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O sentido de ser e existir!

O grande pensador Soren Kierkegaard em O Desespero Humano define três dimensões do eu. O eu, diz ele, é: (a) uma síntese de opostos polares – de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade; (b) auto-relacionável – uma relação que se orienta sobre si própria; e (c) em última instância dependente de Deus – uma relação desse modo derivada ou estabelecida, é uma relação que não é apenas consigo própria, mas com outrem. Quero falar desse eu dependente de Deus. 
A Bíblia afirma que não podemos dar um passo sem a permissão divina. Ela diz que somos pó e cinza. Ou seja, não conseguimos andar sozinhos no meio do nosso eu existencial. Precisamos do Criador nos dirigindo e apontando o caminho. E se quisermos de fato, ter um sentido, um significado nessa vida, busquemos em Deus. Ele é o grande Deus que nos dá sentido, nos dá significado nessa vida. Nele realmente temos a identidade como seres humanos criados com a Imago Dei. 
Tem gente que busca o significado nas drogas, no sexo, no trabalho, na bebida, nas aventuras radicais. Mas, nosso verdadeiro sentido só pode ser encontrado em Deus. O livro Identidade Perdida tem uma profunda capacidade de confrontar o homem, suas mazelas e sua competente capacidade de se distanciar de Deus. 
Ricardo Barbosa no seu livro Identidade perdida afirma: O chamado para ser discípulo de Cristo – usando uma afirmação insistente do Dr. Houston – é um chamado para sermos transformados de indivíduos para pessoas em Cristo. O indivíduo é o ser fechado em si mesmo, inseguro, que insiste em fabricar sua própria realidade”. Então, o único jeito correto do eu se realizar como ser criado é na identidade divina. Somos pessoas com sentido quando ele está em Deus. Deus que nos criou e dele somos. E a nossa forma de ser completos passa pela identidade divina. 
Somos criação divina, o “eu” tem sua forma de compreensão tão somente no Criador. Percebemos que todas as buscas humanas, têm limites, porque elas não nos completam. A única fonte que realizada profundamente o ser humano é o Criador dele. Dessa forma entendemos porque Paulo dizia tantas vezes que Cristo era sua primazia e que tudo estava em Cristo. Porque ele sabia que sua identidade de ser era estar em Cristo e viver por Cristo. A sua satisfação tinha um sentido profundo: Cristo. 
Onde está centrado o seu "eu"? Em você mesmo? Naquilo que faz? No que acha que você é humanamente falando? O nosso “eu” precisa estar centrado em Deus, no significado nele, na dependência total dele. Porque assim, teremos o verdadeiro sentido de ser e existir! (Alcindo Almeida).



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