A disciplina da oração

Henri Nouwen trabalha as disciplinas do coração na contemplação. Ele diz que a primeira e a mais importante prática espiritual que um mentor espiritual deve pedir que a pessoa siga é a disciplina do coração. A introspeção e a oração contemplativa constituem a antiga disciplina pela qual começamos a ver Deus no nosso coração. A oração interior consiste em estarmos cuidadosamente atentos Àquele que habita o centro do nosso ser. 
Nouwen diz que através da oração, despertamos para a consciência de Deus dentro de nós. Com a prática, sentimos Deus no pulsar do nosso coração e na nossa respiração, nos nossos pensamentos e emoções, na nossa visão, audição, toque e sabor, e em cada membrana do nosso corpo. Ao estarmos despertos para a presença de Deus em nós, podemos começar, realmente, a ver Deus no mundo à nossa volta. A disciplina do coração nos torna conscientes de que orar não é apenas ouvir o coração, mas, essencialmente, ouvir com o coração.
A oração é algo tão precioso e relevante, que o nosso Senhor Jesus tinha essa disciplina do coração. O texto de Marcos 1.35 afirma: De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.
John Charles Ryle diz que um mestre tão comprometido com a oração não pode ter servos descomprometidos com ela. Um servo sem oração é um servo sem Cristo, inútil, na estrada da destruição. Quando há pouca oração, a graça, a força, a paz e a esperança são escassas.
Como necessitamos dessa disciplina da oração no coração, precisamos imitar o nosso Senhor, que orava e buscava a vontade do Pai para tudo. Que tinha a agenda divina da oração no seu coração. Precisamos desse alimento diário para nossa contemplação no coração. Oração é vida, oração é comunhão com a Trindade. Oração nos aproxima da graça e transforma cada vez mais o nosso coração na presença do Eterno Deus (Alcindo Almeida).
 


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