Hernandes Dias Lopes - (II Tm. 4.6-18)


Paulo foi o maior missionário que a história da igreja teve. Ele foi o maior influenciador do Evangelho em todos os tempos. Nenhum homem tem obras tão comentadas como Paulo. Antes da conversão, Paulo foi uma fera selvagem para devorar com a sua presa. Ele entrava nas casas e jogava os crentes nas cadeias. Batia nos cristãos sem nenhum dó.

Ele forçava os cristãos a negarem a fé em Cristo. O N.T. o descreve como um touro bravo e indomável. Quando os cristãos louvavam a Deus pelo sofrimento, isto picava a consciência de Paulo. Quando ele estava na estrada de Damasco, ele ouve a voz do Senhor: Saulo, Saulo, por que me persegues?
O touro bravo se rende ao Senhor Jesus de maneira profunda. De perseguidor se torna perseguido por causa do Evangelho de Cristo. Em Corinto é chamado de impostor, é preso em Jerusalém. Enfrentou naufrágio no caminho a Roma. É picado por uma serpente.
Ele agora vê com os olhos da fé.
Ele sofreu 195 açoites que deixaram marcas no seu corpo. Ele disse isso: Eu trago no meu corpo as marcas de Cristo. Enfrentou perigos de desertos, mares, enfrentou fome, frio e sede. E jamais desistiu de ser porta voz da Palavra de Deus.
O texto fala das cortinas que começam a se fechar na carreira do grande apóstolo do Evangelho. Ele fecha as cortinas da sua vida como alguém pobre, preso, velho, com um pé na sepultura. E a pergunta é: será que valeu a pena doar-se tanto do Evangelho?
E terminar sozinho desta maneira sendo pobre e sem ninguém, vale a pena?
Qual a mensagem dele para nós?
Antes de fechar as cortinas da vida, ele faz uma avaliação do seu viver:
- Ele combateu o bom combate:
- Ele não parou na carreira:
- Ele anuncia a sua partida no sentido de alegria porque ele iria para a casa permanente. Ele iria para a casa do Pai. Não é Roma que o mata, mas ele que se oferece como oferta diante de Deus.
-  Ele faz um relato da condição da masmorra em Roma: Desta Masmorra ele escreve a sua última carta. O que acontece lá?
- Ele enfrenta o drama da solidão (4.11 e 21) – gente precisa de gente na vida. Ele reconhece seu erro na intransigência para com J. Marcos. Ele quer tê-lo por perto. Na hora da morte ele quer ter este rapaz ao seu lado.
- Ele enfrenta o abandono – (4.10) – muitas vezes nos sentimos abandonados pelas pessoas e isto pode nos azedar.
- Ele enfrenta a perseguição (4.14) – não é fácil ser traído.
- Ele enfrenta a rejeição (4.15) – não é nada fácil enfrentar a oposição no ministério fazendo a coisa certa.
-  Ele enfrenta a privação (4.15) – ele fecha a vida com inúmeras privações. Ele sofre a privação emocional. Ele não tem um amigo, um ombro para compartilhar as suas dores profundas. Privações de ordem intelectual. Ele está na sala do martírio. Ele quer crescer um pouco mais antes de morrer. Ele enfrenta privações físicas. O inverno era muito forte e precisava se proteger do frio. O homem de Deus enfrenta algo terrível na sua saúde física.
-  Ele enfrenta a ingratidão (4.16) – não havia ninguém para defendê-lo. Não havia uma pessoa para falar a favor dele. Ele se doou por completo e não havia uma pessoa para expressar apoio. Mas, ele disse que o Senhor o assistiu e o revestiu de forças. A verdade é que poderia faltar recursos da terra, mas não do céu.
Ele tombou na terra como um mártir e se levantou no céu como um príncipe.
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Sermão pregado na IP Lapa no dia 22.08.10

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