Palestra 1: Pr. Ricardo Barbosa - Projeto Timóteo 15 anos

Palestra 1: Pr. Ricardo Barbosa
Quem é Jesus para nós como igreja?
Hotel Paladium – Serra Negra
08 a 10 de abril de 2013
 
Há uma ruptura entre o Jesus do Velho Testamento com o Novo. Olhando para Jesus no Velho Testamento. Começamos a olhar para o Cânon bíblico cristão e parece que está inacabada porque falta um ponto final. Porque o clímax de toda a história do VT encontra-se nos Evangelhos através do que Jesus fez.
No sexto dia da criação Deus cria o homem a sua imagem e semelhança e Adão e Eva são os seres criados para refletirem Deus. E havia um único mandamento para eles de não comerem do fruto proibido. E por desobedecerem a Deus, todo o Israel sofre através dos cativeiros da vida.
Em Gn. 11 encontramos o ápice do orgulho humano querendo ter um nome forte. E nestes relatos até o capítulo 11 temos a história de pecado da raça humana e a partir do capítulo 12 tem um chamado para a graça, uma chamado de eleição para que um povo seja redimido e volte a viver de acordo com os propósitos do Criador. A raça humana volta a dialogar com Deus pela graça soberana.
E quando chega no tempo do profeta Samuel há uma rejeição do povo quanto ao reinado de Deus. Ele prefere o jeito humano de governar. Os exílios acontecem na vida do povo para perceber que sozinho não havia como andar e lidar com todos os conflitos da vida humana.
E chegamos aos Evangelhos e Mateus começa a sua narrativa remontando a história de Jesus com o chamado de Abraão passando por Davi. Ele é o Messias, enviado de Deus. Ele é o Emanuel - Deus conosco.
Quem é Jesus nos Evangelhos?
Mateus começa e termina o seu Evangelho mostrando quem é Jesus. Ele diz que Jesus é o rei ungido que recebe toda a autoridade no céu e na terra. Ele remonta a profecia de Daniel quando Jesus recebe toda a autoridade como Senhor e Salvador do seu povo. Ele realiza a libertação e redenção do seu povo. Ele é o verdadeiro templo que estaria para sempre com seu povo.
Muito do que Jesus fez recapitula muito do que aconteceu no Velho Testamento. Quando vemos Jesus nas suas ações e críticas quanto ao sábado nos lembramos de Davi nos seus dias como ele tratou a visão dos homens quanto ao legalismo.
Quando vemos Jesus no deserto e na tentação nos lembramos das tentações que o povo passou nos 40 anos naquele deserto. Muitos sinais e formas de Jesus são semelhantes ao tempo de Israel no Velho Testamento.
João 8 – as revelações de Jesus No Evangelho.
Ele sacia a sede do seu povo.
Na festa do Tabernáculo acendiam 4 luzes do candelabro. Na última noite da festa, eles eram apagadas lembrando-se daquela nuvem que conduzia o povo no deserto. E quando elas eram apagadas, Jesus entra e diz que é a luz do mundo que nunca se apaga. E diz que quem o segue nunca se perde e ele é essa luz que guia a vida humana para nunca se perca e não se confunda.
Jesus diz em João 8.58: Acreditem em mim, disse Jesus. Eu sou o que sou muito antes que Abraão fosse alguma coisa.
O início do ministério de Jesus é assim, mostrando qual era o seu propósito: trazer libertação do cativeiro do pecado para seu povo. Jesus entra na história como o profeta anunciado por João Batista. Ele traz o anúncio do Reino de esperança não do jeito que o povo de Israel esperava. Há duas expectativas do povo:
 
• O Messias restauraria o templo: o povo pensava que ele seria o grande libertador que renovaria o templo, mas acontece exatamente o contrário. Ele diz que o templo seria destruído.

• O Messias destruiria os inimigos de Israel: ele diz que o tratamento com os inimigos seria através do amor e da graça. Jesus não dá uma nova forma para Lei, mas mostra para Israel como ele deveria aplicar a Lei como Deus queria que ele fizesse.
Jesus muda a história e mostra como deveria ser o chamado de Abraão. Ele é o verdadeiro Israel de Deus. Os judeus não tocavam nos leprosos e se tocassem precisariam de rituais da purificação e Jesus vem, toca nos leprosos e transforma gente assim através da sua própria pureza. Ele vem e abençoa todas as famílias da terra.
Jesus atua em todas as áreas da vida humana, os leprosos, a mulher do fluxo no sangue. Ele toca nessas pessoas e as traz de novo para o habitat normal da sociedade. Ele toca em coxos, em paralíticos, surdos, mudos e aleijados para eles voltarem para o mundo normal. Essas pessoas que o povo sempre abandonou.
Ele toma a sua cruz e segue na jornada de ser a luz. Morre e ressuscita ao terceiro dia em favor do seu povo e assim convoca seu povo para fazer discípulos por todo mundo. Ele tinha que morrer a morte do seu povo para torná-lo livre.
Nós todos estávamos mortos e distantes da compreensão do Reino de Deus. Quando Jesus morreu na cruz do Calvário, o Êxodo foi realmente definido. Esse é o novo mundo de Deus através de Jesus. Essa é a proclamação do Reino de Deus.

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Anotações por Alcindo Almeida
 
 

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