domingo, 30 de agosto de 2026

29 anos de pastorado: uma história escrita pela fidelidade de Deus


Hoje celebro 29 anos de pastorado na Igreja Presbiteriana do Brasil. Não consigo olhar para essa data apenas como quem comemora uma conquista pessoal.

Quando olho para trás, vejo uma longa peregrinação. Vejo pessoas, lugares, histórias, lágrimas, celebrações, perdas, amizades e, acima de tudo, vejo a mão do Eterno Deus sustentando cada passo.

No dia 30 de agosto, na IPEM — Igreja Presbiteriana de Ermelino Matarazzo — recebi a imposição de mãos dos pastores e presbíteros. Foi uma noite épica, daquelas que permanecem guardadas na memória.

Naquela noite fiz uma oração simples, mas que continua sendo uma espécie de norte para minha caminhada: Deus, ajuda-me a levar a sério cada momento do ministério pastoral!

Depois de 29 anos, continuo entendendo que esse pedido era muito maior do que eu imaginava. O ministério pastoral é feito de momentos. De uma conversa depois do culto, de uma oração ao lado de uma cama de hospital.

O ministério pastoral é feito de uma visita, de um abraço, de uma palavra de encorajamento, de uma celebração, de uma lágrima. De um nascimento, também de um casamento e de um batismo.

O ministério pastoral é feito do momento de despedida. É nesse cotidiano aparentemente comum que Deus realiza sua obra extraordinária.

Eugene Peterson, em Memórias de um pastor, nos ajuda a recuperar justamente essa visão do pastorado. O ministério não é uma corrida atrás de grandes resultados, títulos ou reconhecimento. O ministério é uma peregrinação de fidelidade. É aprender a estar presente diante de Deus e diante das pessoas que Ele coloca em nosso caminho.

Hoje, olhando para esses 29 anos, percebo que pastorear foi aprender a amar pessoas enquanto Deus também trabalhava em mim.

Nesses 29 anos de pastorado tive a alegria de ver pessoas sendo encontradas pela graça de Cristo. Vi batismos, vi noivados. Fiz 159 casamentos. Fui a centenas de festas de aniversários, de bodas e etc. Vi muitos nascimentos de crianças.

Nesses 29 anos de pastorado tive momentos de gratidão. Vi pessoas começarem a caminhar com Jesus e outras amadurecerem na fé.

Vi lágrimas transformarem-se em esperança e vi famílias sendo reconstruídas e vi amizades nascerem. E descobri que uma das maiores alegrias do pastorado é perceber que Deus nos permite participar de pequenos capítulos da história de pessoas que pertencem a Ele.

Nós não somos os autores dessas histórias. Somos peregrinos que Deus permite caminhar ao lado de outros peregrinos.

Não posso contar esses 29 anos sem falar da minha família. Tive a alegria de ter Erika, minha auxiliadora, ao meu lado durante toda essa jornada. Ela esteve comigo nos momentos diversos desses anos de pastorado. E sei que minha dotação também trouxe privações para sua vida. Minha agenda corrida, os compromissos, as demandas, as preocupações e tantas responsabilidades do ministério fizeram com que ela abrisse mão de muitas coisas.

Por isso, hoje quero agradecer a você, Erika. Obrigado por permanecer, obrigado por caminhar comigo. Obrigado pelas renúncias que muitas vezes ninguém viu. Obrigado por compartilhar comigo as alegrias e os pesos desse pastorado.

E uma das coisas que mais me alegra é perceber que, apesar de tudo, você não perdeu o foco: Cristo continua sendo o centro. Também celebro a nossa filha Isabella, que já está conosco há 17 anos. É uma alegria vê-la crescendo e fazendo parte dessa história. Ela também é parte dessas memórias que Deus está construindo em nossa família.

Nesses 29 anos de pastorado tive a alegria de pastorear algumas igrejas, onde servi e que deixaram marcas profundas em mim:

IPEM — Igreja Presbiteriana de Ermelino Matarazzo: Minha igreja mãe. Ali fui criado desde os 3 anos. Ali estão amizades da infância e da juventude. Pessoas que não ficaram apenas na memória, ficaram na alma. Depois de tantos anos, Deus ainda me concedeu a alegria de servir ali como pastor durante um ano e meio. E foi justamente ali que recebi a imposição de mãos para iniciar essa caminhada pastoral.

IPP — Igreja Presbiteriana de Pirituba: Foram dez anos de pastorado. Dez anos de aprendizado. Dez anos de desafios. Forma dez anos de muitas histórias boas e ruins. Dez anos de amizades que permanecem. Algumas pessoas que conheci ali continuam morando no meu coração até hoje.

IPL — Igreja Presbiteriana da Lapa: Foram três anos de caminhada. Ali também construí amizades preciosas. Entre elas, a amizade com o querido mestre Canelhas, de saudosa memória. Que homem sério com Deus. Virou meu pai. Algumas pessoas passam pela nossa vida. Outras deixam marcas que o tempo não consegue apagar, como o Felipe Morais, Ranulpho, Bia e Léo. Também o grande amigo e parceiro de visitas com sua esposa: Pr. Odilon e D. Lourdes.

IPAlpha — Igreja Presbiteriana em Alphaville: Desde 2012, é onde sirvo no ministério pastoral. É a igreja em que permaneci por mais tempo no pastorado. Aqui tenho construído amizades, vivido desafios, aprendido, servido e continuado minha peregrinação.

Cada uma dessas igrejas foi mais do que um lugar de trabalho. Foram lugares onde Deus trabalhou em mim. Mas, o pastorado também carrega muitas tristezas. A morte é uma dessas realidades.

O pastor encara a morte de perto. Entra em hospitais. Senta ao lado de famílias enlutadas. Participa de velórios. Abraça pessoas que acabaram de perder alguém amado.

E não há como fugir disso, o pastor também sofre. Também chora e fica sem respostas. E, nesses momentos, aprendemos que nem sempre somos chamados a explicar o sofrimento.

Às vezes, somos chamados simplesmente a estar presentes. Há dores que não precisam de uma explicação imediata. Precisam de uma presença amorosa, de uma oração, de um abraço e de lágrimas compartilhadas.

Talvez uma das grandes lições desses 29 anos seja esta: o pastorado não consiste em ter respostas para tudo, mas em permanecer fiel quando não temos respostas.

Nesses 29 anos de pastorado agradeço profundamente pelas amizades que Deus me concedeu. O Projeto Timóteo faz parte do meu coração nesses anos de jornada. Esse grupo de amigos se tornou uma verdadeira válvula divina de escape.

Ali encontrei amizade, conversa, descanso, comunhão e a lembrança de que ninguém precisa caminhar sozinho. Também agradeço à minha turma do JMC, que continua caminhando comigo. São amizades que atravessaram os anos. Amizades marcantes e que resistiram ao tempo. E isso também é graça.

Hoje não consigo olhar para trás dizendo que fiz tudo certo. Sei das minhas limitações e sei dos meus erros. Sei das palavras que poderiam ter sido melhores. Das pessoas que eu poderia ter ouvido mais.

Das vezes em que poderia ter sido mais paciente. Dos momentos em que poderia ter amado melhor. Mas, quando olho para toda essa história, uma verdade se torna cada vez mais evidente: a fidelidade de Deus é infinitamente maior do que a minha capacidade de permanecer fiel.

Se cheguei até aqui, não foi porque fui suficiente. Foi porque o Eterno Deus foi fiel a Ele mesmo. O pastorado não é uma história sobre a grandeza do pastor. É uma história sobre a graça do Deus que chama, sustenta, corrige, consola, usa e continua conduzindo.

Peterson me ajuda a compreender que a dotação pastoral é uma longa obediência no cotidiano. Não precisamos transformar cada dia em algo extraordinário. Precisamos apenas aprender a ser fiéis ao Deus que nos colocou naquele lugar, entre aquelas pessoas, naquele tempo.

E hoje, depois de 29 anos, posso dizer: valeu a pena, não porque tudo foi fácil. Não porque tudo foi bonito. Não porque não houve lágrimas. Mas, porque Cristo esteve presente em cada estação.

Quando olho para trás, vejo uma estrada. Algumas partes foram luminosas e outras foram escuras. Algumas foram marcadas por celebrações, outras por lágrimas.

Houve chegadas e partidas. Houve encontros e despedidas. Houve vida e houve morte. Mas, em todas elas havia uma constante: a fidelidade do Eterno Deus.

Por isso, hoje não celebro simplesmente 29 anos de pastorado. Celebro 29 anos da graça de Deus. E continuo com a mesma oração daquela noite de 30 de agosto: Deus, ajuda-me a levar a sério cada momento do ministério pastoral.

Que eu continue aprendendo a amar pessoas, anunciando Cristo. Que eu continue servindo e continue ouvindo. Que eu continue aprendendo e caminhando.

Como canta o salmista, eu canto também: Render-te-ei graças entre os povos, ó Senhor! Cantar-te-ei louvores entre as nações. Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens. (Salmo 57:9-10)

Soli Deo Gloria. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Leituras em agosto de 2026



1. SWINDOLL, Charles. Examinando as Escrituras: Redescubra o alimento que nutre a alma. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2019. Talvez isso já lhe tenha acontecido: você pega uma Bíblia sabendo que a mensagem nela contida é importante e pode fazer grande diferença em sua vida. Mas, por mais que tente, continua sendo um livro difícil e, às vezes, quase indecifrável. Charles Swindoll, pastor renomado e autor de obras de grande alcance, não só compreende a sua frustração como também desenvolveu um método que ao longo dos anos tem ajudado milhares de pessoas a redescobrirem o prazer na leitura da Bíblia. Ao conhecer plenamente a mensagem eterna e aplicá-la ao dia a dia, sua fé em Deus será nutrida e fortalecida como você nunca julgou possível. Contém 224 páginas.

2. NOUWEN, Henri J. M. Uma espiritualidade do viver. São Paulo: Editora Vida, 2018.Qual o segredo para se ter uma vida espiritual? Viver uma vida disciplinada, de acordo com Henri Nouwen. Na vida espiritual, disciplina exige esforço consciente para manter cada área da vida livre, sem ser preenchida, isso significa criar espaço para Deus. Nouwen identifica três disciplinas essenciais para manter uma vida de discipulado: solitude, comunidade e ministério. Este pequeno livro encorajador e cheio de ideias inspira os leitores a praticarem todas as três disciplinas. O resultado, promete Nouwen, é uma vida cheia de fruto, uma vida cheia do Espírito. Contém 72 páginas.

3. GREIDANUS, Sidney. Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2019. As aulas da Escola Dominical para crianças são cheias de pessoas e histórias do Antigo Testamento, e mesmo assim, nos cultos de adoração, essa porção da palavra de Deus é negligenciada ou marginalizada. Querendo proclamar o evangelho, muitos pregadores vão ficar com os textos do Novo Testamento e esquecer que, como lembrou Jesus, o Antigo Testamento também testifica dele. Da lei aos profetas e à literatura de sabedoria, o grande assunto de todas as Escrituras é Jesus. Em seu livro, Sidney Greidanus desafia os pastores a aceitarem o Antigo Testamento e mostrar Cristo às suas congregações. Ele 0gasta vários capítulos, respondendo à questão de como realizar essa tarefa com um som hermenêutico. Em sua revisão da história cristã, ele aponta as deficiências e as forças daqueles que precederam essa geração. Examinando o Novo Testamento, ele extrai princípios para pregar a Cristo e, então, desenvolve um método que mantém o expositor fiel ao texto.São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2019. Contém 432 páginas.

4. KELLER, Timothy. Ego transformado. São Paulo: Editora Vida Nova, 2014. Quais são as marcas de um coração sobrenaturalmente transformado? Essa é uma das questões sobre as quais o apóstolo Paulo trata quando escreve à igreja de Corinto. O interesse real dele não é algum tipo de reparo ou remendo; antes, uma mudança profunda, capaz de transformar a existência. Numa era em que agradar as pessoas, insuflar o ego e montar o curriculum vitae são vistos como os meios para “chegar lá”, o apóstolo nos chama a encontrar o verdadeiro descanso na bênção que é nos esquecermos de nós mesmos. Neste livro breve e contundente, Timothy Keller mostra que a humildade que brota do evangelho torna possível pararmos de vincular cada experiência e cada conversa com a nossa história e com quem somos. E assim podemos ficar libertos da auto-condenação. Quem é realmente humilde segundo o evangelho não se odeia, mas também não se ama é, antes, alguém que esquece de si mesmo. Você também pode conquistar essa liberdade. Contém 48 páginas.

5. WALTON, John. O mundo perdido de Adão e Eva. O debate sobre a origem da humanidade e a leitura de Gênesis. Rio Janeiro: Editora Ultimato, 2016. Durante séculos, a história de Adão e Eva tem circulado nos mais diferentes meios, como a literatura, a arte e a teologia. Porém, até mesmo para os cristãos que querem levar a sério a autoridade das Escrituras, a compreensão “literal” dos primeiros capítulos de Gênesis parece uma ruptura dolorosa entre fé e ciência. Existe um conflito inerente entre as afirmações da Bíblia e o consenso científico atual sobre as origens humanas? Em que contexto Adão e Eva, o jardim, a árvore e a serpente foram retratados? E se estivermos lendo Gênesis – e suas afirmações sobre as origens da humanidade – de forma errada? Contém 256 páginas.

6. HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ : Vozes, 2015. No livro, o sul-coreano Byung-Chul Han, professor de filosofia e estudos culturais da Universidade de Berlim, parte de uma constatação relativamente comum para o problema das relações entre sociedade e sofrimento psíquico: cada época tem suas enfermidades 1 . Dado que os sofrimentos psíquicos são compreendidos nos dias atuais sobretudo como desvios neuroquímicos, para o autor do livro em tela nossa época se configura como uma “violência neuronal”. Não obstante a expressão, sua explicação passa ao largo de aspectos fisiológicos do sistema nervoso: sofrimentos psíquicos como síndrome de burnout, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e depressão são apreendidos pelo autor em sua relação direta com o modo operatório do capitalismo contemporâneo. Contém 53 páginas.

7. HINN, Costi W. Deus, ganância, e o Evangelho da prosperidade. Como a verdade transforma uma vida construída sobre mentiras. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2026. Em Deus, ganância e o evangelho (da prosperidade), Costi descreve de modo impressionante como pregadores da prosperidade exploram os pobres e necessitados, e o que significou crescer dentro de uma das dinastias mais poderosas desse movimento. À medida que começou a questionar o estilo de vida que levava e a buscar respostas para as injustiças que via, iniciou uma jornada que o levou a abandonar a fé familiar e a descobrir a verdade avassaladora sobre o verdadeiro Jesus Cristo. Contém 192 páginas.








sábado, 11 de julho de 2026

Leituras em julho de 2026


1.  JOHNSON, Ross Edward e Airton Scheunemann Schroeder. A misericórdia de Deus na cruz de Cristo. Rio Grande do Sul - Porto Alegre: Editora Concórdia, 2025. Esta obra reúne mais de 30 artigos de renomados teólogos luteranos de diversos países, explorando o tema da misericórdia sob várias perspectivas da teologia cristã. A coletânea oferece uma reflexão profunda e pastoral sobre como a igreja e os cristãos podem expressar o amor de Deus em contextos de sofrimento, desastre, pobreza, injustiça e dor. O livro está dividido em cinco partes, com abordagens exegéticas, históricas, doutrinárias, práticas e comparadas da misericórdia, todas centradas na cruz de Cristo como expressão máxima do amor divino. Contém 720 páginas.

2. DANTAS, Elias. O desafio de todo líder. Da visão à ação: construindo uma jornada de excelência. Belo Horizonte - MG: Editora Relevantes, 2024. O livro oferece soluções práticas para as principais dificuldades enfrentadas por líderes cristãos. Desde a clareza do chamado até o crescimento pessoal e espiritual, o livro é um guia essencial para pastores, empreendedores e líderes de ministérios ou organizações que desejam aplicar princípios cristãos em sua jornada de liderança. Com insights valiosos, você aprenderá a se tornar um líder eficaz e a construir equipes alinhadas com a visão do Reino. Uma leitura indispensável para quem busca impactar e inspirar através de uma liderança autêntica e transformadora. Contém 208 páginas.

3. MCGRATH, Alister. A fé e os credos. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2019. O livro se concentra na natureza da fé e na história e relevância dos Credos, em uma emocionante reflexão sobre o que realmente queremos dizer quando declaramos eu creio. O grande panorama da fé cristã que pretendo estabelecer é algo que dá sentido tanto ao que vemos ao nosso redor quanto ao que experimentamos dentro de nós. As apresentações tradicionais da fé cristã tendem a tratar suas ideias como, a encarnação, a redenção ou os credos, como se fossem desconectados uns dos outros, a serem explorados individualmente. Pretendo fazer uma abordagem diferente, que enfatize a importância de ver o todo em conjunto e não apenas examinar seus elementos constituintes, pois me parece que, a fim de apreciar as crenças específicas, é preciso ver o panorama geral do qual elas são partes. Contém 112 páginas.

4. NEWMAN, Randy. Evangelismo puro e simples. São Paulo: Editora Vida Nova, 2022. O evangelismo é uma tarefa excepcional. É a ferramenta que Deus usa para nos levar da morte à vida. Uma tarefa difícil? Sempre foi. Precisamos de ajuda ― e ninguém melhor do que C. S. Lewis para nos equipar e entusiasmar. Randy Newman se converteu após a leitura de Cristianismo puro e simples. Desde então, nunca deixou de ler Lewis e de anunciar o evangelho. Lançando mão da obra de Lewis e das verdades bíblicas que lhes servem de fundamento, Newman oferece dez reflexões que nos ensinarão a comunicar a fé com clareza e profundidade. Evangelismo puro e simples nos ajudará a levar quem nos rodeia a conhecer a maravilhosa história do evangelho, onde cada capítulo é mais cativante que o anterior. Contém 192 páginas.

5. LOGAN, Samuel Jr. Reformado quer dizer missional. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2015. O doutor Sam Logan reúne escritores famosos e algumas joias ocultas da igreja que, como Jesus, trabalham em lugares obscuros e servem aos mais humildes entre os humildes. Animadoramente, os autores da teoria também a colocam em prática, enquanto os práticos pensam bíblica e teologicamente sobre como a missão molda sua obra. O resultado? Este livro diversificado, que tem o objetivo de dar ânimo, consciência, e, sim, também emoções a uma séria prática evangélica. Contém 256 páginas.

6. HOUSTON, James Meu legado espiritual. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2008. Em plena pós-modernidade, viver a fé cristã genuína passou a ser manifestação contracultural. Quem afirma não é um jovem rebelde inconformado com a sociedade de consumo. Com mais de 80 anos de estrada, James Houston - professor, acadêmico, escritor e mentor - considera-se um feliz exilado pois não aceita o cinismo típico do conformismo cristão descompromissado, nem tampouco a fé rígida e legalista. Instado por seu filho a escrever sobre os fundamentos em que tem baseado sua vida, Houston desfila seis ensaios nos quais avalia as distorções presentes no modo de ser cristão na sociedade atual. Em jogo, as contradições e as tensões que perversamente nos tiram o foco e pasteurizam nossa identidade. Contém 254 páginas.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

O chamado a não amar o mundo - I João 2.15


O texto afirma no versículo 15: Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.

Depois de lembrar aos cristãos das bênçãos espirituais que possuem, perdão dos pecados, conhecimento de Deus, força espiritual e vitória sobre o maligno, João mostra o perigo que ameaça o coração do discípulo: o amor ao mundo.

João não fala do mundo no sentido da criação de Deus ou da humanidade. A Escritura ensina que a criação é obra do Senhor e que devemos amar as pessoas. O que João condena é o mundo no sentido ético e moral, isto é, o sistema de valores que vive em rebelião contra Deus.

Esse mundo representa a mentalidade dominada pelo pecado: soberba, orgulho, egoísmo, sensualidade, materialismo e indiferença espiritual. Trata-se da cultura que ignora a Deus e promove tudo aquilo que se opõe à sua santidade.

Por isso João afirma algo muito forte: quem ama o mundo não possui o amor do Pai em seu coração. O amor por Deus e o amor pelo sistema pecaminoso do mundo são incompatíveis. O coração humano não pode servir a dois senhores.

Amar o Pai significa rejeitar aquilo que se opõe ao seu caráter. O cristão vive no mundo, mas não se deixa moldar por ele. Sua identidade está no Reino de Deus.


• Para refletir e viver:

• Não permita que os valores do mundo moldem sua vida.
• Cultive o amor por Deus acima de tudo.
• Lembre-se de quem você é em Cristo. (Pr. Alcindo Almeida)

A força espiritual de quem conhece a Deus - I João 2.14


O texto afirma no versículo 14: Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.

João lembra aos filhinhos que eles conhecem o Pai. Essa é uma das maiores dádivas do evangelho. Por meio do perdão dos pecados no nome de Jesus, fomos reconciliados com Deus e recebemos o privilégio de chamá-lo de Pai.

Em seguida, João fala aos pais, destacando que eles conhecem aquele que existe desde o princípio. Essa expressão aponta para Cristo, o Filho Eterno de Deus. Aqueles que caminham há mais tempo na fé possuem uma experiência profunda com o Senhor e desenvolvem uma comunhão madura com Ele.

Por fim, João se dirige aos jovens. Ele afirma que eles são fortes, que a Palavra de Deus permanece neles e que venceram o maligno. A força espiritual desses jovens não vem de sua própria capacidade, mas da presença da Palavra de Deus em seus corações.

A juventude, muitas vezes, enfrenta intensas tentações e pressões do mundo. No entanto, João lembra que aqueles que permanecem na Palavra possuem força espiritual para resistir ao mal.


• Para refletir e viver:

• Valorize o privilégio de conhecer a Deus.
• Peça que a Palavra de Deus permaneça em você sempre.
• Lembre-se de que a vitória sobre o maligno é possível em Cristo.
• Use sua força para servir ao Senhor.
• Cresça continuamente no conhecimento de Deus. (Pr. Alcindo Almeida)

terça-feira, 9 de junho de 2026

Vencendo o maligno (I João 2.13)


O texto afirma no versículo 13: Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. 

João continua sua palavra pastoral à igreja reconhecendo diferentes estágios da vida espiritual. Ele menciona pais e jovens, mostrando que a comunidade cristã é formada por pessoas que caminham em diferentes níveis de maturidade na fé. 

Quando João fala aos pais, ele destaca algo profundo: eles conhecem aquele que existe desde o princípio. Essa expressão aponta para o próprio Cristo, o Filho eterno de Deus. Os pais representam aqueles que possuem maturidade espiritual e desenvolveram um conhecimento profundo do Senhor. 

Trata-se de um relacionamento vivido ao longo do tempo, marcado por experiência espiritual, perseverança e comunhão constante com Deus. João se dirige aos jovens, reconhecendo sua força espiritual. Ele afirma que eles têm vencido o Maligno. 

A vida cristã envolve uma batalha espiritual real. O inimigo busca constantemente enfraquecer a fé, desviar o coração e afastar as pessoas de Deus. João mostra duas dimensões importantes da vida cristã: maturidade no conhecimento de Deus e vitória na batalha espiritual. 

• Para refletir e viver: 

• Busque crescer no conhecimento de Deus. 
• Valorize os cristãos maduros na fé. 
• Reconheça que a vida cristã envolve batalha espiritual. 
• Confie na vitória que Cristo concede. 
• Persevere no crescimento espiritual.na vitória que Cristo concede. 
• Persevere no crescimento espiritual. (Pr. Alcindo Almeida)

sábado, 6 de junho de 2026

Leituras em junho de 2026


1. VIEIRA, Leandro. O Evangelho completo. Introdução ao conteúdo, abrangência e atemporalidade da mensagem. São Paulo: Editora Vida, 2025. O crescimento exacerbado dos evangélicos nas últimas décadas levanta uma pertinente questão: como pode haver um número significativo de cristãos ao redor do mundo e um testemunho tão tímido como o que temos visto? A resposta é: o Evangelho tem sido frequentemente adaptado e fracionado. É impossível acrescentar um mínimo fragmento humanista ao Evangelho sem que ele seja perdido por completo. Da mesma forma, qualquer apresentação reducionista da Mensagem a esvaziará de seu poder e eficácia. À luz de três expressões encontradas no Novo Testamento: Evangelho da graça, Evangelho do Reino e Evangelho eterno, o leitor será conduzido a uma compreensão abrangente das Boas-Novas. “Como Deus salva”, “Por que ele salva” e “O que salva” são as ênfases principais da seção teológica do material. O Evangelho Completo é, portanto, uma boa notícia a respeito da revelação de Deus em Cristo, da sua obra consumada em favor dos homens, da afirmação da beleza da criação e da soberania e imutabilidade divina em realizar toda a sua vontade. Contém 363 páginas.

2. STEPHENSON, John. Escatologia. Dogmática Luterana Confessional. Porto Alegre: Editora Concórdia, 2025. Uma excelente descrição da visão bíblica do fim dos tempos, bem como uma visão histórica das várias visões milenaristas que surgiram na igreja nos últimos dois mil anos. A Escatologia do Dr. Stephenson é uma lufada de ar fresco, pois expõe a visão cristã do fim dos tempos, uma visão que não pode ser compreendida sem a cristologia ortodoxa e a teologia da encarnação. Contém 202 páginas.

3. DOUGLAS, William e Junior Rostirola. Dez passos para uma vida plena. São Paulo: Editora Vélos, 2025. O livro desvenda os Dez Mandamentos como um guia prático para uma vida equilibrada e feliz. William Douglas e Junior Rostirola mostram que esses preceitos milenares, longe de serem regras rígidas, são caminhos de amor e liberdade, aplicáveis a todos, independentemente da fé. Com reflexões e dicas para o dia a dia, o livro convida a transformar desafios internos em crescimento, promovendo paz, integridade e relacionamentos saudáveis em um mundo acelerado. Contém 176 páginas.

4. LINGENFELTER, Judith E. L. e Sherwood. Ensino transcultural. Um modelo encarnacional para aprender e ensinar. São José dos Campos - São Paulo: Editora Cristã Evangélica, 2025. Transforme sua maneira de ensinar com a abordagem inovadora deste livro! Ensino Transcultural apresenta o “modelo encarnacional de ensino”, desafiando educadores cristãos a serem “150%”: combinando 75% de sua cultura e 75% da cultura em que atuam. Judith e Sherwood Lingenfelter trazem experiências práticas e fundamentos bíblicos para lidar com diferenças culturais, adaptar estilos de aprendizado e promover transformação bíblica. Contém 190 páginas.

5. A vida perfeita: a divina restauração de Adão. São Paulo: Editora Upbooks, 2025. A vida perfeita trata da exuberante qualidade da vida prometida pelo Deus criador de todas as coisas. Essa espécie de vida se configura como uma intima transformação, uma plena restauração operada no mais profundo do âmago humano, outrora degenerado pelo pecado, onde todo aquele que encontrou em Cristo, descobre a esperança de restabelecimento da comunhão, gozo e paz experimentada no Edem. Esta obra apresenta Adão como uma figura simbólica de toda a humanidade quanto às suas experiencias com o pecado e, bem como as muitas e inexplicáveis e conflituosas sensações decorrentes dele. Nela, todo aspecto relacionado ao status e forma de vida experimentado pelo primeiro homem, é apresentado como algo inerente à vontade divina embutida na criação, sendo a forma de vida pós pecado, uma deturpação de uma essência associada à forma de vida plena vista no início de tudo. A obra é permeada por um misto de reflexões sobre a vida, fé e esperança, sendo apresentado um desfecho glorioso de restauração, revelando a vida futura, sem a presença do pecado, nos céus, como uma forma de vida perfeita. Contém 192 páginas.




terça-feira, 26 de maio de 2026

O perdão que nasce do nome de Cristo - I João 2.12


O texto afirma no versículo 12: Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.
João se dirige aos cristãos com uma expressão profundamente pastoral: “filhinhos”. Essa forma de tratamento mostra cuidado, ternura e preocupação espiritual. João não está apenas ensinando doutrina, ele está pastoreando o coração da igreja.
Nesse versículo, ele lembra aos cristãos de uma das verdades mais fundamental do Evangelho: os pecados foram perdoados por causa do nome de Jesus.
Essa afirmação traz grande consolo espiritual. O perdão que recebemos não está baseado em nossos méritos, em nossa capacidade moral ou em nossa boa obra. O fundamento do perdão é exclusivamente a pessoa e a obra de Cristo.
Essa verdade não apenas consola o coração, mas também fortalece sua caminhada espiritual. Quem compreende a profundidade do perdão divino aprende a viver com gratidão, humildade e renovada disposição para seguir o Senhor.

• Para refletir e viver:

• Descanse na certeza do perdão em Cristo.
• Lembre-se diariamente da graça de Deus.
• Não baseie sua esperança em seus próprios méritos.
• Viva com humildade diante do Senhor. (Pr. Alcindo Almeida)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Atitudes práticas (I João 2.11)


O texto afirma no versículo 11: Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos. 
O apóstolo João continua aprofundando o contraste entre luz e trevas na vida espiritual. Para ele, a maneira como tratamos nossos irmãos revela a condição real do nosso coração diante de Deus.
João afirma que aquele que odeia o irmão não apenas está nas trevas, mas anda nas trevas. Isso significa que sua vida inteira está sendo conduzida por uma realidade espiritual de afastamento de Deus. As trevas não são apenas um estado momentâneo; elas se tornam um caminho de vida.
A consequência dessa condição é a cegueira espiritual. João diz que quem vive no ódio “não sabe para onde vai”. As trevas cegam os olhos do coração, impedindo a pessoa de perceber a verdade, de discernir o caminho correto e de experimentar a luz do Evangelho.
O amor cristão não se limita a palavras ou sentimentos, ele se manifesta em atitudes concretas. 

Para refletir e viver:

Examine seu coração diante do amor ao próximo. 
Entenda que o ódio produz cegueira espiritual.
Pratique o amor de forma concreta.
Viva de maneira que seu testemunho edifique os outros. (Pr. Alcindo Almeida)






segunda-feira, 11 de maio de 2026

Leituras em maio de 2026


1. AMORIM, 
Rodolfo. O cristão e a arte num mundo em desencanto. Minas Gerais: Editora Ultimato, 2025. Os cristãos são capazes de produzir obras que encantem pessoas que desconhecem e ignoram a graça e a presença de Deus nos dias atuais? É possível oferecer uma resposta cristã nos diferentes campos da arte e da cultura? O livro apresenta a arte a partir da estética e da beleza inspiradas pelas Escrituras e pela tradição cristã, bem como diferentes implicações para a compreensão do fazer e desfrutar artístico cristão. Um livro essencial para amantes da arte que também amam a Deus de todo coração e de todo o entendimento. Rodolfo Amorim mostra que sua inclinação protestante-reformacional sabe dialogar com diferentes tradições cristãs e delas absorver excelentes ideias para enriquecer a nossa experiência estética da vida. Amigo e professor que me apresentou Rookmaaker, Dooyeweerd, Charles Taylor e Kierkegaard, depois de anos de pesquisa e palestras sobre arte e espiritualidade, ele traz neste livro um texto maduro, acessível e profundamente espiritual. Contém 288 páginas.

2. WILSON, Douglas. Firme nas promessas. São Paulo: Editora Clire, 2021. A sua família é uma cultura? O seu lar é um ambiente propício para a criação de filhos? Deus projetou cada família para ser uma cultura — com linguagem própria, costumes e tradições. A cultura da família molda profundamente o íntimo das crianças que crescem nela. É dever do pai garantir que a modelagem ocorra de acordo com os padrões da sabedoria bíblica. Alguns pais estabelecem uma cultura rebelde no lar trazendo a ira de Deus sobre os filhos. Outros pais falham em estabelecer uma cultura distinta, e as culturas externas invadem o lar para preencher o vazio. Por meio do Messias, Deus prometeu bênçãos ao seu povo, “a teus filhos e aos filhos de teus filhos para sempre”. A regra para os membros fiéis da aliança é que seus filhos os sigam em sua fidelidade a Deus. A exceção é os filhos se desviarem. A menos que restabeleçamos uma cultura cristã fiel em nosso lar, nunca a restabeleceremos em lugar nenhum. Contém 201 páginas.

3. JONES, Martyn Lloyd. Caminhar com Deus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2019. Lloyd-Jones talvez tenha sido o médico mais distinto de toda a Inglaterra. Contudo, cedo em sua carreira, deixou a profissão para dedicar-se a um “chamado mais alto”, melhor dizendo, à “cura de almas”. Ele soube como ninguém oferecer um diagnóstico penetrante da condição humana e uma proclamação persuasiva do Evangelho, como única e suficiente resposta. Este volume é uma continuação valiosa de seu ministério. Caminhar com Deus, 366 mensagens inspiradoras, é um livro devocional diário, que compartilha breves excertos de muitos escritos de Dr. Lloyd-Jones. A seleção de textos é encorajadora, esclarecedora e desafiadora. Todos os leitores que usarem este volume, certamente, adquirirão maior entendimento da verdade bíblica sobre a salvação, o evangelho, o avivamento, o reino de Deus, a vitória da fé, e muito mais. Além disso, aprenderão a se aproximar mais de Cristo e aumentar a sua fé. Nossa oração é que a leitura de trechos das obras do Dr. Martyn Lloyd-Jones o nutram e o supram em sua caminhada com Cristo. Contém 384 páginas.

4. 
PARANGUÁ, Glenio Fonseca. Muito além do perdão. Londrina - PR: Editora Vale Estreito, 2026. Glenio conduz o leitor ao centro da obra completa de Cristo — onde a graça não apenas absolve, mas transforma; não apenas livra do juízo, mas faz nascer uma nova vida. Porque ser salvo não é apenas ser perdoado. É morrer e ressuscitar com Cristo. Contém 116 páginas.

5. NOBLAT, Viviane Braz e Aline. Ei, não aperte a minha mente. Um diálogo entre razão e emoção à luz da TCC e da psicanálise. São Paulo: Editora Chave Mestra, 2026. A ansiedade ganhou palco nos últimos anos ― às vezes, até microfone e luz especial. Mas, neste livro, duas psicólogas mostram que ela não precisa ser a protagonista da sua vida. Com humor, profundidade e uma linguagem acessível, a obra costura Psicanálise winnicottiana e Terapia Cognitivo-Comportamental para explicar por que a mente aperta, por que o corpo reage e, principalmente, como afrouxar esse nó interno sem se violentar. Aqui, a ansiedade deixa de ser uma inimiga e vira uma mensagem que pode, finalmente, ser escutada com cuidado. Contém 143 páginas.
 




quarta-feira, 29 de abril de 2026

Permanecendo na luz através do amor - I João 2.10


O texto afirma no versículo 10: Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.  

O apóstolo João continua desenvolvendo o contraste entre luz e trevas, um tema central em sua carta. Para ele, a evidência de que alguém está vivendo na luz de Deus se manifesta de forma clara no relacionamento com os irmãos.

Permanecer na luz significa viver em comunhão com Deus, andar segundo a verdade e permitir que o caráter de Cristo molde nossas atitudes. O amor, portanto, não é apenas um fruto da vida cristã; ele é uma evidência concreta de que a luz de Deus está governando o coração.

O amor cristão não é superficial nem meramente emocional. Ele nasce de uma vida transformada pela graça de Deus. Quando alguém conhece verdadeiramente o Senhor, sua vida começa a refletir o amor que vem de Deus.

João nos ensina que o amor é a evidência da permanência na luz e o caminho que preserva a comunhão dentro da comunidade cristã.

Para refletir e viver:

• Avalie se o amor tem governado seus relacionamentos.
• Entenda que o amor é sinal de comunhão com Deus.
• Procure viver de forma que sua vida edifique os outros.
• Evite atitudes que provoquem divisão no corpo de Cristo. (Pr. Alcindo Almeida)

Chamados a praticar o amor - I João 2.9


O texto afirma no versículo 9: Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.

O apóstolo João trata a vida cristã com uma franqueza impressionante. Para ele, não existe espaço para contradições entre aquilo que professamos e aquilo que vivemos. Se alguém afirma que vive na luz, isto é, em comunhão com Deus, essa realidade precisa se manifestar em seu relacionamento com os irmãos.

João deixa claro que o amor ao próximo não é apenas um sentimento opcional, mas um mandamento divino. Amar não é simplesmente uma emoção espontânea que surge quando tudo vai bem; é uma decisão espiritual de obedecer à vontade de Deus.

Por isso, João mostra que o amor possui uma dimensão moral e espiritual. Ele não é apenas algo que sentimos, mas algo que somos chamados a praticar. Amar é obedecer a Deus.

A ausência de amor expõe uma profunda incoerência espiritual. Não podemos afirmar que caminhamos na luz enquanto alimentamos ressentimento, desprezo ou indiferença em relação ao próximo.

• Para refletir e viver:

• Examine seu coração diante do mandamento do amor.
• Entenda que amar é obedecer a Deus.
• Não permita que o ressentimento domine sua vida.
• Cultive relacionamentos marcados pela graça.
(Pr. Alcindo Almeida)



terça-feira, 28 de abril de 2026

O exemplo de amor - I João 2.8


O texto afirma no versículo 8: Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.

Ao mesmo tempo em que este mandamento é antigo, adquiriu um sentido novo e mais profundo com Cristo. O Senhor Jesus intensificou-o. É a ideia presente em João 13.34: Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

Jesus dá seu próprio exemplo de amor entregando a vida pelos seus. Este foi o cumprimento maior deste mandamento, ao qual João se refere como sendo algo antigo, mas que agora, numa dimensão maior, é novo. 

Portanto, esse mandamento é novo porque ganhou uma dimensão que não havia sido identificada. Agora tem uma nova perspectiva e um profundo significado por causa da cruz de Cristo Jesus. Nós não vivemos nas trevas, mas na verdadeira luz que é Jesus Cristo de Nazaré.

• Para refletir e viver:

• Viva o novo mandamento amando como Jesus amou.  

• Você vive a verdade que é Jesus, tudo é diferente.

• Agradeça porque você tem a verdadeira luz que é Jesus Cristo. (Pr. Alcindo Almeida)


O ensino sobre o amor - I João 2.7


O texto afirma no versículo 7: Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.

O apóstolo João lembra aos cristãos que o ensino sobre o amor não é uma novidade recente na revelação de Deus. Desde o início da história da fé, o Senhor já mostrou que seu povo deveria viver em amor. Esse mandamento estava presente nas Escrituras do Antigo Testamento e fazia parte da identidade espiritual do povo de Deus.

Quando João está dizendo que o chamado ao amor sempre esteve no coração da vontade de Deus. Desde os tempos antigos, o Senhor ensinou seu povo a amar a Deus acima de todas as coisas e a amar o próximo como a si mesmo.

O amor que antes era ensinado na lei agora é plenamente demonstrado na vida de Cristo. Jesus não apenas ensinou sobre o amor, mas viveu o amor de forma perfeita. Sua vida, seu serviço, sua compaixão e, sobretudo, sua morte na cruz demonstraram o que significa amar de verdade.

Para refletir e viver:

• Reconheça que o amor está no centro da vontade de Deus.

• Lembre-se das verdades antigas da fé.

• Respire o exemplo de Cristo no amor e na graça.

• Pratique o amor no cotidiano. (Pr. Alcindo Almeida)



quinta-feira, 16 de abril de 2026

Leituras em abril de 2026


1. CAMPOS, Heber. O plano de Deus para o mundo. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2025. Neste volume monumental, o Dr Heber Carlos de Campos nos guia por uma exposição clara, profunda e bíblica da doutrina do decreto divino: aquilo que Deus, em sua sabedoria e soberania, determinou antes da fundação do mundo. A obra percorre com maestria os principais temas relacionados aos decretos: a criação do universo, a queda do homem, a providência divina e a predestinação, sempre com base nas Escrituras. Com abordagem teológica sólida e ao mesmo tempo pastoral, este é um convite à reverência, à confiança e ao encantamento diante do Deus que governa todas as coisas segundo o conselho da sua vontade. Contém 736 páginas.

2. STOTT, John. Cristianismo equilibrado. Minas Gerais: Editora Ultimato, 2017. Estamos divididos ou somos desequilibrados? Partidarismo e polarização não são novidades entre os cristãos. As frases "eu sou de Paulo" ou "eu sou de Apolo" são repetidas todos os dias, agora com novos sujeitos, novos adjetivos e em diferentes plataformas. Em Cristianismo Equilibrado, John Stott aponta não apenas questões que dividem os evangélicos, mas também o perigo do extremismo e da falta de discernimento. Em edição ampliada, com uma longa entrevista com o autor, a obra responde também a questões contemporâneas que desafiam a unidade da igreja. Contém 88 páginas.

3. ROOKMAAKER, H. R. A arte não precisa de justificativa. Minas Gerais: Editora Ultimato, 2010. O livro é uma leitura para todos os cristãos que desejam usar seus talentos para a glória daquele que os presenteou. É um chamado aos artistas, artesãos e músicos cristãos para que chorem, orem, pensem e trabalhem. Para o autor, qualquer discussão sobre o papel da arte deve ser precedida por uma afirmação básica: a arte não precisa de justificativa nem por motivos religiosos ou propósitos evangelísticos, nem por fins econômicos ou políticos. É verdade que, quase sempre, vemos os artistas como sumos sacerdotes da cultura nossos gurus ou como celebridades e bobos da corte. Ao mesmo tempo, esperamos que eles criem coisas de valor quase eterno, sobre as quais se possa conversar séculos depois. No entanto, se os artistas quiserem alcançar sucesso, é preciso aderir à moda e ter apelo comercial. Para Rookmaaker, esse não é um problema novo. Contém 80 páginas.

4. KELLER, Timothy. Um ano com Tim Keller. Um ano com Timothy Keller: Leituras diárias. São Paulo: Editora Vida Nova, 2025.O Evangelho diz: somos mais pecaminosos e falhos em nós mesmos do que jamais ousamos acreditar e, ao mesmo tempo, somos mais amados e aceitos em Jesus Cristo do que jamais ousamos esperar.” Um ano com Timothy Keller convida você para uma jornada de 365 dias. A cada dia, uma nova reflexão extraída das obras mais amadas do autor aborda temas essenciais como oração, perdão, amor ao próximo, o sentido do trabalho e a esperança da ressurreição. Cada meditação se inicia com uma passagem bíblica para nortear o seu dia. Este devocional é o presente ideal, seja para quem está descobrindo Keller agora, seja para quem já admira há tempos seu discernimento. Contém 416 páginas.

5. ANDERSON, Flavio (Organizador). Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol III. São Paulo: Editora Scortecci, 2025. O livro reúne ainda diversos outros temas relevantes que conectam psicologia, fé e desenvolvimento humano. Flavio reúne vários escritores que trabalham família, identidade, palavras no momento certo, questão parental, controle da alimentação como cuidado do corpo na espiritualidade, a questão da morte, aceitação, aconselhamento espiritual, vida contemplativa e a importância da oração na espiritualidade! Contém 210 páginas.

Permanecendo em Cristo - I João 2.6.



O texto afirma no versículo 6: Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.
O apóstolo João nos conduz a uma das marcas mais profundas da vida cristã: a união com Cristo deve produzir uma vida semelhante à de Cristo. Não basta afirmar que pertencemos a Jesus; a realidade dessa comunhão precisa se manifestar em nosso modo de viver.
A expressão “permanecer nele” é central na espiritualidade do Novo Testamento. Permanecer em Cristo significa viver em comunhão constante com Ele, depender de sua graça e pedir que sua vida molde nosso caráter. 
Quem permanece em Cristo não vive mais orientado apenas por seus próprios desejos, mas passa a buscar refletir o caráter do Senhor em todas as áreas da vida.
A fé cristã não é apenas acreditar em Cristo, mas viver à luz de Cristo.

• Para refletir e viver:

Examine se sua vida reflete a vida de Cristo.
• Sua fé precisa ser visível nas atitudes, nas palavras e nas decisões.
• Busque comunhão diária com o Senhor. Ninguém pode andar como Cristo sem permanecer em Cristo. (Pr. Alcindo Almeida)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Imitando o caráter de Jesus - I João 2.5


O texto afirma no versículo 5: Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele.
João conclui essa parte do texto dizendo que aqueles que afirmam estar em Jesus também devem andar como ele andou. Os salvos precisam, diariamente, imitar o caráter e a vida do Senhor Jesus. 
Nunca poderemos obedecer à Palavra do Senhor, se Ele não vier ao nosso encontro e nos ajudar a fazer isso. Nossa natureza está sempre inclinada para o mal. Por isso, temos o Espírito Santo, dádiva de Deus, habitando no nosso coração e é ele que nos guia à verdade, que é o Senhor Jesus.
Ele age em nosso coração para que guardemos a Palavra. Agora que temos nova vida, devemos guardar os mandamentos do Senhor. Que o Espírito Santo nos ajude a buscar o alvo de servir ao Senhor com fidelidade e com observância dos seus mandamentos.

Para refletir e viver:

• Medite e valorize na grande bênção de guardar a Palavra.
• Agradeça ao Eterno porque Ele habita no seu coração e é ele que o guia à verdade da Palavra em todo o tempo.
• Viva o amor de Cristo que é aperfeiçoado todos os dias da vida. (Pr. Alcindo Almeida)

Andando nos mandamentos - I João 2.4




O texto afirma no versículo 4: Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.
A palavra de João é por demais dura, mas a grande verdade é que aqueles que conhecem Jesus andam segundo os seus mandamentos. Aqui está uma boa maneira de conhecermos os que são de Deus.
Muitas pessoas não levam Deus a sério e têm uma vida totalmente atrapalhada. Mas quando alguém lhes pergunta se são cristãs respondem: Claro que sim! Quem conhece Jesus guarda os seus mandamentos e observa sua Palavra. Caso contrário, diz o apóstolo João que tal pessoa é mentirosa.
Precisamos ponderar muito sobre isso! Nem todos que dizem que andam com Deus, realmente são cristãos verdadeiros. Há muitos que negam essa caminhada com Deus, porque têm uma vida totalmente distante da realidade das Escrituras. A evidência de um cristão verdadeiro é se ele professa Jesus com a vida e o caráter!

• Para refletir e viver:

• Examine se sua fé é apenas verbal ou realmente prática.
• Entenda que conhecer a Cristo envolve transformação profunda de vida.
• Testemunhe Cristo através do caráter. O mundo observa muito mais nossa vida do que nossas palavras. (Pr. Alcindo Almeida)

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Obedecendo a Deus -I João 2.3


O texto afirma no versículo 3: Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos.
Você já se perguntou como ter certeza de que o seu relacionamento com Deus é real e não apenas uma ideia na sua cabeça? O apóstolo João nos dá o 'teste de DNA' da fé nesse texto, obediência ao Eterno Deus.
Nós entendemos que a obediência não é a causa da nossa salvação, mas é a evidência dela. Nós não guardamos os mandamentos para que Deus nos conheça; nós os guardamos porque Ele já nos conheceu e nos amou primeiro. Conhecer a Deus na Bíblia não é apenas ter informações sobre Ele, é ter intimidade.
A prova da sua espiritualidade não está nos arrepios ou nas grandes experiências místicas, mas na sua disposição de obedecer no comum da nossa vida.
Saibamos que se amamos o Pai, o amaremos e o obedeceremos em todo o tempo!

• Para refletir e viver:

• Não busque apenas sentir a Deus, busque obedecer a Deus.
• A espiritualidade bíblica é o equilíbrio: você é salvo pela graça para que obedeça ao Senhor na Palavra.
• Viva sem superficialidade na espiritualidade, guardando a Palavra no coração. (Pr. Alcindo Almeida)