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Plena convicção


 

É algo triste constatar que vivemos em várias propostas como igreja, num status de encastelamento religioso. Vivemos ensimesmados dentro da estrutura eclesiástica, alguns grupos defendem mais a estrutura eclesiástica do que o Evangelho de Cristo. Parece que o nosso modo de viver o Evangelho é lustroso demais. Vivemos meio que no piloto automático. Já somos membros do corpo de Cristo, já somos os eleitos, então está tudo bem, apenas sigamos a vida cristã como se estivéssemos numa apresentação de um teatro.

Vamos à igreja e realizamos o papel normal, celebramos, damos o dízimo, ouvimos a mensagem, isso se não dermos uma olhada no face ou no Instagram. Nos demais dias, vivemos alheios às realidades que implicam o Evangelho de Cristo. Nós mentimos, tratamos mal a nossa esposa e filhos, cobiçamos aquilo que não podemos ter, traímos, burlamos os impostos, falamos palavrão, falamos mal das pessoas e agimos sem a reverência da ética cristã divina. Perdemos a noção do efeito de ser sal e luz do mundo de verdade. O sal salga mesmo e a luz não tem outro efeito, a não ser brilhar no meio da escuridão.

Olhando para os dias que vivemos, o que pretendemos fazer? Qual a nossa resposta para aqueles que nos cercam? Eles percebem que somos discípulos de verdade mesmo? O Evangelho está encarnado mesmo dentro de nós? Sabemos e temos a certeza de que o céu é o nosso bom lar e que nada nos separa dessa certeza em Cristo? As pessoas nos procuram por saberem da fé que temos em Cristo?

Hoje é o tempo para avaliarmos lá dentro de nós mesmo, qual é o estilo de vida que vivemos, se é o do Reino de Deus com todas as implicações ou se é o apego e envolvimento só com as questões seculares da vida. Que tenhamos a plena convicção de que o Reino está dentro de nós e que de verdade mesmo, respiramos e vivemos Cristo em todos os aspectos da nossa vida. (Alcindo Almeida)

Comentários

  1. Infelizmente, pastor, vivemos numa sociedade tão ateia, tão desvirtuada da verdade bíblica, tão alheia e indiferente ao que a Bíblia apresenta, que questionamos a seriedade das igrejas, em todos os níveis. Poucas igrejas se preocupam com o conteúdo, mais importante do que a carapaça. Até as igreja sérias não falam de pecado, de perdão, de vida em santidade (ou falam muito pouco) Será que a fé genuína não está desviada do alvo?

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