Atentemos para a Palavra de Deus



- Texto para a reflexão: Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos (Pv. 4.20).
Eugene H. Peterson diz algo bem precioso:

“Ao se juntar aos escritores das Sagradas Escrituras, somos instruídos em uma prática de leitura e escrita infundida de enorme respeito — mais que respeito, profunda reverência — pelo poder revelador e transformador das palavras. A primeira página do texto cristão para a vida, a Bíblia, conta-nos que todo o cosmos e cada ser que nele vive tomaram forma por meio de palavras. São João escolhe o termo “Palavra” para dar conta, em primeiro e último lugar, do que é mais característico sobre Jesus, a pessoa no centro revelado e revelador da história cristã. A linguagem, falada e escrita, é o meio principal para nos apresentar ao que existe, ao que Deus é e ao que está fazendo” (PETERSON, Eugene H. Maravilhosa Bíblia: A arte de ler a Bíblia com o Espírito. São Paulo: Mundo Cristão, 2008, p. 19).
Salomão ensina que atentar e ouvir a sabedoria de Deus é o alvo para o nosso crescimento e amadurecimento na vida espiritual. Como precisamos atentar para a sabedoria. Ela nos ensina como devemos andar e agradar a Deus todo o dia.
O cenário onde vivemos é um meio de secularização. As esferas públicas não são mais da fé, e sim, da secularização sem relevância.
Vivemos hoje um processo de privatização da fé o que leva a um rompimento com a realidade da vida espiritual diante do criador. A fé diz respeito à particularidade da vida e não as questões da vida em si.
Foi realizada uma pesquisa que mostra que entre os americanos apenas 9% dos cristãos adultos têm uma perspectiva bíblica correta. Só que o detalhe importante para a nossa avaliação é que os EUA são um país considerado protestante. Não há mais uma perspectiva correta da paisagem bíblica. Há uma ruptura entre a paisagem interna e a externa. Hoje medimos as pessoas por aquilo que vestem ou falam e não pela paisagem interna: aquilo que elas vivem ou são.
A paisagem interna determina como vemos a externa. Por isso, vivemos uma espiritualidade doentia e sem uma visão correta da revelação de Deus. Vivemos um processo da cultura de massa. Vivemos uma abertura para o Evangelho sem profundidade na fé e no coração. Essa realidade tem sido presente na visão da mega igreja. A espiritualidade cristã tem sido sacrificada.
Neste mundo perverso temos que deixar de absolutizar o relativo. A nossa cultura tem como único valor real aquilo que traz proveito imediato. Hoje vivemos uma realidade pós-moral. Era um dever ser moral e cultivar valores há alguns anos passados. Hoje a moral é indolor. Ela não requer nenhum sacrifício na vida.
Só que quando brilhamos como luz de Deus, voltamos a cultivar a Palavra de Deus no coração e nossa atitude é carregada de uma moral que não é legalista, mas bíblica. Porque o livro da sabedoria ensina que devo ser fiel à minha esposa, por isso eu serei. Ele me ensina a amar o outro com honra e honestidade por isso, não roubarei o meu semelhante. Ele me ensina a trabalhar honestamente, por isso, não farei nenhuma falcatrua no trabalho.
Em nome de Jesus Cristo de Nazaré precisamos viver não um cristianismo de cinismo diante de uma fé comercial e humana. Uma fé sem ligação com um coração sincero e real. Não há um compromisso verdadeiro com a fé bíblica no coração. Não, mil vezes não!
Temos que viver uma fé bíblica que se volta para as instruções da verdade bíblica de Deus. E assim brilharemos como a luz da aurora em todo o tempo.
Uma vida que brilha como a luz da aurora é a que possui uma direção espiritual e que tem o Espírito Santo reabilitando a singularidade da vida humana diante do criador. Isso nos convida para superar as fronteiras que separam o ser humano de Deus, das pessoas e de si mesmo.
O Espírito Santo restaura essas fronteiras na vida humana. É uma presença do Espírito que promove a singularidade de uma pessoa fazendo com que ela brilhe como a luz da aurora.
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Alcindo Almeida - IP Lapa - SP.

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