
Texto para reflexão: "Eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria" (João 16.22).
"A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus" (B. Manning).
"O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus — razão por que é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre" (Beatrice Bruteau).
"Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha" (B. Manning).
O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver.
Com anos desperdiçados em vãos arrependimentos, energias dissipadas em relacionamentos e projetos conduzidos a esmo, emoções embotadas, passivas diante de qualquer experiência que o dia proporcione, essas pessoas são todas como dormentes roncadores que se ressentem de ter tido sua paz perturbada. A desconfiança existencial delas em relação a Deus, ao mundo e mesmo a elas próprias subjaz nelas a incapacidade de assumir um compromisso apaixonado com qualquer pessoa ou com qualquer coisa.
O coração intocado deixa um legado de grandes aparências e pouco conteúdo, além de "muitas bolas de golfe perdidas". A simples vacuidade da vida não-vivida garante que jamais se sentirá falta dessa pessoa. "Essas pessoas, vivendo de emoções emprestadas, tropeçando pelos corredores do tempo como os passageiros embriagados de um cruzeiro... nunca saboreiam a vida o suficiente para ser ou santos, ou pecadores."7
Paul Claudel certa vez declarou que o maior pecado é perder o senso do pecado. Se o pecado é apenas uma aberração causada por estruturas sociais, circunstâncias, ambientes, temperamentos, compulsões e educação opressivos, admitiremos a condição humana pecaminosa, mas negaremos que somos pecadores. Vemo-nos basicamente como pessoas aceitáveis, benevolentes, com manias e neuroses de menor monta que compõem a sorte comum da humanidade. Racionalizamos e minimizamos nossa capacidade aterradora de fazer as pazes com o mal e assim rejeitar tudo o que em nós não seja aceitável.
A essência do pecado reside na enormidade de nosso egocentrismo, que nega a dependência e a imprevisibilidade presentes no âmago do nosso ser e desloca a soberania de Deus com aquilo que Alan Jones chama "os dois por cento sugantes constituídos pelo nosso ser". Nosso fascínio por poder, prestígio e posses justifica a auto-afirmação irredutível, não importa o estrago infligido sobre as pessoas. O impostor insiste em dizer que sair em busca da "Pole Position" é a única postura sensata num mundo em que vence o mais forte. A menos e até que enfrentemos nossa crueldade santarrã, não poderemos apreender o significado da reconciliação que Cristo efetuou no monte Calvário. Não podemos receber o que o Mestre crucificado tem para dar, a menos que admitamos nossa situação difícil e estendamos as mãos até que nossos braços doam.
Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha."... ou seja, [...] Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens" (2Co 5:19).
A vida daqueles plenamente empenhados na luta humana será perfurada com buracos de bala. O que quer que tenha acontecido na vida de Jesus vai de algum modo acontecer conosco. As feridas são necessárias. A alma precisa ser ferida, bem como o corpo. É uma ilusão pensar que o estado natural e correto das coisas é viver sem feridas.8 Os que usam coletes à prova de balas para se proteger do fracasso, do naufrágio e da mágoa nunca saberão o que é o amor. A vida sem ferimentos não tem nenhuma semelhança com o Mestre.
Pouco depois de entrar no seminário, fui a um sacerdote e lhe contei meus inumeráveis embates com a embriaguez durante meus três anos no corpo de fuzileiros e como lamentava sobre o tempo desperdiçado na auto-satisfação. Para minha surpresa, ele sorriu e disse: "Regozije-se e alegre-se. Você terá um coração cheio de compaixão por aqueles que transitam por essa estrada solitária. Deus usará seu dilaceramento para abençoar muitas pessoas". Não devemos ser comidos vivos pela culpa. Podemos parar de mentir para nós mesmos. O coração reconciliado afirma que tudo o que me aconteceu tinha de acontecer para tornar-me no que sou — sem exceção.
Thomas Moore acrescenta esta percepção: "Nossas depressões, ciúmes, narcisismo e fracassos não estão na contramão da nossa vida espiritual. Na realidade, são essenciais a ela. Quando acolhidos, impedem que o espírito alce vôos estratosféricos rumo ao perfeccionismo e ao orgulho espiritual".9
Somente num relacionamento da mais profunda intimidade permitimos que nos conheçam como realmente somos. Já é suficientemente difícil viver com a consciência de nossa avareza e superficialidade, de nossas ansiedades e infidelidades. Revelar nossos segredos escuros a outrem é intoleravelmente arriscado. O impostor não quer sair do esconderijo. Ele tomará o estojo de cosméticos e os aplicará sobre seu rostinho bonito para se tornar "apresentável". Com quem posso me abrir? Com quem posso abrir o coração? Não posso admitir que errei; não posso admitir que cometi um erro enorme, exceto a alguém que, sei, me aceitará.
Nossa salvação e força residem em confiarmos plenamente no grande Mestre, que partiu o pão com o pária da sociedade chamado Zaqueu. O fato de compartilhar uma refeição com um pecador famigerado não era meramente um gesto de tolerância liberal e de sentimento humanitário. Esse ato incorporava a missão e a mensagem dele: perdão, paz e reconciliação para todos, sem exceção.
A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus. A auto-aceitação torna-se possível somente por meio de uma confiança radical na minha aceitação por Jesus exatamente como sou. E o significado das palavras do Mestre — "Veja, faço novas todas as coisas" — torna-se luminosamente claro.
Os que abriram a porta para Jesus, reclinaram-se à mesa e escutaram as batidas de seu coração experimentarão ao menos quatro lições. Primeira: escutar as batidas do coração do Mestre é imediatamente uma experiência trinitaria. O momento em que você pressiona o ouvido contra o coração dele, instantaneamente ouve ao longe as pegadas de Aba. Não sei como isso acontece. Acontece simplesmente. É um movimento simples que parte da mera cognição intelectual à consciência experiencial de que Jesus e o Pai são um no Espírito Santo, o vínculo de ternura infinita entre eles.
Segunda: percebemos que não estamos sozinhos na Estrada dos Tijolos Amarelos.10 O trânsito é intenso. Os companheiros de viagem estão em toda parte. Não é mais somente eu e Jesus. A estrada é pontilhada com o moral e o imoral, o belo e o repulsivo... e a palavra do Mestre, naturalmente, é amar a cada pessoa ao longo do caminho.
Terceira: quando nos reclinamos à mesa com Jesus, aprendemos que a recuperação da paixão está intimamente ligada à descoberta da paixão de Jesus.
Uma transação extraordinária acontece entre Jesus e Pedro na praia do Tiberíades... na forma de uma pergunta de travar o coração. "Você me ama?" O que está acontecendo aqui? O Jesus que morreu uma morte sangrenta, abandonado por Deus, para que pudéssemos viver, está perguntando se o amamos!
A vulnerabilidade de Deus em permitir-se ser afetado por nossa resposta e a mágoa de Jesus quando chorou sobre Jerusalém por não recebê-lo são totalmente estupefantes. Quando Deus vem jorrando para dentro de nossa vida no poder da sua Palavra, tudo o que ele pede é que fiquemos atordoados e surpreendidos, boquiabertos e com respiração ofegante.
Quarta: ocorre-nos a percepção de que Deus é totalmente Outro. Estamos na presença magistral de Deus. A fé se agita e nosso temor e tremor encontram expressão mais uma vez. Em adoração, movemo-nos para a tremenda pobreza que é a adoração de Deus. Mudamo-nos do Cenáculo, onde João havia reclinado a cabeça sobre o peito de Jesus, para o livro de Apocalipse, no qual o discípulo amado cai prostrado diante do Cordeiro de Deus.
Permita que o grande Mestre o abrace silenciosamente contra seu coração. Ao aprender quem ele é, descobrirá quem você é: o filho de Aba em Cristo, nosso Senhor.
Hoje, no planeta terra, que você possa experimentar a maravilha e a beleza de você mesmo como filho de Aba e templo do Espírito Santo por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém " (Larry Hein).
"O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus — razão por que é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre" (Beatrice Bruteau).
"Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha" (B. Manning).
O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver.
Com anos desperdiçados em vãos arrependimentos, energias dissipadas em relacionamentos e projetos conduzidos a esmo, emoções embotadas, passivas diante de qualquer experiência que o dia proporcione, essas pessoas são todas como dormentes roncadores que se ressentem de ter tido sua paz perturbada. A desconfiança existencial delas em relação a Deus, ao mundo e mesmo a elas próprias subjaz nelas a incapacidade de assumir um compromisso apaixonado com qualquer pessoa ou com qualquer coisa.
O coração intocado deixa um legado de grandes aparências e pouco conteúdo, além de "muitas bolas de golfe perdidas". A simples vacuidade da vida não-vivida garante que jamais se sentirá falta dessa pessoa. "Essas pessoas, vivendo de emoções emprestadas, tropeçando pelos corredores do tempo como os passageiros embriagados de um cruzeiro... nunca saboreiam a vida o suficiente para ser ou santos, ou pecadores."7
Paul Claudel certa vez declarou que o maior pecado é perder o senso do pecado. Se o pecado é apenas uma aberração causada por estruturas sociais, circunstâncias, ambientes, temperamentos, compulsões e educação opressivos, admitiremos a condição humana pecaminosa, mas negaremos que somos pecadores. Vemo-nos basicamente como pessoas aceitáveis, benevolentes, com manias e neuroses de menor monta que compõem a sorte comum da humanidade. Racionalizamos e minimizamos nossa capacidade aterradora de fazer as pazes com o mal e assim rejeitar tudo o que em nós não seja aceitável.
A essência do pecado reside na enormidade de nosso egocentrismo, que nega a dependência e a imprevisibilidade presentes no âmago do nosso ser e desloca a soberania de Deus com aquilo que Alan Jones chama "os dois por cento sugantes constituídos pelo nosso ser". Nosso fascínio por poder, prestígio e posses justifica a auto-afirmação irredutível, não importa o estrago infligido sobre as pessoas. O impostor insiste em dizer que sair em busca da "Pole Position" é a única postura sensata num mundo em que vence o mais forte. A menos e até que enfrentemos nossa crueldade santarrã, não poderemos apreender o significado da reconciliação que Cristo efetuou no monte Calvário. Não podemos receber o que o Mestre crucificado tem para dar, a menos que admitamos nossa situação difícil e estendamos as mãos até que nossos braços doam.
Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha."... ou seja, [...] Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens" (2Co 5:19).
A vida daqueles plenamente empenhados na luta humana será perfurada com buracos de bala. O que quer que tenha acontecido na vida de Jesus vai de algum modo acontecer conosco. As feridas são necessárias. A alma precisa ser ferida, bem como o corpo. É uma ilusão pensar que o estado natural e correto das coisas é viver sem feridas.8 Os que usam coletes à prova de balas para se proteger do fracasso, do naufrágio e da mágoa nunca saberão o que é o amor. A vida sem ferimentos não tem nenhuma semelhança com o Mestre.
Pouco depois de entrar no seminário, fui a um sacerdote e lhe contei meus inumeráveis embates com a embriaguez durante meus três anos no corpo de fuzileiros e como lamentava sobre o tempo desperdiçado na auto-satisfação. Para minha surpresa, ele sorriu e disse: "Regozije-se e alegre-se. Você terá um coração cheio de compaixão por aqueles que transitam por essa estrada solitária. Deus usará seu dilaceramento para abençoar muitas pessoas". Não devemos ser comidos vivos pela culpa. Podemos parar de mentir para nós mesmos. O coração reconciliado afirma que tudo o que me aconteceu tinha de acontecer para tornar-me no que sou — sem exceção.
Thomas Moore acrescenta esta percepção: "Nossas depressões, ciúmes, narcisismo e fracassos não estão na contramão da nossa vida espiritual. Na realidade, são essenciais a ela. Quando acolhidos, impedem que o espírito alce vôos estratosféricos rumo ao perfeccionismo e ao orgulho espiritual".9
Somente num relacionamento da mais profunda intimidade permitimos que nos conheçam como realmente somos. Já é suficientemente difícil viver com a consciência de nossa avareza e superficialidade, de nossas ansiedades e infidelidades. Revelar nossos segredos escuros a outrem é intoleravelmente arriscado. O impostor não quer sair do esconderijo. Ele tomará o estojo de cosméticos e os aplicará sobre seu rostinho bonito para se tornar "apresentável". Com quem posso me abrir? Com quem posso abrir o coração? Não posso admitir que errei; não posso admitir que cometi um erro enorme, exceto a alguém que, sei, me aceitará.
Nossa salvação e força residem em confiarmos plenamente no grande Mestre, que partiu o pão com o pária da sociedade chamado Zaqueu. O fato de compartilhar uma refeição com um pecador famigerado não era meramente um gesto de tolerância liberal e de sentimento humanitário. Esse ato incorporava a missão e a mensagem dele: perdão, paz e reconciliação para todos, sem exceção.
A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus. A auto-aceitação torna-se possível somente por meio de uma confiança radical na minha aceitação por Jesus exatamente como sou. E o significado das palavras do Mestre — "Veja, faço novas todas as coisas" — torna-se luminosamente claro.
Os que abriram a porta para Jesus, reclinaram-se à mesa e escutaram as batidas de seu coração experimentarão ao menos quatro lições. Primeira: escutar as batidas do coração do Mestre é imediatamente uma experiência trinitaria. O momento em que você pressiona o ouvido contra o coração dele, instantaneamente ouve ao longe as pegadas de Aba. Não sei como isso acontece. Acontece simplesmente. É um movimento simples que parte da mera cognição intelectual à consciência experiencial de que Jesus e o Pai são um no Espírito Santo, o vínculo de ternura infinita entre eles.
Segunda: percebemos que não estamos sozinhos na Estrada dos Tijolos Amarelos.10 O trânsito é intenso. Os companheiros de viagem estão em toda parte. Não é mais somente eu e Jesus. A estrada é pontilhada com o moral e o imoral, o belo e o repulsivo... e a palavra do Mestre, naturalmente, é amar a cada pessoa ao longo do caminho.
Terceira: quando nos reclinamos à mesa com Jesus, aprendemos que a recuperação da paixão está intimamente ligada à descoberta da paixão de Jesus.
Uma transação extraordinária acontece entre Jesus e Pedro na praia do Tiberíades... na forma de uma pergunta de travar o coração. "Você me ama?" O que está acontecendo aqui? O Jesus que morreu uma morte sangrenta, abandonado por Deus, para que pudéssemos viver, está perguntando se o amamos!
A vulnerabilidade de Deus em permitir-se ser afetado por nossa resposta e a mágoa de Jesus quando chorou sobre Jerusalém por não recebê-lo são totalmente estupefantes. Quando Deus vem jorrando para dentro de nossa vida no poder da sua Palavra, tudo o que ele pede é que fiquemos atordoados e surpreendidos, boquiabertos e com respiração ofegante.
Quarta: ocorre-nos a percepção de que Deus é totalmente Outro. Estamos na presença magistral de Deus. A fé se agita e nosso temor e tremor encontram expressão mais uma vez. Em adoração, movemo-nos para a tremenda pobreza que é a adoração de Deus. Mudamo-nos do Cenáculo, onde João havia reclinado a cabeça sobre o peito de Jesus, para o livro de Apocalipse, no qual o discípulo amado cai prostrado diante do Cordeiro de Deus.
Permita que o grande Mestre o abrace silenciosamente contra seu coração. Ao aprender quem ele é, descobrirá quem você é: o filho de Aba em Cristo, nosso Senhor.
Hoje, no planeta terra, que você possa experimentar a maravilha e a beleza de você mesmo como filho de Aba e templo do Espírito Santo por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém " (Larry Hein).
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O escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades - experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.
De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. "Naquele momento", relata, "a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus."
Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado.
Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva.
Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável.
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