Na presença de Deus temos o nosso coração firme:

- Texto para reflexão: Desperta, minha alma; despertai alaúde e harpa; eu mesmo despertarei a aurora. Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. Pois a tua benignidade é grande até os céus, e a tua verdade até as nuvens. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e seja a tua glória sobre a terra (Salmo 57.7-11).

O Livro dos Mártires retrata a história de John Wycliffe. Este célebre reformador, chamado "A Estrela Matutina da Reforma", nasceu por volta do ano 1324, durante o reinado de Eduardo II. De sua família não temos informação certa. Seus pais o designaram para a igreja, e o enviaram ao Queen's College, em Oxford, que tinha sido então fundado por Robert Eaglesfield, confessor da Rainha Felipa. Mas ao no apreciar as vantagens para o estúdio que esperava naquele estabelecimento novo, passou ao Merton College, que era então considerado como uma das instituições mais eruditas da Europa .
Os bispos que apoiavam a autoridade do Papa, insistiam em submeter Wycliffe a juízo, e estava já sofrendo interrogatórios em Lambeth quando, por causa da conduta amotinada do povo lá fora, e atemorizados pela ordem de Sir Lewis Clifford, um cavalheiro da corte, no sentido de que não deviam decidir-se por nenhuma sentença definitiva, terminaram tudo o assunto com uma proibição a Wycliffe de predicar aquelas doutrinas que fossem repulsivas para o Papa; porém, o reformador a ignorou, pois indo descalço de lugar em lugar, e com uma longa túnica de tecido rústico, predicava mais veementemente que nunca.
John Fox relata o fim de Wycliffe assim:


“Após terem levado o Senhor a seu túmulo, acharam que conseguiriam evitar que ressuscitasse. Porém estes e todos os outros deverão saber que assim como não há conselho contra o Senhor, tampouco pode suprimir-se a verdade, antes rebrotará e renascerá do pó e das cinzas, tal como aconteceu em verdade com este homem; porque ainda que exumaram seu corpo, queimaram seus ossos e afogaram suas cinzas, não puderam contudo queimar a palavra de Deus e a verdade de sua doutrina, nem o fruto e triunfo da mesma” (FOX, John. O livro dos mártires. São Paulo: Mundo Cristão, 2004, p. 151).

O coração deste homem permaneceu firme no Senhor Deus.
Davi tem tamanha intimidade com Deus que no meio das tribulações e angústias da alma vem um cântico no coração. A sua alma desperta para o louvor a Deus que o sustenta sempre. Ele sabe que Deus tudo executa por ele, então, ele agradece e engrandece o nome do seu Senhor Altíssimo. E de maneira poética ele afirma que ao alvorecer do dia despertará com a harpa para louvar ao Senhor e cantar louvores ao seu nome. Porque Deus é bom demais e a sua verdade é eterna.
Como precisamos reconhecer o cuidado de Deus na nossa vida. Ele nunca nos deixa, nunca nos abandona e nunca deixa de olhar para a nossa vida com misericórdia e graça. Ele nos assiste em todos os momentos da vida e nos conduz a adoração do seu precioso nome.
Não podemos perder de vista a grandeza deste Deus tão amoroso e tão bondoso em nos socorrer na vida. Davi sabe disse e começa a louvar e não permite que a glória deste grande Deus seja obscurecida jamais. E as suas palavras finais são: Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e seja a tua glória sobre a terra.

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Alcindo Almeida

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