terra. Isto traz algumas implicações para a nossa vida espiritual:

1. Viver em Cristo significa morrer com ele e ressuscitar com ele na perspectiva da nova terra mesmo no meio dos sofrimentos;
2. Vivemos em função da vida do céu aqui. Então as palavras que fazem parte do nosso vocabulário espiritual são: santidade, renovação e aliança eterna com o Deus da vida;
3. Vivemos em função do Reino de Deus mediante a graça de Cristo em nós. E esta vida é de luta porque na jornada ainda temos e pecado dentro de nós. E por isso, precisamos da obra interna do Espírito Santo em nós trazendo força para prosseguirmos em frente na peregrinação do céu;
4. Devemos aprender todos os dias a viver como um ser renovado que antevê a nova criação neste processo de gemidos a espera da redenção final.

O que aprendemos com Paulo neste texto?

2. A realidade da nova criação (céu) nos motiva a viver com esperança em Jesus:

Paulo afirma nos versículos 21 a 25: Na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo.

Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o aguardamos.
Há uma promessa de Deus para nós que é a realidade da volta do mestre. Ele virá com o seu poder e majestade. Ele virá para nos fazer habitar na nova terra. Por isso, Paulo fala da palavra esperança.

Porque como ele mesmo ensina em Romanos 5, a perseverança gera experiência, e esta gera a esperança. E esta esperança não nos confunde porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito que nos foi outorgado. Que esperança é esta?
Quando Cristo morreu sendo nós fracos. E depois da morte ele ressuscitou e depois da ressurreição ele prometeu como João nos fala voltar e nos dar este novo céu e nova terra.
O texto de Apocalipse 21.1-5 afirma: Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no trono disse: Estou fazendo novas todas as coisas! E acrescentou: Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança. Disse-me ainda: Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio.

Algumas frases são demasiadamente importantes:

1. O tabernáculo de Deus está com os homens,
2. Deus está com os homens, com os quais ele viverá.
3. Deus estará com eles e será o seu Deus.
4. Ele faz novas todas as coisas!

William Hendriksen diz que o céu e a primeira terra serem passados e o mar já não existir João quer dizer que toda mancha de pecado, toda cicatriz de injustiça, todo o traço de morte agora é removido (HENDRIKSEN, William. Mais que vencedores. Uma interpretação de Apocalipse. São Paulo: Cep, 1987, p.234).

A redenção que Paulo fala no texto de Romanos acontece agora com a presença de Cristo. De novo a palavra novo no grego é no sentido de qualidade e não origem. É o mesmo céu e a mesma terra que Deus criou. Só que agora com uma redenção completa por causa do Senhor Jesus. A presença dele aqui entre nós é a idéia que João trabalha na palavra tabernáculo.
A presença de Deus por meio do seu Filho prepara esta noiva que é adornada para o seu marido. Quando olhamos para os Evangelhos, percebemos que a esperança estava na expectativa de um rei como Davi. O templo representava o espaço de vida e esperança para Israel. Era o símbolo da presença de Deus na vida do seu povo.
Templo e Messias caminham juntos na consciência judaica. Templo mostra a importância de que Deus está presente de maneira marcante na vida do povo de Israel.
Com a presença de Cristo a cidade santa é liberta do pecado e da corrupção. Agora não tem mais a mancha do pecado que agonizava a criação.

O que acontece lá?

- O Cordeiro enxugará os olhos de toda lágrima;
- Ele não permitirá mais morte;
- Ele não permitirá mais tristeza;
- Ele não permitirá mais choro;
- Ele não permitirá mais dor;
- Ele fará novas todas as coisas!
Estas realidades espirituais do Reino de Deus por meio de Jesus são impressionantes e nos motivam a viver na esperança da glória. Elas nos fazem olhar para o Evangelho cristão com o desafio de lutar ainda mais pela justiça restauradora em todos os sentidos. Elas nos motivam a olhar para os mandatos da criação com maior responsabilidade.
Olhamos para o mandato cultural e cuidamos mais da cultura, da educação e valorizamos mais a arte e nos tornamos mais participativos na sociedade no sentido de implantar os princípios do Reino de Deus no mundo. E não o contrário.
Olhamos para o mandato espiritual zelamos mais na questão da oração em favor da família da aliança e da preservação divina neste Universo. Somos mais responsáveis pela santidade e comunhão com Deus crendo que a obra que começou se completará no dia de Cristo. Passamos a viver neste mundo com uma moralidade nunca pensada antes.
Olhamos para o mandato social e cuidamos mais do próximo. Olhamos mais para os necessitados e para a sociedade no sentido de cuidado. E tudo isto feito visando a esperança em Cristo. Esta esperança que Calvino fala que é algo implantado dentro de nós no num processo de renovação diária.
Quando olhamos para os Evangelhos, percebemos que a esperança estava na expectativa de um rei como Davi. O templo representava o espaço de vida e esperança para Israel. Era o símbolo da presença de Deus na vida do seu povo.
Templo e Messias caminham juntos na consciência judaica. Templo mostra a importância de que Deus está presente de maneira marcante na vida do povo de Israel.

Isto traz algumas implicações para a nossa vida espiritual:
1. A lógica da cruz e ressurreição de Cristo na perspectiva da nova criação é um fundamento para uma nova mente cristã. Temos agora uma visão diferente da vida em Deus. A direção agora é pela alegria divina em nós. Alegria na vida espiritual motivada pela esperança da glória de Cristo. Alegria pelos relacionamentos restaurados em Cristo. Alegria por pertencermos a nova criação em Cristo Jesus.
2. Resgatamos novamente a visão da transcendência. Jesus e os discípulos tinham uma visão correta da transcendência e imanência. Vivemos um Século em que as pessoas não falam sobre a vinda, sobre a manifestação de Cristo. Muitos falam sobre o carro, casa, dinheiro e posses, menos das questões que têm a ver com o Reino de Deus. A ressurreição vai nos potencializar como criação perfeita do Pai. Com a esperança da nova criação somos motivados a ter a capacidade de refletir sobre a Teologia espiritual. Passamos a ter a capacidade de trazer as Escrituras para a relação com as pessoas.
3. Resgatamos a reverência a Palavra de Deus. Somos encorajados a ser transformados pela Palavra de Deus que declara que o mal foi julgado, que a criação foi alcançada pela graça e está aguardando a sua redenção final. Pregamos mais a verdade sobre a promessa do novo céu e nova terra. E que a nova criação já começou, embora ainda não tenha sua obra absolutamente perfeita e completa.
4. Resgatamos a idéia de embaixadores do Reino. Quando olhamos o Reino divino na sua redenção futura, valorizamos o nosso papel aqui na terra como aqueles que trazem a boa nova dentro de si. Porque a Bíblia diz que para os eleitos, o Reino está dentro deles. Então somos chamados a nos tornar pessoas capazes de falar, viver, pintar e cantar a Palavra de Deus para que as pessoas sejam tocadas pelo projeto divino na terra nova. Para nós povo eleito de Deus, o sol já começou a brilhar mesmo no meio da corrupção do mundo e pelo poder do Espírito, como vice-gerentes da criação, anunciamos com a nossa própria vida a Palavra de Deus (WRIGHT, 2008, p.249).
5. Valorizamos mais no coração a obra de Cristo. A glorificação foi o propósito do aperfeiçoamento na redenção do Filho após a sua morte na cruz do Calvário. O Espírito glorificou o Filho como ele nos glorificará na redenção. Tudo que acontece conosco é o que aconteceu com Jesus na sua humanidade
.

Pela esperança em Cristo temos o nosso chamado primário. Que é a evangelização como um ato não de entretenimento religioso, mas uma ordem da aliança. E fazemos isto apresentando a mensagem de arrependimento e transformação do coração. Sempre com a idéia do céu e da eternidade no coração!

Que Deus nos dê a graça de sonharmos mais com a redenção em Cristo Jesus!
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BARBAGLIO, Giuseppe. As cartas de Paulo. São Paulo: Loyola, 1989, Vol.1.
CAMPOS, Heber Carlos de. O Ser de Deus e as suas obras. A providência e sua realização histórica. Editora Cultura Cristã, Volume, II, 2001.
CALVINO, João. Comentário de Romanos. São Paulo: Paracletos, 1996.
CHAMPLIN, R. N. Comentário de Romanos. São Paulo: Candeia, Vol. III, 1995.
HENDRIKSEN, William. Mais que vencedores. Uma interpretação de Apocalipse. São Paulo: Cep, 1987,
HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o futuro. São Paulo: Cep, 1989.
WOLTERS, Albert. A criação Restaurada. São Paulo: Cep, 2008.
WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão Por que o cristianismo faz sentido. Minas Gerais: Ultimato, 2008.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Aniversário de 85 anos da IP Lapa



Venham celebrar tempo de gratidão diante do eterno Deus
Dia 02.08.09: 9:00 - manhã: Rev. Héber Carlos de Campos Jr. Louvor: Grupo Concerto
Dia 02.08.09: 18:00 - noite: Rev. Héber Carlos de Campos Jr. Louvor: Coral Geral.
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IGREJA PRESBITERIANA DA LAPA

R. Roma, 465

e-mail: iplapa@uol.com.br

Site: www.iplapa.org.br


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Simplesmente Cristão Por que o cristianismo faz sentido.

Autor de Simplesmente Cristão e O Mal e a Justiça de Deus, N.T. Wright é um dos mais conhecidos e respeitados estudiosos do Novo Testamento da atualidade. Bispo Anglicano de Durham, na Inglaterra, foi professor das universidades de Cambridge e Oxford por vinte anos e é professor visitante de universidades como Harvard Divinity School, nos Estados Unidos, Universidade Hebraica de Jerusalém e Universidade Gregoriana em Roma, entre outras. É autor de mais de quarenta livros e articulista de jornais como The Times, The Independent e The Guardian
Para saber mais sobre N.T. Wright e Simplesmente Cristão, leia Por que o cristianismo faz sentido, do teólogo Timóteo Carriker, publicado na seção “Vamos ler!” da revista Ultimato.
Dizem, e eu concordo com entusiasmo, que Simplesmente Cristão é o livro que substituirá o clássico da apologética cristã, Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis. Não conheço outro autor que consiga expressar de modo tão claro, profundo e belo a verdade da fé cristã.
Timóteo Carriker
“N.T. Wright é um dos melhores presentes de Deus à decadente igreja ocidental. Estudantes e professores de teologia têm muito a ganhar com a leitura destas páginas fascinantes.”J. I. Packer
“A abordagem dos primeiros capítulos de Simplesmente Cristão é mais eloqüente e apaixonante do que a de C.S. Lewis (em Cristianismo Puro e Simples) ou Francis Collins (em A Linguagem de Deus), e mais apropriada para responder àqueles que perguntam: “Por que eu deveria levar a sério as afirmações do cristianismo?”


segunda-feira, 20 de julho de 2009

O valor de uma amizade


A amizade é um dos mais belos itens da nossa vida. Vivemos num mundo onde várias facetas da vida são questionadas, mas a amizade não é. Já dizia Anselm Grün “que a amizade não é uma instituição, ela é uma relação voluntária, em que cada um escolhe ao seu gosto e bel prazer” (GRÜN, Eu lhe desejo um amigo. 2006, p.8).
Sabemos claramente que a amizade necessita de tempo, calma e muita sensibilidade para se desenvolver. Ninguém constrói uma amizade sem investir tempo em outra pessoa. Ninguém começa a ter confiança numa pessoa sem conhecimento e convivência mútua.
Não é por acaso que Platão afirmou de maneira profunda: “Deus faz os amigos; Deus traz os amigos para os amigos. Na amizade cintila um pouco do mistério de Deus” (GRÜN, Eu lhe desejo um amigo. 2006, p. 14).
Precisamos entender que não podemos fabricar os amigos, eles são os grandes presentes de Deus para o nosso coração a fim de termos direção e foco na vida. Os amigos colocados em nossa vida são os instrumentos para que voltemos para o foco que é Deus.
Anselm Grün citando Túlio Cícero diz que a amizade é como o sol que ilumina a vida dos seres humanos (GRÜN, Eu lhe desejo um amigo. 2006, p. 19). A amizade ilumina o nosso ser para que vivamos na presença de Deus de maneira sadia. A amizade de um amigo nos fortalece e nos ajuda a enfrentar os conflitos mais profundos da nossa alma.
A amizade é para o sofrimento, para a alegria, para o tempo de dor e de prazer. A amizade é para nos identificar como seres humanos criados a imagem de Deus. A amizade é para desfrutarmos da alegria de viver. Como disse Agostinho: “Sem amigos nada é agradável na vida”.
Por saber da importância da amizade e que o amigo me coloca em contato com os meus anseios mais íntimos, entendo que a amizade e mentoria são itens relevantes demais para a nossa caminhada na vida.
Através das amizades descobrimos mais sobre o significado do amor de Deus por nós, por meio do seu próprio Filho, Jesus Cristo. Através da amizade tocamos o amor trinitário que flui de maneira profunda entre o Pai, Filho e o Espírito Santo. Os amigos nos fazem voltar para casa e nos sentir tranqüilos e em profunda paz. Os amigos nos fazem sentir a vontade. Os amigos nos ajudam a confessar melhor o que somos e o que desejamos na presença de Deus.
Amigos são assim, por isso, creio que é extremamente importante refletir sobre a amizade e valorizá-la cada dia mais na vida!


Pr. Alcindo Almeida

Fotos da Isabella dia 19.07.2009....