Palestra 8: Pr. Ricardo Agreste

 Resgatando a centralidade do Evangelho no pastorado
 
As prioridades de uma pessoa se refletem no ministério dela. Uma pessoa ansiosa parar, sentar e ouvir será incapaz. Uma pessoa que não tem um coração ensinável ouvir  palavras, derramar lágrimas que vem das Escrituras não haverá possibilidade. O que somos nos bastidores demonstraremos no púlpito.
• HISTÓRIAS:
Eugene Peterson diz que pastores trabalham com histórias caóticas.
 
 Alguns encontros são pontuais e nunca serão sequer lembrados.
• Outros encontros se transformam no ponto de partida de uma jornada espiritual.
 
O encontro de hoje é exatamente fruto de encontros no passado. Ricardo pensava que eram encontros ordinários, na verdade eram encontros intencionais. Prestemos mais atenção no que está acontecendo. Olhemos mais para as pessoas, menos para o celular. Concentremos mais nossa atenção nos movimentos que estão ao nosso redor para perceber o que Deus está fazendo.
O que diferencia ministérios pastorais?
Muitas vezes é a capacidade do pastor prestar atenção no que está acontecendo no meio do povo, nas histórias e a arte de prestar atenção naquilo que Deus está fazendo na igreja e na nossa vida.
• O que distingue? Quem os promove? Encontros pontuais dos encontros extraordinários. O que distingue é que o promove, quem montou o cenário. O que era ordinário foi montado de modo intencional e extraordinário montado por Deus.
• Precisamos estar atentos às histórias. Elas são o cenário no qual o Evangelho se manifesta. Quanto mais complexas são as histórias, maiores são as necessidades de ter o Evangelho. Nós não temos o poder de consertar ninguém. O que temos de fazer é anunciar o Evangelho, o poder de Deus para o contexto caótico em que a pessoa se encontra.
Toda vida tem uma história basta lê-la.
Um grande desafio na atualidade: Outros Evangelhos?
Gl 1.6-7: Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo.
Paulo levanta a preocupação de outras pessoas apresentando o Evangelho que não é o Evangelho. Principais disfunções (outros evangelhos):
• O “Evangelho” Consumista/utilitarista. Venha e o seu problema financeiro será resolvido.
• O “Evangelho” Legalista/moralista. Santificação é pelo que faz. Sem a santificação ninguém verá a Deus, logo ninguém verá a Deus.
• O “Evangelho” reducionista/simplista. É o Evangelho a, b, c. Ela precisa aceitar Jesus, se fizer uma oração estará salva do Inferno. Como resgatar essa pessoa do Inferno que a sua vida é. Como resgatar essa pessoa do Inferno que ela é em seu trabalho.
• O “Evangelho” da auto-ajuda/bem estar. No anseio de ser aceito e relevantes onde estão, perderam a identidade.
• O “Evangelho” Ideológico/humanista. Vidas transformadas que estabelecem uma nova relação política que passa assumir postura pró-reino num mundo decaído. No entanto, pessoas passaram a se envolver isso, que deixaram a pregar o Evangelho. Pregue o Evangelho e se necessário use palavras. Não é bíblica. Rm 10 diz que se não ouvirem como crerão. É preciso um discurso claro a respeito do Evangelho.
 
Em Cl 1.3-6 há o destaque de 3 coisas básicas de palavras que Paulo usa em suas cartas:
Tem ouvido falar da fé que aquela comunidade tem em Cristo Jesus.
Há perigo em ter coisas óbvias que se perdem.
 
• O amor que tem por todos os santos
 
O Evangelho compreendido, um dos sinais do que o Evangelho está fazendo numa comunidade é o amor. Ela se transforma numa comunidade de amor. O que fazemos com as pessoas problemáticas, divórcio, pessoas atraídas por outras do mesmo sexo: elas devem estar inseridas numa comunidade de amor. Ela funciona como hermenêutica da mensagem ouvida.
 
• Esperança que lhe está reservada nos céus.
 
Antigamente se falava demasiadamente da volta de Jesus. Levando até elaborar matemática para a volta de Jesus. Esse era um extremo. Mas, caímos num outro extremo. Hoje não se fala mais. É impressionante a obstinação de pastores em ter o diploma reconhecido pelo MEC, lançar seu livro, ter aquela foto mais curtida no facebook.
Ficamos preocupados por não ter uma casa para aposentadoria. Isso acontece porque perdemos a noção da coroa de glória. Estamos tão envolvidos em nossos projetos históricos, que temos até receio de Jesus voltar logo.
Todas as coisas são legítimas (diploma reconhecido pelo MEC, lançamento do livro, mas elas deixam de ser legítimas quando passam a nos controlar. E quando isso acontece é um sinalizador que perdemos a conexão com a esperança).
O que aconteceu com os Colossos?
 
• Ouviram por meio da palavra da verdade
• O Evangelho que chegou até vocês
• Pastores podem pregar a Bíblia, mas não necessariamente o Evangelho.
• Paulo está dizendo que no ensino estava o Evangelho.
Versículo 6 – Por todo mundo este Evangelho vai frutificando e crescendo
Esses 2 verbos estão ligados diretamente ao Evangelho. É a dinâmica do Evangelho de Deus. Olhar para o ministério e ver que o Evangelho não tem frutificado e crescido. Temos 2 opções:
 
a) Paulo está errado
b) Eu estou fazendo alguma coisa errada (preciso resgatar o Evangelho na minha vida e no meu discurso)
 
É o Evangelho que gera frutificação e multiplicação
 
FRUTIFICANDO: é o fator Zaqueu. O Evangelho gera transformação de vida. Faz com que pessoas repensem, faz com que gerem metanóia.
 
MULTIPLICANDO: é o fator André. O discípulo que quando João Batista diz que Jesus é o Cordeiro. Ele vai e pergunta se Jesus é o Messias, Jesus diz: vem e vê. Ele vai e chama seu irmão: Vem e vê o que eu descobri.
Quando as pessoas compreendem as boas novas, quando as pessoas compreendem que as novas são boas, são incontidos. O que a gente ouviu, e viu gera um efeito incontido, faz levar outros.
Versículo 6b – Ouviram e entenderam.
 
A COMUNICAÇÃO DO EVANGELHO
 
Zé Ronaldo disse ao Ricardo Agreste: A responsabilidade de nos fazer ouvir é nossa e não dos outros. Há pastores que vivem num mundo medieval. Onde o pastor falar e as pessoas tem que prestar atenção. Paulo usa 2 verbos cerca de 20 séculos atrás.
Não há comunicação, se não há recepção no receptor.
A nossa missão não é somente falar, mas falar de modo compreensivo. Isso demanda esforço, estudo, busca de metodologia para comunicar o velho antigo, o mesmo inegociável Evangelho de uma forma que faça sentido aos que nos ouvem hoje.
Raul Hein – enquanto jovem, 20 ou 30 anos. Foi da seleção. Por volta dos 40 anos de idade, fez uma curva na vida. Percebeu que estava perdendo seus filhos. Fez karatê para ter tempo para seus filhos. Se tornou faixa preta, mestre em karatê. Filhos, netos são faixa preta. O bonito desta história: um dia casualmente estava pescando com uma pessoa da Chácara. O vazio compartilha o vazio, a falta de sentido em sua vida. Viveu um momento de depressão, até alguns insights suicidas. O amigo ouviu e compartilhou seu testemunho. Fez algumas perguntas.
Raul fez perguntas, o amigo disse: Eu sei contar minha história, mas essas perguntas são com meu pastor. Investiram uma tarde conversando. No final ele disse: Pastor é isso, eu creio, eu quero! O que faço para ter isso?Não precisa fazer nada para ter isso, precisa pedir para isso ter você. Nós nos rendemos ao Evangelho. Foi para igreja e está lá há 7 anos. A filha dele estava com o casamento se destruindo. Conversaram e compreenderam o Evangelho, se renderam ao Evangelho. Num retiro ele levou 18 pessoas (familiares) e insistiu levar sua ex-esposa, pois ele dizia que ela precisava do Evangelho.
Convidemos as pessoas para sonharem com uma comunidade centrada no Evangelho segundo o Evangelho.
Vivem e anunciam ==> o Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens.
 
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Anotações por Alcindo e Eleazar

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