quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Não somos donos de nós mesmos!


Num determinado momento de percepção espiritual, Jó afirmou: O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece; e sobre tal homem abres os olhos e o fazes entrar em juízo contigo? Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! Visto que os seus dias estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste limites além dos quais não passará. (Jó 14:1-5)
No meio de todos os processos da vida, a raça humana consegue se esquecer que ela não é Deus. Pobres coitados dos seres humanos caídos que ainda vivem com a empáfia e a arrogância sem tamanho, de que se bastam! 
 nos mostra o quanto somos finitos em termos de estrutura humana, porque somos nascidos de mulher, vivemos breve tempo, cheios de inquietação. Ou seja, não dominamos a nossa vida, não determinamos o que acontecerá de bom ou ruim. Se tivéssemos autonomia, não colocaríamos dias de sofrimento e dor na nossa trajetória. 
 nos mostra o quanto somos frágeis no tempo humano de vida, pois nascemos como a flor e murchamos. E como ele lembra, os nossos dias estão contados. Temos limites, temos um tempo aqui nessa terra. 
O fato é que não somos Deus, não somos donos de nós mesmos, não conseguimos nada sem a direção e vontade do soberano, majestoso e grandioso Deus. Dependemos dele em tudo e ponto final. (Alcindo Almeida)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Uma jornada transformadora


A liderança cristã vai além de estruturas tradicionais, planilhas e agendas; é uma jornada interna que exige confiança e entrega diante do dono absoluto da nossa existência. Diante do desconhecido, somos incentivados a confiar que o Eterno Deus nos orienta, Ele que nos molda para um propósito grandioso que ultrapassa a nossa imaginação. 
À medida que caminhamos na vida cristã, somos convocados para uma jornada transformadora de autodescoberta e crescimento espiritual. Percebemos que as lideranças cristãs são um chamado para nós que requer humildade da nossa parte, requer confiança e coragem de abraçar a vontade de Deus em todos os processos. 
Todas as igrejas na sua liderança necessitam da direção do Espírito Santo para andar bem e centradas em Jesus Cristo de Nazaré. Todas as pessoas nas empresas, na família, nos negócios, nos estudos, no preparo para os desafios, precisam da direção do Espírito Santo. 
Não há como andarmos nessa vida sem a direção do Espírito Santo. Tem gente que casa sem ao menos rogar ao Senhor que dê sabedoria, tem gente que faz os negócios confiando em si mesmos e nem cogita a ideia de ajoelhar no escritório e pedir a orientação e sabedoria do Senhor para qualquer passo na empresa. 
Tem pai que quer andar conforme os seus próprios passos na educação dos filhos, como se fosse senhor do tempo e do espaço. Não dá para seguir na vida e na liderança de nada, sem a direção do Espírito Santo. 
Seja para namoro, seja para um negócio, uma casamento, um conselho para um filho, um passo na igreja, uma viagem, uma mudança de lugar, um rumo nos estudos, peçamos a direção do Espírito Santo na vida e no coração. 
O texto sagrado afirma: Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade. (João 16.13) Paulo disse em Romanos 8.14: Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. que o Senhor nos dê a direção da parte dele para absolutamente tudo que fizermos nessa vida! (Alcindo Almeida)

Os filhos de Deus não estão à venda


Uma das frases mais impactante do filme Sound of Freedom - (Som da Liberdade), é quando o protagonista diz a um interlocutor: “Os filhos de Deus não estão à venda.” Essa frase nos chama a atenção para o cuidado com as nossas crianças. Os homens maus não podem abusar delas. Os homens maus não podem ganhar dinheiro com elas.
As crianças não são negócios, elas são presentes de Deus para que zelemos e as amemos. Abramos os olhos, oremos, cuidemos e tratemos as crianças com dignidade, respeito, amor e afeto. Os cristãos precisam gritar bem alto: “Os filhos de Deus não estão à venda.” (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

O Eterno nos forja na vida!


O forjamento é um processo de transformação de metais. Antes de se tornar útil, o metal precisa ser trabalhado até obter uma forma que seja adequada para o objeto no qual será convertido.
O forjamento na nossa vida realmente nos torna pessoas mais maleáveis, mais mais sensíveis diante da ação de Deus. C. S. Lewis afirmou no seu livro O problema do sofrimento: “Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.”
Essa frase profunda de C. S. Lewis veio após o diagnóstico de câncer em Joy. Mesmo sabendo que Joy era divorciada, o que impedia o casamento religioso em igreja anglicana na época, e depois, de sua doença terminal, ele concordou em se casar. Primeiro civil, depois, contra todas as regras da igreja anglicana, também no religioso. 
Depois de anunciar a morte dela e que seu único consolo que restava era seu enteado mais novo, ele diz: "Sobre como suporto o sofrimento, a resposta é: De quase todas as formas possíveis. Porque, como você talvez saiba, não se trata de um estado, mas de um processo.”
Claro que os momentos de dor e sofrimento nos machucam e nos deixam tristes, mas não reclamemos quando Deus nos mandar a dor e o sofrimento, pois esses momentos nos forjam para dependermos mais do Eterno Deus e entendermos melhor a sua vontade e propósito para a nossa vida. 
processo da dor e do sofrimento dói em nosso ser, mas nele Deus está nos forjando, nos lapidando e trabalhando em nós para sua própria glória! (Alcindo Almeida)

Somos um poço de vaidades!


Temos que pedir para que Deus controle o nosso coração na presença dele. Porque se andarmos pelo nosso próprio coração, matamos todo mundo lá dentro. Somos um poço de vaidades, somos maus no interior, temos a essência da culpa de Adão dentro do nosso coração! 
Para sermos sinceros, temos que admitir que o nosso coração é ruim demais. Vemos as ações que temos na vida cotidiana, matamos o nosso próximo com palavras e gestos demonstrados. Odiamos fácil, fácil e cometemos loucuras dentro do nosso coração! 
Já dizia Paulo em Romanos 7:19,20Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.   Travamos uma luta interna em nosso ser e graças ao Espírito Santo que nos ajuda nessa luta. Porque realmente, não fazemos o bem que preferimos, mas o mal que não queremos, esse fazemos constantemente, porque a nossa natureza é má, somos seres humanos caídos desde o Éden. Por isso, precisamos da graça de Deus em nossa vida, precisamos do Espírito Santo nos ajudando a não pecar, a não entristecê-lo, porque somos inclinados para a maldade. 
Não é por acaso todos os males que temos visto sobre a terra, o pecado dentro de nós faz estragos terríveis, somos capazes de destruir tudo ao nosso redor por causa do pecado que habita em nós. Se não fosse o Espírito Santo derramando a graça e o controle dele, estaríamos completamente perdidos e entregues às nossas próprias paixões. Louvado seja Deus por cuidar de nós e não nos deixar perecer no abismo do nosso pecado!  (Alcindo Almeida)

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Rumo a felicidade!


Quando dizemos que um homem com a sua mulher têm a mesma carne. Queremos afirmar que os dois têm a identificação completa que são um. Aliás, a frase do convite deles é: Para o mundo somos dois, para nós somos um. Um que vive para dois, dois que vivem para um.
O homem e a mulher quando se tornam uma só carne acontece o ajuntamento de dois seres humanos que não viverão mais para si mesmos e, sim, para o seu cônjuge.
Com esta visão na vida, com certeza as crises serão mias administradas. Porque duas pessoas terão a plena consciência de que são uma só carne que o Senhor uniu quando deixaram os pais.
O Senhor diz para Adão que ele terá uma mulher com quem se unirá. Ele com ela terá o mesmo propósito na vida. A mulher não terá um propósito que não seja o do marido em termos de harmonia e conservação do casamento, em hipótese alguma. O rumo para a felicidade tem que ser uno. (Livro Um jeito doce de viver com seu cônjuge)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Recusemos a vingança


Uma questão tão complicada na vida é o perdão. Ele começa na mente e no coração da gente, não tem jeito. 
É fato que podemos até verbalizar o perdão, mas nunca será verdadeiro se não pararmos de guardar rancor e desprezo, para com aqueles que nos feriram.
Perdão é não levarmos mais em consideração aquilo que fizeram de ruim para nós. Olhamos para as pessoas que nos feriram e não temos qualquer peso e tristeza em relação a elas.
Devemos lembrar que o perdão sempre tem um custo extremo. É muito caro emocionalmente, ele toma muito sangue, doçura e lágrimas-. Quando perdoamos, pagamos o custo de diversas formas:
Primeiro, nos recusamos ferir a pessoa.
Segundo, recusamos a vingança, troco ou qualquer cobrança. 
Terceiro, seremos sempre cordiais. 
O perdão é algo divino, só pela graça conseguimos olhar com graça para os que nos feriram. Porque, na maioria da vezes, anulamos, matamos a pessoa no coração e queremos que ela se exploda. Só que Cristo nos ensina a caminhar a segunda milha, a dar a outra face e dar a capa para os nossos ofensores e inimigos. E Paulo diz que devemos suportar uns aos outros em amor. De fato, não é fácil mesmo, mas possível. Possível porque olhamos para os ofensores através de Cristo. 
Através de Cristo perdoamos o nosso cônjuge, os filhos, os irmãos e os amigos. Que Ele mesmo nos dê graça para essa atitude na vida. (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

A graça de Cristo

Temos um problema de raiz mesmo, falo da natureza pecaminosa dentro de nós. Ela atrapalha o nosso respeito pela criação, por isso, tanta violência, tanta maldade, tanta falta de respeito pelo outro. Essa é a fonte e é algo terrível para nossa realidade como seres humanos. Desde o Éden a nossa estrutura ficou má, não pecamos por acidente, pecamos porque somos pecadores, somos ruins mesmo.
Todo esse ódio no meio da sociedade, toda violência na vida. Os casais se separando, as pessoas matando por dinheiro e herança. Os abusos de crianças no meio da sociedade. Isso tudo tem um nome: a natureza pecaminosa.
Portanto, se não fora a graça de Cristo agindo dentro de nós, estamos completamente perdidos e faremos tudo o que combina com a nossa natureza pecaminosa. Odiaremos, mentiremos, mataremos, trataremos mal aqueles que estão ao nosso redor. Faremos o que é mal e desastroso, colocaremos sempre o nosso ego na frente.
Enfim, tudo que é de ruim faremos sempre. A graça de Cristo nos impulsiona para praticar o bem, para cuidar da criação, para amar as pessoas e não usá-las. A graça de Cristo move o nosso coração para a justiça e para a vida santa!
Sem a graça, estamos completamente perdidos! 
O texto em Romanos 5.20 marca o nosso coração: Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça. (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

A profundidade do amor divino


Amor não pode ser entendido apenas como um sentimento romântico, nem se limita a um ideário intimista, privatizado e egocentrado. O amor é exigente, ele nos leva a esvaziarmos a nós mesmos e por isso nos coloca em situação de vulnerabilidade. O amor não é neutralidade. O amor é estar junto, é aprender o que significa ter convivência com o próximo. O amor é empatia e entrega. O amor é o meio como acontecem as relações humanas. 
O amor na sua plenitude tem a ver com sacrifício, portanto, o ápice do amor chama-se Cristo. Porque Ele sai do seu trono de glória, junto com o Pai e o Espírito Santo e vem habitar numa terra contaminada pelo pecado. Numa terra onde estão vivendo os pecadores que são indignos de qualquer manifestação de amor. Jesus Cristo de Nazaré se humilha tornando-se um ser humano. Ele vem aqui como o Deus homem para demonstrar a profundidade do amor divino para com pecadores. 
Jesus é a expressão divina do amor da Trindade por condenados, por homens e mulheres que foram expulsos do jardim por causa do pecado. Jesus é a expressão divina do amor da Trindade que decide morrer para seres humanos viverem. Ele morre por amor, Ele se entrega ao sacrifício por amor. Não foram os homens que o mataram numa cruz, foi Ele que se deu em favor dos seus eleitos. 
O texto sagrado afirma: Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai. (João 10:17,18) Percebam que a fala de Jesus é séria demais. Ele dentro de um plano eterno se entrega e se torna a oferta e o ofertante pelo resgate dos seus eleitos. 
Ele ama, Ele se entrega, Ele se doa, Ele se oferece para cumprir o plano da redenção dos seus eleitos. Esse amor é sem medida, sem compreensão humana. Só sabemos que Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Não temos capacidade para discernir e entender o tamanho e a profundidade desse amor redentor de Cristo. Só podemos agradecer e nos ajoelhar diante desse amor de Cristo por nós pecadores! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

O peso do ódio


Perdoar é difícil demais, repito: perdoar é difícil demais! O perdão começa com a exposição da verdade ao invés de encobrirmos com desculpas e meia-verdades. O perdão começa com a vontade no nosso coração de evitar sofrimento no outro, nós nos recusamos a provocar dor nos outros. Porque, pela graça divina, somos impulsionados a tratar os ofensores como perdoados.
Falo algo extremamente difícil, uma moça que foi abusado pelo tio, pelo primo, pelo pai ou pelo vizinho, precisa perdoar. Precisa se livrar do peso do ódio, da raiva e do rancor. O grande problema de perdoar é que nos preocupamos apenas com a maldade que foi feita a nós e no tanto que o ofensor merece sofrer, o quanto ele precisa pagar o que cometeu. Outro grande problema é que queremos a satisfação da justiça sempre.
Interessante avaliarmos a situação daquela mulher adúltera, ele foi pega em adultério e os homens da religião trouxeram-na para ser apedrejada diante de Jesus. Todos queriam testar o mestre apelando para a Lei de Moisés. ela não merecia o perdão, a justiça tinha que ser satisfeita através da morte daquela mulher. Curiosamente o homem que estava com ela não foi trazido. 
Jesus olha para todos de maneira serena, tranquila e consciente. E lança o desafio para todos que estão segurando as pedras nas mãos. Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. O texto diz que Jesus tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. E todos que ouviram esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. 
Jesus não vendo a ninguém mais além da mulher, pergunta: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Jesus afirma: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. (João 8:7-11)
O amor de Cristo constrangeu a todos, a raiva que consumia a todos naquele momento foi vencida pelo amor e pelo perdão de Cristo. O perdão de Cristo abraçou aquela mulher e sem Jesus ocultar o seu erro, tanto que ele diz para ela não cometer mais esse erro. Porque agora, ela tinha o perdão, tinha o amor e a graça de Cristo na sua vida.
Claro que o perdão humano depende do perdão divino! Perdoar é uma arte divina, perdoar vem de uma ação do céu, porque realmente o nosso desejo é sempre de satisfazer a nossa justiça, punir, nos vingar e tratar com desprezo todos os que nos feriram! O tapa divino da graça é: Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. (Alcindo Almeida)

Minuto edificante no texto de Deuteronômio 7:6 - Pr. Alcindo Almeida.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Vídeo #48 - ENTREVISTA COM PR. ALCINDO ALMEIDA | LÉO SANTOS PODCAST

Ele nos amou até o fim!


Perdoar a alguém é renunciar o grande desejo de acerto de contas. Perdoar é dar ao nosso ofensor uma dádiva que ele não merece, mas por graça damos. O que Cristo fez na cruz? Ele fez exatamente isso pelos seus eleitos. 
Ele os perdoou sem que eles merecessem. Ele derramou o seu sangue precioso, sangue puro, sangue carmesim em favor de gente que não vale nada. Na cruz do Calvário, o nosso Redentor nos amou e nos perdoou. 
O texto sagrado afirma: Como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. No silêncio daquela antevéspera da Páscoa, cada dor cruciante, cada sofrimento angustiante, cada erro esmagador, cada pecado nosso e cada pesar humano sentido por todo homem, mulher e criança da família humana, foi posto sobre aquele cruz de Jesus. 
Ainda assim, Ele nos amou até o fim e nos perdoou por graça. Mesmo Jesus sabendo o que logo sofreria pelos seus eleitos, Ele não recuou, foi até o fim. Ele não desistiu de nós, mas nos perdoou, nos amou e nos redimiu através da sua morte e ressurreição. 
Esse amor e entrega ninguém consegue explicar. Assim, todos nós somos convidados a perdoar como Cristo nos perdoou na cruz e lá Ele nos amou até o fim! (Alcindo Almeida)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Minuto de Graça #148 - Desfiguração da imagem

Ele me paga pelo que fez!


Quando perdoamos alguém, assumimos a dívida para nós mesmos. Perdoar aqueles que nos feriram, significa perdoar ao custo da transgressão que cometeram contra nós. Perdão é um sofrimento voluntário. Perdoar é arcar com os custos ao invés de retaliar.
Nesta perspectiva, o perdão é algo muito difícil, porque não podemos levar em conta o que o outro fez contra nós, relevamos e entregamos para Deus. O perdão nos faz abrir mão da justiça própria. Tem gente que afirma assim: ele me paga pelo que fez. Quando temos o temor de Deus em nossa vida, consideramos o perdão no jeito do Pai nosso. Nela afirmamos: Perdoa a nossa dívida, assim como perdoamos os nossos devedores. Se Deus nos perdoou em Cristo Jesus, devemos perdoar os que nos machucaram, nos feriram e nos humilharam.
Toda vez que tivermos dificuldades para perdoar alguém, nos lembremos do Pai nosso. Somos perdoados através de Cristo, somos aceitos por Deus através da entrega de Cristo numa cruz. Somos amados e perdoados na presença de Deus Pai, por meio do seu Filho Jesus. Portanto, o perdão humano, depende do perdão divino. Se somos perdoados por Deus, devemos perdoar todos os que nos feriram. O perdão vertical aconteceu na cruz do Calvário, o horizontal acontece por causa do vertical. O perdão divino nos habilita para perdoar o nosso próximo sempre. (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Cuidado com a ansiedade


A ansiedade nos faz esquecer que até o tempo da nossa vida está sob a direção do nosso criador. Muitas vezes não conseguimos caminhar na graça do Pai, com uma vida espiritual sadia, porque não entendemos que todo propósito tem um fim direcionado e controlado por Deus. Isso tira a ansiedade do nosso ser, passamos a confiar não nos sentimentos e segurança humana, mas em Deus, na sua direção e propósito. (Livro: Coração sábio)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Deixem o ego na porta!



Em 1985 tivemos um momento precioso demais, a história de We Are the World. Tudo começou de maneira simples, em uma noite qualquer na vida do astro. Seu empresário, Ken Kragen, ligou-lhe às três da manhã avisando: Harry Belafonte está te procurando. Na hora, Lionel Richie ligou para a lenda chamada de 'Rei do Calypso', por popularizar o ritmo caribenho nos Estados Unidos, que lhe disse, em tom enfático — tal qual uma frase de efeito num filme de super-heróis: Gente preta morrendo, Lionel, eu preciso de gente preta para salvá-los! E esse foi o início de tudo.
Foi quando Lionel se juntou ao maior nome da música mundial para escrever o que viria a ser o maior disco beneficente da história, Michael Jackson. Era um ótimo momento para cogitar reunir grandes nomes da indústria em uma única canção, o American Music Awards. (AMA)
A reunião de 46 verdadeiras lendas da música americana trouxe à tona um dos maiores momentos para a história do pop, da música, da indústria do entretenimento e, há quem diga, da humanidade por si só.
Entre Michael Jackson, Diana Ross, Lionel Richie, Ray Charles, Bob Dylan, Stevie Wonder, Cindy Lauper e inúmeros outros nomes, o hit — que foi lançado como um projeto de caridade, para enviar dinheiro às crianças que sofriam de subnutrição na África. O disco vendeu mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo. 
O que chama demais a atenção é que no dia das produções, logo após o AMA, estava escrito na porta do estúdio: Deixe seus egos na porta. A sarcástica e polêmica placa foi colocada ali pelo próprio Quincy Jones. Até que a piada tinha motivações: eram 46 artistas com estilos diferentes, era impossível que todos tivessem espaço para dar pitaco no que aconteceria naquela noite.
Eu assisti o documentário sobre a gravação produzido pela Netiflix, onde vemos essa placa na porta do estúdio, imediatamente pensei na realidade da igreja. Quantos pastores cheios de ego e deveria estar escrito na entrada da igreja: Deixe seu ego na porta. Quantos músicos cheios de ego e deveria estar escrito no palco da igreja: Deixem seus egos na porta. Quantos líderes cheios de ego e deveria estar escrito na entrada da igreja: Deixem seus egos na porta.
Porque no Reino de Deus, todos são iguais, todos são servos de um único Senhor, Jesus Cristo. Porque algumas vezes queremos que nossa ideia prevaleça, que o nosso jeito seja aplicado e que a nossa visão prevaleça, tudo por causa de um negócio chamado ego. O nosso ego inflamado nos impede de ver que o centro da igreja, da pregação, do louvor e de todos os processos que acontece nela, é Cristo. Quem deve aparecer, quem deve ter a primazia sempre é Cristo, não nós.
Quando pensarmos que somos alguma coisa na igreja, deixemos o nosso ego na porta e que Cristo seja o centro sempre! (Alcindo Almeida)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Senso de amor e confiança


A palavra intimidade vem do latim intimus, que significa interior. Ela envolve duas pessoas abrindo o seu eu interior à outra. É entrar na vida do outro nos âmbitos emocional, intelectual, social, físico e espiritual.
Intimidade tem a ver com o senso de amor e confiança que há numa família. Deus nos criou com esse senso de intimidade para que aprendamos em todo o tempo a buscar isso na relação com Ele.
Precisamos buscar uma intimidade e relacionamento com o Deus das Escrituras, de tal forma, que isso mexa com a estrutura da nossa família. Nossa esposa precisa ver isso em nós. E nós precisamos ver essa intimidade divina nela e nos filhos.
Precisamos ser famílias que dependem de Deus na intimidade e isso é demonstrado no processo espiritual, quando criamos os filhos para Deus e não para eles mesmos. Eles começam a perceber que a nossa dependência divina é maior que talentos, é maior que o desejo dessa sociedade atual de querer o sucesso a qualquer preço.
Somos pessoas chamadas para ter intimidade com Deus e com o próximo. Na medida em que exercitamos a intimidade que se relaciona com o interior, crescemos na dependência de Deus e podemos dizer como Davi: Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. Ele fará o melhor para a vida da nossa esposa, dos filhos e todos os processos de crescimento e desenvolvimento da família da aliança.
Vivemos um tempo de relacionamentos bem superficiais, o que tem gerado um resultado catastrófico em nossa sociedade. As pessoas não se falam, não se conectam mais. A relação é mais virtual do que pessoal. Como é precioso os momentos que geramos intimidade na conversa, no dialogo em família. E isso gera intimidade!
Precisamos resgatar a intimidade na espiritualidade bem como na família. Devemos buscar a comunhão com a Trindade e refletir isso na mesa do lar! Quando rostos se veem, se tocam.
Quando sabemos das histórias de cada um e dos momentos de lutas e alegrias de cada um também. (Livro: O que acontece na nossa casa! Temos lutas e alegrias!)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Fico embrutecido!


José realmente é um tipo de Cristo. Alguns relatos da história de José são uma representação dos acontecimentos futuros que sucederiam com Jesus. 
Como o Dr. Van Groningen comenta no seu livro Revelação Messiânica no Velho Testamento: O relato de Gênesis sobre José acentua particularmente o conceito real no registro do relacionamento de Deus. Ele é um tipo profundo.
Lendo mais sobre o José de Deus, um versículo saltou no meu coração: E José sustentou de pão seu pai, seus irmãos e toda a casa de seu pai, segundo o número de seus filhos. (Gênesis 47.12)
Através da providência de Deus na vida de José, usando-o como instrumento, Israel e toda a sua família foram abençoados espiritualmente, fisicamente, economicamente e materialmente.
A pergunta que vai no meu coração é: que moço é esse? 
A sua família só o humilhou, no entanto, como servo do Eterno Deus, ele olha para todos, especialmente para o seu velho pai, que tanto o amou e sustenta com o melhor da terra da Egito. Porque José tem o temor divino em sua alma e nesta perspectiva ele sustenta seus irmãos traidores, aqueles que o jogaram em buracos da vida.
Fico pensando que às vezes, por muito menos, fico irado com meus irmãos, fico embrutecido com a forma que eles me tratam. Tenho que admitir, dentro da minha estrutura pecaminosa, sinto dificuldades de prestar ajuda aos que me ferem, só pela graça mesmo, porque dá raiva da dor que me causaram.
A atitude de José é a que devemos seguir em relação a família da aliança. José é um tipo de Cristo bem profundo e sempre se comporta com o reflexo de Cristo no seu ser, por isso, ele ama, perdoa, abraça, sustenta, cuida e trata os seus opressores na vida com respeito e afeto.
Que Deus nos ajude a imitar esse moço santo e sério com Deus. (Alcindo Almeida)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Leituras em janeiro de 2024


1. COSTA, Hermisten. Calvino de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2006. Livro cuidadosamente elaborado para todos os interessados em conhecer melhor o pensamento do grande reformador. Você terá acesso a cerca de 1400 citações do próprio Calvino, distribuídas em mais de 200 verbetes, formando uma coletânea riquíssima de conceitos que fizeram e ainda fazem a história da Igreja. Dentre os reformadores do século 16, João Calvino destaca-se como grande idealizador e sistematizador do pensamento teológico da Reforma Calvino de A a Z. Avalia seus pressupostos e idéias tais como ele as formulou é de particular relevância nos dias atuais, para confrontá-los com nossas próprias interpretações e redescobrir nossa identidade e vocação como herdeiros da Reforma. Contém 344 páginas.

2. HANSEN, Collin e Jeff Robinson. Quinze coisas que o Seminário não pôde me ensinar. São Paulo: Vida Nova, 2020. Algumas lições não podem ser aprendidas em sala de aula A educação formal em um seminário é imensamente valiosa: oferece preparação teológica, formação espiritual e orientação para a vida. Contudo, muitos pastores recém-formados se sentem desencorajados quando as realidades do seu chamado não condizem com a expectativa gerada pelas leituras e debates em sala de aula. Neste livro, pastores e líderes experientes de ministério cobrem essa lacuna entre o seminário e o trabalho na igreja, oferecendo conselhos e encorajamento relacionados a uma série de questões do mundo real: como liderar congregações em meio a períodos de sofrimento, lidar com conflitos, aceitar o chamado, deixar a igreja e muitas outras. Contém 176 páginas.

3. GOMES, Wadislau Martins. Coração e sexualidade. Entendendo Deus, a si mesmo e ao outro. Brasília: Editora Monergismo, 2019. Dr. Wadislau Martins Gomes discute essas e outras questões. Partindo do horizonte da Criação, onde Deus definiu a natureza singular do ser humano e a pluralidade dos relacionamentos interpessoais, atravessa pelos campos da Queda, da identidade perdida e da luta pelo poder, repousa no outeiro da Redenção, da imagem recriada em Jesus Cristo, e elabora, no poder do Espírito Santo, a esperança do tema amar a Deus e ao próximo. Contém 174 páginas.

4. SHEDD, Russell P. O homem em comunidade. A solidariedade da raça na teologia de Paulo. São Paulo: Vida Nova, 2018. Em contraposição ao atual individualismo do mundo ocidental, o Israel do Antigo Testamento apresentava forte unidade como povo e nação. Foi tal concepção hebraica de solidariedade que influenciou o apóstolo Paulo de forma marcante e significativa, levando-o a reproduzir dezenas de citações veterotestamentárias sobre o tema. Nesta notável pesquisa para sua tese de doutorado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, o dr. Russell Shedd discorre com profundidade sobre a teologia paulina da solidariedade humana, tratando de temas como: a paternidade de Adão; o juízo coletivo; a igreja na qualidade de Israel de Deus; a solidariedade da igreja na condição de nova humanidade; Cristo como o Último Adão e a relação do batismo e da ceia do Senhor com a solidariedade. Na primeira parte da obra, o dr. Shedd examina as concepções da solidariedade humana no Antigo Testamento e na literatura judaica. Na segunda parte, ele apresenta as ideias paulinas de solidariedade e sua relação com as fontes tratadas na primeira parte. Certamente este livro é um estudo extraordinário que se ocupa daquilo que o professor John Baillie chamou de “doutrina fundamental da religião cristã, a saber, a doutrina da unidade humana”. A obra responde ao crescente interesse no ensino neotestamentário sobre a unidade da igreja ao concentrar-se na doutrina paulina da solidariedade humana. Contém 304 páginas.

5. LEWIS, C. S. Todo o meu caminho diante de mim. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2020. Na época que servia seu país na Primeira Guerra Mundial, C. S. Lewis fez um pacto com um soldado, amigo próximo: se um deles morresse, o sobrevivente cuidaria da família do outro ― uma promessa que Lewis honrou. Desenvolvendo uma profunda amizade com a mãe de seu amigo falecido, Jane King Moore, Lewis mudou-se para a casa dela após a guerra. Voltando a Oxford, Lewis, de 23 anos, na ocasião um ateu ferrenho, lutou para se adaptar à vida na Inglaterra do pós-guerra. Ansiosa por ajudar o jovem atormentado, Jane o encorajou a manter um diário de sua vida cotidiana. E são essas reflexões que estão organizadas neste livro esclarecedor. Percorrendo cinco anos notáveis da vida de Lewis, Todo meu caminho diante de mim delineia as inspirações e o desenvolvimento intelectual e espiritual de um homem cuja teologia e escrita, incluindo Cristianismo puro e simples, Trilogia cósmica, Cartas de um diabo a seu aprendiz, As crônicas de Nárnia, dentre outros, teve imensa influência no mundo cristão. Contém 640 páginas.

6. JÚNIOR, Wilson Porte. Depressão e graça. O cuidado de Deus diante do sofrimento de seus servos. São Paulo: Editora Fiel, 2016. O que é depressão? Há casos de depressão nas Escrituras? Embora não encontremos na Bíblia a moderna palavra depressão, vemos seus sintomas nas histórias de homens e mulheres de Deus que experimentaram angústias e sofrimentos. Neste livro repleto de sabedoria e sensibilidade pastoral, Wilson Porte Jr. apresenta ao leitor um cuidadoso estudo bíblico que aponta casos típicos de depressão na vida de servos de Deus nas Escrituras e como eles se viram aliviados de seu sofrimento pela provisão da graça de Deus. Contém 320 páginas.






Precisamos ser como crianças


O significado real do prazer não é a felicidade, que pode ser egoísta, mas o 
significado real do prazer é o ato de sair de nós mesmos, como uma pequena criança faz. Tanto que ela não precisa fazer algo para mostrar um estereótipo, a criança é o que é e pronto, ela grita, chora e ri ao mesmo tempo. 
Penso que precisamos voltar a brincar um pouco como as crianças e experimentar esse prazer natural delas em simplesmente ser o que são: crianças. O mundo adulto nos tornou em pessoas duras, secas, ranzinzas e insensíveis.
O mundo adulto nos tornou em pessoas matemáticas, absolutas e previsíveis. O universo infantil nos faz enxergar a vida com leveza e sempre dependendo de Deus. A criança num parque, quando o seu pai fala para ela pular do escorregador, ela pula sem medo, porque tem a segurança de cair no colo do seu pai.
Acredito que pensando na candura e dependência da criança, Jesus disse em Mateus 18:3: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Isso tem a ver com o jeito simples, natural e humilde da criança. Precisamos ser como crianças que dependem do Pai Eterno, que necessitam da presença e do cuidado do Pai.
A criança não se preocupa o que acontecerá amanhã quando seu pai está por perto. Assim, somos nós diante do Pai Celestial. Ele prepara tudo para nós, pela sua graça e amor. Tenhamos a leveza e singeleza de uma criança na relação com o nosso Pai Celestial. (Alcindo Almeida)