Nossa crise de insignificância

Nossa crise de insignificância aparece quando desviamos os olhos da necessidade do Reino e os fixamos em nossa própria. Ou quando achamos que nossa dor é a mais importante do mundo, senão a única. Quando deixamos que nossa vida se transforme no centro do universo, tornamo-nos irrelevantes para o mundo, e nossa existência já não se justifica. Ah, se não fosse a misericórdia de Deus!
Lembro-me do filho pródigo que, ao receber o abraço do pai, suprime parte do discurso que havia planejado, quando estava entre os porcos: “trata-me como um dos teus trabalhadores”. Dizem que foi esperteza. Eu acho que não; creio que ele foi “vencido” pelo amor do pai. Ao se sentir seguro de seu amor, ele abre mão do propósito de “justificar sua filiação”, trabalhando para repor o que dissipara. Agora podia, simplesmente, ser filho. De uma forma que nunca havia experimentado.  
Minha oração é que todos nós cheguemos a uma rendição dessa natureza. E aprendamos a viver como filhos amados. Sem mais nem menos. Simplesmente conscientes do Seu amor (Ponto Final — a vida cristã como ela é - Rubem Amorese).

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