terça-feira, 30 de setembro de 2008

A vaidade do poder humano.......

A vaidade do poder humano
(Eclesiastes 3.16-22)
Reflexões em Eclesiastes

Neste final de semana (dia 05.10) na IP Pirituba às 18:30 - refletiremos em Eclesiastes.

Nunca se viu em toda a história da humanidade um culto ao ego tão exacerbado como nos dias atuais.....Como diz Leonardo Boff: Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Mas, só Deus quer ser menino.

Um abraço e até lá se o Pai permitir...
______________________________________________________
IGREJA PRESBITERIANA DE PIRITUBA
R. Joaquim de Oliveira Freitas, 2466

Deus se lembra das nossas ações na sua providência divina

-Texto para reflexão: Naquela mesma noite fugiu do rei o sono; então ele mandou trazer o livro de registro das crônicas, as quais se leram diante do rei. E achou-se escrito que Mordecai tinha denunciado Bigtã e Teres, dois dos eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado tirar a vida ao rei Assuero. E o rei perguntou: Que honra, ou dignidade, foi conferida a Mordecai por Isso? Responderam os moços do rei que o serviam: Coisa nenhuma se lhe fez (Ester 6.1-3).

Francis Schaeffer num artigo: “A Forma e Liberdade na Igreja” disse:
“São as verdades centrais da Palavra de Deus que fazem do cristianismo o cristianismo” (SCHAEFFER, Francis A. A forma e liberdade na igreja -A Missão da igreja no mundo de hoje. São Paulo: ABU, 1990, p. 212).
Há uma verdade preciosa que tem escapado da nossa realidade: Deus cuida de nós e nada acontece por acaso.
Vejam como Deus está conosco em todo tempo. Houve uma tentativa de assassinato do rei Assuero (Ester 2.19-23). Mardoqueu ouviu a conspiração e levou o caso a Este, que informou ao rei. Este serviço seria recompensado pelo rei. Só que por alguma razão não foi lembrado o ato de Mardoqueu. Mas, dentro da providência divina, no tempo oportuno o rei teve uma noite má e não pôde dormir. E um dos servos leu os livros dos feitos. E caiu exatamente na parte em que Mardoqueu defendeu o rei. E como era normal, o rei perguntou qual recompensa foi dada aquele homem. E os eunucos responderam ao rei: nenhuma!
Olhem a providência divina: o rei perguntou quem estava passando no pátio. Passava exatamente aquele que queria a cabeça de Mardoqueu, o maligno Hamã.
O rei manda chamá-lo e pergunta que honrarias daria a alguém que ele se agradasse. E Hamã pensando ser ele esse homem diz que ele deveria fazer as seguintes coisas:
1. Trajes reais que o rei tenha usado;
2. O cavalo em que o rei costuma andar deveria ser usado por Mardoqueu;
3. A coroa real deveria ser colocada na cabeça;
4. Deveriam ser entregues os trajes e o cavalo à mão dum dos príncipes mais nobres do rei;
5. Deveriam vestir aquele homem a quem o rei se agradava honrar.
6. Deveria andar montado pela praça da cidade,
7. Deveriam proclamar diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei se agrada honrar!
O que o rei disse o a Hamã? Apressa-te, toma os trajes e o cavalo como disseste, e faze assim para com o judeu Mordecai, que está sentado à porta do rei; e não deixes falhar coisa alguma de tudo quanto disseste.
Hamã tomou os trajes e o cavalo e vestiu a Mordecai, e o fez andar montado pela praça da cidade, e proclamou diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei se agrada honrar! O que aprendemos com isto?
Deus está no comando da vida humana. Às vezes, pensamos que Deus se esqueceu de nós de que ele não está vendo a nossa atitude de seriedade, de compromisso. E às vezes, perguntamos como muitos: Onde Deus está no meio de tudo isto?
Deus está no centro de tudo, ele está nos vendo em todo o tempo. Ele é o mesmo Deus da providência na vida de Mardoqueu. Ele não precisou fazer nada, mover uma palha para ser lembrado. Simplesmente ele fez o seu papel de servo de Deus protegendo a vida do rei. E no momento da providência divina, ele foi lembrado de maneira profunda e honrosa. Não se desespere na vida. Você diz: Ah eu tenho feito tanta coisa boa e ninguém me vê, ninguém me dá valor. Fiz tantas coisas boas e o pastor nem agradece. Deus, o Senhor não está preocupado comigo.
Deus está sim e no momento da providência dele, ele mostrará a recompensa pelos atos de bondade, de graça de misericórdia. Façamos como Mardoqueu, continuemos o trabalho de servo e no momento dele, veremos a recompensa na medida da graça de Deus!

_______________

Pr. Alcindo Almeida

Solidão: A fornalha da transformação


Henri Nouwen comenta sobre a solidão que é a fornalha da nossa transformação:

“A solidão é, assim, o lugar da grande luta e do grande encontro. Ela não é apenas um meio para alcançar um fim. É o lugar onde Cristo nos remodela à sua imagem e nos liberta das enganosas compulsões do mundo”.
[1]

A solidão que nos leva a compaixão leva-nos a solidariedade, nela “percebemos que as raízes de todos os conflitos, guerras, injustiças, crueldade, ódio, ciúme e inveja são inerentes ao nosso coração”. Na solidão, o coração de pedra se transforma em carne. Este momento de solidão de silêncio, para os pais do deserto, significa não apenas não falar, mas também uma postura diante de Deus e de nós mesmos. É um silêncio que nos habilita a ouvir, meditar e contemplar as obras e mistérios de Deus. Eles diziam: Um homem pode parecer silencioso, mas se em seu coração está condenando os outros, está falando sem cessar. Na meditação esotérica o silêncio é uma tentativa de esvaziar a mente; já na contemplação cristã, o silêncio é uma tentativa de esvaziar a mente dos pensamentos humanos e enchê-los com os pensamentos de Deus. "O silêncio é muito mais do que a ausência de fala. Essencialmente, silêncio é ouvir." O Salmo SI 46. 1 afirma: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus". O profeta também fala: O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra (Hb 2.20).
O silêncio e a contemplação na tradição cristã traduzem a postura que assumimos diante de Deus para ouvir-lhe a voz.

Os cristãos do passado entenderam melhor esta necessidade do coração e da alma humana, e desenvolveram ao longo da hist6ria uma forte tradição contemplativa. Para eles, a oração é muito mais uma questão de ouvir do que de falar. Ao invés de apresentar a Deus a "lista de supermercado", com súplicas e gratidão, eles procuram aguardar em silêncio para ouvir o que Deus tem a dizer, e então respondem em oração. Para eles, o grande exemplo de oração na Bíblia é Maria, mãe de Jesus, que apenas respondeu dizendo: Eis aqui a serva do Senhor; que se cumpra em mim segundo a sua vontade (Lc.1.38).

[1] NOUWEN, Henri. A Espiritualidade do deserto e o ministério contemporâneo – O caminho do coração. São Paulo: LOYOLA, 2000, p. 27

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Amando com coração puro, consciência tranqüila e fé sem hipocrisia


- Texto para reflexão: Mas o fim desta admoestação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé não fingida (I Tim. 1.5).

Estamos carentes de uma geração que ama, que acolha com afeto e sinceridade o próximo. Estamos carentes de pessoas que reconheçam a sua pequenez, a sua miséria de serem pecadoras e dependentes da graça de Deus. Estamos carentes de pessoas que reconheçam a graça abundante de Deus em sua vida pelo fato de terem sido escolhidas para a obra dele.
Estamos carentes de pessoas que abracem a causa de Cristo e combatam o bom combate dele. Estamos carentes de líderes assim e servos de Deus com este caráter, com esta fé. Por isso, Paulo escreve conselhos a Timóteo, para que reflita e assim, seja um praticante destas verdades na presença do Pai.
Paulo dá algumas ordens do Pai, do eterno da vida de Timóteo, para que o jovem pastor ser bem sucedido na vida cristã.
A primeira observação de Paulo é quanto ao amor, este deve ser praticado com um coração puro. Para o judeu, o coração indicava o homem interior, a fonte da vida. Então, o ensinamento é que o amor proceda do interior do homem. Timóteo deveria andar com uma ordem no coração, amor sincero.
A segunda observação de Paulo é que a amor seja praticado com uma consciência absolutamente tranqüila. Ora, isto era muito fácil para quem praticava o amor com um coração puro. Pois, quem tinha a pureza no seu interior poderia exercitar o amor sem nenhum peso na consciência.
[1] As obras assim, são boas para com o próximo porque o que prevalece na consciência é o desejo do bem para com ele. Uma boa consciência tem em mente só a retidão e a bondade para com o próximo, questão decorrente de um coração que é puro e sincero diante de Deus.
A terceira observação de Paulo é que o amor seja praticado com uma fé sem hipocrisia. Ora, para quem tem um coração sincero, uma boa consciência, o resultado será uma fé sem teatralização, sem falsidade. A fé verdadeira dada pelo Espírito Santo opera pelo amor (Gal. 5.6).
Temos que tomar cuidado para que o amor entre nós não seja apenas um conceito, porque se não, deixaremos de lado o ensino e a exortação de que devemos amar com um coração puro, com uma boa consciência e uma fé sem hipocrisia. Não nos esqueçamos de que muitos têm sido destruídos na vida por causa da nossa falsidade, por causa da fé fingida, por causa da má consciência.
A falta de coração puro tem levado igrejas a uma grande destruição e causas terríveis. Portanto, peçamos ao Senhor para que nos ajude a ter um senso de arrependimento e quebrantamento para que não tenhamos corações impuros, consciências sujas e fé com hipocrisia.
O cristianismo tem como essência uma vida de amor sincero, uma consciência diferente desta que sonega, que se envolve com a corrupção. Tem como essência uma fé genuína e verdadeira. Uma fé que carrega no seu interior verdade e caráter. Uma fé sem fingimento, sem falsidade. Esta exortação é para todos nós que nos identificamos como cristãos de Jesus de Nazaré. Então, que ele nos dê graça para andarmos com amor sincero, com uma consciência limpa e uma fé sem falsidade.

[1] R. N. Champlin - Comentário sobre I Timóteo. São Paulo: CANDEIA, Vol. 5, 1995, p. 281.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O ensino de Jesus sobre o perdão em Mateus 18:15-35


 Perdão: remissão de pena, desculpa, indulto
 Perdoar: desculpar, absolver, poupar, conceder perdão
 Culpa: conduta negligente ou imprudente, sem propósito de lesar, mas da qual proveio dano a outrem.

“Se teu irmão pecar contra você, vai argüi-lo entre você e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. (...) Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.” Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”

Este texto, que descreve o ensino de Jesus sobre o perdão, nos alerta sobre a necessidade individual de cada um em manter a comunhão com o próximo e com Deus, nosso pai celestial.
A perplexidade do apóstolo Pedro, que levou a perguntar a Jesus quantas vezes deveria perdoar, teve origem a afirmativa de Jesus feita anteriormente, ou seja, nosso relacionamento com Deus é função do nosso relacionamento com o nosso próximo (irmão, marido, mulher, filho, amigo, etc.).
Deus nos criou para o relacionamento com Ele e com os outros (relacionamentos interpessoais e principalmente relacionamentos familiares). Na carta de Tiago, ele diz que as guerras e contendas procedem do pecado que habita em nós através da cobiça, inveja, soberba e de todo o mal procedente da natureza humana pecaminosa.
E, devido a essa natureza humana, temos dificuldade em perdoar aquele ou aquela que nos ofende ou nos causa qualquer tipo de prejuízo financeiro, físico, moral ou ético.
O conceito de perdão no ensino de Jesus no Novo Testamento e, particularmente neste texto de Mateus 18, está relacionado com o amor de Deus que deve ser considerado como exemplo para nosso comportamento e atitude para com aqueles que, eventualmente, tenham cometido algum erro ou pecado contra nós.
O perdão em qualquer sentido que queiramos atribuir à palavra, pressupõe o senso de culpa, que nada mais é do que uma consciência de dívida que nos prende ao credor e, em conseqüência, nos faz aprisionados devido ao nosso orgulho e arrogância quando não perdoamos ao nosso ofensor.
O natural da reação humana com relação a uma ofensa é retribuir de igual modo ou com maior violência a falta recebida. Entretanto, se quisermos ter saúde física e espiritual, teremos que obedecer ao ensino de Jesus dado através deste texto neste diálogo com o apóstolo Pedro.

“Até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”

Pedro pensou que a sua sugestão seria aceita por Cristo Jesus, pois sem dúvida representava um grande avanço em relação ao ensino profético dado pelos escribas e fariseus. Porém, a resposta de Jesus o deixa perplexo e confuso e, até certo ponto, decepcionado. Jesus estava querendo demonstrar que para usarmos de perdão para com aqueles que nos ofendem, é preciso ter o amor de Deus no coração. E só pode desfrutar deste amor aquele que já tem recebido de Deus esse amor manifesto através do seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.
A história bíblica da vida de José do Egito é um exemplo de perdão por maus tratos recebidos de seus irmãos. Por duas vezes ele declara que pela providência divina ele veio para o Egito e pôde cuidar de toda a sua família. Mesmo após a morte de seu pai Jacó, os irmãos estavam temerosos de uma represália de José, mas ele repete a expressão: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém, Deus o tornou em bem, para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Não temais, pois eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos.”

O perdão é, pois, um privilégio para aquele que tem aprendido e repetido a oração ensinada por Jesus do Pai Nosso, pois quando não sabemos perdoar tão pouco receberemos o perdão do nosso pai celestial, o Deus Eterno.

Termino esta meditação citando uma poesia do Pr. Caio Fábio de Araujo Filho:

Falar de perdão é falar de Deus,
É falar da graça
É falar da capacidade de oferecer aos outros
Uma memória apagada,
Sem registros, sem mágoas,
E sem as tatuagens do ressentimento.

Perdoar e deixar o outro nascer de novo na nossa própria história,
Sem as memórias que fizeram dele uma desagradável lembrança.

Falar de perdão é falar de um alto padrão
É falar de algo que o mundo não ensina,
É falar daquilo que a natureza caída do cosmos não criou
Nem por seleção natural,
Nem por geração espontânea,
Porque não se aprende o perdão nas leis da natureza.

Falar de perdão é falar de vida,
De saúde, de paz e da verdadeira humanidade individual
Que se transforma na semelhança de Deus,
Pois quem não perdoa,
Adoece e se deforma como gente.

Falar de perdão é falar do sentimento essencial
Para se viver com o coração descoberto
Neste mundo de pressões e de facas afiadas.
Falar de perdão é falar de Jesus e dos homens que com Ele almejam ficar parecidos.
Falar de perdão é falar da nossa pobre, frágil e caída humanidade individual.
Falar de perdão é falar de Deus na minha e na sua vida.

“E, indignando-se o seu Senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoares cada um a seu irmão.”

Deus o abençoe!
____________________
Pr. Carlos Alberto

Pensamento


“Quem nada conhece, nada ama. Quem, nada pode fazer, nada compreende. Quem nada compreende, nada vale. Mas quem compreende também ama, observa, vê... Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa tanto maior o amor” (Para Celso).

___________________________________
(Erich Fromm. A arte de amar.)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Uma reforma espiritual


- Texto para reflexão: Pois no oitavo ano do seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e no duodécimo ano começou a purificar Judá e Jerusalém, dos altos, dos aserins e das imagens esculpidas e de fundição. Foram derribados na presença dele os altares dos baalins; e ele derribou os altares de incenso que estavam acima deles; os aserins e as imagens esculpidas e de fundição ele os quebrou e reduziu a pó, que espargiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado. E os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares; e purificou Judá e Jerusalém. E nas cidades de Manassés, de Efraim, de Simeão e ainda até Naftali, em seus lugares assolados ao redor, derribou os altares, reduziu a pó os aserins e as imagens esculpidas, e cortou todos os altares de incenso por toda a terra de Israel. Então, voltou para Jerusalém (II Cron. 34.3-7).

Há algo que Deus não requer na igreja: acalorados programas e programações frenéticas. Ele deseja somente que seu povo o conheça mais intimamente (CARSON, D. A. Um chamado à reforma espiritual. São Paulo: Cep, 2008).
Uma reforma espiritual é que necessitamos na vida diante de Deus. Os cristãos da atualidade ainda podem alcançar a convicção que Paulo desfrutou seguindo seus princípios de vida e sua busca por uma profunda experiência espiritual através da Palavra e da oração.
Precisamos buscar ao Senhor através da Palavra e da oração, pois, por meios delas encontramos o nosso verdadeiro significado, temos um vislumbre do que é ser reto e puro diante de Deus Pai.
Através da busca do Pai morremos de fato para o mundo e para as suas ilusões e passamos a viver na luz curadora de Cristo o nosso Senhor.
Josias entendeu isto no seu coração e depois de um processo de busca do caráter de Deus alguns atos foram feitos por ele:

1. Ele restaurou a casa do Senhor:
Josias tira a idolatria e restaura a casa do Senhor, separa o dinheiro para tal obra. Separa o sumo sacerdote Hilquias para cuidar disto. E o texto diz no versículo 12 que os homens procederam fielmente na obra.
Acredito que Deus queira fazer isto não em casas ou em templos humanos. Mas, nos nossos templos do coração. Talvez o seu templo precise de uma restauração. Talvez o altar do seu coração precisa de uma reforma e de uma renovação. O caminho para isto é a retidão, o arrependimento e a busca da purificação diante do Deus Pai.
Onde é necessária uma reforma em nosso coração?
Onde precisamos nos arrepender diante de Deus?
Será que o nosso orgulho tem nos atrapalhado na caminhada com Deus?
Será que a falta de compromisso tem atrapalhado um envolvimento maior no Reino de Deus?
O que precisa de uma reforma espiritual?
Vejam Josias era uma criança quando começou a reinar. Aos 20 anos destruiu os altares de idolatria de Judá e Jerusalém (versículo 3). Ele reinou em Israel durante 31 anos. Foi próspero, agradou o Senhor em tudo o que desenvolveu, conquistou discípulos e mesmo depois de sua morte ele foi honrado até mesmo pelo profeta Jeremias.
Ele foi fiel na casa do Senhor!

2. Ele se prostrou diante das palavras da Lei do Senhor:
O texto nos informa mais adiante que, de repente, Hilquias está fazendo a reforma e encontra o livro da Lei dada por Moisés (versículo 14). Daí, Safã lê o livro na presença do rei. E a atitude de Josias é de humilhação e de reconhecimento da grandeza de Deus na sua vida.
O texto diz no versículo 19: Quando o rei ouviu as palavras da lei, rasgou as suas vestes. Ele pede para os homens de Deus consultarem ao Senhor imediatamente por ele e pelo povo (versículo 21). E consultaram a profetisa Hulda e a resposta foi a seguinte: Todavia ao rei de Judá, que vos enviou para consultar ao Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Quanto às palavras que ouviste, porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor. Eis que te ajuntarei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes. E voltaram com esta resposta ao rei.
A humilhação não é geralmente uma experiência agradável, visto que diminui o nosso e
go por completo. Mas, no Reino de Deus só há espaço para aqueles que se prostram e se humilham reconhecendo a grandeza e o poder de Deus.
Josias percebe que havia a necessidade de olhar para o Livro Sagrado e viver pela vontade de Deus. E na sua limitação como homem, ele reconhece que não é capaz sozinho e a sua atitude é de se prostrar diante de Deus.
Depois o texto diz que Josias fez aliança com o Senhor para juntamente com todo o povo seguirem ao Senhor. E finalmente houve festa na páscoa celebrada perante o Senhor Deus.
Que a graça do Pai caia sobre nós para que imitemos este rei reto e temente ao Senhor!

__________________

Pr. Alcindo Almeida

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A busca pelo poder na vida é infatilidade

- Texto para reflexão: Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal (Gn. 3.5). 

Satanás sabia que oferecendo a Eva a idéia do fruto proibido não constituiria um prazer em si mesmo. Ele sabia que a idéia de riqueza não traria atração para Eva. Mas, quando ele fala do poder de conhecer como Deus mexeu com a sensibilidade e vulnerabilidade na vida dela. Esta frase foi lá no fundo do coração de Eva: E sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. 
A serpente abriu a cortina da sala da eternidade e convidou Eva de maneira gentil para se sentar. Foi mais ou menos assim: Eva, você está vendo a coroa de Deus? Pegue é sua! Eva, você está vendo o cetro de Deus e o seu manto? Pegue-os são seus! Isto é o processo de ter um nome de ter o poder no controle da vida. 
E o Diabo é astuto em querer nos levar ao poder sempre. Eva morde a isca e cai direitinho! Esta é uma crise que vivemos todos os dias. A crise do poder. É o outro que consegue mais coisas do que eu. É o amigo que tem MBA e não tenho. É a moça que é casa com o rapaz que ganha 30 mil por mês. 
É o pastor que tem sucesso e eu não tenho. É a aquela mulher que consegue fazer lipoaspiração e eu não! Enfim, as demandas que nos convidam para uma vida de poder são enormes. Tudo que está além de nós e é mais do que aquilo que podemos ter, gera em nós o desejo pelo poder. A demanda disto tudo é: Conseguir o que queremos a qualquer preço. Mas, é bom percebermos que o sereis como Deus só nos leva para um fim: futilidade. Porque o poder absoluto, o poder de termos controle, o poder de conquistar tudo o que queremos na vida é algo inatingível. 
Como diz Max Lucado: “O mastro que conduz ao topo é escorregadio, e os degraus da escada são feitos de papelão. Porque quando chegamos ao topo o único caminho de volta é a descida” (LUCADO, Max. Aplauso do céu. São Paulo: Hagnos, 2005, p. 162). E descer é sempre doloroso porque o preço pago para a subida é caro demais! Quando olhamos para os grandes nomes de sucesso percebemos esta realidade. Vejam um deles: Muhammad Ali. 
Ele foi um pugilista norte-americano (17/1/1942-), primeiro boxeador a conquistar três vezes o título mundial dos pesos pesados. Começa a carreira aos 12 anos e vence a União Atlética Amadora na categoria meio-pesado em 1960. Torna-se profissional e chega ao título mundial dos pesados em 1964. 
No mesmo ano se converte ao islamismo e muda de nome. Em 1967 derrota Ernie Terrel, campeão da Associação Mundial de Boxe. Ao se recusar a prestar serviço militar na Guerra do Vietnã, tem o título cassado e é proibido de lutar. Em 1971, autorizado a voltar aos ringues, enfrenta o campeão Joe Frazier, mas perde por pontos. Vence um novo combate contra Frazier, três anos depois, e conquista o direito de enfrentar o então campeão George Foreman. 
No dia 30 de outubro de 1974 nocauteia Foreman no oitavo assalto, e se torna outra vez campeão. Perde o título pela segunda vez, para Leon Spinks, em fevereiro de 1978 e o recupera sete meses depois, estabelecendo seu recorde. Em 1979 anuncia o afastamento do boxe. Este homem teve 56 vitórias na carreira, 37 por nocaute. 
Em 1984 se confirmava que sofria de encefalopatia crônica, doença típica de boxeadores. Ele apresentava imobilidade da face e dificuldade para caminhar e se equilibrar. Este homem sai do glamour para um espaço de solidão. E ele chegou a dizer: Eu tive o mundo nas mãos e de nada adiantou. Vejam agora como estou! Lembrem-se de algumas verdades sobre a busca infantil pelo poder:

1. O mastro do poder é escorregadio: O mundo atual caminha em uma velocidade assustadora. Mudanças cada vez mais constantes desafiam os cristãos de todo o mundo a permanecerem fiéis aos ensinos bíblicos e ao mesmo tempo, buscar as respostas para os grandes questionamentos da sociedade. O mundo busca ardentemente influenciar as pessoas a subir. 
A ter a sensação de estar sempre na ponta do mastro. Cuidado é a palavra profunda para nós cristãos. O poder tem preço alto como teve para Adão e Eva, eles subiram até o topo, mas o escorregão foi grande demais. Eles perderam a comunhão e a vida de Deus sempre presente neles. Se existe uma área onde precisamos dar atenção é a disciplina de habitar na presença de Deus. E esta disciplina se chama oração. Pois, nela evitamos querer subir no mastro do poder. 
A oração nos mantém onde devemos estar no chão. Somente enraizados na Palavra de Deus e nela meditando de dia e de noite, seremos cristãos maduros que não são iludidos pela infantilidade do poder.
Cuidado: a vanglória é o predicado definido de um pecador oco de significado. Saibamos que a obra prima do diabo é nos levar a ter um bom conceito de nós mesmos. Daí ele fica nos tentando para buscar o poder e o sucesso com a ilusão de que podemos tudo. 

2. O poder é sempre solitário: Saibamos que a subida até o topo nos faz pessoas solitárias. Porque podemos até chegar lá. Mas, perceberemos que este caminho é solitário. Porque ele traz a nós a soberba, o que nos distancia das pessoas e de Deus. 
Ele traz o orgulho, porque quando possuímos mais do que os outros, olhamos para as pessoas que se fossem menores do que nós. E daí elas não nos suportam e ficamos sós. Cuidado, o sucesso do poder é sempre solitário. O precioso na vida é cultivarmos a dependência e a humildade perante aquele que é o todo poderoso e dono absoluto da nossa vida!
É bom que busquemos a graça de Deus porque ela esvazia o soberbo, tornando-o verdadeiramente humilde na presença do criador. "Sem a graça nos tornamos altivos demais. Porque o pecado nos fez pessoas profundamente altivas e orgulhosas." (PARANAGUÁ, Glênio Fonseca. A Tara na Balança - A verdade com mais exatidão Londrina: Editora Ide, 2007, p.128)
A humildade é um resultado poderoso da graça de Deus na vida de um pecador. Então, busquemos o poder da graça e não o poder da altivez e da soberba! (Alcindo Almeida)

domingo, 21 de setembro de 2008

A obesidade do ego - Glênio Fonseca Paranaguá


A descendência de Adão encontra-se contaminada pela síndrome de altar. (...) Somos uma raça que gosta de viver em destaque. (...) O ser humano comum sente anseio pela celebridade e não gosta da sombra do ostracismo. (...) O exibicionismo no palco é uma deformação que denota obesidade do ego, em conseqüência da teimosia dominante do pecado original. (...) O gênero adâmico é presunçoso ao extremo e não concorda com a fronteira da insignificância. (...) Ninguém gosta de viver à margem do êxito e das lentes de observação. O velho homem, espécie gerada no útero da rebeldia no Éden, não aceita viver no deserto social ou afastado das luzes da ribalta. Ele pode até aturar essa condição por falta de escolha, mas não é de bom grado. A expectativa reservada no seu interior é sempre de uma visibilidade pública e de prestígio diante da coletividade. Muitos não querem perder a sua privacidade, mesmo assim, não gostam de viver na carceragem do anonimato. O risco da elevação é você alcançar o alto da escala e então perceber que ela se encontra apoiada numa parede errada. Ninguém que tenha comunhão com Cristo deveria aspirar ao pódio, uma vez que ele viveu aqui na terra almejando apenas glorificar ao Pai, sem qualquer glamour ou necessidade de consideração especial. A glória de Cristo na terra era viver para a glória do Pai.

____________________________

(Frases retiradas do artigo “Desapeando do pedestal”, de Glênio Fonseca Paranaguá, pastor da Primeira Igreja Batista de Londrina, publicado na edição de abril de 2008 de “Palavra da Cruz”).
Fonte: Revista Ultimato. Edição Setembro/Outubro 2008.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Frase preciosa de Lucado........


“Em breve você estará em casa. Talvez ainda não tenha notado, mas está cada vez mais perto de casa. Cada momento é um passo dado. Cada respiração é uma página virada. Cada dia é um quilômetro percorrido, uma montanha escalada. Você está mais perto de casa do que imagina. Antes que você perceba, seu dia marcado chegará; você descerá a rampa e entrará na Cidade. Verá rostos familiares aguardando por você. Ouvirá seu nome ser proferido por aqueles que o amam. E, talvez, digo talvez - no fundo, atrás da multidão - Aquele que preferiu morrer a viver sem você retirará as mãos feridas de dentro de seu manto celestial e… aplaudirá".

(LUCADO, Max. Aplauso do céu. São Paulo: Hagnos, 2005).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pensando nos aspectos da eternidade


- Texto para reflexão: O homem, nascido da mulher, é de bem poucos dias e cheio de inquietação. Sai como a flor e se seca; foge também como a sombra e não permanece (Jó 14.1-2).

Algo que nos faz refletir sobre o dia do nascimento de alguém é que o nascimento traduz a depravação na raça humana que está neste mundo.
Quando olhamos para as palavras de Davi percebemos algo sério: Eis que em iniqüidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe (Salmo 51.5). Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras (Salmo 58.3).
A vida passa sempre pelo processo de depravação. Então temos guerras, tristezas, doenças, violência, poluição, a vida de algumas pessoas que permanecem num ódio cruel. Vemos a natureza gemendo e aguardando a sua redenção exatamente por causa desta depravação, desta situação que a culpa de Adão e Eva causou na criação. Daí a nossa conclusão quando Salomão fala que a morte é melhor do que o dia do nascimento é que a morte remove essa depravação de nós no sentido de não estarmos mais neste corpo de corrupção. Quando analisamos desta maneira entendemos o que Paulo quer dizer quando afirma: Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho.
O texto que me chama a atenção é o que Jó disse neste capítulo 14.1-2. A reflexão de Jó neste texto é que nenhum estágio da vida, da infância à sepultura é isento de inquietações. A vida humana é lisonjeira em seu princípio, pois, ela vem como uma flor, mas ela é breve vai embora e parte sem retorno.
A morte leva o cristão a repensar sobre os aspectos da eternidade. Salomão fala que na casa do luto se vê o fim de todos os seres humanos. Na hora da morte pensamos mais sobre a eternidade e sobre o nosso estado espiritual. A realidade da morte nos faz repousar na certeza de que há um descanso eterno para nós como o Livro de Apocalipse afirma no capítulo 14.13: E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito para que descansem dos seus trabalhos e as suas obras os sigam.
Neste texto aprendemos que a morte é a entrada para a perfeição ou glória eterna. Aprendemos que na casa do luto somos mais autênticos e entendemos melhor o significado real da morte. No meio da alegria e da festa refletimos menos sobre o verdadeiro significado da vida, que é o encontro com o divino.
Isto me faz lembrar de um belo filme que vi há algum tempo Encontro Marcado
[1]. Alguns dias antes de completar 65 anos, William Parrish (A. Hopkins) começa a perceber sinais de que sua morte está próxima. Poucos dias depois ele recebe a visita da própria morte que tomou o corpo de um jovem (Pitt) e assumiu a identidade de Joe Black. A Morte intrigada com o temor que causa as pessoas faz um acordo com Parrish, vai acompanhá-lo por alguns dias para descobrir a razão desse medo e conhecer mais sobre a vida dos mortais.
Há uma grande lição no filme quando Parrish aprende muito mais sobre o significado de si mesmo através da realidade iminente da morte. Talvez seja por isso que Salomão afirma para nós que o coração dos sábios está na casa do luto. Porque neste local pensamos mais seriamente sobre os valores do Reino de Deus. Pensamos sobre a nossa limitação da vida. Pensamos mais sobre a necessidade de buscarmos um relacionamento mais profundo com aquele que é dono da nossa vida e respiração.
Pensamos melhor sobre o cuidado com o prazer que passa tão rápido sobre nós. Pensamos que não somos infinitos aqui na terra. Um dia a nossa respiração se findará e nos encontraremos de fato com o criador celestial.
Você tem pensado sobre a sua vida na presença de Deus?
Você tem pensado que hoje pode ser o último dia de respiração?

Diante desta realidade você está preparado para se encontrar com o criador?


_____________
[1] Filme: Encontro Marcado. (Meet Joe Black, EUA - 1998). Atores: Brad Pitt (Joe Black). Anthony Hopkins (William Parrish). Claire Forlani (Susan Parrish). Direção: Martin Brest.


Alcindo Almeida - IP Pirituba

DESENVOLVA UMA CONSCIÊNCIA TRANQÜILA


Texto para reflexão: Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens (Atos dos Apóstolos 24.16).

A vida é feita de relacionamentos, e isso a torna complexa e, muitas vezes, difícil e cheia de desafios.
Mas não há nada melhor do que viver! O desafio é viver em uma sociedade tão frágil de princípios e valores como a nossa.
Lembro-me de uma entrevista que li de Peter Singer, filósofo australiano (Revista Veja, Edição de 21/02/2007), onde ele fazia a seguinte ponderação sobre a ética nos relacionamentos em nossa sociedade: “O que pode causar o enfraquecimento dos valores éticos numa sociedade? A ética é um exercício diário; precisa ser praticado no cotidiano. Só assim ela pode se afirmar em sua plenitude numa sociedade. Se uma pessoa não respeita o próximo, não cumpre as leis de convivência, não paga seus impostos ou não obedece às leis de trânsito, ela não é ética. Num primeiro momento, pequenas infrações isoladas parecem não ter importância. Mas, ao longo do tempo, a moral da comunidade é afetada em todas as suas esferas. Chamo isso de circulo ético”.
E como responder a essas situações em nosso dia a dia? Como lidar com as circunstancias desagradáveis que se revelam nos relacionamentos humanos em que estamos inseridos?
Penso que a recomendação de Paulo, o apóstolo do Senhor Jesus, usada em sua defesa junto ao governador romano Félix, serve de um precioso referencial para nossas vidas.
Ele disse: “Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens”.
E como isso acontece em nossas vidas?

Ela é formada de hábitos puros.
Entenda-se por consciência o fazer um julgamento moral a respeito de si mesmo ou de um ato praticado.
Ou, como escreveu Oswald Chambers, em “Tudo para Ele” (Ed Betânia, pág 105): “A consciência é a faculdade que se prende ao mais elevado conhecimento que possuo, e me diz o que esse conhecimento exige que eu faça. São os olhos da alma, voltados para Deus ou para o que ela considera mais elevado.”
Isso traz consigo um agravante, pois, os registros da consciência diferem de pessoa para pessoa. Portanto, trará consigo o desconforto de termos que lidar com uma das crises mais presentes no ser humano: sua ambição egoísta.
Admita: a maioria das coisas que você faz é motivada por uma ambição egoísta. O que vou ganhar se fizer isso? Que vantagem levo? Ganho alguma coisa? Se não tem nada para mim, estou fora!
Isso tem influenciado nossas atitudes. Facilmente censuramos os erros dos outros e, ao mesmo tempo, justificamos os nossos. Se alguém faz alguma coisa remotamente errada, na hora aponto o dedo, mas se quem comete o erro sou eu, sou mais ligeiro ainda em dar uma desculpa. Ao mesmo tempo em que julgo os outros pelas ações, julgo a mim mesmo por minhas “sempre boas” intenções.
É preciso desenvolver hábitos puros!

Ela deve ser expressa em atitudes diante dos homens.
Quando começamos a formar um hábito, temos consciência disso. O grande desafio é transformá-lo de consciente em atitude característica de nossa própria personalidade.
“A vida em torno do “falso eu” gera o desejo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça”. Brennam Manning (autor de “O Evangelho Maltrapilho”).
Como desenvolver uma consciência tranqüila, se criamos uma “versão” de nós mesmos apenas para o consumo dos outros, mas que em nada reflete quem verdadeiramente somos?
Como se expressou o Visconde de Itararé: “O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro”.
Está-lhe faltando alguma virtude? Reconheça essa lacuna e então procure oportunidades de desenvolver a virtude a ser acrescentada à sua vida.

Ela deve refletir a natureza divina em nós.
Há situações na sua vida em que você não se sente à vontade com Deus? Deixe que Deus opere nessa situação até que, nela, você passe a sentir-se à vontade com Ele, e a vida se tornará simples como a de uma criança.
Como desenvolver uma consciência tranqüila ante a mentira? Ou uma atitude egoísta? Ou um falso testemunho contra alguém?
Consciência tranqüila trará consigo, muitas vezes, um custo. Obedecer aos princípios e desígnios de Deus pode não ser tão agradável quanto seguir o curso de nossa sociedade.
A experiência de caminhar com Deus se traduz na busca por hábitos puros e saudáveis, manifestos em atitudes transformadoras de nosso caráter e motivadoras de uma relação disposta a ouvir a voz de Deus à nossa consciência, mantendo-a sensível e mantendo nosso coração aberto a Deus.
Por isso, cuidado. Sempre que se sentir inclinado a questionar: “Por que não posso fazer isto?”, pare logo. Você está no caminho errado. Quando a consciência fala, não pode haver discussão. Se permitir que qualquer coisa obscureça sua íntima comunhão com Deus, quem perde é você.
Seja lá o que for, pare e procure manter bem nítida sua visão interior e sua relação com Deus.

Concluindo,
“Não podemos fazer muito em relação è extensão da nossa vida, mas podemos fazer o suficiente em relação à sua largura e profundidade”. Evan Esar
Alguém disse com propriedade: “Não procure mais dias em sua vida, e, sim, mais vida em seus dias”.
Você está diante de um desafio: desenvolva uma consciência tranqüila!
Que Deus o abençoe rica e abundantemente!
Em Cristo,
Rev. Hilder C Stutz

sábado, 13 de setembro de 2008

O “mas” de Deus é importante para o nosso crescimento espiritual


- Texto para reflexão: Então o rei Davi se pôs em pé, e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Em meu coração havia eu proposto edificar uma casa de repouso para a arca do pacto de Senhor, e para o escabelo dos pés do nosso Deus, e tinha feito os preparativos para edificá-la. Mas, Deus me disse: Tu não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e tens derramado muito sangue (I Crônicas 28.2-3).

A frase forte no texto é: Eu tinha no coração o propósito...Todo mundo ouve esta frase do velho Davi. Todos os conselheiros e servos dele o aprovam, inclusive Natã – o profeta. Ele queria construir um templo para o Senhor. Ele queria proteger a Arca da aliança. O que ele fez no reinado de Jerusalém ele desejava para as demandas espirituais. Ele tinha no coração o propósito de construir um templo para o seu Deus. Tudo estava projetado no seu coração. Mas, Deus disse não.
É interessante que no capítulo 17 foi tratado sobre o desejo de Davi construir o templo para o Senhor. E o assunto era tão relevante para Davi que ele se coloca em pé e se dirige aos irmãos e seu povo. O seu coração está derramado diante da situação de querer edificar uma casa para Deus. O seu projeto era:
· Casa de repouso para a arca da aliança: a arca estava vagando de lugar em lugar. Finalmente estava em Jerusalém e este era o lugar central do culto divino. Então a preocupação de Davi era válida demais.
· Para o estrado dos pés do nosso Deus: o céu é o trono do Senhor, mas ele se manifesta abaixo, na terra, pondo seu escabelo no templo onde ele manifesta sua presença de maneira especial (CHAMPLIN, 2001, p. 1631).
· Ele preparou tudo como mostra no capítulo 29 de I Crônicas.
Ele fez tudo isto e veio para ele o “mas” de Deus para o seu coração. O texto afirma que ele tinha o propósito no coração de construir este templo com todos estes detalhes e preocupações, então aparece a conjunção celestial “mas”. Ele era um guerreiro que matou muita gente e por isso não poderia. Havia planos para a descendência de Davi e não para ele. E desta maneira ele teve de crescer com o mas de Deus.
Davi tinha no coração o propósito e fazia planos, mas, Deus não quis desta maneira!
É como a história de um jovem casal que transformou uma sala num quarto de bebês. Forraram as paredes com papel decorativo e toda a família ficou na expectativa! Nasceu o pequeno Lucas e estava morto e agora o pequeno João Pedro prematuro com 6 meses está na UTI. Esse casal de amigos tinha no coração o propósito e fazia planos, mas, Deus não quis desta maneira!
Um rapaz sonhador fez Teologia no Mackenzie e aos 29 anos de idade queria ser capelão na Marinha. O nome dele era Peron Afonso Gutierrez, meu grande amigo. Ele tinha no coração o propósito e fazia planos, mas, esta conjunção divina de Deus não quis desta maneira!
Você já parou para refletir que o mas de Deus provoca crescimento em nosso viver. Quem poderia imaginar que esta experiência negativa produziria crescimento e maior dependência no coração de Davi.
Vejam que ele resolveu aumentar a preocupação e os detalhes para a construção do templo que seria feita pelo seu descendente!
O que fazemos com os momentos de vida em que os mas de Deus mais aparecem? Rebelamo-nos contra ele ou aprendemos mais com ele?
Que Deus nos ensine através do mas dele!

Alcindo Almeida

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A excelência na vida cristã


- Texto para relfexão: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus (Mateus 5.20).

Nesta última sexta-feira acordei pensando no céu. Ouvi esta canção de Gerson Borges:
Estrangeiros. Ela tem uma letra que nos faz pensar seriamente no nosso papel aqui na terra. A letra diz:

Eu queria um mundo de paz
E que ninguém se sentisse só
Mas a coisa é bem diferente
De repente lembro da mulher de Ló
Eu não teria saudades daqui
Subir com Cristo será melhor
Somos estrangeiros, nossa casa não é aqui

Este mundo não é nosso país
Somos forasteiros, somos viajantes
Nossa pátria é bem mais feliz
Eu queria não ver tanta dor
Que o sofrimento chegasse ao fim
Mas a coisa é bem diferente
Se eu tivesse asas como um Serafim
Eu não teria saudades daquiVoava embora que bom pra mim

Uma parte da letra diz que somos estrangeiros, nossa casa não é aqui. Este mundo não é nosso país. Somos forasteiros, somos viajantes e nossa pátria é bem mais feliz. Então vem a nossa mente que somos filhos do eterno Deus e cidadãos do Reino. Daí a necessidade de expressarmos com a nossa própria vida os valores de um povo que serve de fato ao Deus santo e justo. Um povo que não é daqui, mas vive na excelência do Reino. Vive na espera do Reino como se já tivesse vindo no sentido de eternidade e aparecimento do Senhor Jesus.
Quando os nossos corações são transformados pela graça divina, vemos o mundo de uma forma diferente e somos levados a agir com a graça do Evangelho que produz verdade e retidão nas pessoas.

Por meio da graça transformadora de Deus, somos capacitados para buscar uma vida de justiça não em função das forças que temos, mas pelos méritos de Cristo.
O convite de Jesus neste texto é para que tenhamos uma palavra na nossa vida sempre: retidão.


_____________

Alcindo Almeida

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Deus nos amou em Jesus


- Texto para reflexão: Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermi­dades e sobre si levou as nossas doenças; contu­do nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feri­das fomos curados (Isaías 53.4-5).

Uma frase que ecoa no meu coração é: Ele tomou sobre si nossas enfermidades.
Creio que há uma grande discussão sobre este texto. Porque alguns defendem que Jesus levou na cruz as nossas enfermidades da carne. E por isso, dizem alguns teólogos que podemos orar pela cura que ele é certa.
Não deixo de acreditar que está implicita a realidade de Cristo ter levado as enfermidades do físico, Mas, quero crer e ser confortado com a firme convic­ção de que as piores enfermidades que o nosso amado Senhor levou na cruz foram as da alma e do nosso caráter cruel por causa do pecado. Ele levou as injustiças da humanas sobre a cruz.
A cruz foi o maior ato de Deus para nos alcançar, e é aqui que nos identificamos mais intimamente com Cristo. Obviamente, não temos como repetir sua experiência, mas podemos nos iden­tificar com suas feridas. Conforme aprenderemos, Cristo foi abandonado para que fôssemos acolhidos. Ele experimentou o inferno para que pudéssemos ex­perimentar o céu.
Tudo que há de ruim como efeito do pecado do Éden foi lançado sobre o Cristo no madeiro. O texto afirma: Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades.
A cruz lembra que nossa auto-condenação deve ter um fim. Já não precisamos ficar lembrando o pas­sado. Não precisamos nos lembrar mais das mentiras que praticamos e que ofenderam a Deus. Não precisamos nos lembrar mais daqueles pensamentos terríveis que praticamos e que ofenderam a Deus. Não devemos pensar que Deus nos vê como nós nos vemos. Porque ele pagou o preço da nossa pena em Jesus Cristo. Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões. Jesus literalmente foi esmagado por causa de nossas iniqüidades.
Nós temos o perdão por causa do pagamento alto que Jesus teve no Calvário. Ele foi esmagado, humilhado, esbofeteado, escarnecido para nos trazer a graça do perdão divino. As nossas marcas terríveis de pecado foram lançadas sobre ele no madeiro para que tivéssemos acesso ao Pai.
Richard Foster escreveu: "Hoje o coração de Deus é uma ferida de amor aberta. Ele sente dor com nosso distanciamento e se preocupa. Lamenta por não nos aproximarmos dele. Entristece-se por ter­mos esquecido dele. Chora ao ver nossa obsessão por querer mais e mais. Anseia pela nossa presen­ça" (LUTZER, Erwin W.. Os brados da cruz. São Paulo: Editora Vida, 1987, p21).
Ele foi preso por nós, ferido por nós, rejeita­do por nós e surgiu em novidade de vida por nós.
Louvado seja o Senhor para sempre porque ele foi ferido naquela cruz porque nos amou profundamente com amor eterno! Como diz o profeta Jeremias: Assim diz o Senhor: O povo que escapou da espada achou graça no deserto. Eu irei e darei descanso a Israel. De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí (Jeremias 31.2- 3).

________________

Pr. Alcindo Almeida

A VIDA, ARTE DOS ENCONTROS


- Texto para reflexão: “Uma coisa sei: Eu era cego e agora vejo” (João 9.25).

Há algum tempo atrás li um artigo com o tema acima, assinado por Marcos Inhauser, que evidenciou-nos uma verdade sobre a qual vale a pena refletir.
“Viver, diz ele, é a arte dos encontros, e eles nos fazem ser mais ou menos efetivos na vida dos outros e na própria vida”.
Isso porque há vários tipos de encontros na vida. Há aqueles que são inevitáveis. Pode ser a pessoa chata, a grossa, a escandalosa no jeito de ser ou falar, a mal educada, a mal cheirosa. Desse último tipo, lembro-me de subir as escadarias que levavam à torre da Catedral de Strasbourg (França) atrás de um senhor e seu pequeno filho, sem possibilidade de ultrapassá-los. Não se tratava de uma penitencia, mas, foi um tormento sem fim.
Há encontros em que você se sente bem em ter encontrado, ter podido ajudar e nem fica sabendo quem era a pessoa.
Há os encontros que ocorrem quando não se espera mais nada. Há encontros em que as pessoas trocam idéias, compartilham sonhos e fortalecem a vida.
Há também encontros em que as pessoas só falam obviedades que nada acrescentam, e você fica com a sensação de que está perdendo seu tempo.
Há encontros em que a pessoa só fofoca, denigre e inveja. Estes nos matam.
Há encontros em que o silêncio é mais proveitoso que as palavras. Há outros em que o olhar, o toque, os carinhos dispensam as palavras.
Há encontros em que a palavra deve ser bem pensada, sentida, vivida, e há encontros em que a vida pára para que as pessoas possam viver.
São muitos e diferentes encontros.
Há encontros que influenciam nossas vidas.
Isso diz respeito a relacionamentos. Desenvolva relacionamentos que possam tornar-se importantes em sua vida. Cerque-se de pessoas que possam agregar valor à sua vida, tornando-a uma pessoa melhor. Que o incentivem em vez de esgotá-lo, empurrando-o para a direção errada ou tentando derrubá-lo.
Lembro-me dos encontros quase diários com meus avós. Eles não só me davam prazer, como me influenciaram profundamente, acrescentando-me valores e princípios que muito contribuíram em meu crescimento.
Nunca minimize o impacto que outros podem ter sobre a sua vida. Se você observar bem, verá que quase todas as nossas tristezas podem ser remontadas aos relacionamentos com as pessoas erradas, e as nossas alegrias, aos relacionamentos com as pessoas certas.
Há encontros que marcam a vida.
Tive alguns encontros assim.
Num deles, enquanto aguardava sozinho para ser atendido por um profissional da área jurídica em uma sala de reuniões, fui surpreendido com a entrada (equivocada) de um homem alto, com um sotaque americano. Olhando para mim, antes que esboçasse qualquer manifestação, ele disse-me: “Deus não tem problemas; Deus tem soluções”.
Aquele momento, aquele encontro, marcou minha vida. Tornamo-nos amigos e pude encontrar aquele homem mais algumas vezes. A última vez que soube notícias dele, estava na Finlândia, trabalhando num projeto missionário naquele país.
Há encontros que transformam a vida.
Nesse último, não posso deixar de falar sobre a vida e o viver de Jesus de Nazaré. Todos os que se encontraram com Ele tiveram suas vidas transformadas. Ninguém deixou um encontro com Ele sem ser tocado quer por suas palavras, suas atitudes, seu olhar.
Certa vez um homem cego de nascença encontrou-se com Jesus, ou melhor, foi encontrado por Jesus (João 9:1-25). Após um diálogo com as pessoas ao redor, Jesus o curou, para alegria dele e espanto dos presentes. Depois disso ele (o cego que fora curado) foi interrogado a respeito de quem fizera aquilo, ao que respondeu: “uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo”.
Aquele encontro transformou a vida daquele homem para sempre.

Concluindo,
John Wooden em seu livro “O melhor de mim” escreveu: “Há obrigatoriamente uma escolha em tudo o que se faz; Por isso, tenha em mente que, no final, a escolha que você faz é o que faz você”.
Que este seja o dia desse encontro que transforma a vida – um encontro com Jesus.

Um bom dia para você!
Em Cristo,
Rev. Hilder C Stutz

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Davi, um homem que tinha a ajuda de Deus


- Texto para reflexão: Então veio o espírito sobre Amasai, chefe dos trinta, que disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda! Pois que teu Deus te ajuda. E Davi os recebeu, e os fez chefes de tropas (I Cron. 12.18).

Quando percorremos as páginas das Sagradas Escrituras percebemos que as orações de Davi estão imersas na imagem e na convicção do governo soberano de Deus. A soberania de Deus é o componente que mais se sobressai no sistema de crenças que liga as muitas e variadas orações reunidas e dispostas, através dos séculos, nos Salmos atribuídos a Davi.
Sabemos que cerca de 300 anos depois de Davi, em Jerusalém, Isaías pregava aquilo que Davi orou: sermões poderosos e eloqüentes a partir do texto. O Senhor reina. Mil anos depois, Jesus iniciava seu ministério público pregando a partir do texto. O Reino de Deus está próximo (Mc. 1.15). Realmente Davi é um homem que marca a vida de um servo de Deus que impactou. Nele vemos que Deus nunca abandona os seus. Nele vemos que Deus ajuda os seus servos na caminhada da vida.
Ao ler o texto de I Crônicas 12.18, fiquei impressionado ao ver o testemunho de Amasai, chefe dos trinta quando disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda! Pois que teu Deus te ajuda.
Este moço que anda com Davi o avalia e faz uma afirmação que todo pastor do Século XXI gostaria de ouvir das suas igrejas: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Mas, a afirmação que chama demais a atenção é: Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda! Pois que teu Deus te ajuda.
Amasai, chefe dos trinta de Davi sabe que seu comandante é especialista em recorrer ao Senhor. Quando Davi está em perigo, ele recorre ao Senhor. Quando ele precisa tomar uma decisão, ele pede ao Senhor a direção para a caminhada. O fato é que o soldado e valente de Davi sabe que a paz está na vida de Davi porque alguém o ajuda, e ele faz questão de declarar de onde vem esta ajuda: Deus.
Com a vida de Davi, aprendemos que pedir a ajuda de Deus em momentos de necessidade é a forma básica e mais sincera de estarmos diante dele. Não existe uma área sequer da nossa vida em que sejamos auto-suficientes. Precisamos da ajuda de Deus sempre. Nunca nos desenvolvemos ou alcançamos uma situação tal que não precisamos mais de Deus.
Certa vez Isaac Bashevis Singer, mestre em contar histórias disse: “Eu só oro quando estou com problemas; mas como estou sempre com problemas, então oro sempre” (PETERSON, Eugene. Transpondo muralhas - Espiritualidade para o dia-a-dia dos cristãos. Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 2004, p. 169).
Precisamos pedir ao Senhor a direção para a caminhada como Davi o fez e, por isso, ele foi modelo de alguém que tinha a ajuda de Deus na vida!
Não nos esqueçamos que Deus nos ajuda e traz a sua paz sobre a nossa vida!
________________

Alcindo Almeida

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Deus quer que tenhamos uma vida de retidão diante dele


- Texto para reflexão: Josias tinha oito anos quando começou a reinar, e reinou trinta e um anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jedida, filha de Adaías, de Bozcate. Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor; e andou em todo o camimho de Davi, seu pai, não se apartando dele nem para a direita nem para a esquerda (II Reis 22.1-2).

Saibamos de uma coisa: a vida espiritual requer um aprofundamento e um avivamento constantes e vigilantes na presença de Deus em nosso coração (NOUWEN, Henri. Estrada para a paz. São Paulo: Loyola, 1999, p. 230).
Precisamos de uma disciplina contemplativa para ver Deus. Para isto não podemos viver no mundo, nos padrões do mundo. A nossa vida espiritual precisa ser vivida num contínuo processo de confissão e perdão. Para que a retidão e a pureza façam parte do nosso vocabulário cristão.
Creio que esta foi a dinâmica na vida deste rei chamado Josias.
Josias cujo significado do nome é Yahweh sustenta, era filho de Amon, um rei que fora mau, um rei que não fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi seu pai (CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo: Candeia, Vol. III, 1995, p. 598).
Amon foi semelhante a Manassés seu pai. Porque ele trouxe a idolatria para a casa de Deus. Mas, Josias fez o que era reto diante do Senhor andando no caminho de seu pai Davi. Diz o texto que ele não se desviou nem para a direita nem para a esquerda.
Este rei muito jovem reinou por 31 anos em Judá e andou com o temor de Deus na vida.
O texto diz no versículo 1 ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda. Vejam que coisa preciosa na vida de um homem de Deus. Ele fez o que era reto diante do Pai. E consequentemente ele andou nos caminhos do Senhor sem se desviar para lado algum.
Quando Deus é a prioridade máxima da nossa vida temos o desejo de andar em retidão diante dele. Temos o desejo de andar nos seus caminhos, de viver na casa dele e fazer a sua vontade. A salmista diz: Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito.
Precisamos andar em retidão diante do Pai sempre. Pois, andar em retidão é ter um caráter firme, é ter o caráter de Jesus na vida. Andar em retidão é não se conformar com este mundo. É não viver como discípulos da impureza onde a moça fica com todos os rapazes, onde os rapazes saem e enchem a cara e ficam como verdadeiros loucos.
Andar em retidão é dizer não para a vida dissoluta, para a vida devassa. Andar em retidão é dizer não para a mentira e para a falsidade.
O rei Josias foi um homem assim, que viveu em retidão de vida sem se desviar dos caminhos do Pai.
Uma pergunta que vem ao nosso coração é: Como podemos andar em retidão na vida como Josias andou?
Acredito que um filósofo francês chamado Fenelon nos ajuda a reponder. Ele disse: “Em nome de Deus vos rogo, alimentai vossa alma com orações, assim como alimentais vosso corpo com as refeições” (RAVENHILL, Leonard. Por que tarda o pleno Avivamento?. São Paulo: Betânia, 1989, p. 111).
Que Deus nos dê a graça de andarmos em retidão diante dele!

____________

Alcindo Almeida

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Deus, tem compaixão de mim!


Agora estava num tempo de oração e Deus falou ao meu coração através de uma velha canção: Renova-me....
"Renova-me Senhor Jesus
Já não quero ser igual
Renova-me Senhor Jesus
Põe em mim Teu coração
Porque muito do que há dentro de mim
Necessita ser mudado Senhor
Porque tudo que há dentro do meu coração
Necessita mais de ti".

Depois eu orei assim:

Deus faze do meu coração algo puro, singelo e sincero.
Não permitas que jamais eu viva em função de mim mesmo!!!
Faze com que eu dependa e necessite de ti toda hora, todo dia e toda semana.
Tem compaixão do meu coração!!!
E enche-o da tua graça, do teu amor e do teu amor...amém!!!
_______________
Pr. Alcindo Almeida

sábado, 6 de setembro de 2008

Infantilidade evangélica


- Texto para reflexão:
Depois de assim falar, Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho para que também o Filho te glorifique, assim como lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos aqueles que lhe tens dado. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. (João 17.1-5)

Este texto nos convida a resgatar a idéia de adoração ao Pai por causa da obra redentora que ele realizou no nosso coração. Este texto nos convida a ter como modelo a comunhão que há entre o Pai e o Filho. 
Jesus pede ao seu Pai para glorificá-lo, pede para que dê a vida eterna a todos aqueles que lhe tens dado. Ele mostra que a vida eterna passa pela relação espiritual que tem como modelo Jesus e o Pai. Ele deseja que os homens e mulheres tenham esta vida de comunhão imperdível através do conhecimento de Deus como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo aquele que foi enviado. 
Jesus é enviado para glorificar ao Pai na terra e completar a obra que ele deveria fazer: nos trazer vida e vida em comunhão com a Trindade. Por causa da nossa insensibilidade para com a Palavra de Deus Pai, temos dificuldade de entender que a maior dádiva de Deus Pai à nós, é a eleição da graça por meio de seu Filho unigênito, o Senhor Jesus Cristo. 
O fato é que não temos um exercício no coração de agradecimento diário ao Pai por esta graça. Ao contrário, temos um exercício diário de pedir a ele as coisas que servem para o nosso prazer, e assim, entramos no entretenimento das nossas satisfações, dos nossos desejos e prazeres. E nos tornamos pessoas que vivem numa “infantilidade evangélica.” 
Assim, não experimentamos uma maior comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo deixando de celebrar a Trindade por tão grande graça concedida a nós por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que foi pendurado numa cruz de madeira e morto para pagar a nossa pena de condenação diante do Pai. Este texto é o convite para glorificarmos a Trindade pela graça da comunhão que ela nos deu em Cristo Jesus. 
Somos um corpo por causa da obra de Jesus na redenção. Somos membros do Reino de Deus porque Jesus veio nos resgatar das trevas. E o convite dele é que compartilhemos esta verdade da comunhão com ele a outras pessoas que estão sem vida eterna – sem comunhão imperdível com ele. 
O nosso tema é compartilhar Deus de si para o lado. Deus nos chama para compartilhar a vida eterna e glorificá-lo sempre pela comunhão que ele celebra conosco. (Alcindo Almeida)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dependendo de Deus na hora da crise


- Texto para reflexão: Partiu toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor? Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado? Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? Daqui a pouco me apedrejará. Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai-te. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água para que o povo beba. Assim, pois fez Moisés à vista dos anciãos de Israel. E deu ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? (Ex. 17.1-7).

A palavra crise significa: alteração sobrevinda no curso da vida; conjuntura perigosa; momento decisivo; situação política do governo cuja conservação enfrenta obstáculos difíceis. Ponto de transição entre uma época de prosperidade e outra de depressão ou vice-versa. Crise é uma situação social decorrente da mudança de padrões culturais.
Na China encontramos dois caracteres que formam a palavra "crise": risco e oportunidade. É na situação de risco que enfrentamos que surge a oportunidade de lograrmos êxito sobre a mesma, recebendo algo criativo que sem passar pela crise não teríamos.
Quando olhamos para este texto de Êxodo 17 percebemos que é a 10ª parada do povo de Israel. O povo teve 42 duas passagens. Esta é a de Refidim. E sempre nas paradas do povo havia murmuração por duas questões: água e comida.
A crise no texto é que não havia água para o povo beber. E como não era diferente, o povo contendeu com Moisés e pediu água para beber. E a resposta de Moisés foi: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?
O povo ainda murmurou contra Moisés dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?
Moisés se depara com mais uma crise deste povo e percebe que este momento é mais uma chance dele ver a crise um risco e também uma oportunidade. O risco era de o povo dar cabo a sua vida e a oportunidade era de clamar ao Deus de toda a solução e ver a glória de Deus mais uma vez sendo manifesta.
Quais são as diretrizes de Deus para a condução de Moisés no meio desta crise da água?

· Passar adiante do povo: a designação do Senhor para Moisés no meio da crise é que ele passe adiante do povo. É para ele ser visto pelo povo como aquele que clama ao Senhor, aquele que anda com Deus. Antes de vir à água para o povo ele tem que perceber que a liderança buscará uma solução da parte de Deus. Esta é uma liderança que ora, que depende de Deus no meio da crise. Moisés tem até certo medo de ser apedrejado pelo povo, mas ele faz o correto, clama a Deus por uma resposta e a primeira dica do eterno Deus é: vai para uma estação na frente. Porque o líder de Deus tem sempre um item a mais. Ele tem sempre um toque de Deus para ver além. John C. Maxwell no seu livro As 21 irrefutáveis Lei s da liderança nos chama a atenção para o fato que sem a capacidade de liderança, o impacto da pessoa é apenas uma parcela do que poderia ser com uma boa liderança. Quanto mais alto você quer chegar, mais precisa de liderança. Quanto maior o impacto que pretende ter, maior precisa ser sua influência. O que você realiza é determinado por sua capacidade de liderar os outros. Quanto mais alto você quer chegar, mais precisa de liderança. Quanto maior o impacto que pretende ter, maior precisa ser sua influência (MAXWELL, John C. As 21 irrefutáveis Leis da liderança. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007, p. 21). Moisés é este líder que tem uma capacidade vinda do céu para estar à frente e evidenciar o poder de Deus na sua vida. Deus nos chama para esta postura. Ele nos chama para exercer uma liderança que tem a sua visão, a visão do Reino, da graça, a visão daqueles que na hora da crise correm para a graça e dependem exclusivamente do caráter de Deus.

· Levar alguns dos anciãos de Israel: Não era para Moisés permanecer sozinho nesta questão. Tinha que ter gente ao seu lado para ver o poder de Deus. Tinha que ter ancião com Moisés para ele ver a sua miséria como ser humano e perceber que não conseguiria sozinho. Deus coloca gente ao seu lado para um processo de amadurecimento. Quando o milagre viesse, o povo veria Moisés, mas veria os anciãos também. Com isso aprendemos da parte de Deus que todos os sucessos que alcançamos são resultado de relacionamentos iniciados com as pessoas certas e, posteriormente, o fortalecimento desses laços a partir do uso da habilidade de se relacionar. Moisés está com os anciãos que foram escolhidos para estarem com ele nesta busca da solução da crise na presença de Deus. Precisamos de pessoas ao nosso lado para ser um referencial de Deus na vida e principalmente quando enfrentamos as crises.

· Ir para ver presença de Deus sobre a rocha em Horebe: Deus diz para Moisés que era para ele ir ao Horebe. E lá ele deveria ferir a rocha. O texto afirma que Deus estaria ali diante dele sobre a rocha. Havia muitas rochas lá no monte, mas Moisés perceberia numa delas a presença de Deus. A presença de Deus seria a marca para a solução do problema de falta de água. O texto diz que fez assim. E é assim que Deus quer façamos também. Na hora da crise temos de ir para a presença de Deus. Temos que buscar na fonte certa, no lugar certo.

· Era para ele ferir a rocha e dela sairia água para o povo beber: Moisés deveria usar a vara e ferir a rocha para sair água. Não era para questionar, era para ele obedecer do jeito que Deus tinha mandado. Ele fere e a água sai. Havia uma distancia de 25 km de onde Moisés estava para o povo em Refidim. Provavelmente houve a formação de um rio milagrosamente para a água fluir e chegar ao povo. A vara, a rocha a distância todos são itens para mostrar a glória de Deus e não de Moisés e dos anciãos. Na nossa vida deve ser assim também. Devemos obedecer aquilo que Deus quer para que a glória seja para ele, o poder seja dele. A crise foi resolvida por causa do caráter de Deus. Ele prometeu que sustentaria aquele povo e o fez. E no meio da crise Moisés e os anciãos dependeram tão somente da graça de Deus e a crise, foi um processo de oportunidade para eles.
Que Deus nos ajude a ser assim diante das nossas crises!

_______________

Pr. Alcindo Almeida

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A visão de Deus na vida


- Texto para reflexão: Tendo o moço do homem de Deus se levantado muito cedo, saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros. Então o moço disse ao homem de Deus: Ai, meu senhor! que faremos? Respondeu ele: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles. E Eliseu orou, e disse: Ó Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu (II Reis 6.15-17).

Para se ter uma vida vitoriosa não pelo meios humanos, mas, pela graça de Deus, dois elementos são indispensáveis: visão e fervor.
Sabemos de homens que lutam contra fortíssimas oposições da crítica carnal humana e tomam de assalto os picos pedregosos do território inimigo, tão-somente para “fincar” a cruz de Cristo em lugares onde habita a crueldade. Por quê? Porque tiveram uma visão e se encheram de intenso fervor.
Alguém já advertiu que não devemos estar tão envolvidos com o céu a ponto de sermos totalmente inúteis na terra. Se há um problema que esta geração não enfrenta é esse. A verdade nua e crua é que estamos tão envolvidos com a terra que não temos nenhuma utilidade para o Reino dos céus.
Quando olhamos para Eliseu, percebemos um homem que é chamado de homem de Deus por todos que passam ao seu redor. Ele tem a visão e fervor do Altissimo na sua caminhada. E este trecho evidencia de maneira profunda isto.
Um dos servos de Eliseu que andava com ele e recebia a sua mentoria sai logo cedo e para a sua consternação, viu o pequeno exercito sírio escondido nas proximidades e pronto para atacar. E imediatamente ele corre para o profeta Eliseu resolver o problema, porque lhe vem ao coração a falta de coragem e o medo toma conta dele. Provavelmente ele pensou, este bando de soldados acabará com o de Israel e todos nós pereceremos nas mãos destes soldados sírios.
Este jovem lembra muita gente na igreja que passa por dificuldades e não consegue crer com visão nas ações do Deus a quem serve.
A pergunta de desespero deste jovem para o homem de Deus foi: Ai, meu senhor! que faremos?
A resposta o homem de Deus foi: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles.
O que aprendemos com Eliseu?

· Visão sem intimidade com Deus nos torna pessoas medrosas:
Vejam que este jovem não olha para o campo da visão espiritual e teme. Ele como aluno da escxola de profetas poderia refletir sobre quem ele cria, o Deus de Israel que fizera sinais profundos de manifestação da sua glória. Não sei se posso dizer, mas, talvez este jovem não tinha uma intimidade com Deus de maneira profunda, daí, o medo e a necessidade de chamar o profeta Eliseu. Quantas vezes recorremos aos mais espirituais para orarem por nós porque não conseguimos confiar na graça de Deus.
Às vezes, a falta de intimidade e conhecimento de Deus, nos impede que tenhamos uma visão ampla do Reino dele. Para nós surge uma pergunta diante desta realidade: Já passamos pela escola da oração que gera intimidade com Deus? Vejam que o moço era da escola e tinha a visão do Deus de Israel, mas provavelmente não tinha a intimidade para ver como Deus vê.
O que aprendemos com Eliseu?

· Precisamos de uma mentalidade espiritual para ver o poder de Deus:
O texto afirma que Eliseu orou para que o Senhor abrisse os olhos do moço para ele ver. O Senhor abriu os olhos do moço e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu. É claro que é uma visão espiritual do combate com a presença do poder de Deus. A lição para o moço de Eliseu era que ele deveria ter uma visão espiritual para ver a ação e poder de Deus. A presença de Deus era algo marcante para a vida deste moço. Ele precisava de uma mentalidade espiritual para perceber que Deus já havia cercado com o seu poder os soldados sírios.
Robert Murray McCheyne disse:

“Um bom estímulo para nossa alma seria permanecermos trementes na presença desse Deus santo, todos os dias, antes de sairmos para o trabalho. Aquele que teme a Deus, não teme os homens. O que se ajoelha diante de Deus, não se curva em nenhuma situação. Se tivéssemos diariamente uma visão desse Deus santo, nos sentiríamos deslumbrados diante de sua onipresença, extasiados ante sua onipotência, silenciosos diante de sua onisciência e quebrantados diante de sua santidade. E a santidade dele se tornaria nossa. A maior vergonha de nossos dias é que a santidade que ensinamos é anulada pela impiedade de nosso viver. Uma pessoa de vida santa se torna um instrumento poderosíssimo nas mãos de Deus” (RAVENHILL, Leonard. Por que tarda o pleno avivamento. Minas Gerais: Betânia, 1989, p. 22).

Que Deus fale ao nosso coração dando a visão para a vida na perspectiva da intimidade com ele!

Pr. Alcindo Almeida

Meus livros editados.........

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume I (Salmos 1-50). São Paulo, Edição do autor, 2008. Neste livro vemos Alcindo nos dando uma saída consistente e uma ótima oportunidade para descobrirmos um mundo repleto de esperança e cheio de expectativas, de que, no Senhor e no seu Ungido (Cristo), o Deus-Homem, e somente nele, há mudanças reais. Somos advertidos a nos preocupar com a nossa vida devocional, a despertar nosso coração para esse ponto tão crucial que tem sido muito negligenciado em nossos dias. Nós vemos isso claramente no Salmo 5, portanto, a coerência se fecha em vários pontos, mostrando lições definidas e claras que nos ajudam na maturidade e no crescimento cristão. Contém 146 páginas.
De: R$ 36,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume II (Salmos 51-100). Paulo, Edição do autor, 2008. Os Salmos nos ajudam a equalizar o que cremos sobre a vida (nossa confissão de fé) com o que de fato encontramos na vida (o dia-a-dia). É um mosaico que registra diários pessoais e comunitários de pessoas que tentaram construir uma caminhada de fé íntegra. Nas janelas desse mosaico encontramos um contraste de alegria e tristeza, convicção e dúvida, esperança e crise, dor e conforto, decepção e realização, amizade e traição, acolhimento e indiferença. Podemos notar que talvez a razão pela qual os Salmos encantem o nosso coração é que essas orações expressam o que muitas vezes sentimos, sem dizermos uma única palavra. Ao lermos os Salmos construímos uma gramática para a vida. Em meio aos caminhos e percalços da vida, o salmista identifica rotas, sinais, valores e referenciais. A constatação é que a vida só faz sentido se ela é construída a partir de Deus. Soren Kierkegaard disse que “a maior felicidade de um ser humano é a de ser ajudado por Deus”. Nos Salmos fica claro que Deus nos ouve e deseja ser ouvido por nós. Geralmente oração é definida como falar com Deus. Os Salmos mostram uma realidade diferente; oração é um ato interativo: “falar converge com ouvir”.Acredito que esse é o convite que Alcindo faz a mim e a vocês. O seu coração pastoral escreveu devoções para que ouçamos a voz de Deus através dos seus escritos. Contém 146 páginas.
De: R$ 36,00
Por: R$ 25,00

ALMEIDA, Alcindo. Dores, lágrimas e alegrias nos Salmos - Reflexões no Livro de Salmos - Volume III (Salmos 101-150). São Paulo, Edição do autor, 2008. Neste livro de reflexões nos Salmos do Antigo Testamento, Alcindo nos convida a mergulhar numa vida de adoração, tendo como base, a certeza que os Salmos nos dão de que Deus está sempre ao nosso lado, independente das circunstâncias. Através destas reflexões nos deparamos com um Deus que entende a nossa dor, se compadece de nossas lágrimas e é capaz de colocar um novo cântico em nossos lábios. Um cântico de alegria e louvor. Além das aplicações práticas e do conforto para a vida diária, em várias reflexões desta coleção encontramos informações sobre o contexto histórico dos autores e do povo de Deus. Isso nos aproxima mais dos Salmos e nos ajuda a perceber que tanto os autores como os personagens foram pessoas como semelhantes a nós. Contém 160 páginas.
De: R$ 40,00
Por: R$ 27,00

ALMEIDA, Alcindo. Conselhos para uma vida sábia - Reflexões no Livro de Eclesiastes. São Paulo, Edição do autor, 2008. Numa época em que somos desafiados pelo “Senhor Mercado” a levarmos uma vida ‘fast”, vazia de significados e sem tempo para reflexões mais profundas, eis que aparece um pastor, comprometido com Deus, como o seu Reino e a sua justiça, disposto a desafiar uma nação inteira a parar, pensar e ter, sim, uma vida mais sábia. Alcindo Almeida é meu amigo de longa data. Já choramos, sorrimos, brigamos, brincamos e, sobretudo, servimos juntos ao Senhor dos senhores. Fiquei extremamente feliz pelo fato de ele ter coragem para abordar o livro mais instigante da Bíblia Sagrada, o livro de Eclesiastes, que foi escrito pelo sábio rei Salomão. O livro de Eclesiastes, por si só, trata-se de um grande desafio, pois, apesar de ter sido escrito há muito tempo atrás, é absolutamente atual nas suas considerações e conclusões. Salomão trata das questões simples da vida cotidiana até questões mais inexoráveis como a morte. Ele não se intimida e nos coloca contra a parede para que busquemos uma vida com sabedoria e entendamos melhor o sentido dela própria. Contém 232 páginas.
De: R$ 38,00
Por: R$ 29,00

ALMEIDA, Alcindo. Uma fonte para a espiritualidade. São Paulo: Abba Press, 2007. Quantas vezes você já procurou uma palavra de conforto ou esperança para você ou para ajudar um amigo, ou mesmo para pregar na igreja e não encontrou? Nesse mundo estressante em que vivemos é muito comum passarmos por uma situação dessas. Parece que estamos vazios; nossa alma bloqueada e a mente exausta. É nessa hora que esse livro do Pr. Alcindo Almeida faz grande diferença em nossa vida. “Uma fonte para a Espiritualidade” é um verdadeiro guia devocional, com centenas de idéias inspiradas em 84 reflexões bíblicas fáceis de ler e entender mas, profundas em seus significados e na edificação que produzem.
De: R$ 30,00
Por: R$ 26,00
ALMEIDA, Alcindo. Silenciando o coração diante do Pai. São Paulo, Edição do autor, 2007. Silenciando o coração diante do pai. Este é o título do novo livro do pastor Alcindo Almeida. Nele, o autor discorre sobre dois grandes princípios de Deus: como Ele gerencia a nossa vida através de seus propósitos e como nos responsabilizamos como eleitos, em cumprir sua vontade. Para saber mais sobre o livro. “Sinceramente, duvido que alguém leia este livro e não pare para refletir a respeito de como anda, com o que sonha e quais são as motivações e projetos que deveriam comandar e dar razão à sua alma e coração. Isto pelo fato desta obrar tratar exatamente sobre assuntos que têm a ver com a nossa vida prática, com a nossa devoção, com os nossos valores, com a nossa ética e com a nossa santidade.Coisas que devem ser governadas em nossa vida pelo profundo senso de reverência e dependência de Deus que precisamos ter, resgatar e até mesmo desenvolver em nossa caminha cristã” ( Pr. Nélson Gonçalves Abreu Junior).
De: R$ 32,00
Por: R$ 27,00

ALMEIDA, Alcindo. Salmo 23: descanso no pastor da nossa alma. São Paulo: Arte Editorial, 2007. Esta é uma das obras literárias de Alcindo Almeida, autor incansável, cuja produção literária vem crescendo a cada dia. Neste volume, ele apresenta aos seus leitores reflexões sobre um dos salmos mais expressivos e conhecidos das Escrituras Sagradas, o Salmo 23 ou o Salmo do Pastor. A sua abordagem deve ser levada a sério, pois o autor traça paralelos com os sentimentos do autor, o rei Davi, que o escreveu a cerca de três mil anos, e suas implicações e aplicações para o homem moderno. O Pr. Alcindo estudou a fundo a matéria deste livro e assim pode apresentar argumentos sólidos e uma farta bibliografia. Além disso, um guia de estudos no final de cada capítulo poderá se desdobrar em diversas aplicações em classes ou em grupos de estudos, ou mesmo para revisão pessoal. Certamente a leitura de Salmo 23, descanso no pastor da nossa alma acrescenta um renovado interesse à leitura e a reflexão sobre o Salmo 23.
De: R$ 21,90
Por: R$ 18,00

ALMEIDA, Alcindo. Senhor, cura a minha alma!. São Paulo: Abba Press, 2005. Em seu livro "Senhor, Cura a Minha Alma!", Alcindo oferece ao leitor o acolhimento e a esperança que vem do Senhor. Todos nós - em nossa história de vida - passamos por momentos de aflição, mágos, desapontamento, dores e amarguras. Alguns de nós passam ainda por sofrimentos indescritíveis e incompreensíveis. Mas, de uma maneira sobrenatural e amorosa, Deus os acompanha na travessia do sofrimento - mesmo que nem sempre se veja dessa maneira - e os coloca a salvo em lugar seguro.
De: R$ 29,90
Por: R$ 26,00

ALMEIDA, Alcindo. O Caminho da verdadeira sabedoria. Rio de Janeiro: Proclama, 2004. O livro fala sobre a prática na sabedoria tendo como base os ensinamentos de Tiago. Quanto mais próximos de Deus, mais distantes ficamos do pecado e expostos às tentações da nossa carne. Essa frase dá uma idéia do conteúdo de O caminho da verdadeira sabedoria, do escritor e reverendo Alcindo Almeida. A obra é na verdade um grande estudo aplicativo ao livro de Tiago. E é utilizando as verdades contidas neste livro do Novo Testamento que Almeida fala de questões como: resistência na aprovação, a busca da sabedoria, promessas divinas, ética, graça e conselhos para o dia-a-dia. “Precisamos andar na verdade de Deus, precisamos desta graça na vida para que sejamos moldados por Deus nas aprovações e, assim, cada vez mais vamos fugindo do mal como quem foge de uma peste”, escreve o autor. Ele também aborda um assunto até hoje contemporâneo, a discriminação. “Tiago diz não para essa separação, para essa acepção de pessoas”, ensina. O caminho da verdadeira sabedoria é um desvendar desta carta escrita há centenas de anos, mas que ainda é tão atual no dia-a-dia do cristão. Contém 101 páginas.
De: R$ 18,00
Por: R$ 12,00 (esgotado)

ALMEIDA, Alcindo. A essência da vida cristã. Londrina-Pr.: Aleluia, 2004. Reflexões sobre a Primeira Epístola de João. Prefaciado pelo Dr. Augustus Nicodemus Lopes. Que riquezas de ensinos aprendemos com I João, Carta que nos impulsiona a viver de maneira obediente e sincera diante do Pai. Você vai descobrir o perdão profundo que temos nele. E também ser motivado a amar o próximo como Cristo nos amou. Sua vida cristã terá sentido quando aprender a viver sob a dependência total da vontade soberana do Pai.
De: R$ 20,00
Por: R$ 16,00 (direto na Editora)....
_______________________________
Você pode adquirir estes livros nos fones:
(011) - 3904-0183 ou 3904-4340.
Falar com Rosangela Matteus e Erika.