Quase

-Texto para reflexão: Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela (Mt 7.13 e 14).

Uma das realidades mais difíceis de serem encaradas é a decepção do “quase”. Sarah Westphal Batista da Silva, uma pequena poetisa, escreveu certa vez:

“Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez; é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga,  quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou....Gaste mais horas realizando que sonhando, Fazendo que planejando, Vivendo que esperando, Embora quem quase morre esteja vivo, Quem quase vive já morreu”.

A verdade é dura, clara, absoluta, formal, mas é verdade – o quase não resolve.
Quando tudo vai bem; quando tudo está “dando certo”; quando vivemos um momento de colhermos resultados positivos; quando nos sentimos num momento onde nossa capacidade está no seu melhor; quando podemos dizer: “estou pronto para tudo” somos então estimulados a pensar: se ao menos eu pudesse sentir-me sempre assim!
O problema é que não fomos feitos com essa capacidade.
A questão é que a rotina do dia a dia, ou a mesmice de determinada fase de nossas vidas, podem estender-se muitas vezes por mais tempo que imaginávamos, podendo gerar em nós algum desconforto.
Lembro-me de meu querido e saudoso pai que tentando fugir da realidade da rotina de sua vida, sonhava em ganhar um premio da loteria. Eu o ouvi dizer por diversas vezes: “quase ganhei”. E isso não adiantou nada.
Muitas outras situações podem receber essa mesma dura verdade do “quase”.
Um amor que quase aconteceu; um emprego que quase conquistou; uma viagem que quase você fez; um encontro que quase teve; um negócio que quase foi feito; uma escolha que quase fez; uma palavra que quase falou.
Assim sendo, considere duas atitudes como sugestão:

I – CELEBRE SEUS MELHORES MOMENTOS

Nem sempre viveremos ou teremos grandes momentos na vida. Mas, paute sua vida nos seus melhores momentos. Valorize-os quando acontecerem. Lembro-me de um precioso amigo que, deixando uma viagem que muito importante seria para o seu contexto de trabalho, escolheu ficar ao lado de sua esposa e poder participar do momento do nascimento de seu filho.
Esse valorizá-los é tomar atitudes construtivas a partir deles. Não descanse neles como se fossem durar para sempre. Não se acomode como que dizendo: “Que incrível! Que emocionante! Gostaria de estar sempre assim!”
Isso, porque a vida não é assim. Ela não age e reage assim.
Aja imediatamente; responda construtivamente.
“As palavras afetam a atitude, e a atitude afeta o desempenho. Portanto, certifique-se de que suas palavras são positivas, porque o que entra influencia a perspectiva, a perspectiva influencia o que sai e o que sai determina o resultado.” - Zig Ziglar, em “Sucesso”
Se sua experiência, seu momento, suas circunstancias tem sido favoráveis, use-as para estimulá-lo a crescer, estabelecer prioridades, enriquecê-lo como ser humano.
Se o momento for de frustração, decepção, perda, engano, vazio, busque ajude e volte à luta!

II– NÃO DEIXE QUE O “QUASE” O IMPEÇA DE CONHECER A DEUS

Se for preciso, queime as pontes que o fariam retroceder neste propósito.
Não deixe que o “quase” obstrua sua melhor descoberta. Não faça como Pilatos, que esteve tão perto de Jesus e “lavou as suas mãos”. Não faça como Judas, que esteve tão perto de Jesus e perdeu sua melhor e maior oportunidade, cometendo suicídio espiritual.
Por isso, cuidado ao tentar viver sua espiritualidade.
Não pense apenas que apenas algumas ou boas opções morais o farão conhecer a Deus como Ele deseja ser conhecido.

“Quase” crer não é suficiente.
Creia de todo o seu coração, com toda a sua força, e com todo o seu entendimento.
O texto do Evangelho de Mateus fala de uma decisão, de uma escolha, de uma única opção para a vida.
“Deus oferece escolhas eternas e essas escolhas trazem conseqüências eternas”. Max Lucado em “Gente como a Gente”, Ed Thomas Nelson Brasil, pág 135. Viver nesse mundo “fazendo de conta”, de “credulidades momentâneas ou circunstanciais”, de “quase buscas”, de “quase entrega” não trará respostas ao seu vazio e necessidade espirituais. “Quase” crer não será suficiente. Pense nisso!
Que Deus o abençoe rica e abundantemente.
Em Cristo,
_____________
Pr. Hilder C Stutz

Comentários

Postagens mais visitadas