Perdemos a comunhão Gênesis 3.4-5




O texto diz: Então, a serpente disse à mulher: Vocês não vão morrer. Deus sabe que, no momento em que comerem daquela árvore, vocês perceberão a realidade e serão como Deus: conhecerão todas as coisas, tanto o bem quanto o mal. A mulher olhou para a árvore e percebeu que o fruto era apetitoso. Pensando na possibilidade de conhecer todas as coisas, pegou o fruto, comeu e o repartiu com o marido — ele também comeu.
Que coisa terrível aconteceu com o ser humano. Ele cedeu a pressão e tentação de ouvir a voz do inimigo que dizia: E serão como Deus: conhecerão todas as coisas, tanto o bem quanto o mal.  a ordem dada ao homem para ser o real cultivador das boas coisas da criação o seduziu a ser tanto de apoloniano quanto dionisíaco. O homem ficou infeliz porque perdeu a sua realeza, e se mostrou absurdo porque deixou de ser dependente de Deus. A contradição radical de seu ser o tornou um estranho num mundo igualmente estranho. Ao atender a voz do tentador o homem perdeu sua noção perfeita de Deus. Ele manchou sua imagem, desfigurou seu relacionamento de comunhão, amor e significado nas tardes do jardim.
Triste ilusão para nós hoje querermos o poder, a glória e a possibilidade de reinarmos sozinhos. Isso é impossível porque fomos criados para depender de Deus em todos os processos da vida. E toda vez que o homem se desvia desse caminho, ele rompe com o Criador como aconteceu com Adão e Eva. Por isso, precisamos de humildade para reconhecer Deus em toda jornada da vida.  Soren Kierkegaard diz algo precioso demais: “A grandeza do homem é grande na medida em que ele se reconhece miserável”. Que o Deus Eterno nos livre da soberba e da busca pelo poder humano! (Alcindo Almeida).



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