Um jovem chamdo Willen

Há uma história de um rapaz que, aos 25 anos de idade, queria pregar. Ele tinha vivido o suficiente para saber que sua vida era para o ministério. Vendia obras de arte, ensinava línguas, negociava livros e conseguia ganhar a vida, mas não era uma vida que ele desejava. Sua vida era na igreja. sua paixão estava voltada para as pessoas.
Sua paixão o levou para as áreas carboníferas do sul da Bélgica. Na primavera de 1879 este holandês começou a ministrar para os mineiros simples e trabalhadores de Borinage. Em poucas semanas, sua paixão foi testada. Um desastre na exploração das minas feriu inúmeros aldeões.
Willen trabalhou o dia todo cuidando dos feridos e alimentando os famintos. Ele até escavou as paredes das jazidas para ajudar o seu povo. Depois que os entulhos foram limpos e os mortos enterrados, o jovem pregador ganhou um lugar no coração deles. A pequena igreja se encheu de pessoas famintas para ouvir as mensagens de amor pregadas de maneira bem simples por Willen.
Certo dia, seu superior veio ao campo visitá-lo. O estilo que vida de Willen o deixou absolutamente chocado! O jovem pregador usava um casaco de soldado bem velho e suas calças eram feitas de tecido de saco, e ele vivia numa cabana simples. E o pior, dava o seu salário para as pessoas necessitadas. O líder da igreja ficou indiferente e disse: você parece mais patético que as pessoas a quem veio ensinar (LUCADO, Max. Derrubando Golias. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2007, p. 147).
A pergunta dele era se Jesus não teria feito o mesmo. O resultado é que Willen foi afastado do ministério. E a história relata que ele ficou arrasado. Ele só queria edificar uma pequena e simples igreja naquele local através de um serviço com a sua própria vida.
Depois que ele ficou magoado ainda permaneceu na pequena vila durante semanas, sem saber ao certo o que fazer da vida. Não sabia para onde voltar.
Certo dia, ele percebeu um velho mineiro curvado atrás de uma enorme carga de carvão. Surpreso com a dor e a pungência do momento, Willen colocou a mão no bolso à procura de um pedaço de papel e começou a esboçar a figura cansada. Sua primeira tentativa foi grosseira, mas depois ele tentou novamente. Ele não sabia, os aldeões não sabiam, o mundo não sabia, mas Willen naquele momento descobriu o seu verdadeiro chamado.
Não era o hábito do clero, mas a roupa de um artista.
Não era o púlpito de um pastor, mas a palheta de um pintor.
Não era o ministério de palavras, mas o de imagens. O jovem homem que aquele líder não aceitou se tornou um artista a quem a mundo não pôde resistir. Simplesmente o nome deste homem era: Vincent Willen Van Gogh (LUCADO, 2007, p. 149).
Que pela graça do Senhor, nos envolvamos com a simplicidade para o nosso crescimento espiritual. Pois, como diz Tiago quando nos humilhamos na presença de Deus, ele nos exalta para a sua própria glória!
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Alcindo Almeida

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