sexta-feira, 28 de novembro de 2008

CELEBRAÇÃO DE NATAL NA IP PIRITUBA


JESUS É O NOSSO REDENTOR
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Dia 07.12: Culto da Manhã – 09:00 hs Pr. Albert Rodrigues: Jesus Nasceu
Culto da noite – 18:30 Canções de Natal – Pr. Gerson Borges: O Nosso Redentor numa manjedoura
Dia 09.12: Reunião de Oração 20:00 hs - Pb. Carlos Pavani: Cantem ao Redentor
Dia 14.12: Culto da manhã: Pr. Israel Sifolelli: Jesus nos Salmos
Dia 14.12: Culto da noite Pr. Alceu Lourenço: A adoração de Ana
Dia 16.12: Reunião de Oração -Pb. Levi Oliveira: O cântico de Maria
Dia 21.12: Culto da manhã: Pb. Daniel Queiroz: Paz na terra, o Redentor chegou!
Dia 21.12: Culto da noite: Pr. Alcindo Almeida: O Cântico de Simeão – Coral Infanto Juvenil da IPP


Um ab e até lá se Deus permtir...!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Às igrejas de classe média....Eugene H. Peterson


Uma mensagem da parte do Filho de Deus, Jesus, a quem vocês chamam de mestre e o qual chama vocês para segui-lo.

Minhas igrejas de classe média: vocês são uma das maravilhas do mundo – nunca houve nada exatamente como vocês. Que energia, que entusiasmo e generosidade! E o que é melhor: vocês são honestos. A hipocrisia tem sido sempre um grande problema com o qual tenho de lidar e, a bem da verdade, não espero jamais erradicar este mal. No entanto, entre vocês, ele não é freqüente. De todas as formas de fingimento, o fingimento religioso é o pior. Felizmente, eu não encontro muitos fingidos entre vocês.Tenho, no entanto, algo a lhes dizer: vocês se impressionam demais com Tamanho, Poder e Influência. Vocês são impacientes com os pequenos e os vagarosos. Vocês não discernem muito bem entre os caminhos do mundo e os meus caminhos. Aborrece-me o fato de que vocês copiam de modo acrítico as atitudes e os métodos que fazem suas vidas nos bairros nobres e afluentes funcionarem tão bem. Vocês se apegam a qualquer coisa que funcione e tenha boa aparência. Vocês fazem muitas coisas maravilhosas, mas com exagerada freqüência vocês as fazem à maneira do mundo ao invés de fazê-las à minha maneira; e isto compromete seriamente a sua obediência.Eu entendo porque vocês procedem assim: a maioria de vocês tem sido bem-sucedida no mundo – vocês moram em boas casas, são bem instruídos, bem remunerados, bem vistos; portanto, é natural que vocês coloquem a meu serviço os valores e métodos que lhes serviram tão bem. Mas vocês não se dão conta de que qualquer sucesso que tenha sido alcançado, através de tais atitudes e métodos, foi conquistado a um preço terrível? Despersonalizando e reduzindo pessoas a funções; transformando virtualmente tudo em causas ou mercadorias a serem usadas ou consertadas ou consumidas; fazendo de tudo para manter o sofrimento a uma certa distância de vocês? As igrejas de vocês estão lotadas, funcionam bem e têm a capacidade de fazer quase qualquer coisa acontecer. Mas agora eu lhes pergunto: vocês honestamente acham que isto era o que eu tinha em mente quando lhes disse “Sigam-me” e depois me dirigi para o Gólgota, em Jerusalém?À igreja que não apenas acredita no que eu digo, mas segue o meu exemplo e faz as coisas que eu faço, eu darei uma vida simples e arrumada – que é hospitaleira para com os homens e mulheres deste mundo, que caminham sem rumo e desorientados, apressados e malquistos. Eu desejo usar vocês para dar a estas pessoas um pouquinho de Sábado e céu.

Vocês estão ouvindo?

Realmente ouvindo?

Reconciliação - Por Brennan Manning


Texto para reflexão: "Eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria" (João 16.22).

"A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus" (B. Manning).

"O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus — razão por que é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre" (Beatrice Bruteau).

"Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha" (B. Manning).

O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver.
Com anos desperdiçados em vãos arrependimentos, energias dissipadas em relacionamentos e projetos conduzidos a esmo, emoções embotadas, passivas diante de qualquer experiência que o dia proporcione, essas pessoas são todas como dormentes roncadores que se ressentem de ter tido sua paz perturbada. A desconfiança existencial delas em relação a Deus, ao mundo e mesmo a elas próprias subjaz nelas a incapacidade de assumir um compromisso apaixonado com qualquer pessoa ou com qualquer coisa.
O coração intocado deixa um legado de grandes aparências e pouco conteúdo, além de "muitas bolas de golfe perdidas". A simples vacuidade da vida não-vivida garante que jamais se sentirá falta dessa pessoa. "Essas pessoas, vivendo de emoções emprestadas, tropeçando pelos corredores do tempo como os passageiros embriagados de um cruzeiro... nunca saboreiam a vida o suficiente para ser ou santos, ou pecadores."7
Paul Claudel certa vez declarou que o maior pecado é perder o senso do pecado. Se o pecado é apenas uma aberração causada por estruturas sociais, circunstâncias, ambientes, temperamentos, compulsões e educação opressivos, admitiremos a condição humana pecaminosa, mas negaremos que somos pecadores. Vemo-nos basicamente como pessoas aceitáveis, benevolentes, com manias e neuroses de menor monta que compõem a sorte comum da humanidade. Racionalizamos e minimizamos nossa capacidade aterradora de fazer as pazes com o mal e assim rejeitar tudo o que em nós não seja aceitável.
A essência do pecado reside na enormidade de nosso egocentrismo, que nega a dependência e a imprevisibilidade presentes no âmago do nosso ser e desloca a soberania de Deus com aquilo que Alan Jones chama "os dois por cento sugantes constituídos pelo nosso ser". Nosso fascínio por poder, prestígio e posses justifica a auto-afirmação irredutível, não importa o estrago infligido sobre as pessoas. O impostor insiste em dizer que sair em busca da "Pole Position" é a única postura sensata num mundo em que vence o mais forte. A menos e até que enfrentemos nossa crueldade santarrã, não poderemos apreender o significado da reconciliação que Cristo efetuou no monte Calvário. Não podemos receber o que o Mestre crucificado tem para dar, a menos que admitamos nossa situação difícil e estendamos as mãos até que nossos braços doam.
Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha."... ou seja, [...] Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens" (2Co 5:19).
A vida daqueles plenamente empenhados na luta humana será perfurada com buracos de bala. O que quer que tenha acontecido na vida de Jesus vai de algum modo acontecer conosco. As feridas são necessárias. A alma precisa ser ferida, bem como o corpo. É uma ilusão pensar que o estado natural e correto das coisas é viver sem feridas.8 Os que usam coletes à prova de balas para se proteger do fracasso, do naufrágio e da mágoa nunca saberão o que é o amor. A vida sem ferimentos não tem nenhuma semelhança com o Mestre.
Pouco depois de entrar no seminário, fui a um sacerdote e lhe contei meus inumeráveis embates com a embriaguez durante meus três anos no corpo de fuzileiros e como lamentava sobre o tempo desperdiçado na auto-satisfação. Para minha surpresa, ele sorriu e disse: "Regozije-se e alegre-se. Você terá um coração cheio de compaixão por aqueles que transitam por essa estrada solitária. Deus usará seu dilaceramento para abençoar muitas pessoas". Não devemos ser comidos vivos pela culpa. Podemos parar de mentir para nós mesmos. O coração reconciliado afirma que tudo o que me aconteceu tinha de acontecer para tornar-me no que sou — sem exceção.
Thomas Moore acrescenta esta percepção: "Nossas depressões, ciúmes, narcisismo e fracassos não estão na contramão da nossa vida espiritual. Na realidade, são essenciais a ela. Quando acolhidos, impedem que o espírito alce vôos estratosféricos rumo ao perfeccionismo e ao orgulho espiritual".9
Somente num relacionamento da mais profunda intimidade permitimos que nos conheçam como realmente somos. Já é suficientemente difícil viver com a consciência de nossa avareza e superficialidade, de nossas ansiedades e infidelidades. Revelar nossos segredos escuros a outrem é intoleravelmente arriscado. O impostor não quer sair do esconderijo. Ele tomará o estojo de cosméticos e os aplicará sobre seu rostinho bonito para se tornar "apresentável". Com quem posso me abrir? Com quem posso abrir o coração? Não posso admitir que errei; não posso admitir que cometi um erro enorme, exceto a alguém que, sei, me aceitará.
Nossa salvação e força residem em confiarmos plenamente no grande Mestre, que partiu o pão com o pária da sociedade chamado Zaqueu. O fato de compartilhar uma refeição com um pecador famigerado não era meramente um gesto de tolerância liberal e de sentimento humanitário. Esse ato incorporava a missão e a mensagem dele: perdão, paz e reconciliação para todos, sem exceção.
A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus. A auto-aceitação torna-se possível somente por meio de uma confiança radical na minha aceitação por Jesus exatamente como sou. E o significado das palavras do Mestre — "Veja, faço novas todas as coisas" — torna-se luminosamente claro.
Os que abriram a porta para Jesus, reclinaram-se à mesa e escutaram as batidas de seu coração experimentarão ao menos quatro lições. Primeira: escutar as batidas do coração do Mestre é imediatamente uma experiência trinitaria. O momento em que você pressiona o ouvido contra o coração dele, instantaneamente ouve ao longe as pegadas de Aba. Não sei como isso acontece. Acontece simplesmente. É um movimento simples que parte da mera cognição intelectual à consciência experiencial de que Jesus e o Pai são um no Espírito Santo, o vínculo de ternura infinita entre eles.
Segunda: percebemos que não estamos sozinhos na Estrada dos Tijolos Amarelos.10 O trânsito é intenso. Os companheiros de viagem estão em toda parte. Não é mais somente eu e Jesus. A estrada é pontilhada com o moral e o imoral, o belo e o repulsivo... e a palavra do Mestre, naturalmente, é amar a cada pessoa ao longo do caminho.
Terceira: quando nos reclinamos à mesa com Jesus, aprendemos que a recuperação da paixão está intimamente ligada à descoberta da paixão de Jesus.
Uma transação extraordinária acontece entre Jesus e Pedro na praia do Tiberíades... na forma de uma pergunta de travar o coração. "Você me ama?" O que está acontecendo aqui? O Jesus que morreu uma morte sangrenta, abandonado por Deus, para que pudéssemos viver, está perguntando se o amamos!
A vulnerabilidade de Deus em permitir-se ser afetado por nossa resposta e a mágoa de Jesus quando chorou sobre Jerusalém por não recebê-lo são totalmente estupefantes. Quando Deus vem jorrando para dentro de nossa vida no poder da sua Palavra, tudo o que ele pede é que fiquemos atordoados e surpreendidos, boquiabertos e com respiração ofegante.
Quarta: ocorre-nos a percepção de que Deus é totalmente Outro. Estamos na presença magistral de Deus. A fé se agita e nosso temor e tremor encontram expressão mais uma vez. Em adoração, movemo-nos para a tremenda pobreza que é a adoração de Deus. Mudamo-nos do Cenáculo, onde João havia reclinado a cabeça sobre o peito de Jesus, para o livro de Apocalipse, no qual o discípulo amado cai prostrado diante do Cordeiro de Deus.
Permita que o grande Mestre o abrace silenciosamente contra seu coração. Ao aprender quem ele é, descobrirá quem você é: o filho de Aba em Cristo, nosso Senhor.

Hoje, no planeta terra, que você possa experimentar a maravilha e a beleza de você mesmo como filho de Aba e templo do Espírito Santo por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém " (Larry Hein).
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O escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades - experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.
De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. "Naquele momento", relata, "a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus."
Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado.
Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva.
Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável.


O sentido do Natal é Jesus de Nazaré


- Texto para reflexão: Mas para a que estava aflita não haverá escuridão. Nos primeiros tempos, ele envileceu a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz (Isaías 9.1 e 2).

Para alguns o sentido do Natal é para se ter muito lucro sobre o material que o povo brasileiro comprará. Para outros o significado do Natal é muito importante porque tirarão uma folguinha de final de ano. Para outros, o significado do Natal é importante porque se reunirão pelo menos uma vez no ano com toda a família.
E para nós cristãos, qual é o verdadeiro significado do Natal? Será que é dar presentes, será que é descansar e estar junto da família?
Neste texto, o profeta Isaías nos ensina qual é o verdadeiro sentido e o significado do Natal. O verdadeiro sentido do Natal é Jesus de Nazaré, o verdadeiro sentido do Natal é o menino que nasceu em Belém da Judéia para cumprir o propósito de salvar o seu povo.
O profeta Isaías traz uma notícia profunda e maravilhosa para o povo que está sem nenhuma esperança, traz uma notícia de mudança e transformação para a vida dos seres humanos. É a notícia sobre o surgimento do servo de Deus, do Messias, do salvador do seu povo.
O profeta Isaías traz a notícia preciosa: o povo que estava perdido nas trevas encontrou a luz de Deus Pai.
A verdade é que o povo se esqueceu da Lei do Senhor conforme vemos no capítulo 8.20 de Isaías. Isto levou o povo a um grande desastre, ele foi perseguido e arruinado como vemos no mesmo capítulo. Mas, Isaías afirma que esta terra que foi assolada, angustiada, a terra de Zebulom e Naftali que são a maior metade do que mais tarde é chamada de Galiléia, será enobrecida, gloriosa, tornar-se-á numa cidade abençoada.
Esta cidade que no passado havia sido humilhada, agora ela será exaltada e honrada. E o povo que andava em trevas, o povo que vivia sem rumo na região da sombra da morte, viu agora a luza resplandecendo.
E o estender de resplandecer a luz é multiplicado para inúmeras nações. Isaías diz nos versículos 3 e 4: Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo da sua carga e o bordão do seu ombro, que é o cetro do seu opressor, como no dia de Midiã.
Agora o povo que estava vivendo em trevas vê uma época de salvação, de esperança, de liberdade, de alegria e de paz. Ao invés de escuridão, angústia, de sombra de morte.
No versículo o profeta Isaías diz que esta luz quebraria o jugo que pesava sobre o povo, porque ele traria paz ao povo. Agora, quem é este que faria toda esta coisa maravilhosa no meio de Israel?
Este é o servo de Deus, este é o Messias, o prometido de Deus, aquele que tira o jugo do seu povo, aquele que tira as trevas do coração humano (RIDDERBOS, J. Comentário sobre o Livro de Isaías.São Paulo: Vida Nova, Vol. XVII, 1995, p.115). Aquele que no meio da escuridão traz luz gloriosa para iluminar a vida perdida. Este é Jesus de Nazaré, é Jesus da Galiléia. Este é o Emanuel, o Deus conosco que veio habitar no meio de nós para dar sentido, razão à nossa existência.
O nascimento, o surgimento de Jesus de Nazaré deu sentido à história, deu nova perspectiva na vida humana, colocou um significado na nossa maneira de viver.
Este é Jesus, o que tirou a nossa vida da podridão do pecado e a levou para a luz de Deus Pai. Ele tirou o escrito de dívida, a cédula de dívida que era contra nós e a cravou na cruz, dando-nos o privilégio de ver a luz de Deus Pai.
Este é Jesus o servo de Deus que tirou o jugo que era contra nós e o depositou sobre ele mesmo na cruz do calvário. Este é Jesus que veio um dia habitar no meio de nós.
Louvado seja o nome do nosso redentor que nos tirou das regiões das trevas, da sombra da morte e nos deu a sua luz para que tivéssemos vida e vida em abundância, porque um dia ele nasceu em nosso coração.
O Natal faz todo sentido para nós porque Jesus nasceu em nosso coração, aleluia, aleluia!

Pr. Alcindo Almeida



















































quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Desejando a voz viva de Deus


- Texto para reflexão: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20.19).

Frederick W. Faber disse:

“Sentar apenas e pensar em Deus, Oh, que alegria é!Pensar o pensamento, respirar o Nome. Maior felicidade não tem a terra (FOSTER, Richard J. Celebração da Disciplina - O Caminho do Crescimento Espiritual. São Paulo: Vida, 2007, p. 55)

Uma grande verdade é que temos uma tendênciade que alguém fale com Deus por nós. Temos meio que um medo de nos dirigir a Deus diretamente. Tanto que quando estamos com problemas, geralmente dizemos: Iremos falar com o pastor para ele orar por nós.
No Sinai, o povo clamou a Moisés para que falasse com Deus, mas o povo não porque tinha medo de morrer ao ouvir a voz de Deus.
O povo de Israel cometeu vários erros e um gravíssimo foi a grande insistência em ter um rei humano em vez de descansar no governo teocrático de Deus. Tanto que o Senhor fala para Samuel que eles não o rejeitaram como profeta, rejeitaram a Deus.
Não temos esta necessidade de mediadores para falarmos com Deus. A Bíblia é clara em mostrar que a separação que havia entre nós e Deus não há mais depois que o véu se rasgou de alto a baixo.
A meditação nos convida a entrar na presença viva de Deus por nós mesmos, é claro que mediante a graça deste Deus que fala conosco de maneira presente e contínua. E a porta de entrada para ouvirmos a voz dele é Jesus Cristo. Ele é o nosso mediador divino.
Como Frederick W. Faber disse. Podemos pela graça do Senhor Jesus nos sentar apenas e pensar em Deus. Podemos pensar o pensamento e respirar o nome precioso e assim ouvir a sua voz no nosso coração e meditarmos todos os dias na sua graça e amor.

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Alcindo Almeida

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A TRINDADE FAMILIAR


A Trindade Divina criou o homem como uma pessoa. Este ser equilibrado deveria coexistir em comunidade.
O único lance que destoou na criação física foi a solidão. Apesar de Deus ser exclusivo e indivisível, ele se manifesta em três pessoas. Não há exílio na dimensão metafísica. O ser Divino é singular e coletivo ao mesmo tempo. Deus é individual em sua essência e social em sua comunicação. No céu há um ser unitário, mas não solitário. A Trindade é a unidade do anseio coletivo.
Nada pode ser maior do que três pessoas vivendo em plena comunhão. A conciliação das vontades é imensamente maior do que uma única vontade absoluta. Ser três pessoas agindo em irrestrita sintonia tem uma dimensão infinita e mais significativa do que ser uma pessoa com sua vontade soberana agindo por conta própria. O mistério da triunidade fala da onipotência demonstrada no concerto eterno do pluralismo volitivo. Um Deus em três pessoas com uma só vontade.
A coesão Triúna propõe a integridade da pessoa humana e a conexão da família. Antes de o pecado entrar na história da humanidade, Elohim, o Deus trinitário, instituiu a vida em família. O molde familiar é a própria concordância da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são arquétipos transcendentais da coerência relacional entre a paternidade, a maternidade e a prole.
A família é o plural do sujeito ou o coletivo da pessoa. Assim como na Trindade, a vida do lar deveria se ajustar pelo acordo das vontades. O problema foi o pecado. O egoísmo tomou conta das personalidades e a comunhão desandou em contestações. Instaurou-se a confusão dos desejos.
A vida doméstica que, em tese, seria uma orquestra sinfônica, acabou, no final das contas, descompassada e desafinada. O conflito das vontades tornou-se a regra do jogo. Agora, o consenso familiar é uma conquista complicada. Viver em união é algo complexo que exige combinações constantes de todos os membros. As vontades obesas não conseguem se encaixar em lugares apertados, além do que, conciliar é uma das artes mais difíceis para a sobrevivência social.
Mas a lei da unidade deve ser definida assim: “Viva de tal maneira que, se todas as pessoas fossem como você e todas as vidas fossem vividas como a sua, a terra seria um paraíso”. Portanto, não há opção: a cruz é o único passaporte do ego. A morte do egoísmo é a sentença e a ressurreição em vida nova, a chance. Não eu, mas Cristo é a solução definitiva para a família.

G. Paranaguá

REFLEXÃO NO LIVRO DE SALMOS

Neste domingo dia 23.11 na IP Pirituba às 18:30 - exporemos o Salmo 138.8.
Você é o nosso convidado para ouvir o que este Salmo nos ensina para a vida diante de Deus!
O texto afirma:
O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não abandones as obras das tuas mãos.
Um ab e até lá se Deus assim nos permitir...
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IGREJA PRESBITERIANA DE PIRITUBA
R. Joaquim de Oliveira Freitas, 2466

Há um impostor dentro de nós


- Texto para reflexão: Miserável homem que eu sou! (Romanos 7.24).

Thomas Merton disse: "Cada um de nós é eclipsado por uma pessoa ilusória: um falso eu".O conceito de pecado de Thomas Merton não se centra em atos pecaminosos isolados, mas fundamentalmente no ato de optarmos por uma vida de fingimento. A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça (MANNING, Brennan. O obstinado amor de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 19).
Há um livro chamado de: Os cinco pontos do Calvinismo. O primeiro ponto tratado pelo sistema calvinista é a doutrina bíblica da depravação total ou inabilidade total. Quando o calvinista fala do homem como sendo totalmente depravado, quer dizer que sua natureza é corrupta, perversa e totalmente pecaminosa. O adjetivo “total” não significa que cada pecador está tão completamente corrompido em suas ações e pensamentos quanto lhe seja possível ser. O termo é usado para indicar que todo o ser do homem foi afetado pelo pecado. A corrupção estende-se a todas as partes do homem, corpo e alma.
O pecado afetou a totalidade das faculdades humanas - sua mente, sua vontade, etc. (Ler a Confissão de Fé, VI, p. 2). Também se pode usar o adjetivo “total” para incluir nele toda a raça humana, sem exceção. Como resultado dessa corrupção inata, o homem natural é totalmente incapaz de fazer qualquer coisa espiritualmente boa. É o que se quer dizer por “inabilidade total”.
Quando Paulo diz: Miserável homem que eu sou. Ele quer evidenciar que este falso eu é o depravado que está dentro de nós. E quando estamos sozinhos demonstramos com mais verdsade o que realmente somos por dentro. Somos depravados. E só um homem desta sensibilidade é que poderia ter coragem para expressar este homem pecaminoso por dentro.
Aprendemos nas Sagradas Escrituras que há um mal que domina o homem. Temos a imputação da culpa do pecado de nossos primeiros pais. O pecado original representa, portanto, a depravação e a corrupção hereditárias de nossa natureza, difundidas por todas as partes da alma, que, em primeiro lugar, nos fazem condenáveis à ira de Deus; em segundo lugar, também produzem em nós aquelas obras que a Escritura chama de “obras da carne” (Gl. 5.19).
O próprio apóstolo Paulo mostra que a morte se propagou a todos, porque todos pecaram; isto é, todos estão amarrados no pecado original (Rm. 5.12).
São muitas as nossas misérias, uma a uma, quão saturadas são elas. Somos cheios de concupiscências, sujeitos às paixões, repletos de ilusões. Nossa mente está propensa sempre ao mal, inclinada a todo vício, por fim, plena de ignomínia e confusão.
A Bíblia fala que até mesmo todos nossos próprios atos de justiça, examinados à luz da verdade, são achados como se fossem trapos imundos (Is. 64.6). Diz também que o homem se tornou semelhante à fatuidade (Salmo 144.4).
Como Max Lucado metaforicamente afirma, estamos no ônibus do prazer, das posses, do poder e da paixão. Um ônibus que se chama festa e está cheio de gente rindo e na farra (LUCADO, Max. Ele escolheu você. São Paulo: Betania, 2002, p. 19). É um lugar onde há escândalo e libertinagem da carne.
A dica para nós é que devemos tomar cuidado com o pecado e os efeitos dele. Não podemos brincar com fogo na vida espiritual. A vida cristã deve ser uma fuga diária da prática do pecado, pois ela entristece aquele que habita em nós.
João afirma: Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade (I João 1.8).
Não nos esqueçamos de algumas dicas profundas para o nosso coração:
O pecado quebra nossa relação com Deus;
Quando andamos na direção oposta, sentimo-nos longe de Deus;
Uma vida de prática constante do pecado será tão dura que nos afastaremos da graça de Deus;
Quando damos vazão para a carne não estamos cumprindo nosso verdadeiro papel de servos de Deus;
Cuidado: Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte (Provérbios 16.25).
Corramos para a graça e temor de Deus para evitarmos o pecado na vida.
Que nos ajude a entender a necessidade da graça dele para fugirmos do pecado!

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Pr. Alcindo Almeida





A mão do eterno Deus está estendida para nós


- Texto da reflexão: E a mão dele ainda continua estendida (Isaías 9.12b).

Estou vivendo um momento de alegria e tristeza. Por um lado o nosso coração está cheio de alegria por curtir a proximidade da chegada da nossa primeira filha, a pequena Isabella. Por outro lado, o nosso coração está cheio de tristeza porque o meu pai (José João) morre a cada dia. A doença do câncer é algo que vai corroendo o corpo e vai matando a pessoa aos poucos. Dói demais na alma e no coração vê-lo sofrendo. Eu e a minha família não podemos fazer absolutamente nada, nada e nada!
Acredito que vivo um momento absolutamente estranho e de muitas lutas. Passei muitas neste ano e como passei.
Um deles foi a tentativa de termos filhos. E a realidade foi que enquanto alguns tiravam maior barato por não ter filhos. Eu e a Erika (minha esposa) fazíamos tratamentos profundos e gastamos muito dinheiro na tentativa da gravidez. Tentamos quatro vezes e nada de dar certo!
Pela graça Deus abriu as portas no último tratamento. Eu tive que me rebolar de alguma forma para sanar os valores gastos neste último tratamento, porque o convênio só cobria as consultas. E como era um médico de ponta, o valor do tratamento ficou muito alto.
Creio que três fases foram complicadas para mim: a transição pastoral que doeu na alma, a fase de tratamento para a Erika engravidar e a doença do meu pai.
Confesso que me senti muito só humanamente falando. Um dia antes da inseminação eu estava com coração um pouco apertado. Com fé na providência de Deus, mas bem apertado!
Liguei para um casal da igreja de Ermelino muito amigo e disse: Vocês dois poderiam sair daí hoje e virem aqui em Pirituba para orarem conosco?
O meu amigo Mauricio respondeu: Iremos agora mesmo! Foi bom demais para nós o tempo que passamos de joelhos na presença de Deus! Naquela noite choramos, rimos e experimentamos o abraço de gente querida que resolveu investir um tempo em favor de nós. Deus enviou naquela noite o Mauricio e a Cléo. E depois que eles foram embora ligou um amigo especial chamado Noé. Ele orou por nós naquele momento pedindo a bênção de Deus para nós.
E Deus atendeu o nosso coração. Hoje estamos na espera da pequena Isabella que chega em fevereiro de 2009.
O fato precioso é que Deus nos criou para a união com ele. Esse é o propósito original de nossa existência. E Deus é definido como amor (1Jo 4.16).
Como diz Brennan Manning:

“Viver com a percepção de quanto somos amados é o eixo em torno do qual gira a vida cristã. Ser amados é a nossa identidade, o âmago da nossa existência. Não se trata apenas de um pensamento que reflete nosso senso de grandeza. É o nome pelo qual Deus nos conhece, e o meio de ele se relacionar conosco” Ap 2.17 (MANNING, Brennan. O obstinado amor de Deus. São Paulo: mundo Cristão, 2007, p. 20).

Como é bom compreender as implicações da fé cristã. Quando estamos dilacerados, em nossa impotência, em nossa fraqueza. É exatamente neste hora que o Senhor Jesus se faz mais presente do que nunca. Na verdade, ele está sempre presente. Mas, só conseguimos avaliar mais e perceber mais quando enfrentamos as realidades de sofrimento e pressão na vida.
É na hora da dor e da angústia que percebemos que a fé em Deus pode ser fortalecida. E percebemos mais que a mão do eterno Deus continua estendida para nós. Como conversava com uma amiga ontem, depois de ouvir o relato dela sobre a morte da sua mãe. Deus está olhando para nós mesmo quando achamos que não.
Ele nunca nos abandona, ele nunca nos desampara!
A presença de Deus em nossa vida mostra claramente que a mão dele está estendida sobre nós. Deus mostrou isso através deste casal que ele mandou para orar por nós e conosco. Ele mostrou isso quando o Noé ligou para nós naquela noite. E ainda ligou no domingo a noite para saber do resultado. E vibrou no coração pela bênção chegada!
Saibamos desta verdade, Deus está com a sua estendida para nós como diz o profeta Isaías. Ele não nos abandona nunca. Como ele mesmo diz no Livro: Porque eu o Senhor te tomo pela minha mão direita e te digo: Não temas que eu te ajudo (Is. 41.13).
Louvado seja o nome deste Deus que estende a sua mão para nós!

Alcindo Almeida


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Como Irei a Deus?


É com nossos pecados que nos achegamos a Deus, pois não podemos nos apresentar a Ele com qualquer outra coisa que seja realmente nossa. Essa é uma das lições que aprendemos com lentidão. Mas, sem termos aprendido a mesma, não poderemos dar um só passo correto naquilo que chamamos de vida religiosa.
Rebuscar coisa boa em nossa vida passada, ou apelar para algo de bom no presente, se descobrirmos que o nosso passado nada contém de positivo, é nosso primeiro pensamento quando começamos a procurar resolver a grande questão pendente entre Deus e nós - o perdão de nossos pecados. No favor de Deus há vida (Salmo 30:5), e estar sem o favor divino é sentir-se infeliz neste mundo, é não desfrutar de alegria no mundo por vir. Não há vida digna de ser chamada de vida, exceto aquela que flui de Sua amizade infalível. Sem essa amizade, nossa vida aqui é um fardo e uma canseira. Nessa amizade, porém, não há qualquer mal, e toda a tristeza torna-se uma alegria.
"Como poderei ser feliz?" foi a pergunta de uma alma cansada que já experimentara cem maneiras diversas de obter a felicidade, mas sempre falhara.
"Obtenha o favor de Deus", foi a resposta imediata de alguém que já havia provado pessoalmente que "o Senhor é bondoso" (1 Pedro 2:3).
"Não haverá outra maneira de alguém ser feliz?"
"Nenhuma!" foi a pronta e decidida resposta- " O homem vem buscando algum outro caminho para a felicidade por seis mil anos, e tem fracassado totalmente. E você obteria sucesso?"
"Não, não teria possibilidade alguma; e não quero continuar tentando indefinidamente, Mas, esse favor de Deus me parece algo muito duvidoso; e o próprio Deus parece estar tão distante que não sei para onde voltar-me."
"O favor de Deus não está cercado de dúvidas. Ele e real acima de todas as demais realidades; e Deus é o mais próximo de todos os seres, sendo tão acessível quanto é gracioso e bom."
"Esse favor divino, do qual você fala, para mim sempre pareceu misterioso, e não posso entendê-lo."
"Diga antes que é como a luz do sol que está sendo ocultada de você pelas suas dúvidas."
"Sim, sim, acredito em você. Mas , como poderei deixar para trás as dúvidas e chegar à luz da certeza? Parece ser algo tão difícil, exigindo muito tempo para chegar a concretizar-se.
"Você é quem torna distante e difícil aquilo que Deus fez simples, próximo e fácil."
"Você está querendo dizer-me que não há quaisquer dificuldades?"
"Em certo sentido, há mil dificuldades; mas, em um outro sentido, não há nenhuma."
"Como pode ser isso?"
"O Filho de Deus porventura dificultou o caminho do pecador quando disse à multidão: 'Vinde a mim, e eu vos aliviarei'?"
"Certamente que não. Ele queria que todos fossem imediatamente a Ele, e naquele momento em que estavam juntos Ele lhes daria descanso."
"Portanto, se você estivesse pessoalmente naquele lugar, quais dificuldades teria encontrado?"
"Nenhuma, por certo. Falar em dificuldades, quando eu estivesse ao lado do próprio Filho de Deus, seria uma insensatez, ou pior ainda."
"O Filho de Deus sugeriu alguma dificuldade para o pecador, ao conversar com a mulher samaritana, sentado à beira do poço de jacó? Todas as dificuldades não foram antecipadas ou eliminadas por estas admiráveis palavras de Cristo: "...tu lhe pedirias, e ele te daria água viva?"
"Sim, sem dúvida. Tudo se resumia em pedir e receber. A transação inteira terminou ali mesmo. O tempo e o espaço, a distância e as dificuldades nada têm a ver com essa questão; a dádiva seguiu-se à petição, corno se fossem causa e efeito. Até esta altura, tudo é muito claro. Porém, desejo indagar: Não existe alguma barreira?"
"Nenhuma, se é que o Filho de Deus realmente veio salvar os perdidos. Mas, se Ele veio para aqueles que estavam apenas parcialmente perdidos, ou que pudessem salvar-se em parte, então a barreira seria infinita. Isso eu admito; de fato, insisto sobre esse ponto.
"Portanto, estar perdido não serve de barreira para quem quer ser salvo?"
"Eis uma pergunta tola que merece uma resposta tola. Quando sentimos sede, isso porventura serve de empecilho para obtermos água? ou o fato de que alguém é pobre serve de empecilho para receber riquezas dadas por algum amigo?"
"Não. A verdade é que a sede me prepara para a água, e a minha pobreza me prepara para as riquezas."
"Ah, sim, o Filho do homem veio não para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. Se você não é um pecador completo, então há uma barreira. Mas, caso você seja um pecador completo, então não há nenhuma barreira.
"Um pecador na íntegra! Será que esse é o meu verdadeiro caráter?"
"Não há dúvida quanto a isso. Se você ainda duvida, examine a sua Bíblia. O testemunho de Deus é que você é um pecador completo, e que terá de tratar com Ele como tal, pois os sãos não precisam de médico. e, sim, os doentes."
"Um pecador na íntegra! Bem, mas não deveria eu livrar-me de alguns dos meus pecados, para poder receber alguma bênção da parte de Deus?"
"Não, realmente. Pois somente Ele pode livrar alguém até mesmo de um pecado. Assim sendo, você terá de ir a Ele com toda a sua ruindade, sem importar quão grande ela seja. Se você não é um pecador na íntegra, então, na verdade você nem precisa de Cristo, pois Ele é o Salvador no mais total sentido da palavra. Ele não ajuda você a salvar-se; e nem você pode ajudá-lo a salvar a você mesmo. Ou Ele faz tudo, ou nada faz. Uma meia salvação só serve para aqueles que não estão totalmente perdidos. Ele mesmo carregou 'em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados' (1 Pedro 2:24).
O que acabamos de descrever foi a maneira como Lutero encontrou a paz e a liberdade de Cristo. A história de seu livramento é muito instrutiva, porque mostra como as pedras de tropeço da justiça-própria devem ser removidas, mediante a plena exibição do evangelho gratuitamente oferecido, e faia das boas-novas do amor de Deus para com aqueles que não são amados e nem São amoráveis; das boas-novas de perdão para o pecador, sem o concurso de dinheiro ou dos méritos humanos - as boas-novas da PAZ COM DEUS, oferecidas é exclusivamente através da propiciação daquele que estabeleceu a paz por meio do sangue de Sua cruz.
Uma das primeiras dificuldades encontradas por Lutero foi que ele pensava que teria de despertar o arrependimento dentro de si mesmo; e então que, tendo conseguido isso, teria de apresentar esse arrependimento como uma oferta pacífica ou como uma recomendação a Deus. E se esse arrependimento não pudesse ser apresentado como uma recomendação positiva, pelo menos poderia servir de apelo para que o seu castigo fosse mitigado.
Perguntava Lutero: "Como poderei ousar crer no favor de Deus, enquanto não houver em mim uma real conversão? Preciso mudar, antes que Ele possa receber-me."
Foi esclarecido a Lutero que a "conversão" ou o "arrependimento" que ele tanto desejava jamais poderia ocorrer enquanto considerasse Deus um severo Juiz, destituído de amor. O que nos conduz ao arrependimento é a "bondade de Deus" (Romanos 2:4). Se o pecador não reconhecer essa bondade, seu coração não poderá ser quebrantado. Um pecador impenitente despreza as riquezas da bondade, da longanimidade e da tolerância de Deus.
O idoso conselheiro de Lutero disse-lhe claramente que ele deveria descontinuar as penitencias e as mortificações, bem como todas as preparações da justiça-própria para tentar obter ou adquirir o favor divino
Conforme Lutero nos revela de forma tocante, essa voz pareceu descer do próprio céu: "Todo autêntico arrependimento começa com o conhecimento do amor perdoador de Deus".
Enquanto Lutero ouvia, raiou-lhe a luz do entendimento, e uma alegria até então desconhecida tomou conta dele. Nada havia entre ele e Deus! Nada havia entre ele e o perdão! Nada de bondade preliminar ou de sentimentos preparatórios! Lutero aprendeu a lição dada pelo apóstolo. "Cristo... morreu a seu tempo pelos ímpios" (Romanos 5:6). Deus "justifica ao ímpio" (Romanos 4:5). Todo e qualquer mal existente no ímpio é incapaz de impedir essa justificação; e toda a bondade do pecador (se nele houver tal coisa) não pode ajudá-lo a obtê-la. Ele terá de ser recebido como um pecador, ou nem poderá ser recebido. O perdão oferecido reconhece somente a sua culpa; e a salvação provida na cruz de Cristo considera-o apenas um perdido.
Entretanto, o senso de culpa é por demais profundo para ser facilmente abafado. O temor voltou ao coração de Lutero, e ele foi aconselhar-se uma vez mais, exclamando: "Oh, o meu pecado, o meu pecado!" como se a mensagem de perdão, que ele recebera ainda tão recentemente, fosse boa demais para ser veraz, e como se pecados como os seus não pudessem ser fácil e simplesmente perdoados.
"você quer ser apenas um pecador aparente, e, portanto, necessitado apenas de um Salvador aparente?"
Assim indagou o venerável amigo de Lutero, adicionando então solenemente: "Reconheça que Jesus Cristo é o Salvador de grandes e autênticos pecadores, os quais nada merecem senão a mais total condenação?'
"Mas Deus não é soberano em Seu amor selecionador?" indagou Lutero. E completou: "Talvez eu não seja um dos escolhidos de Deus?'
"Olhe para as cicatrizes de Cristo", foi a resposta, "e contemple ali a mente bondosa de Deus para com os filhos dos homens. Em Cristo enxergamos Deus, ficamos sabendo Quem Ele é, e como Ele nos ama. Pois o Filho é quem revela o Pai; e o Pai enviou o Filho para que fosse o Salvador do mundo".
Certo dia, quando estava doente e acamado, disse Lutero a um amigo: "Creio no perdão dos pecados". E ajuntou: "Porém, o que isso tem a ver comigo?"
"Ah, e isso não inclui os seus próprios pecados?" indagou aquele amigo, acrescentando: "Você crê que os pecados de Davi foram perdoados? e que os pecados de Pedro foram perdoados? Por que você não pode crer que os seus próprios pecados podem ser perdoados? O perdão tanto é para você como foi para Davi ou Pedro"
Foi dessa maneira que Lutero encontrou tranqüilidade. O Evangelho, uma vez crido dessa forma, trouxe a Lutero liberdade e paz. Ele compreendeu que havia sido perdoado, porque Deus dissera que o perdão seria a possessão imediata e garantida de todos quantos dessem credito ás boas-novas da salvação.
No solucionamento da grande questão entre Deus e o pecador, não poderia haver nem barganha e nem preço de qualquer espécie. A base do acordo foi lançada faz quase vinte séculos; e a poderosa transação realizada na cruz do Calvário foi tudo quanto se fez necessário para que o preço fosse pago. "Está consumado" é a mensagem de Deus aos filhos dos homens que perguntam: "Que devo fazer para ser salvo?" Essa transação concluída sobrepuja todos os esforços dos homens para se justificarem, ou para ajudarem a Deus a justificá-los. Vemos Cristo crucificado, bem como vemos Deus em Cristo reconciliando o mundo conSigo mesmo, não imputando aos homens as suas transgressões; e esse fato resulta daquilo que foi realizado na cruz, onde a transferência da culpa do pecador para o divino Filho de Deus foi efetuada de uma vez por todas. Ora, o Evangelho é justamente o anúncio das "boas-novas" dessa grande transação. Quem quer que dê crédito a esse anúncio, toma-se participante de todos os benefícios garantidos por essa transação.
"Mas, não deveria eu sentir-me endividado diante da realização do Espírito Santo em minha alma?"
"Sem dúvida; pois qual esperança poderia haver para você sem a operação do todo-poderoso Espírito, que vivifica os mortos?"
"Nesse caso, não deveria eu esperar pelos impulsos do Espírito? E uma vez recebidos esses impulsos, não deveria eu apresentar os sentimentos despertados por Ele como razões de minha justificação?"
"Não de modo nenhum. Ninguém é justificado pelas realizações do Espírito, mas somente pela realização de Cristo. E as operações do Espírito também não servem de base para a fé, e nem de motivos para alguém esperar o perdão da parte do Juiz de todos. O Espírito Santo opera em nós, não a fim de preparar-nos para sermos justificados, e nem para tomar-nos aptos para recebermos o favor divino, e, sim, para conduzir à cruz, tal e qual nós somos. Pois a cruz é o único lugar onde Deus trata misericordiosamente com os transgressores."
É na cruz que encontramos paz com Deus e recebemos o Seu favor. Ali achamos não somente o sangue que nos lava, mas também a retidão que nos reveste e embeleza, de tal maneira que dali por diante somos tratados por Deus como se nunca tivesse havido a nossa injustiça, e como se a retidão de Seu Filho fosse nossa.
A isso Paulo chama de retidão "imputada" (ver Romanos 4:6.8,11,22,24), a saber, Deus lança a retidão de Cristo em nossa conta, como se tivéssemos direito às bênçãos que tal retidão pudesse obter para nós. Retidão obtida por nós mesmos ou lançada em nossa conta por outro ser humano chamamos retidão infundida, concedida ou inerente, mas retidão alheia, a nós creditada por Deus, como se nossa, chamamos retidão imputada. Paulo alude a isso, quando diz: "...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo..." (Romanos 13:14 e Gálatas 3:27). Assim, Cristo nos representa; e Deus trata conosco como quem é representado por Cristo. E então, necessariamente haverá a retidão interna como conseqüência natural. Mas, não devemos esperar obtê-la, antes de irmos a Deus buscar a retidão de Seu Filho.
A retidão imputada deve vir primeiro. Ninguém tem a retidão no íntimo, enquanto não tiver recebido a retidão que vem de fora. Assim, fazer alguém de sua própria retidão o preço oferecido a Deus em troca da retidão que há em Cristo, é desonrar a Deus e negar o valor de Sua cruz. A obra do Espírito não consiste em tomar-nos santos, a fim de podermos ser perdoados, mas em mostrar-nos a cruz, onde os transgressores acham perdão. Tendo achado o perdão ao pé da cruz, iniciamos aquela nova vida de santidade à qual fomos chamados.
O que Deus oferece ao pecador é o perdão imediato: "...não por obras de justiça praticadas por nós..!' (Tito 3:5), e, sim, pela grande obra de retidão realizada em nosso lugar por nosso Substituto. Nossa qualificação para a obtenção dessa retidão é o fato que somos injustos, tal como a qualificação para que um enfermo receba cuidados médicos é que ele esteja doente.
Sobre alguma bondade anterior, como base para o recebimento do perdão, o Evangelho faz total silêncio. Os apóstolos jamais aludiram a sentimentos religiosos preliminares, como algo necessário para que recebamos a graça de Deus. Temores, perturbações, auto-indagações, amargos clamores implorando misericórdia, pressentimentos de juízo e resoluções de mudança de vida, dentro da seqüência do tempo, podem anteceder o recebimento das boas-novas de salvação por parte do pecador, mas nenhuma dessas coisas constitui a sua preparação, e nem o qualifica. Ele é bem recebido, mesmo sem qualquer dessas coisas. Elas não lhe garantem o perdão, tornando este mais gracioso ou mais gratuito. As necessidades do pecador arrependido foram os seus argumentos: "Deus, sé propício para comigo, um pecador!" Sim, ele precisava de salvação, e dirigiu-se a Deus a fim de recebê-la, e também porque Deus deleita-se em socorrer aos pobres e necessitados. Ele precisava de perdão, foi a Deus e obteve o perdão sem qualquer mérito pessoal e sem ter de pagar coisa alguma. Quando ele NADA TINHA PARA PAGAR sua dívida, Deus o perdoou gratuitamente. Foi o fato que ele nada tinha para pagar que provocou o mais franco perdão.
Ah! Isso é graça. "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou" (1 João 4:10)! Ele nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossos delitos. Ele nos amou, não porque fôssemos bondosos, mas por ser Ele "rico em misericórdia"; não porque fôssemos dignos de Seu favor, mas porque Ele se deleita em mostrar-se longânimo para conosco. Ele nos acolheu movido pela Sua própria graça, e não porque fôssemos dignos de ser amados. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). Sim, Cristo convida os cansados! Esse cansaço espiritual é que capacita o pecador a vir a Cristo, o que também permite que Cristo socorra o pecador. Onde houver esse cansaço, haverá também o descanso! Esses dois aspectos são encontrados lado a lado. Talvez você diga: "Este lugar de descanso não é para mim". O quê? você quer dizer que esse descanso não se destina a você?" Ora, esse descanso não se destina aos cansados? Talvez você insista: "Mas, eu não posso fazer uso dele". O quê? Você não pode fazer uso do descanso? Você quer dizer algo como: "Estou tão cansado que nem posso sentar-me?" Se você tivesse dito: Estou tão cansado que nem posso ficar de pé, nem andar e nem subir em lugares elevados, todos lhe entenderiam. Mas, dizer alguém: "Estou tão cansado que nem posso sentar-me" exprime uma grande tolice, ou algo pior, pois estaria fazendo do ato de sentar-se uma ação meritória, dando a entender que sentar-se é fazer algo importante, que requer um longo e prodigioso esforço.
Ouçamos, pois, as graciosas palavras do Senhor: "Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede. Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (João 4:10). "Tu lhe pedirias, e ele te daria água viva!" Isso é tudo. Quão real, quão verdadeiro, quão gratuito; e ainda, quão simples! Ou então, escutemos a voz do servo, na pessoa de Lutero: "Oh, meu querido irmão, aprenda a conhecer a Cristo crucificado. Aprenda a entoar um novo cântico; a desistir de obras anteriores, e a clamar a Ele: Senhor Jesus, Tu és a minha retidão, e eu sou o Teu pecado. Tomaste sobre Ti o que é meu, e me deste o que é Teu. O que eu era, nisso Te tornaste, a fim de que eu me tornasse naquilo que eu não era. Cristo habita somente com os pecadores confessos. Medita com freqüência no amor de Cristo e provarás quão doce Ele é". Sim, perdão, paz, vida - todas essas coisas são dádivas. Os dons divinos, trazidos do céu pelo Filho de Deus são oferecidos pessoalmente a cada pecador necessitado pelo Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Esses dons não se destinam a ser comprados, mas recebidos; da mesma forma que os homens recebem a luz do sol, completa, garantida e gratuitamente. Esses dons não se destinam a ser merecidos por meio de esforços ou sofrimentos pessoais, por meio de orações ou lágrimas; antes, devem ser aceitos imediatamente, como aquilo que foi adquirido pelos labores e pelos sofrimentos do nosso grande Substituto. Não devemos ficar esperando por esses dons, mas eles devem ser aceitos prontamente, sem qualquer hesitação ou falta de confiança, da mesma forma que os homens aceitam os presentes de amor de algum amigo generoso. E também não devem ser reivindicados com base na aptidão ou na bondade, mas antes, por causa da necessidade e indignidade da pobreza e do vazio espirituais.

Observação: O autor prossegue o livro desenvolvendo os seguintes temas: "Qual é Minha Esperança?", "Em Meu Lugar", "Muito Tempo", "Não posso Largar!", "Para Onde? Para Onde?", "A Aparência deste Mundo Passa", "E se Isso for Verdade?" e "A Era Vindoura".

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Fonte: Horatius Bonar, Como Irei a Deus?, Editora Fiel.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O obstinado amor de Deus - Brennan Manning......


Dois milênios de cristianismo proporcionaram tempo mais que suficiente para que inúmeros pensadores tentassem descrever, qualificar ou quantificar o amor divino das mais diversas maneiras.

O esforço de minerar algum termo ou cunhar uma expressão grandiosa para articular esse conceito indizível — afinal, Deus é o próprio amor que dele emana — levou Lutero a se referir a ele como “fogo ardente”. Para Tereza de Ávila, era a “suprema perfeição”.

Francisco de Assis o considerava “galé de livres”, alusão (em contraponto) aos antigos navios impulsionados pelo trabalho escravo dos remadores."

Cristianismo no fio da navalha


Esta quase pronta a edição de Meu legado espiritual, novo livro de James Houston. O Dr. Houston já é conhecido de muitos cristãos brasileiros. Esteve alguns vezes por aqui convidado pelo pastor Ricardo Barbosa.
Nessa obra, o Dr. Houston discute a relação do cristão com a pós-modernidade. Trata-se de um texto que agravelmente incomoda. Segundo ele, os cristãos que assumem as consequências de sua fé estão contra a parede. Pois, não abrir mão de convicções é entendido como radicalismo religioso, e para não receber a pecha de intransigente tendem a aceitar as limitações que a sociedade lhes impõe.
Ao rever seus longos anos de vida, James Houston alerta sobre os riscos do cinismo religioso fruto da acomodação que o cristão se sujeita para não ser percebido como preconceituoso e fundamentalista.
Seu recado é simples e contundente: ser cristão é viver no fio da navalha, assumindo a identidade transformadora de Jesus. Como bem ilustra, Houston, existem opções que fazemos ao longo da vida que nos aproximam ou nos afastam da genúina espiritualidade.
Cada vez que tentamos nos parecer mais adestrados aos valores da sociedade pós-moderna, mesmo sem perceber, vendemos nossa alma e perdemos nossa identificação com Cristo.
Meu legado espiritual é um farol que aponta para uma salutar revisão das ênfases de nossa vida. Um guia para reorientar nossa trajetória, a fim de que outras pessoas possam beber da nossa fonte, se inspirar em nosso próprio legado.
Leia citações de duas importantes publicações sobre o livro:
Num época em que as prateleiras das livrarias estão apinhadas de auto-ajuda espiritual de fácil consumo e livros de como fazer em sete ou nove passos, Houston nos fornece um guia sólido, pertubador e intelectualmente acurado para a vida cristã.

Revista Christianity today
Aqueles que desejam espreitar a longa vida de um respeitável mentor cristão encontrarão farto banquete.
Meu legado espiritual chega em novembro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um caminho de integridade


- Texto para reflexão: Bem-aventurados os que trilham com integridade o seu caminho, os que andam na lei do Senhor! Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, que o buscam de todo o coração, que não praticam iniqüidade, mas andam nos caminhos dele! Tu ordenaste os teus preceitos, para que fossem diligentemente observados (Salmo 119.1-4).

A palavra integridade vem do latim integritate. Ela significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de
honra, ética, educada, imparcial, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.
Sempre quando falamos em integridade vem a palavra honra. A integridade tem a ver com o bom nome, a boa imagem e uma vida de caráter irrepreensível.
Na realidade das Escrituras uma pessoa que anda com Deus, passa a ter uma marca profunda, integridade no coração. Esta pessoa não se vende por situações momentâneas. Esta pessoa não infrige as normas e leis. Ela não visa prejudicar alguém por um motivo fútil e incoerente.
Integridade é ser aquilo que dizemos que somos. A Bíblia diz no Salmo 25.21: A integridade e a retidão me protejam, porque em ti espero.
E o salmista afirma que felizes são os que se conduzem com integridade no coração. É crucial mantermos a integridade na vida. E ela começa nas pequenas questões da vida. Não podemos fazer o que achamos que é certo. Devemos fazer aquilo que tem a ver com a Escritura.
Vejam o pensamento do salmista:
Felizes: os que andam pelo caminho da inegridade.
E como o caminho é percorrido? Na lei do Senhor Deus.
Quando andamos com a integridade por meio da Escritura entendemos que ela está comprometida com o caráter acima do ganho pessoal, com as pessoas acima das coisas, com o serviço acima do poder, com os princípios acima da conveniência, com a visão da ética acima de qualquer valor.
Interessante avaliar o que o líder do Século 19 Prhilips Brooks afirmou sobre o caráter de uma pessoa:


“Toda vez que você quebra um princípio moral, cria uma pequena rachadura na fundação de sua integridade. E quando as coisas se complicam, fica mais difícil agir com integridade. O caráter não se forja numa crise, ele somente vem à luz” (MAXWELL, John C. Os 4 segredos do Sucesso. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008, pp.238, 239).

Que Deus nos dê a graça de sermos íntegros praticantes da Escritura Sagrada!

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Alcindo Almeida

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ENTRE O QUE É E O QUE SERÁ


- Texto para reflexão: Tu és... tu serás (João 1.42).


A vida, diferentemente dos efeitos visuais externos que ela pode produzir (o que temos ou o que desejamos ter), nos expõe com certa freqüência o conflito entre o que somos e o que desejamos ser.
E o que somos é fruto de uma somatória de fatores presentes em todo ser humano. Alguns aspectos nos diferenciam, mas, há evidencias que se fazem presente em toda a raça humana.
Na visão cristã, o homem vive em um mundo caído, afastado de seu propósito original. A idéia faz referencia a um ser humano criado e nascido para ser livre, para habitar um lugar perfeito (jardim), em condições físicas, mentais e psicológicas ideais, e que, após sua escolha pela desobediência, passa a viver em um mundo inadequado.
E é neste ambiente agora hostil, inadequado, que ele passa a conviver com um conflito permanente entre o bem e o mal.
Nas palavras do Apóstolo Paulo, há uma esquizofrenia primal em nós, “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não porém o efetuá-lo; porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Carta aos Romanos 7:19).
Some-se ainda as deformações originadas da herança deixada pelos nossos pais, voluntária ou involuntariamente, que por mais esforço que tenham feito ou façam, geraram em nós algumas deformações quer por escassez, que por abundancia, quer pelo que fizeram ou pelo que deixaram de fazer.
E finalmente, as interferências fruto das agressões “espirituais” que sofremos. São inverdades que nos são vendidas travestidas de verdades. São promessas de vida fácil ou soluções mágicas para nossas crises ou conflitos. Esses “produtos” podem estar à venda tanto nas ruas, como nas prateleiras das livrarias, ou ainda em alguns templos.
Podem ter roupagens de pessoas (transformadas em ídolos), coisas (transformadas em objetos de desejo).
Tudo isso evidencia-nos um diagnóstico:

I – AQUILO QUE SOMOS:
Frágeis, imperfeitos, limitados. Uma natureza humana corrompida pelo meio. Um comportamento egoísta, gerador de opressões e enfermidades, fazendo adoecer não só o corpo, como também a alma.
Oliver Wendell Holmes (médico e pensador americano do Século XIX) escreveu: “O que se encontra atrás de nós e o que se encontra à frente são problemas menores, comparados com o que existe dentro de nós”.
Todas as vezes que vejo cenas daqueles homens-bomba, lembro-me de como minha natureza é frágil, pronta para explodir. Sei também que há pessoas que possuem mais potencial de explosão do que eu, mas enfim, em maior ou menor grau, potencialmente explosivos.
Creio que admitir nossa fraqueza é o primeiro passo em direção à recuperação.
O problema é que somos seres humanos duros de coração. Alguém já disse que o ser humano destrói o que mais diz amar. Senão veja: a forma como se trata os de casa, quando em meio a um conflito. A palavra dura dita a um cônjuge ou um filho. Um gesto egoísta ou estúpido com um amigo de trabalho.
Além da prática indesejável, insistimos em encontrar explicações razoáveis para elas, ou ainda mostrar que existem outros bem piores do que nós.
A verdade é que, desnudados diante de nós mesmos e confrontados com o que somos, ficamos não poucas vezes, envergonhados.


II– AQUILO QUE PODEREMOS SER.
Certa vez perguntaram a Michelangelo (grande pintor, escultor, poeta e arquiteto renascentista italiano do séc XV) sobre o que ele estava fazendo, enquanto trabalhava uma grande pedra de mármore. Ele disse: “Estou liberando um anjo que está preso neste mármore”.
A frase citada acima: “Tu és... tu serás”, faz parte de um diálogo mantido por Jesus com um homem que o acabara de conhecer (embora Jesus já o conhecesse) – Pedro. Ele havia sido levado a Jesus por seu irmão André. Ao encontrarem-se, Jesus lhe disse: “Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.
Gosto de pensar a vida assim. Gosto de saber que Deus sabe muito bem quem eu sou, mas olha para mim ante as Suas imensas possibilidades. Aliás, Ele é o Deus de todas as possibilidades.

Concluindo,
“Tu és... tu serás” – Há uma história do amor de Deus a ser escrita em sua vida.
Creia nisso!
Deus o abençoe rica e abundantemente.
Em Cristo,
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Pr. . Hilder C Stutz

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Discurso de Barack Obama.....

Olá, Chicago!

Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta.É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.
É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.
Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos e estados azuis.Somos, e sempre seremos, os EUA da América.
É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA.Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.
O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.
Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.
Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.
A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho. À melhor equipe de campanha formada na história da política. Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir.
Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.
Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.
Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um Governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.
Esta é a vitória de vocês.Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.
Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.
Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.
Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.
O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos.Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos.Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.
O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.
Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.
Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.
A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar.
Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.
Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem-se e estenderem a mão para votar. Podemos.Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.
Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos". Podemos.
O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação.E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar.Podemos.EUA avançamos muito.
Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos?Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.
Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.
E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
Obrigado.
Que Deus os abençoe.
E que Deus abençoe os EUA da América".

VOCÊ SABE QUE DIA É HOJE?


No dia 31 de outubro de 1517 o monge agostiniano Martinho Lutero afixou nas portas de sua igreja, em Wittemberg, na Alemanha, um anúncio contendo 95 teses contra a venda das indulgências e a infalibilidade do Papa. Esse gesto inaugurou um processo histórico conhecido como Reforma Protestante.
Você que me lê neste momento já é suficientemente crescido para se lembrar de seu pecado mais escabroso, aquele que só de lembrar, estando sozinho, você sente um aquecimento por dentro, as faces ruborizam e a vergonha toma conta do seu ser. Esse mesmo! Lembrou? Pois bem, se fosse possível para você pagar um determinado valor que o livrasse desse sentimento, quanto você pagaria?
Pois bem, durante a Baixa Idade Média (séculos XI ao XVI), disseminou-se a idéia da necessidade de se pagar indulgências para a obtenção do perdão divino, eliminação dos pecados (passado, presente e futuro) e garantia de acesso ao Paraíso, sem passar pelo Purgatório (espécie de ante-sala do Céu, para purificar a sua alma, uma que o sacrifício vicário de Cristo não era suficiente, vê se pode isso...). Ah! Se você pagasse o dobro do valor estipulado, poderia escolher um parente morto para livrá-lo do Purgatório também, já que ele morreu sem saber dessa liquidação relâmpago de perdão e salvação.
Após formar-se no seminário, o jovem Lutero foi para Wittemberg, lecionar Teologia do Novo Testamento. Devido à sua sagacidade e raciocínio brilhante , associado às inquietações e indagações típicas do homem renascentista, Lutero logo se tornou um dos professores mais populares da universidade. Passou a ministrar as missas para a cidade também, mas de uma forma totalmente nova, falando de frente para os fiéis, em alemão, quando a prática era de costas para o público e em latim, ou seja, ninguém entendia patavinas... As pessoas saíam da igreja, após a missa ministrada por Lutero dizendo: "Finalmente entendi alguma coisa!" ou "Agora sim!". Alguns tinham aquela famosa reação bovina: "hmmmmmmmmmmmm..."
O superior de Lutero, o bispo de Tetzel, autorizou a venda de indulgências em Wittemberg, Lutero protestou contra o fato, tentou instruir os fiéis e finalmente afixou as teses na porta da sua igreja. Há que se entender o contexto da época, as igrejas eram o centro social, político, cultural e, de vez em quando, religioso das cidades medievais. Afixar algum anúncio na porta de uma igreja era o mesmo que colocar um anúncio de primeira página no jornal de maior circulação de uma cidade dos dias atuais. Tinha uma divulgação e credibilidade.
Lutero foi chamado a retratar-se de suas teses, sob pena de excomunhão e morte. Pediu 24 horas para pensar e orar, de acordo com a tradição, após esse período, respondeu:
"Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão - porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável. Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!" (Worms, 17 de abril de 1525). Nesta ocasião, Lutero tinha 42 anos de idade. Havia publicado as suas teses aos 34 anos. Bons tempos nos quais jovens de 34 anos (e digo jovens, pois para mim, que estou batendo nos 40, todo sujeito abaixo dessa idade é novinho, novinho, ainda mais que tem os adol escentes de 40 anos atualmente...) estavam prontos a mudar seu mundo.
Mas isso tudo é História, passaram-se 491 anos. A Reforma é uma realidade no ocidente e no mundo. O Brasil é o país que mais exporta missionários evangélicos. O Protestantismo é o seguimento religioso que mais cresce no nosso país. Aliás, virou moda dizer que se converteu. Alguns dos que me lêem lembram-se do tempo em que dizer que era protestante numa sala de aula ou ambiente de trabalho era sinônimo de exclusão, de estranhamento. Um tempo atrás conversava com um amigo, filho de pastor, que me contava das dificuldades para se plantar igrejas no interior do Brasil. Momentos em que ele se lembrava de fic ar encolhido, abraçado à sua mãe, dentro de casa, enquanto pessoas apedrejavam a casa pelo simples fato de serem protestantes, ou ainda, de ser colocado isolado na sala de aula, para não se misturar com as outras crianças.
Hoje temos garantida a nossa liberdade na própria lei do país, como isso custou caro. Como o simples fato de domingo eu sair da minha casa, com a minha família, ir para a igreja, encontrar irmãos da mesma fé, louvar, ouvir a Palavra de Deus, tudo isso livremente, sem hostilidades. Só isso já se torna uma grande benção. Mas foi caro, muito caro.
É notório que a igreja protestante necessita de uma nova Reforma, perdemos a simplicidade do evangelho, perdemos a suficiência da Cruz. A cada dia ouço sobre o surgimento de novo profeta ou profetisa, da necessidade de saber mais sobre o inimigo do que sobre Deus, com a desculpa de se estar mais equipado para o "combate".

Ouço sobre o aumento do sectarismo e populismo evangélico, pessoas que vão às igrejas e não entendem o dialeto ali falado ou a coreografia apresentada nesse momento denominado de "louvor".
Que nesse dia de aniversário da Reforma possamos nos contentar e alegrar com as palavras de Lutero:

Somente Cristo,
Somente a Graça,
Somente a Fé

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Eduardo Aparicio Baez Ojeda
Curso e Colégio Ápice Campinas
Editora Moderna - São Paulo
Liceu Terras do Engenho - Piracicaba

CELEBRAÇÃO DE NATAL NA IPP -

JESUS É O NOSSO REDENTOR
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02/12/08: Reunião de Oração 20:00 - Pr. Alcindo Almeida – Jesus é anunciado
07/12/08: Pr. AIbert Rodrigues - Jesus nasceu as 9:00 horas da manhã e a noite 18:30 - Canções de Natal – Pr. Gerson Borges - O Nosso Redentor numa manjedoura
09/12/08: Reunião de Oração 20:00 - Pb. Carlos Pavani – Cantem ao Redentor
14/12/08: Pr. Israel Sifolelli -Jesus nos Salmos e a noite Canções de Natal – Tributai Acústico
16/12/08: Reunião de Oração 20:00 - Pb. Levi Oliveira: O cântico de Maria
21/12/08: Pr. Alcindo Almeida: Paz na terra, o Redentor chegou! e a noite Pr. Alcindo Almeida: O Cântico de Simeão - Cantata do Coral Infanto Juvenil da IPP
23/12/08: Reunião de Oração 20:00 - Pr. Alcindo Almeida: O Cântico de Zacarias.

Não percam este tempo de celebração na IPP.


Em busca do centro da vontade de Deus


- Texto para reflexão: O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não abandones as obras das tuas mãos (Salmo 138.8).

Há um hino que possui uma letra muito profunda e tem tudo a ver com o Salmo 138:

“Tua vontade faze, ó Senhor!
Eu sou feitura, tu és o autor.
Molda e refaze todo o meu ser,
Segundo as normas do teu querer.
Tua vontade faze, ó meu Deus!
Sonda e corrige os passos meus!
Torna-me santo porque tu és!
Ouve os meus rogos, eis-me aos teus pés.
Tua vontade faze, ó meu Pai!
Por ela o cristão vive e não cai.
Guia-me a vida com tua luz!
Poder e graça dá-me em Jesus.
Tua vontade, boa e sem par,
Quero na vida realizar.
Vive, triunfa, domina, enfim,
Reina, supremo, meu Deus, em mim! Amém”.
(Hino 218- A.A. Pollard - A. Almeida).

Necessitamos mais do que nunca, de um centro orientador que nos liberte de uma vida manipulada e manipuladora, que busca uma satisfação que logo é interrompida pela desilusão e pelo desapontamento
O salmista afirma que Deus é contra a ira dos inimigos. Ele diz que embora ande no meio da angústia Deus estende a sua mão, sua destra salva. O Senhor revivifica o seu servo.
Quando estamos em lutas diversas na vida Deus vem e estende sua mão para nós e nos revivifica. Assim como ele fez com Elias numa caverna quando estavas triste, sem ânimo e vigor na vida.
O salmista fala algo que deve nos motivar e trazer a certeza de que ele sempre fará o melhor na nossa vida. Ele diz: O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. Em outra tradução diz: O Senhor levará a bom termo o que me concerne.
É verdade, podemos confiar que em tudo da vida, Deus nos aperfeiçoará e nos levará a bom termo. E com toda certeza poderemos cantar a ele: A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre!
Só que as escolhas nos tornam hesitantes e ficamos com medo de não darem certo. E acontece isso porque não acreditamos muito nesta promessa do eterno e soberano Deus: O Senhor levará a bom termo o que me concerne. E por isso, quanto mais opções nós tivermos, mais hesitação encontraremos na vida.
Em todas as esferas da vida, encontramos diante de nós um número variado de escolhas que intensificam a dúvida e a hesitação, aumentam a ansiedade e nos tornam vulneráveis à propaganda e à sedução. Por isso, precisamos buscar um centro na vida, a vontade de Deus sempre. Porque ele sabe exatamete aquilo que é necessário na nossa vida!
Que a graça do eterno seja sobre nós para compreendermos estas verdades!
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Alcindo Almeida