Palestra 3: Pr. Ricardo Barbosa

Um encontro transformador
(Hotel Paladium – Serra Negra - 08 a 10 de abril de 2013)

Lucas 24 – encontro de Jesus com os discípulos em Emaús.
Quando Jesus voltou a eles, ele já tinha quebrado o poder da morte através da sua ressurreição e aparece aos seus amigos porque ele os amava. Também porque precisa explicar seu papel da obra da redenção aos seus discípulos.
Ele apareceu também para o consolo dos seus amigos. O momento dos discípulos era de tamanha tristeza, decepção e um sentimento de abandono. Havia um sentimento de absoluta dor por causa da morte de Jesus naquela cruz do Calvário.
E ouviram a dica que as mulheres foram ao sepulcro e ele estava vazio, mas parece que não havia muita esperança. Eles nem se lembraram das palavras de Jesus sobre a sua morte e ressurreição.
Jesus aparece a eles e o processo de transformação começa a acontecer. Ele se mostra a eles de maneira profunda para que compreendam o significado da ressurreição dele. Eles foram ouvindo, ouvindo e recontada pelo próprio Jesus. Eles nem percebem que é Jesus que lhe fala e quando Jesus parte o pão e celebra o momento de comunhão, o texto afirma que os olhos deles são abertos para perceberem que era Jesus mesmo.
Precisamos aprender a recontar nossas histórias na perspectiva do Reino, do Evangelho. A história da redenção é contada através da proclamação da revelação de Jesus Cristo como o Messias e Senhor. Somos chamados para proclamar não um sistema religioso, mas a conexão do VT com o NT.
A história da redenção é para ser contada com o significado de algo que é acabado, com um propósito final. Jesus é Senhor e reina no trono de glória e intercede por nós com graça.
A justiça de Deus é trazer o mundo dele a ordem de novo. Essa era a proposta para o povo de Israel através de Abraão no seu chamado. O propósito nunca mudou mesmo no meio do fracasso de Israel. E ele é cumprido através de Jesus que traz justiça, libertação e redenção.
Na cruz Jesus recebe o pior que a maldade pode fazer com o ser humano sem falar absolutamente nada. Ele assume a nossa maldade se tornando a justiça do Pai nos incluindo na família do Eterno Deus. É isso que Deus realiza em Cristo Jesus. E todos que creem em Cristo participam dessa história redentora. Pela ação milagrosa do Espírito Santo na vida de pessoas essa história se torna real e os olhos são abertos para ver a redenção e libertação em Cristo Jesus.
Nós somos parte dessa justificação como povo da aliança por causa de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Aceitar a Jesus não tem nada a ver com a realidade do Reino. A forma como Jesus se apresentava era diferente do que fazemos hoje. Porque ele dizia que nem todos que diziam: Senhor, Senhor - eram do Reino. Ele dizia que para entrar no Reino era necessário tomar uma cruz e segui-lo. Era necessário tornar-se como uma criança.
A justiça de Deus sempre aponta para o pecado. A justificação aponta para a cruz, ela é a expressão do amor divino pela criação. A cruz é a revelação de amor divino pelo ser humano.
Quando não tomamos a nossa cruz, não amamos como Deus ama. Quando tomamos a nossa cruz, assumimos o caminho verdadeiro do Reino de Deus. Assumimos nosso verdadeiro papel na história da redenção.
Quando Jesus apresenta-se aos discípulos de Emaús, ele não apresenta um plano de redenção, mas uma história que começou lá com Moisés e chegou aos profetas e agora estava concluída através dele que trouxe a redenção para o coração deles.
O Evangelho é o lugar onde todas promessas se cumprem.

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