quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Negando a si mesmo

Quando andamos verdadeiramente com Cristo, somos impelidos a confrontar a cultura, ao invés de observarmos o curso das tendências culturais e sutilmente aderindo às mudanças da maré cultural. Andando com Cristo, de fato, mostramos corajosamente as convicções que temos. Isso acontece quando falamos e pelo modo de vivermos.
No texto de Lucas 9.23 Jesus afirmou: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Num mundo em que tudo gira em torno de nós mesmos e de cuidarmos da nossa própria vida, temos a proposta que mata e enterra de uma vez por todas o nosso ego: Negue-se a si mesmo. Jesus nos desafia a viver para ele, viver em função da vontade e querer dele. Não somos mais nós que ditamos as regras para a vida, Ele é o Senhor absoluto de tudo na nossa vida. 
Isso sim, é viver contracultura, porque ela nos ensina a viver por nós mesmos, sermos senhores do nosso destino. A cultura humana nos ensina passar por cima de todos se for preciso ter sucesso. Ela nos desafia a buscar um lugar ao sol custe o que custar, esmo que seja preciso pisar em alguém. Enquanto que a cultura do Evangelho de Jesus é: deixemos o próximo passar na nossa frente. Deixemos o ego de lado para que brilhe a gloria de Cristo, jamais a nossa!
Esse projeto divino de negar a si mesmo, não e algo fácil. Precisamos morrer todo dia para o ego, morrer para nós mesmos. Para que Cristo seja o primeiro, seja o absoluto da nossa vida! Que Ele nos ajude a fazer isso pela sua graça e amor! (Alcindo Almeida).

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Tempos líquidos

O sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman, foi um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Ele escreveu mais de 50 livros. Ele disse que os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a paranoia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas e cada um por si.
Zygmunt disse que “os ancestrais eram esperançosos: quando falavam de progresso, se referiam à perspectiva de cada dia ser melhor do que o anterior. Nós estamos assustados: progresso, para nós, significa uma constante ameaça de ser chutado para fora de um carro em aceleração.
Olhando para essa fala de Zygmunt, percebemos que, infelizmente, o que chamamos de igreja cristã, tem se dobrado aos tempos líquidos. Alguns líderes religiosos têm usado as pessoas como massas, como meios para o sucesso e não para crescerem como pessoas e servirem como pessoas que são seres humanos. 
Quando olhamos para Jesus, percebemos que ele considera as pessoas na identidade e não a generalização do ser. No texto de Lucas 19 há o registro do encontro de Jesus com Zaqueu. Tem um monte de gente naquele momento e Jesus fala com um cobrador de impostos baixinho e o chama pelo nome. Ele diz que quer tomar um chá inglês com ele naquela tarde. Jesus não dá vazão para a liquidez do ser, ao contrario, ele personifica, chama pelo nome e quer sentar com a pessoa e conhecer sua história. E no caso de Zaqueu, ele diz no final que a salvação entrou naquela casa e que Zaqueu era um verdadeiro filho de Abraão. Que maravilhoso gesto do mestre da vida que olha e personifica a identidade do ser humano. Louvado seja o Eterno Deus! (Alcindo Almeida).

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Escolhidos pelo amor

Nós somos chamados pela graça de Jesus Cristo. Somos escolhidos pelo amor dele para carregar a sua paz no coração, porque o Eterno Deus nos ama com amor eterno. Somos amados dele, somos chamados para o projeto da santidade, para uma vida de comunhão com o Eterno Deus. Como diz John Piper: “Deus nos concede conhecer esse amor. Agarrá-lo. Saboreá-lo. Descansar nele. Ser libertado e ser feito radical por ele. E que passemos o resto de vida elogiando-o a todos que conhecemos”. 
Lembremo-nos do que João diz na sua Epístola: Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. João nos ensina que Deus demonstra o seu amor para com os pecadores que não merecem absolutamente nada. E para demonstrar este amor, ele envia para a terra o seu próprio Filho, Jesus Cristo. Não temos amor em nós mesmos, ele é brotado no coração pela ação divina. Se Deus não colocar em nosso ser o amor, nunca olharemos para ele e nem perceberemos a graça amorosa dele na nossa vida. 
Agradeçamos a Deus que nos amou primeiro e por isso, o amamos na jornada da vida! (Alcindo Almeida).

Minuto de graça #09 - Cultivando a comunhão divina

https://www.youtube.com/watch?v=Jkxx3IK7cLM&index=2&list=PL-SxyRrUMYh0A3DEzhbTU9GlUU3AHDsAM

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Modelos da Palavra



O texto de 2 Reis 3:12 afirma: Josafá prosseguiu: A palavra do Senhor está com ele. Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom foram falar com ele. Essa referência é ao profeta de Deus Eliseu. Refletindo sobre nesse versículo fiquei a pensar: Que marca é essa que faz o rei Josafá se lembrar de Eliseu por causa da Palavra no seu coração? 
Os reis irão para uma batalha contra Moabe e precisam consultar ao Senhor sobre isso. E Josafá que era mais sensível diante do Senhor, pergunta se não há algum profeta de Deus para eles consultarem e um dos servos do rei responde: Tem Eliseu, filho de Safate, servo de Elias. Então ele faz essa afirmação extraordinária: A palavra do Senhor está com ele.
Voltando a pergunta, acredito que Eliseu era uma referência na espiritualidade na sua época, ele era um modelo de santidade na vida, de compromisso serio e profundo com Deus. Eliseu era um homem que levava a Palavra de Deus muito a sério no coração. Tanto que ele sabe que o outro rei não tem temor de Deus e diz que só daria atenção ao pedido, por causa de Josafá, se não fosse por ele, nem veria a face de Jorão, filho de Acabe. 
Como precisamos ser modelos da Palavra através da nossa maneira de viver e andar com Deus. Eliseu andou com Deus de maneira muito profunda. Ele se tornou em modelo de vida com Deus. Hoje, no meio dessa geração secular, sem parâmetros e sem compromisso com uma espiritualidade sadia, precisamos ser referenciais. Precisamos de homens e mulheres que vivem a Palavra, que são firmes na santidade e honestidade. 
Que as pessoas olhem para nós pela graça divina e digam: A palavra do Senhor está com eles! (Alcindo Almeida).



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Um simples sorriso


Eu li a história de um jovem chamado Adam, contada por Henri Nouwen no seu livro, “Adam, o Amado de Deus”. Nesse livro Nouwen fala como deixou a posição de professor em uma das maiores universidades dos EUA para tomar conta de pessoas com deficiências na Comunidade de L’Arche, em Daybreak, em Toronto, no Canadá. 
Dentre todos que Nouwen cuidou, ali se encontrava Adam, um jovem que devido a um complicado quadro de epilepsia, que lhe dificultava a possibilidade de uma vida normal. Para essa rapaz, havia a necessidade de um cuidado extremo. 
No relato de vida de Adam, Nouwen diz que ele não falava uma palavra sequer, nem conseguia se expressar muito bem, pois não coordenava seus movimentos. Era necessário que o grande professor, escritor e sacerdote, investisse cerca de três horas diárias para prepara-lo com banho, troca de roupa e alimentação para que Adam pudesse ir para as aulas de fisioterapia e natação. 
Adam nos ensina através do seu jeito silencioso de ser. Nouwen mostra que Adam foi um instrumentos de Deus para chamar sua atenção. Nouwen diz no livro que Adam comunicava afeto, carinho e dependência através de um simples sorriso. 
Nesse universo da competência e de tanta busca pelo sucesso, vemos um deficiente ensinando um mestre do saber. Nouwen ficava horas e horas com Adam, ele que aprendia a depender mais do Eterno Deus. 
Precisamos olhar para os mais frágeis como as Escrituras nos ensinam e ver os movimentos divinos neles. Paulo afirma em Romanos 15:1 Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Podemos aprender com a fraqueza dos fracos, dos debilitados nessa vida! Adam é um modelo desse aprendizado para nós. Nouwen fica extremamente edificado em cuidar de Adam e ver que na fragilidade ha sensibilidade e graça! Que o Eterno nos ajude a ver pessoas assim ao nosso lado e que as acolhamos em nosso coração! (Alcindo Almeida).

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A presença divina em nós

O escritor e teólogo Henri Nouwen disse: "Eu ouvi essa voz. Dirigiu-se a mim no passado e continua a falar agora. É a voz do amor que é eterno, perdura para sempre e se transforma em afeto quando ouvida. Quando a ouço, sei que estou em casa com Deus e nada tenho a temer. Como o Filho Amado de meu Pai celestial, ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei”.
Acredito que é essa voz divina do Eterno que precisamos ouvir sempre. Orar não significa pensar em Deus ao invés de pensar em outras coisas. Orar a Deus significa estar na presença dele. Orar é nos preparar para um encontro com a doce presença do nosso Senhor! Orar é falar com o Deus da nossa vida e depois ouvir sua voz ecoar em nosso ser.
Quando oramos, cultivamos a presença divina em nós. Quando oramos, temos um tempo marcante e profundo na presença do Deus da vida. Então, orar é entrar num diálogo de graça e amor com o dono absoluto da nossa existência. Orar é separar um tempo para dialogar com o Criador da nossa vida. Davi disse: Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, até que eu encontre lugar para o Senhor, morada para o Poderoso de Jacó (Salmo 132:4-5).
Precisamos exercitar esse tempo a sós com o Eterno Deus, cultivar esse momento de oração quando encontramos um lugar para o Todo Poderoso de Jacó! (Alcindo Almeida).