A experiência da alegria

James Houston tem um livro bem legal chamado: Meu legado espiritual: Uma jornada de fé na pós-modernidade. Ele diz que a solidão é o produto inevitável de nossa singularidade, mas ela abre espaço para a presença de Deus em nossa vida. O cristão tem uma experiência singular de alegria, pois, como nos lembra o salmista, “na tua presença há plenitude de alegria” (Salmos 16:11). 
Esse é um benefício que a multidão nunca poderá nos oferecer, a dádiva da alegria pela salvação pessoal. Às vezes, será uma alegria que nos alcança através do sofrimento. Mas, não se trata de mera resignação diante da aflição, e sim de sublimar e expandir a alma profundamente arraigada no amor de Deus, que vai além do alcance do sofrimento. Ela surge à medida que nossa participação nos sofrimentos de Cristo torna-se um modo de vida.
A verdadeira alegria nunca é egoísta, pois é uma realidade social que se compartilha. É como diz Jesus nas parábolas da moeda perdida, da ovelha perdida e do filho pródigo: quando se encontra o que estava perdido, há grande alegria. O estado de alegria exala uma fragrância que transmite saúde e vida aos outros. 
A diferença entre alegria e felicidade é que a alegria é uma transcendência do espírito na experiência do amor de Deus, ao passo que a felicidade é uma resposta mais imanente a um ambiente de estímulo. 
Houston diz que a alegria é a experiência de voltar para casa, a exemplo do filho pródigo, de cumprir o propósito de nossa criação e nova geração para a glória de Deus. Ser alegre, então, é a expressão da nossa vida realizada segundo Deus determina, vida que, em várias etapas de nossa jornada, deixamos de fruir e de ser renovados por ela. A experiência da alegria é o teste que diz se estamos caminhando na direção correta do nosso destino final. A alegria vive a expectativa do amor de Deus (James Houston).

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