segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Carentes de um toque


Realizando algumas visitas nesses dias, pensei sobre a realidade que poucos realmente sabem sobre o poder do toque físico, sobre olhar para uma pessoa e apenas tocá-la na hora da dor, do sofrimento e das dúvidas. Nesse Século das idas e vindas, do descartável, as pessoas estão carentes de um toque, de uma palavra, de um abraço ou de um sorriso. Nas visitas, eu mais toquei as pessoas do que falei, mais abracei do que questionei, mais fiquei sensibilizado do que fiz perguntas ou indagações.
Eu saí das casas e dos hospitais absolutamente feliz e realizado só por tocar e em ouvir gente! Tem gente que pensa que esses almoços, cafés e visitas pastorais, não produzem mais resultados. Só que não, produzem sim! Nem imaginamos o quanto as pessoas ficam felizes com uma visita pastoral. As visitas pastorais produzem afinidade, produzem aproximação e as pessoas se sentem valorizadas. Um dia alguém me disse: "Pastor, a sua presença lá em casa e você sentado na nossa mesa, comendo conosco, nos fez sentir que somos lembrados pela igreja."
Jesus valorizava estar com as pessoas, ele comia com as pessoas, andava com as pessoas. Ele ouvia as pessoas nos seus dilemas e não se preocupava muito com a agenda. 
Somos convidados nesse tempo de tanta correria e de poucos relacionamentos, a sentar para ouvir as histórias das pessoas, seus dilemas, suas dores e angústias da alma. Isso é um remédio para o coração. Alguém que senta para conversar e não precisa de um celular para se relacionar. Sábado passado, estávamos na casa de uma amiga da igreja, chegamos 13h e saímos de lá depois das 19h. A hora passou rápido, rimos, contamos histórias, conhecemos mais um pouco de nós mesmos, na comunhão da mesa!
Vale a pena separarmos um espaço na agenda, para estarmos com as pessoas para ouvir mais sobre elas e sobre a vida nos seus acontecimentos! (Alcindo Almeida)


2 comentários:

  1. Um texto q deveria ser aplicado por todos

    ResponderExcluir
  2. Verdade pastor lembro bem da visita do senhor em nossa casa e tive o mesmo sentimento que somos parte da igreja.

    ResponderExcluir