terça-feira, 18 de novembro de 2008

Há um impostor dentro de nós


- Texto para reflexão: Miserável homem que eu sou! (Romanos 7.24).

Thomas Merton disse: "Cada um de nós é eclipsado por uma pessoa ilusória: um falso eu".O conceito de pecado de Thomas Merton não se centra em atos pecaminosos isolados, mas fundamentalmente no ato de optarmos por uma vida de fingimento. A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça (MANNING, Brennan. O obstinado amor de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 19).
Há um livro chamado de: Os cinco pontos do Calvinismo. O primeiro ponto tratado pelo sistema calvinista é a doutrina bíblica da depravação total ou inabilidade total. Quando o calvinista fala do homem como sendo totalmente depravado, quer dizer que sua natureza é corrupta, perversa e totalmente pecaminosa. O adjetivo “total” não significa que cada pecador está tão completamente corrompido em suas ações e pensamentos quanto lhe seja possível ser. O termo é usado para indicar que todo o ser do homem foi afetado pelo pecado. A corrupção estende-se a todas as partes do homem, corpo e alma.
O pecado afetou a totalidade das faculdades humanas - sua mente, sua vontade, etc. (Ler a Confissão de Fé, VI, p. 2). Também se pode usar o adjetivo “total” para incluir nele toda a raça humana, sem exceção. Como resultado dessa corrupção inata, o homem natural é totalmente incapaz de fazer qualquer coisa espiritualmente boa. É o que se quer dizer por “inabilidade total”.
Quando Paulo diz: Miserável homem que eu sou. Ele quer evidenciar que este falso eu é o depravado que está dentro de nós. E quando estamos sozinhos demonstramos com mais verdsade o que realmente somos por dentro. Somos depravados. E só um homem desta sensibilidade é que poderia ter coragem para expressar este homem pecaminoso por dentro.
Aprendemos nas Sagradas Escrituras que há um mal que domina o homem. Temos a imputação da culpa do pecado de nossos primeiros pais. O pecado original representa, portanto, a depravação e a corrupção hereditárias de nossa natureza, difundidas por todas as partes da alma, que, em primeiro lugar, nos fazem condenáveis à ira de Deus; em segundo lugar, também produzem em nós aquelas obras que a Escritura chama de “obras da carne” (Gl. 5.19).
O próprio apóstolo Paulo mostra que a morte se propagou a todos, porque todos pecaram; isto é, todos estão amarrados no pecado original (Rm. 5.12).
São muitas as nossas misérias, uma a uma, quão saturadas são elas. Somos cheios de concupiscências, sujeitos às paixões, repletos de ilusões. Nossa mente está propensa sempre ao mal, inclinada a todo vício, por fim, plena de ignomínia e confusão.
A Bíblia fala que até mesmo todos nossos próprios atos de justiça, examinados à luz da verdade, são achados como se fossem trapos imundos (Is. 64.6). Diz também que o homem se tornou semelhante à fatuidade (Salmo 144.4).
Como Max Lucado metaforicamente afirma, estamos no ônibus do prazer, das posses, do poder e da paixão. Um ônibus que se chama festa e está cheio de gente rindo e na farra (LUCADO, Max. Ele escolheu você. São Paulo: Betania, 2002, p. 19). É um lugar onde há escândalo e libertinagem da carne.
A dica para nós é que devemos tomar cuidado com o pecado e os efeitos dele. Não podemos brincar com fogo na vida espiritual. A vida cristã deve ser uma fuga diária da prática do pecado, pois ela entristece aquele que habita em nós.
João afirma: Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade (I João 1.8).
Não nos esqueçamos de algumas dicas profundas para o nosso coração:
O pecado quebra nossa relação com Deus;
Quando andamos na direção oposta, sentimo-nos longe de Deus;
Uma vida de prática constante do pecado será tão dura que nos afastaremos da graça de Deus;
Quando damos vazão para a carne não estamos cumprindo nosso verdadeiro papel de servos de Deus;
Cuidado: Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte (Provérbios 16.25).
Corramos para a graça e temor de Deus para evitarmos o pecado na vida.
Que nos ajude a entender a necessidade da graça dele para fugirmos do pecado!

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Pr. Alcindo Almeida





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