Lapidação divina

O texto de Romanos 8:28 afirma: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 
Não nos resta dúvidas que o envolvimento de Deus na nossa vida é proposital. Quando Paulo afirma que sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, temos a compreensão que são tanto as dolorosas quanto as experiências alegres da vida. Tanto as boas como as facetas complicadas da nossa vida cooperam para o nosso bem. 
Vivemos dias da pregação falsa, pobre e ilusória tentando esconder a dor, as crises e sofrimentos da vida humana. O pregador midiático afirma que quando Deus entra na vida, acaba o problema, acaba a dor, acaba a pobreza, acaba a solidão e a pessoa passa a ser próspera em todos os processos da vida. Exclui "o todas as coisas" e coloca-se uma coisa: a pessoa será absolutamente feliz. Não quero afirmar que no encontramos felicidade em Deus, claro que sim! Encontramos todo sentido da existência em Deus, mas não tenho autorização para dizer jamais que não teremos lutas, crises e sofrimentos na vida. 
Andar com Cristo não nos exime da dor, embora tenhamos a alegria perene sempre dentro de nós. Mas, temos que ser sinceros ao dizer que todas as coisas incluem dor, alegria, derrotas, satisfação, felicidade, morte, vida, doença e saúde. Porque vivemos nessa terra com os efeitos da queda de Adão e Eva. Quando Paulo afirma isso, ele sabe que tem um propósito singular na existência, que é ser como Cristo — refletir seu caráter — andar nos seus passos. O nosso alvo da maturidade cristã é nos tornar semelhantes a Cristo. 
Dentro dos propósitos eternos fomos criados para refletir a glória de Deus em tudo que fazemos e vivemos. Em todas as coisas que nos acontecem, glorificamos Deus. Sejam elas boas ou ruins. Vivemos na dinâmica da fé, cremos sempre que todas as coisas cooperam para o nosso bem, porque estamos em processo de lapidação pelo arquiteto divino, ele está trabalhando em nossa vida no meio da dor e da alegria. Como diz Henri Nouwen: A alegria é a experiência de saber que somos amados incondicionalmente e que nada – doenças ou mesmo a morte – pode nos privar do amor divino. É frequente descobrirmos a alegria no meio da tristeza. 
Saibamos mesmo que tudo, absolutamente tudo, coopera para o nosso bem como filhos amados de Aba! (Alcindo Almeida). 



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