quinta-feira, 19 de maio de 2022

Rendição sempre


Francis Schaeffer foi grande um teólogo cristão evangélico americano, filósofo e pastor. Tornou-se famoso por seus escritos e pela criação da comunidade L’Abri, na Suíça. Schaeffer afirmou que o cristianismo não é mera verdade religiosa, mas a verdade. Na qualidade de ser moral, o cristão segue a ética bíblica.
Schaeffer apontou os defeitos das abordagens éticas que descartam referenciais absolutos: “Sem absolutos, a moral deixa de existir como moral e o homem humanista, que parte de si mesmo, encontra-se impossibilitado de encontrar os absolutos de que ele carece.”
A escritora Nancy Pearcey, no seu livro Verdade absoluta diz que o passo para formarmos uma cosmovisão cristã, é superar a divisão severa entre “coração” e “cérebro”. Ela diz que temos de rejeitar a divisão de vida numa esfera sagrada, limitada a coisas, como adoração e moralidade pessoal, em oposição a uma esfera secular que inclui ciência, política, economia e o restante do cenário público, afinal, essa dicotomia em nossa mente é a maior barreira para viver o poder do evangelho para toda a cultura de hoje.
Nancy Pearcey afirma que os cristãos têm de encontrar um meio de vencer a dicotomia entre o público e o particular, o fato e o valor, o secular e o sagrado. Precisamos mostrar o Evangelho fora do cativeiro cultural e restabelecê-lo ao status de verdade pública. Nancy Pearcey diz: "Somente com a recuperação da visão holística da verdade total é que conseguiremos mostrar a força redentora do Evangelho em todas as áreas da vida”.
Bom, olhando para essa necessidade, lembramos das palavras de Paulo em 2 Coríntios 10.4-6: Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão. 
Precisamos de certezas para o dia a dia, e uma profunda demais é saber que as armas que trabalhamos são poderosas em Deus, temos as Escrituras no peito. Elas destroem fortalezas, anula sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. Foi assim que Paulo viveu o Evangelho, buscando a verdade nas Escrituras e não só isso, mas vivendo cada palavra que falava, cada atitude sua. Para vivermos os absolutos do Evangelho, precisamos levar cativo todo o nosso pensamento à obediência de Cristo. O que é isso? 
Rendição em cada milímetro da nossa existência. Tudo o que falamos precisa ter a ver com Cristo. Tudo o que fazemos tem a ver com Cristo. Todo o nosso ser precisa ser cativo à obediência de Cristo. Cristo deve estar no centro da nossa vida para que respiremos de fato o Evangelho das Escrituras, do contrário, nunca mostraremos o significado do Evangelho da graça de Cristo. (Alcindo Almeida)

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