sábado, 30 de agosto de 2014

A dureza do coração humano - Gênesis. 4.3-12


O texto de Gn. 4 afirma que Eva deu a luz a dois filhos Abel e Caim. Abel foi pastor de ovelhas e Caim foi lavrador da terra. Em alguns dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. O que é curioso na nossa avaliação humana é que o texto afirma que o Senhor atentou  para Abel e para a sua oferta. E quanto a Caim e para a sua oferta, o Senhor não atentou. O resultado triste foi que Caim se irou fortemente e descaiu-lhe o semblante. Sabemos que o final da história foi triste, porque Caim se levantou contra o seu irmão Abel e o matou.
Nesta primeira experiência do homicídio começamos a ver as atitudes falhas do caráter humano e suas consequências. Vemos o quanto o coração humano se tornou duro e insensível para com os mandatos da criação estabelecidos pelo Senhor. O medo de ser inferior toma conta da natureza humana, a inveja começa a fazer parte da vida humana. A estrutura do coração humano fica corrompida por causa do pecado, da ira, do medo, da inveja. Daí a atitude maligna de Caim é tirar a vida do seu próprio irmão porque Abel se tornou uma ameaça para a sua vida. Caim movido pela maldade no seu coração não tem a capacidade para compreender a maneira correta como Abel invoca o nome do Senhor. Aprendemos através desta experiência triste que o coração humano é perverso, mal, contumaz, leviano, invejoso, carregado de medo e vingativo.
Quando olhamos para o coração de Caim podemos perceber exatamente com é o nosso. Temos problemas com o medo, com a inveja quando o nosso próximo é melhor do que nós e aparentemente tem mais sucesso do que nós. Temos dificuldades quando o outro sobressai em algum instante e de repente a inveja se aflora dentro de nós mesmos. Talvez a maioria de nós não mata fisicamente, mas há muito que assassinam o próximo no próprio coração. Quando olhamos para Caim devemos assumir a nossa própria pecaminosidade e o quanto precisamos da graça de Deus para nos tornar verdadeiros Abéis que invocam de maneira sincera e verdadeira o Deus da aliança.
Um bom começo para esta adoração verdadeira é reconhecermos que o nosso coração é miseravelmente corrupto e enganoso como o profeta Jeremias afirma. Temos inclinações para a inveja, para o orgulho, para a soberba, para as injustiças da vida. Então, peçamos misericórdia e graça para o Pai para que não nos deixe praticar as ações de Caim. Que a graça do Pai seja sobre a nossa vida para não darmos vazão ao coração duro e insensível! (Alcindo Almeida).



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Uma mancha na criação - Gênesis 3.6-7


O texto diz: A mulher olhou para a árvore e percebeu que o fruto era apetitoso. Pensando na possibilidade de conhecer todas as coisas, pegou o fruto, comeu e o repartiu com o marido — ele também comeu. Na mesma hora, os dois, de fato, perceberam a realidade: descobriram que estavam nus! Então, costuraram umas roupas provisórias, feitas de folhas de figueira.
A tentação é um negocio esquisito mesmo e frequentemente leva-nos a perder nossa santidade e, Deus. Ela também implica em divergência da ordem, ela nos desvio da estrada correta e nos leva à confusão, à desordem e à perdição em nosso mundo interior. Quando o homem comeu aquele fruto abriram-se seus olhos e a humanidade ficou inclinada à inveja, ciúmes, desconfiança e falta de amor em relação ao Deus criador e ao seu próximo. O fato é que o ser humano ser perdeu no estado radical de alienação porque a origem do mal desfigurou a raça humana espiritualmente, fisicamente e emocionalmente. O mal agora na vida humana manchou toda a criação, tanto que Adão e Eva notaram que estavam nus e logo se esconderam procurando folhas para se protegerem. Eles perderam a doçura e pureza dos seres do Éden antes da queda.

Sabem por que somos egoístas, soberbos, arrogantes, mentirosos e invejosos? Porque os nossos primeiros pais romperam com o Criador desobedecendo ao pacto feito com eles lá no Éden. Eles comeram e veio sobre todos nós a raiz chamada de pecado. O pecado quebrou o Shalom de Deus na criação. O pecado nos fez romper com a graça divina, por causa dele, nós fomos expulsos da amizade e comunhão com o Deus da graça. O homem ficou dividido em si mesmo por causa da queda e agora ele precisa de um mediador para voltar a ter comunhão e amizade com Deus. Por isso, o Evangelho fala de cruz, sacrifício e perdão. Jesus veio para consertar o coração separado de Deus através da cruz. Nele e por ele somos perdoados e voltamos para a comunhão com Deus. Grato a ele mesmo por essa reconciliação preciosa (Alcindo Almeida).

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Perdemos a comunhão Gênesis 3.4-5




O texto diz: Então, a serpente disse à mulher: Vocês não vão morrer. Deus sabe que, no momento em que comerem daquela árvore, vocês perceberão a realidade e serão como Deus: conhecerão todas as coisas, tanto o bem quanto o mal. A mulher olhou para a árvore e percebeu que o fruto era apetitoso. Pensando na possibilidade de conhecer todas as coisas, pegou o fruto, comeu e o repartiu com o marido — ele também comeu.
Que coisa terrível aconteceu com o ser humano. Ele cedeu a pressão e tentação de ouvir a voz do inimigo que dizia: E serão como Deus: conhecerão todas as coisas, tanto o bem quanto o mal.  a ordem dada ao homem para ser o real cultivador das boas coisas da criação o seduziu a ser tanto de apoloniano quanto dionisíaco. O homem ficou infeliz porque perdeu a sua realeza, e se mostrou absurdo porque deixou de ser dependente de Deus. A contradição radical de seu ser o tornou um estranho num mundo igualmente estranho. Ao atender a voz do tentador o homem perdeu sua noção perfeita de Deus. Ele manchou sua imagem, desfigurou seu relacionamento de comunhão, amor e significado nas tardes do jardim.
Triste ilusão para nós hoje querermos o poder, a glória e a possibilidade de reinarmos sozinhos. Isso é impossível porque fomos criados para depender de Deus em todos os processos da vida. E toda vez que o homem se desvia desse caminho, ele rompe com o Criador como aconteceu com Adão e Eva. Por isso, precisamos de humildade para reconhecer Deus em toda jornada da vida.  Soren Kierkegaard diz algo precioso demais: “A grandeza do homem é grande na medida em que ele se reconhece miserável”. Que o Deus Eterno nos livre da soberba e da busca pelo poder humano! (Alcindo Almeida).



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Um problema sério na criação - Gênesis 3.1-3


O texto diz: A serpente era inteligente, mais inteligente que qualquer outro animal selvagem que o Eterno havia criado. Ela disse à mulher: Será que entendi direito? Deus disse a vocês que não comessem de árvore alguma do jardim? A mulher respondeu: Claro que não! Temos permissão para comer das árvores do jardim. Só com relação à árvore que está no meio do jardim foi que Deus disse: Não comam daquela árvore, nem mesmo toquem nela, senão vocês vão morrer.
A desobediência e o pecado obscureceram o quadro da criação. Embora Adão e Eva fossem moralmente honestos, receberam o poder da escolha; e estavam sujeitos ao poder do tentador a qualquer momento. Por isso, o teste foi inevitável na vida e coração deles. O jardim foi uma criação cheia de provisões abundantes para os dois e o ambiente do homem e da mulher não tinha nada que deixasse a desejar. Uma proibição, contudo, fora feita ao homem e à mulher. Todas as árvores, arbustos e guloseimas seriam deles, com exceção do fruto da "árvore do conhecimento do bem e do mal". Esta proibição parece que formou a atmosfera na qual as mentes humanas acolheram o apelo do tentador.
A narrativa em Gênesis apresenta o sedutor como um dos animais, que era muito mais sagaz do que os outros. A palavra hebraica dá a ideia de astúcia excepcional. Ela tinha o poder de falar e falava livremente com sua vítima. Essa serpente era ardilosa e maliciosa, ela era a representação clara de Satanás para este teste terrível na vida dos nossos primeiros pais.
Agora vejam que o método de engano que a serpente usou com Eva foi o de distorcer o significado da proibição de Deus e então ridicularizá-la em sua nova forma. O tentador fingiu surpresa diante de tal ordem vinda de Deus. Então procurou abalar a fé da mulher semeando na mente dúvidas, suspeitas e falsos quadros do Todo-poderoso e seus motivos. Foi uma tentativa deliberada de desacreditar a Deus. Quando a fé falha, o firme fundamento da conduta moral entra em colapso. Só falta um pequenino passo da incredulidade para o pecado e a desgraça.

Interessante perceber no texto que a mulher nem percebe que conversar com o tentador sempre é perigoso. Que tamanha incoerência da mulher, ela revela um desejo de entrar num acordo com o tentador, de caminhar com ele para ter a possibilidade de obter algo sobre o misterioso. Ela não tinha a vantagem das palavras usadas por Jesus em Mt. 4.10 e a advertência de Tg. 4.7. Ela era inocente, ingênua e confiante. Esse é o nosso grande problema diante do pecado. Damos vazão, somos ingênuos e achamos que podemos enfrentá-lo. Gênesis 3 traz um problema sério porque seres humanos dão vazão para aquilo que afetará para sempre a criação. Ele que é o pecado desfigurará a imagem humana, tornando-a escrava de si mesma. A experiência que Eva teve com o tentador mostra para nós hoje que não temos habilidade e força para enfrentar tentações, delas nós apenas fugimos e resistimos! (Alcindo Almeida).

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Não podemos ficar sozinhos - Gênesis 2.18-20

O texto diz: E o Eterno disse: Não é bom que o homem fique sozinho. Farei alguém que o ajude e faça companhia a ele. 
Percebemos que o homem exerce o domínio absoluto na criação e ele tem a função de dar nome ao gado, aos pássaros do céu e aos animais selvagens. Ele realiza todas as funções importantes como um representante do pacto feito pelo Criador. Mas, o texto sagrado diz que ele não encontrou nenhum ser vivo que pudesse ser sua companheira. Moisés revela a natural solidão do homem e a sua insatisfação por estar só. Embora muito se fizesse por ele, ainda estava consciente de uma falta. O Criador amado ainda não terminara o projeto na sua plenitude. Ele tinha planos de preparar uma companheira que pudesse satisfazer os anseios do coração do homem. 
Criado para a comunhão e o companheirismo, o homem só poderia desfrutar inteiramente da vida se partilhasse do amor, da confiança e da devoção no íntimo círculo do relacionamento familiar. Deus tornou possível esse projeto para que o homem tivesse uma amiga idônea. Deus literalmente preparou uma auxiliadora que o atenderia. Ela teria de partilhar das responsabilidades do homem, corresponder à natureza dele com amor e compreensão, e cooperar de todo o coração com ele na execução do plano de Deus. 
Que alegria para nós homens termos a parte que nos completa, que nos torna pessoas inteiras. Ele mandou a mulher para dividir os espaços em nós que estavam vazios e solitários e com ela crescemos como pessoas refletindo a comunhão da Trindade. Louvado seja o arquiteto divino! (Alcindo Almeida).

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Cuidando do jardim de Deus - Gênesis 2.15





O texto diz: Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para cultiva-lo e guarda-lo. Deus colocou o homem no Jardim do Éden e ele desfrutou de prazeres que nunca a criação poderia imaginar. Deus o colocou num espaço para ele se dedicar em cuidar e guardar aquilo que Deus havia criado. Mas, o texto bíblico mostra um plano eterno e Deus coloca neste jardim uma serpente que desafia o coração de Adão e Eva para serem iguais a Deus. 
Esse é o eterno problema do ser humano, querer ser igual a Deus. Pois, o homem caiu e Deus em Jesus começa a reconstruir a humanidade. Em Jesus, Deus mostra que ele reconstruirá o seu jardim da comunhão e da jornada com a criação humana. A promessa é feita em Gn. 3.15 que o descendente da mulher pisará a cabeça da serpente. Então Deus convida a criação, mesmo depois da expulsão do Jardim do Éden, para um momento de comunhão e amizade. 
Nesse projeto do jardim, Deus nos convida a fazer tudo para ele, com amor e pela nobreza de Jesus, que se deu na cruz por nós. Nesse projeto, Deus nos chama para a santidade em todo o tempo, para a glória e louvor dele. Irmão Lawrence diz que “quanto mais formos íntimos de Deus mais veremos a graça dele na vida”. Ele diz que “o fim de tudo na nossa vida é quando estamos na presença de Deus e preservamos viver no seu jardim” (LAWRENCE, Irmão & Frank Labauch. Praticando a presença de Deus. Rio de Janeiro, 2005, p.96).
Algumas atitudes são extremamente importantes para o cuidado e zelo no jardim de Deus:

  • Tenhamos temor de Deus lembrando que ele é prioridade da vida;
  • Lembremos sempre que o alicerce da nossa fé em Deus é a comunhão com ele;
  • Ele é a nossa fonte de amor, conhecimento e fortaleza para tudo na vida;
  • Quem rega o jardim da graça por meio da cruz é Deus e não nós (Alcindo Almeida).

sábado, 23 de agosto de 2014

The Global Leadership Summit 2014


https://www.youtube.com/watch?v=xl7zymAZ_vo#t=10

Crescendo e gerenciando a criação - Gênesis 1.28



O texto diz: Ele os criou macho e fêmea, e, então, os abençoou: Cresçam! Reproduzam-se! Encham a terra! Assumam o comando! Sejam responsáveis pelos peixes no mar e pelos pássaros no ar, por todo ser vivo que se move sobre a terra. O homem como humano implica soberania – sobre seu meio ambiente, sobre as outras criaturas, sobre ele mesmo.
É interessante considerarmos a fala de James Houston que “a autoconsciência humana, seu sentido de singularidade, sua conservação de memória e cultura, a habilidade na fabricação de ferramentas, a capacidade de pensar e falar, a capacidade de pensar abstratamente e se autoconhecer – tudo fornece indícios de sua soberania. Ele também é único em sua busca pela verdade, em suas aspirações éticas, e em suas preocupações pelos valores morais” (HOUSTON, James M. O Criador: vivendo bem no mundo de Deus. Brasília, DF: Palavra, 2009, p. 91).
Deus nos deu a graça de sermos pessoas responsáveis na criação. Pensamos sobre tudo, dominamos como vice-gerentes da criação. Nós somos convidados para crescer, multiplicar e somar para preservação e ordem do paraíso divino. Paul Stevens no seu livro Os outros seis dias: “Nossa vida na totalidade, então, deve ser levada em resposta ao chamado salvador e transformador. Discernir a orientação de Deus em nossa vida é aprender como viver para agradá-lo em toda dimensão” STEVENS, R. Paul. Os outros seis dias. Vocação, trabalho e ministério na perspectiva bíblicaSão Paulo: Ultimato, 2005, p.45.
Fomos criados não para sermos só seres religiosos, mas humanos e seres humanos que refletem minimamente o caráter do Eterno Deus crescendo, somando na criação, edificando e multiplicando pela graça dele. Realizando isso somos cada vez mais humanos e glorificamos ao Eterno Deus em todo tempo (Alcindo Almeida).






sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Criados à imagem de Deus - Gênesis 1.27



O texto diz: E Deus criou os seres humanos; criou-os à imagem de Deus, refletindo a natureza de Deus. Alister Mcgrath disse algo precioso demais sobre a criação do ser humano: Os homens e as mulheres foram criados “à imagem de Deus” (Gn 1.27). Essa frase breve, mas profundamente relevante, abre o caminho para a compreensão correta da natureza humana e de nosso lugar na ordem criada (MCGRATH, Alister. Criação. São Paulo: Hagnos, 2012, p.80).
Ser criado à imagem de Deus é a ideia para identificar as faculdades intelectuais. O homem tem inteligência e raciocínio. Ele domina sobre a criação. Quem pensava desta maneira era Agostinho. O ser humano reflete a imagem de Deus como um ser pessoal que é. Ele é relacional e não pode viver solitário. Deus é o Deus da relação e vive com a Trindade sempre. Como diz Ricardo Barbosa: A proposta de Jesus contida em seu convite para sermos participantes desta comunhão, é para que não fragmentemos a Trindade. Ao contrário, passemos a nos referir a Deus, nas três pessoas da Trindade BARBOSA, Ricardo. O caminho do coração. Curitiba – PR. Encontrão, 1996, p.55. Ser criado à imagem de Deus é refleti-lo tendo domínio sobre a criação.

O homem foi colocado por Deus, como o senhor da terra e nesse sentido, ele é imitador de Deus, ele foi criado pelo Senhor como um rei, segundo o Salmo 8 ele tem domínio apesar de não ser Deus. O ser humano reflete a imagem de Deus por ter atributos essenciais. Nós como seres humanos, temos o poder intelectual para agir com inteligência. Se o homem deixar de ter intelecto, ele deixa de ser o que é, por isso, ele recebeu afeições naturais da parte de Deus. O ser humano tem espiritualidade, pois foi feito alma vivente. Ele é uma criação que reflete seu criador. Que coisa extraordinária, somos o reflexo do divino na nossa formação. Pensamos, agimos, elaboramos ideias, temos personalidade e somos seres relacionais. Bendito seja o nosso amado arquiteto divino que nos formou como pessoas! (Alcindo Almeida).

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Pela cruz me chamou

Essa canção Quebrantado mexe com as fibras da minha alma. Obrigado pela cruz, Jesus, porque nela fui alcançado pela tua graça, amor e bondade. Obrigado pela cruz, porque através dela, a minha vida tem um novo sentido. Obrigado pela cruz, porque através dela o Senhor nos deu a graça de esperar o céu com graça! Pela cruz o Senhor da graça me chamou e gentilmente me atraiu!!!
 

A criação de Adam - (Gênesis 1.26)


O Eterno Deus disse: Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza para que sejam responsáveis pelos peixes no mar, pelos pássaros no ar, pelo gado E, claro, por toda a terra, por todo animal que se move na terra. 
O texto de Gênesis 1.26 fala da ação divina na criação de Adam termo usado para se referir ao ser humano macho e fêmea. James Houston trabalha a ideia da visão bíblica da criação que estabelece o homem singularmente no mundo, criado à imagem de Deus. Pela capacidade que lhe foi concedida de se relacionar com seu Criador, o homem é dotado de mente, vontade, emoção, alma – todas as funções do espírito pelo qual o homem foi aqui estabelecido por Deus para governar o mundo (HOUSTON, James M. O Criador: vivendo bem no mundo de Deus. Brasília, DF: Palavra, 2009, pp. 22-23). 
A criação mostra nossa identidade que é dependente de Deus; nossa entrega mútua depende da bondade de Deus, porque somos criação dele e para ele. Nós surgimos através da terra como uma arte do divino para que sejamos o reflexo dele nessa terra criada. Nós fomos soprados pelo transcendente Espírito de Deus, para que fôssemos capazes de desfrutar da Palavra de Deus e de ter um relacionamento pessoal com nosso Criador. É por esse motivo que temos a história da criação. Nós somos obra de arte do tecelão divino, ele nos formou num colegiado trinitário para ama-lo, honrá-lo e voltar nosso coração todo dia para ele (Alcindo Almeida).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tecendo e dando cores na criação - Gênesis 1.3-25


A grandeza de Gênesis 1 é que cada construção, cada elaboração na criação, cada detalhe tudo sem sombra de duvidas passa pelas mãos do divino e sábio arquiteto. O Pai, o Filho e o Espírito estão tecendo e dando cores aquilo que era vazio, sem forma. A luz aparece e há separação das trevas. O firmamento é formado e há separação entre as águas. Ao firmamento o nome céu e o texto diz que se foi a tarde, foi-se a manhã. Vem a ideia de oceano e o arquiteto divino diz que tudo aquilo era bom. Vem todo tipo de planta com semente e começa a brilhar o firmamento do céu! Vem a lua que toma conta da noite e o sol para o dia e ele faz as estrelas. Os peixes e de toda espécie de vida marinha aparecem no oceano! Pássaros e todos os seres vivos surgem no meio da criação divina. E novamente o texto diz: Deus viu que tudo aquilo era bom. Realmente só podemos dar graças ao bom Deus porque Gênesis é uma realização artística e majestosa!
Lembro-me do que o Dr. B. B. Warfield disse acerca da criação: “Uma janela de vidro está diante de nós. Levantamos os olhos e vemos o vidro; notamos sua qualidade, observamos seus defeitos e especulamos sobre sua composição. Ou olhamos através dele na perspectiva de ver além da terra, céu e mar. Da mesma forma, há duas maneiras de se olhar o mundo. Podemos ver o mundo e ficar absorvidos pelas maravilhas da natureza. Essa é a maneira científica. Ou podemos olhar diretamente através do mundo e ver Deus por detrás dele” (Alcindo Almeida).


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Um Jesus fascinante



Estou aqui preparando o texto de Lucas 7 sobre a mulher pecadora. Que encontro divino entre o Jesus puro com a mulher que ninguém queria naquela casa de um fariseu. Que Jesus fascinante que quebra todos os paradigmas e faz uma prostituta se sentir gente na presença dele. Que Jesus maravilhoso é esse gente? Ele não olha como a gente, ele olha com graça, amor, perdão e compaixão para gente que não vale nada como eu e vocês.

Uma terra sem forma e vazia - Gênesis 1.2


Quando olhamos para esse texto percebemos que há várias correntes teológicas que tentam explicar o fato. Mas, a grande verdade é que lidamos com os pensamentos humanos sobre o texto sagrado, que fala dessa estrutura. Então para ponderarmos em qualquer questão precisamos partir de um texto de Salomão em Pv. 3.19: O Senhor com sabedoria fundou a terra; preparou os céus com inteligência. Foi essa sabedoria divina que acompanhou o desenvolvimento das ações do Eterno Deus.  
O fato é que o texto de Gênesis descreve a ação divina na criação dando forma e significado para a terra que era sem forma e vazia, ou seja, ainda não havia uma organização para todos os movimentos dela como o próprio Moisés trabalha em Gn. 2.5. Ele diz que o processo ainda continuava e o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra e também não havia homem para lavrar a terra.
Gosto da afirmação de E. J. Young de que “o universo é como um bloco bruto de granito antes do escultor começar a moldá-lo. A criação não está em mau estado em consequência de alguma queda catastrófica, mas simplesmente em seu estado informe inicial, como um monte de barro nas mãos do oleiro. O versículo 3 e os seguintes começam a descrever o trabalho de Deus e a modelagem da massa, transformando-a do caos no cosmos”. Então, a lógica é que o tecelão divino foi moldando essa terra com seu poder, sua arte e sua sabedoria celestial (Alcindo Almeida).

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O nada que é transformado - Gênesis 1.1

O texto de  Gênesis 1.1 diz: No princípio Deus criou o céu e a terra. Se no mesmo princípio fez Deus o céu e a terra, que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Que foi que o fez repentinamente mudar de ideia e fazer o que nunca tinha feito antes nos tempos eternos? 
Agostinho responde a essas indagações dizendo que se crermos que no princípio do tempo fez Deus o céu e a terra, também devemos entender que antes do princípio do tempo não existiu o tempo. Deus criou o tempo e, por conseguinte, antes de criar o tempo não existia o tempo. E não podemos dizer que existia algum tempo, quando Deus ainda não o havia criado; pois, de que modo existia o tempo que Deus ainda não tinha criado, sendo ele o Criador de todos os tempos? E se o tempo começou a existir no mesmo momento que o céu e a terra, não podemos de modo algum encontrar o tempo antes de haver criado o céu e a terra. 
Que coisa extraordinária quando olhamos para o criador como o todo poderoso que cria algo do nada. E o nada para Deus é transformado em algo existente. Ele cria o céu e a terra e esse verbo é "bara" na versão original do hebraico. Esse verbo tem sido traduzido como "criar do nada", ou ex-nihilo. O Eterno Deus traz a existência o cosmos, ele faz existir um lugar que seria a habitação para um ser chamado Adam. Que maravilha para nós que somos criação do Todo Poderoso, quando ele nos dá um lugar chamado terra para habitarmos! (Alcindo Almeida).

A graça da confissão

Confissão é uma disciplina que funciona dentro da comunhão. Nela, permitimos que pessoas confiáveis conheçam nossas fraquezas mais profundas e falhas. Isso nutre nossa fé na provisão de Deus para nossas necessidades por meio do seu povo (Livro Simplicidade, fé e oração).

Experiência e maturidade

“A confissão é uma das disciplinas mais poderosas para a vida espiritual. No entanto, com facilidade, pode haver abusos e o seu uso efetivo requer considerável experiência e maturidade, tanto por parte do indivíduo envolvido como da liderança do grupo – o que nos leva à última disciplina” (WILLARD, Dallas. O Espírito das disciplinas. Rio de Janeiro: Danprewan, 2003, p. 212).

Corrida ao Planalto

Marina Silva na reviravolta do cenário político acerca da corrida ao Planalto, já tem uma projeção para o segundo turno. De acordo com o Datafolha, numa eventual disputa contra a senhora Dilma, Marina Silva teria 47% contra 43% da presidente, resultado que está no limite de um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos da pesquisa. Uau!!! Minha candidata é Marina Silva sem medo de ser feliz. E mesmo sendo simpático durante muitos anos ao partido dos tucanos, não tenho condições de dar meu voto para Aécio, mas por convicções sobre uma política mais para a sociedade e pelas mudanças profundas no quadro atual, ele irá para a Marina Silva.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Tudo o que Cristo fez

Viver pela fé é desistir de si mesmo e depender somente de Cristo para sua aceitação diante de Pai e dos homens. Quando recebemos a palavra de Deus como palavra de Deus, ganhamos a vida da ressurreição de Cristo que nos regenera e a fé que vem por Jesus, habilitando-nos a responder confiantemente em tudo o que Cristo fez e faz em nosso favor (Glenio Fonseca Paranaguá).

Por meio da linguagem

A língua é antes de mais nada um meio de revelação, tanto para Deus quanto para nós. Usando palavras, Deus revela-se a nós. Usando palavras, nós nos revelamos a Deus e uns aos outros. Por meio da linguagem, todo o ciclo de falar e escutar, tanto Deus quanto seus homens e mulheres criados pela Palavra são capazes de revelar vastos interiores antes inacessíveis a nós (PETERSON, Eugene. A linguagem de Deus).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pessoas que falam

A pregação e o ensino são usos destacados da linguagem entre as pessoas que falam e testificam, que oram e dão orientação na comunidade cristã (PETERSON, Eugene. A linguagem de Deus).

Uma percepção minuciosa

Viver dia a dia neste mundo, no qual Deus está presente e ativo a nosso favor e para a nossa salvação, implica cultivar uma percepção minuciosa do que está em jogo em cada aspecto da nossa vida (PETERSON, Eugene. A linguagem de Deus).

Ele falava com gente

Quando Jesus não estava pregando e quando não estava ensinando, ele falava com homens e mulheres com os quais convivia a respeito do que estava acontecendo naquele momento — pessoas, acontecimentos, perguntas, o que quer que fosse — usando as circunstâncias da vida deles como seu texto (PETERSON, Eugene. A linguagem de Deus).

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Uma fé aperfeiçoada

Hoje meditei na devoção no texto de Hebreus 11. O assunto é a fé que tem a ver com o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. E passeando no texto vi e pensei sobre a fé de algumas pessoas que não gostaríamos que estivessem na lista dos heróis. Raabe é tida como uma mulher de fé. Sansão que pisou na bola em várias áreas está lá também. Essas pessoas somam com Noé, Enoque, Moisés, José, Samuel e Davi. Olho para o texto e leio que esses heróis sofreram tortura, se recusaram a desistir e ser libertados, preferindo algo melhor: a ressurreição. Eles enfrentaram abusos, açoites, algemas e prisões. Alguns foram apedrejados, serrados ao meio, assassinados a sangue frio. Eles movidos pela fé vagaram pela terra em peles de animais, sem teto, sem amigos e sem força. O escritor diz que o mundo não os mereceu! Fica esse modelo dos heróis para que nossa fé seja aperfeiçoada e lapida na história. 

Os momentos duros da vida

Não tem jeito, todos nós enfrentamos os momentos duros da vida. A vida não é feita só de conquistas, as lutas e decepções aparecem e têm um propósito divino de nos colocar na dependência do Eterno Deus sempre.

A noção da presença de Deus

“Quando vi pela primeira vez o quadro de Rembrandt, essa noção da presença de Deus em mim não era tão nítida quanto agora. Entretanto, a reação intensa ao abraço do pai e filho mostrou quão ansiosamente eu buscara aquele lugar secreto onde eu também pudesse me sentir tão amparado quanto o jovem do quadro. Na ocasião não era possível prever o que seria necessário para chegar um pouco mais perto desse lugar. Agradeço não ter sabido de antemão o que Deus havia reservado para mim. Agradeço também, pois, com o sofrimento, algo de novo se abriu dentro de mim” (Henri Nouwen. A volta do filho pródigo).

Inesperada liberdade

"Essa nossa crença de que devemos segurar com todas as forças aquilo de que precisamos é uma das maiores fontes de nosso sofrimento. Mas, ao conseguir soltar bens, planos e pessoas, mesmo com todos os riscos, entramos numa vida de nova e inesperada liberdade” (Henri Nouwen. Transforma meu pranto em dança).

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ele levou o castigo que não poderíamos levar

"Cristo viveu a vida que não poderíamos viver e levou o castigo que não poderíamos levar para oferecer a esperança a qual não podemos resistir" (Gente como a gente. Max Lucado, p. 96).

A humildade tem dois pés

“Somente o homem humilde pode subir a montanha com segurança, pois só ele terá o que lhe faça tropeçar. O homem orgulhoso pode subir a montanha, mas não poderá permanecer por muito tempo, para permanecer firme é preciso manter-se humilde. Para que nossos pés nunca tropecem, precisamos nos apoiar. Não no pé único do orgulho, e sim nos dois pés da humildade. A humildade tem dois pés: o reconhecimento do poder divino e a consciência da fraqueza pessoal” (Cartas de São Bernardo. p. 296).

Conexão da alma

A vida de Deus é a conexão da nossa alma com ele (Livro Coração sábio).

Livro Coração sábio

Não podemos nos esquecer que o fôlego da vida está nas mãos do criador (Livro Coração sábio).

Curtindo o aniversário da Erika












sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O proplema do relativismo

"O curso atual de ética aplicada não busca transmitir um conjunto de verdades morais, mas tenta incentivar o aluno a refletir cuidadosamente sobre e tão somente sobre ideologia moral. O importante são as ideias e não a vida. Daí tudo se tornar relativo” (Dallas Willard. Conspiração divina, p. 22).

Sem espaço para ouvir

Qualquer proposta que apresente algo que faz sentido sobre a vida é banal. O discurso não existe mais. A proposta de felicidade é tão enganosa que as pessoas não têm mais espaço para ouvir (Encontro de atualização do Projeto Timóteo com Jonas Madureira).

Temos a vida de Deus em nós

Não vivemos sem sentido – temos um fim e um propósito nesse cosmos criado por Deus. Nós cristãos temos um sentido em Deus. Nós temos a vida de Deus em nós (Encontro de atualização do Projeto Timóteo com Jonas Madureira).

A proposta da Teologia da Prosperidade

Hoje o que está em jogo é um consumismo que é causa de uma falta de sentido na vida. As pessoas vão para as igrejas e prometem que elas terão carros, felicidade e posses. A perspectiva não é por Deus e sim pelos bens materiais. Deus não é oferecido como a prioridade e, sim, o que ele pode dar. Essa é a grande proposta da Teologia da Prosperidade. Algo bem difícil é tirar essa teologia do coração (Encontro de atualização do Projeto Timóteo com Jonas Madureira).

A vitória do Corinthians sobre o Palmeiras por 2X0 no último domingo.

Em forma de desenho, um torcedor alvinegro retratou os jogadores que participaram da vitória do Corinthians sobre o Palmeiras por 2X0 no último domingo (27), no primeiro clássico da nova Arena. Éwerton Araújo, 18, desenha desde os 10 anos e leva nos traços de seus retratos o amor pelo Timão.

Leituras em julho de 2014

CONLON, Carter. Cristão 180º. São Paulo: Vida, 2013. À medida que o mundo se torna mais sombrio, a sociedade fica cada vez mais esgotada e protestos irrompem em todo o mundo por motivos bem mais profundos que os próprios manifestantes podem identificar, evidencia-se um prenúncio universal de perigo. A pergunta do pastor Carter Conlon é: Nós, como seguidores de Cristo, faremos a diferença? Este livro tem uma palavra do Senhor para aqueles que desejam verdade, força e direção e promete manter-nos firmes nos dias em que o mundo for abalado, de modo que possamos ser fontes de bênção e esperança para os outros. 

QUEIROZ, Carlos. Ser é o bastante: felicidade à luz do sermão do Monte. Viçosa, MG: Ultimato, 2006. A novidade não é o Sermão do Monte, mas a forma cativante como o autor traz o desafio do Mestre para dentro do nosso cotidiano, fazendo-nos subir ao monte (ou seriam as dunas das praias nordestinas?) junto com Jesus e ouvi-lo ensinar na linguagem e no sotaque do nosso povo: Felizes são os pobres, os humildes, os que choram. Olhem para as aves do céu e os lírios do campo. Um jeito simples e profundo de falar do desafio que é ser discípulo de Jesus. 

CHAPMAN, Gary & Chris Fabry. Inesperada graça. São Paulo: Mundo Cristão, 2014. A busca por Deus pode se revelar uma jornada frustrante quando nos sujeitamos a padrões inalcançáveis de santidade. Erroneamente, costumamos mirar os diversos personagens bíblicos como modelos de perfeição, quando na realidade são pessoas comuns, com virtudes e defeitos, que passaram por experiências extraordinárias. Basta olhar para os personagens que fazem parte da genealogia de Jesus para perceber que o Criador escolheu pessoas como você, mas que, ao serem alcançadas pela graça divina, tiveram participação decisiva na história da humanidade. E o que fizeram para se tornar merecedoras da graça? Nada. A graça de Deus transformou imperfeição em perfeição, aos olhos do Criador. Inesperada graça resgata as histórias desses homens e dessas mulheres da linhagem de Jesus que nos inspiram e desafiam com seus anseios, suas contradições, vitórias e derrotas. São relatos de amor, perdão, aceitação e restauração. São histórias reais que podem ser a sua história. 

CRAIG, Adolf Guggenbühl. O abuso do poder na psicoterapia e na medicina, serviço social. Sacerdócio e magistério. São Paulo: Paulus, 2008. A maioria das profissões, de uma forma ou de outra, presta serviço à saúde e ao bem-estar da humanidade. Porém, as atividades do médico, do sacerdote, do professor, do psicoterapeuta e do assistente social envolvem um trabalho especializado e deliberado para ajudar os infelizes, os doentes, aqueles que de algum modo se perderam. A presente obra analisa como e por que os membros dessas profissões de ajuda podem também causar enormes danos, devido a seu próprio desejo de ajudar. 

DAMBERG, Carlos F. Uma só flecha. Quando não se pode errar no caminho do sucesso. São Paulo: Hagnos, 2009. Uma Só Flecha é um livro indicado para pessoas que querem melhorar sua eficiência e qualidade não apenas no âmbito profissional, mas também para a vida pessoal, ponto ressaltado por Damberg. Afinal, sejam quais forem os papéis que desempenhamos na vida – como professor, pai, mãe, cientista, médico, consumidor, amigo ou inquilino – realizar tarefas é algo sempre presente. E quanto maior excelência nós tivermos ao realizá-las, mais completa será nossa vida.