Guardando o nosso coração para Deus


- Texto da reflexão: Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida. Porém, as contarás a teus filhos e aos filhos de teus filhos; o dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horebe, quando o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos (Deuteronômio 4.9-10).

Não somos feitos para amar coisas terrenas. Só o que é insubstituível, único e imortal pode tocar nossa mais profunda sensibilidade humana e ser uma fonte de esperança e consolação[1]. Só podemos amar ao Senhor quando guardamos a nós mesmos das corrupções terríveis deste mundo. Só podemos amar ao Senhor quando a nossa alma está limpa e pura diante do criador.
Só podemos amar ao Senhor quando os nossos olhos estão voltados para as grandezas dele. Só podemos amar ao Senhor quando o nosso coração jamais se esquece de quem Deus é e do que ele faz todos os dias na vida. Só podemos amar ao Senhor quando ensinamos às gerações todas as obras e ações que Deus faz na vida. Só podemos amar ao Senhor quando os nossos ouvidos ouvem toda a Palavra de Deus. Só podemos amar ao Senhor quando aprendemos todos os mandamentos do Pai.
Só podemos amar ao Senhor quando tememos de fato a esses mandamentos do Pai. Quem não obedece, quem não se guarda, quem não leva a sério a vida cristã na presença do eterno Deus, não pode dizer que é cristão em nenhum momento. Não pode dizer que segue a Cristo, não pode dizer que teme ao Senhor.
A Palavra diz em Mateus 7 que pelos frutos seremos conhecidos. Diz que toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. E Jesus continua dizendo que pelos frutos seremos conhecidos. E diz que nem todo o que lhe diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus. Ele afirma para aqueles que o ouvem que somente aquele que faz a vontade do seu Pai, que está nos céus é que verá a Deus.
Muitos farão obras para o Senhor, profetizarão no seu nome. Expulsarão demônios e farão muitos milagres. Mas, na hora do julgamento Jesus dirá: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
E ele trabalha a idéia da casa firmada sobre a rocha no final do sermão e diz: Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha (Mt 7.24-25).
O convite do Senhor é para que nos guardemos diante dele para sermos essa casa firmada sobre a rocha porque assim, testemunharemos, ensinaremos, viveremos e serviremos sempre ao Deus que nos amou e a si mesmo se entregou por nós para termos uma vida de serviço e dedicação a ele.
Que a graça dele caia sobre nós para que a nossa alma e coração sejam totalmente dele!
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[1] NOUWEN, Henri. Transforma meu pranto em dança. São Paulo: Textus, 2002, p.106.

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