quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Quero trazer à memória!


Recordar é trazer de volta para o coração tudo que pode ser uma experiência muito intensa na nossa vida. Todas as recordações mexem com a nossa sensibilidade, mexem com a nossa alma e com o nosso ser. A nossa memória atua nas emoções do presente e a lembrança do passado.
O filósofo Baruch de Espinosa, no seu livro Ética, afirma que nós somos seres movidos sobretudo por paixões e afetos. O fato é que, quanto as experiências boas, os momentos felizes, os momentos que recebemos um elogio, esses momentos são registrados com maior lembrança. Ao contrário, os momentos tristes, as dores da alma, o sofrimento, a perda, a angústia e o sufoco da existência, estão registrados na nossa mente, mas não gostamos de lembrar porque causam dor! Mas, eles estão lá! São fatos e partes da nossa história!
A memória tem muito efeito sobre os nossos afetos e paixões. Ela pode atuar de acordo com o que estamos sentindo!
O escritor sagrado fala da memória em Lamentações de Jeremias 3.21: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Jeremias está passando por um momento complicado de cativeiro junto com o povo de Israel. Tem dor, tem o sofrimento, tem a perda, tem a angústia e tem o sufoco da existência. Mesmo com essa luta, ele quer trazer na sua memória o que pode lhe trazer esperança. E nos versículos 22 e 23 ele afirma: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
Vem ao coração dele que as misericórdias do Senhor são a causa dele e do povo não serem consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Vem ao coração dele que elas se renovam cada manhã. E vem ao coração dele que é grande a fidelidade divina.
Nos tempos complicados da nossa vida, recordemos no coração que o Senhor é fiel às suas promessas, Ele cuida do nosso ser, Ele nos assiste em todos os momentos da nossa história. (Alcindo Almeida)

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