Fugindo do ativismo religioso

- Texto para reflexão: Mas de lá buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz (Dt. 4:29-30).
A grande dificuldade nossa hoje é reconhecer que não conseguimos viver fora do ativismo religioso em que estamos inseridos, o qual desenvolve um papel alienante na nossa vida. O ativismo nos aliena das relações pessoais, criando um mundo onde o fazer determina o significado do ser. Relacionamos mais com o nosso trabalho e tudo gira em torno dele. Relacionamo-nos com o nosso namorado, a namorada. Tornamo-nos dependentes da agitação dos nossos cultos e programas religiosos que não reservam tempo nem oportunidade para um encontro com nossa própria alma, com nosso coração.
Não nos conhecemos mais, não sabemos quem somos, apenas o que sabemos é fazer e fazer. Se algum cristão moderno arriscar-se a passar três meses num mosteiro onde se cultiva o total silêncio, meditação e oração, ele vai entrar em pânico total, porque a vida de ativismo religioso o impede de tal ação.
O que precisamos fazer para combater o ativismo religioso é parar um pouco para desfrutarmos um relacionamento mais profundo de amizade com Deus e com o nosso próximo. Porque se não, perderemos de vista a essência da vida cristã que é o cultivar de um relacionamento profundo com Deus e com o seu povo.
Precisamos cultivar a oração, o momento de prazer em estar a sós com Deus desfrutando da sua companhia, do seu conforto quando abrimos no silêncio o nosso coração para ele. Esta coisa é rara em nosso meio cristão.
Nós necessitamos buscar estes momentos com Deus, momentos de comunhão com a Palavra e com a oração, para que não incorramos no mesmo erro que alguns cometem, de terem tempo para as várias atividades da igreja, do serviço, da família, dos amigos, mas não têm tempo para Deus.
Este ativismo nos distância do Deus que deve ter a primazia da nossa vida. Que quer ser achado por nós dentro do coração. Quando nós o buscamos de coração e alma. Que ele toque em nós para que não sejamos ativistas religiosos em potencial, mas que tenhamos um profundo relacionamento de coração e alma com o nosso Pai.

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Alcindo Almeida

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