Leituras de outubro 2010

MANNING, Brennan. Convite à solitude. São Paulo: Mundo Cristão, 2010. Qual a diferença entre solitude e solidão? Solidão é estar só. Solitude é querer estar só, é buscar privacidade, um momento de quietude e silêncio. Brennan tem vivido diversos destes momentos ao longo de sua jornada espiritual. Convite à solitude apresenta seleções de momentos inesquecíveis do autor, nos quais ele se encontrou com Deus e consigo, nos mais diversos e imprevisíveis lugares. Para ele, as lembranças são como presentes, verdadeiras dádivas, por isso devem ser revividas e constantemente trazidas à tona da memória. Este é um livro de registros marcantes da jornada de fé de Manning, que convida você a reviver estes momentos junto com ele e a encontrar seus próprios momentos de solitude para ouvir a voz de Deus. Contém 192 páginas.

FOSTER, Richard. Dinheiro, sexo e poder. São Paulo: Mundo Cristão, 2005. Foster argumenta que as questões do dinheiro, sexo e poder nos atiram para dentro da arena da escolha moral. O dinheiro se manifesta como poder, o sexo é usado para adquirir tanto dinheiro quanto poder. E o poder é geralmente chamado o melhor afrodisíaco. Contém 240 páginas.

KIVITZ, Ed René. Outra espiritualidade. São Paulo: Mundo Cristão, 2005. Uma das contribuições mais importantes do protestantismo para a história foi a concessão de liberdade à interpretação bíblica — em última análise, um estímulo à autonomia do próprio pensar, terreno vasto e fértil. Tal movimento, naturalmente, pressupunha riscos, como o surgimento de aventureiros, estelionatários e pervertedores da doutrina apostólica, um preço que o cristianismo já pagava e continua pagando até nossos dias. Ainda assim, a dinâmica da fé evangélica (no sentido mais amplo da palavra) é tributária deste privilégio à reflexão. Outra espiritualidade caminha sobre esse mesmo solo, ora lançando sementes, ora retirando pedras e espinhos, ora remexendo a terra, ora reforçando as estacas que demarcam a área da fé bíblica genuína. É uma obra desafiadora, mas não inconseqüente. Os artigos reunidos neste livro não são expressões de rebeldia à ortodoxia cristã, mas de inquietude diante de uma Igreja que parece ter abdicado de seu papel de instrumento de transformação e promoção do Reino de Deus em troca do utilitarismo e das benesses dos “reinos deste mundo”. Contém 256 páginas.

LUCADO, Max. Um dia na vida de Jesus. São Paulo: Editora VIDA CRISTA, 2002. O dia mais estressante na vida de Jesus foi o de sua morte por crucificação. Já o segundo foi o dia em que soube da morte de João Batista.
Um dia de ira...
Um dia de alegria...
Um dia de angústia...
Um dia de esperança...
Um dia de revolta...
Um dia de perseverança...
Um dia de provagão...
Um dia de vitória!
O furacão de dúvidas, a tempestade de sentimentos, as nuvens negras da perseguição e os trovões do medo foram todos derrotados pela força interior e pela confiança que Jesus tinha em seu Pai. Acompanhe Jesus durante a caminhada dessas 24 horas relatadas pelos evangelistas e magistralmente interpretadas por um dos maiores autores cristãos da atualidade. Número de páginas: 239.

NOUWEN, Henri J. M. O perfil do líder cristão do Século XXI. São Paulo: Atos, 2002. O mundo atual caminha em uma velocidade assustadora. Mudanças cada vez mais constantes desafiam os cristãos de todo o mundo a permanecerem fiéis aos ensinos bíblicos e, ao mesmo tempo, buscar respostas para os grandes questionamentos da sociedade. • Como enfrentar esse desafio? • O que fazer com as novas questões levantadas pela sociedade? A solução está na sólida formação de líderes que conheçam verdadeiramente os ensinamentos de Deus e que saibam estender a Mao aos que necessitam de ajuda. “Se existe uma área onde o líder precisa dar atenção é a disciplina de habitar na presença de Deus, a disciplina da oração”. Somente enraizados na Palavra de Deus, e nela meditando de dia e de noite, poderão conduzir os demais cristãos à maturidade. O autor compreendeu que o caminho para subir é descer. Abandonou sua brilhante carreira de professor nas melhores universidades dos EUA (Notre Dame, Yale e Harward) para compartilhar sua vida com os necessitados, servindo numa comunidade para deficientes mentais em Toronto, Canadá. Aprendeu como vencer o desejo de ser relevante, o desejo de ser popular e o desejo de ter poder, segundo ele, os principais inimigos de quem busca se tornar e se manter como um verdadeiro líder. Contém 66 páginas.

BRABO, Paulo. A bacia das almas. São Paulo: Mundo Cristão, 2010. O que significa ter fé? Ou melhor, como devemos vivenciar a fé que dizemos ter? Paulo Brabo fala sobre a fé, em especial a sua própria, e a verdadeira espiritualidade. O livro é uma coletânea de artigos e documentos publicados por Paulo Brabo em seu site (www.baciadaslamas.com), por um período de cinco anos. Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano. São reflexões e narrativas, provocações e confissões. A bacia das almas não é mais um livro de autoajuda, já que não apresenta fórmulas mágicas e respostas prontas. O livro prima pela incerteza e pela insegurança; sua tribuna é um palco onde as ideias desfilam sem a menor pretensão de serem a palavra final. O livro também não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que esse envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade. Brabo escreve sem clemência porque escreve de si mesmo e para si mesmo. Seu assunto é a ideia subversiva, presente na cosmovisão dos primeiros cristãos mas perdida no transição dos séculos, de que ser salvo é estar despido de qualquer ilusão. As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, e a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido. Contém 336 páginas.

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