Temos um encontro meio complicado, pelo menos ao olhos humanos, entre Deus e o Coisa Ruim, expressão usada pelo grande escritor C. S. Lewis. Satanás rodeia a terra e quando está na presença do Criador de tudo, tem um dialogo e nele, Deus dá o grande testemunho sobre Jó: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. O Coisa Ruim questiona se realmente Jó teme a Deus e diz que Deus abençoou a sua vida, por isso, ele o temia. O Coisa Ruim propõe para Deus tirar o que Jó tem para ver se continua com essa atitude de temor e caminhada com Deus.
Olha só que coisa gente! Deus libera o Coisa Ruim para tocar em tudo que Jó tem. Agora, percebemos claramente que o Coisa Ruim desconfia de que haja segundas intenções por detrás de toda a fidelidade de Jó. A doutrina da retribuição está presente nesse processo todo. aqui. O Coisa Ruim acha mesmo que Jó permanece na vida de fidelidade por causa da proteção e da bênção de Deus na sua própria vida.
O mais impactante é que Séculos se passaram, e hoje vemos essa prática no meio “evangélico”. O amigo escritor e teólogo Ricardo Barbosa diz: “A teologia da retribuição, que pouco difere da teologia da compensação, é utilizada por muitos no relacionamento com Deus e o próximo - particularmente na vida religiosa onde o culto público assume, quem sabe, uma maior expressão desse relacionamento”.
Tem gente que acha que servir ao Eterno Deus é uma troca. Tipo: dê isso para Deus que Ele lhe dará tanto! Isso é uma grande falácia! Deus não pede nada em troca. Ele apenas nos dá graça, amor e perdão. Claro que a nossa resposta será um coração grato e obediente a Ele. Na jornada com Ele, temos a exigência da obediência na vida e coração.
A doutrina da retribuição não tem nada a ver com Deus. Isso é para legalistas e oportunistas que usam o Evangelho como um meio humano de sobrevivência. O Evangelho é graça, graça não se compra, graça se recebe sempre! (Alcindo Almeida)

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