O salmista afirma no Salmo 119.41 a 48: Venha também sobre mim a tua benignidade, ó Senhor, e a tua salvação, segundo a tua Palavra. Assim terei o que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra. De minha boca não tires totalmente a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos. Assim observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente; e andarei em liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos. Falarei dos teus testemunhos perante os reis, e não me envergonharei. Deleitar-me-ei em teus mandamentos, que eu amo. Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatutos.
O salmista ora pedindo o discernimento da misericórdia divina. Porque assim ele seria capaz de prestar testemunho público digno de confiança. O salmista entende que pela experiência da misericórdia do Senhor ele teria a sabedoria preciosa para lidar com aqueles que o acusavam de algo. Enquanto o salmista lê a Palavra e medita nela, Deus mostra o seu amor e misericórdia.
A Palavra de Deus é a expressão do amor que recebemos no coração para responder a todos, inclusive para aqueles que nos afrontam nessa vida. A Palavra de Deus nos faz ter sabedoria no caminho complicado da vida. O salmista confiava na palavra que estava no seu coração e tinha a certeza de ter sempre a palavra para os inimigos.
Ele relaciona a Palavra de Deus com a sua boca no sentido de meditar. Ele diz que fará isso continuamente. Ele quer observar a Lei do Senhor olhando para sua prática de vida. Ele quer guardar a lei sem nenhum lapso, enquanto estivesse na jornada, ele queria olhar profundamente para a Lei do Senhor.
Ele diz que andará com largueza, que provavelmente queria dizer que estaria livre de qualquer restrição. Ele estaria limpo e livre para andar com a Lei do Eterno Deus no seu coração. Ele não teria medo das ameaças dos seus inimigos porque a Lei o guardaria de qualquer coisa. Ele diz que terá prazer nos mandamentos do Eterno Deus. E é um prazer que gera o profundo amor que sente pela Palavra de Deus. E finaliza essa parte dizendo que para os mandamentos que ele amava, levantaria as suas mãos.
A devoção do coração do salmista passa por esse tempo de adoração na presença do Senhor. Ele dá tanto valor à Lei Divina e à oração, que faz questão de mencionar isso aqui!
Como a Palavra de Deus é preciosa para o coração da gente, ela dá alento, dá direção, ela nos anima para enfrentar os obstáculos que vem sobre nós. Ela é fonte da nossa meditação diária. Ela é a fonte para a nossa oração.
Não há a menor possibilidade de ficar sem a referência da Palavra em nossa vida. Precisamos da Palavra para nosso crescimento e amadurecimento. Precisamos da Palavra para suportar as perseguições por causa do que é justo, honesto e verdadeiro. Ainda mais hoje, que tudo é relativo. Quando falar é verdade é relativo também. A Palavra é a nossa direção para todos os processos que passamos nessa vida. Ela nos dá o foco para vivermos no meio dessa sociedade tão perdida e confusa quanto aos valores.
Que imitemos o salmista que meditava nos decretos divinos e o amava de coração! (Livro Ouvindo as Escrituras - Salmo 119)

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