A oração como fonte de cura do nosso coração


- Texto para reflexão: Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz (Tiago 5.14-16).
As nossas orações só podem brotar do nosso coração. Lá que acontece a nossa conversão a Deus. Temos agora o desejo de agradar e servir a Deus mesmo tendo a resistência das velhas personalidades.
Aprendemos na oração que podemos nos voltar a Deus buscando aprofundar nosso relacionamento com ele. A oração amplia nossos horizontes para ver que a vontade de Deus é muito mais importante do que a nossa. Como diz James M. Houston: Ela nos afasta do mundo trivial e pequeno para ver as coisas de seu ponto de vista. Para início de conversa, começamos a nos ver da perspectiva de Deus (HOUTON, James M. Oraçao. Brasília, DF: Palavra, 2009, 280 p).
A grande verdade é que a oração refaz nossa vida, dando um novo modelo e foco ao nosso amor. Quanto mais progredirmos no amor de Deus, mais evidências das radicais mudanças em nosso interior serão vistas por nós e pelos outros! Eis por que é de vital importância buscar a restauração do coração na perspectiva santa da oração.
Há um hino que mexe demais com o meu coração e que retrata a importância profunda da oração em nossa vida espiritual. A letra diz:

“Finda-se este dia que meu Pai me deu, Sombras vespertinas cobrem já o céu. Ó Jesus bendito, se comigo estás. Eu não temo a noite, vou dormir em paz. Com pecados, hoje, eu te entristeci. Mas perdão te peço por amor de ti. Sou pequeno e frágil, livra-me do mal! Que em ti eu tenha proteção final. Guarda o marinheiro no violento mar. E ao que sofre dores queiras confortar. Ao tentado estende tua mão, Senhor! Manda ao triste, aflito, o Consolador. Pelos pais e amigos, pela santa Lei. Pelo amor divino, graças Te darei! Ó Jesus, aceita minha petição. E, seguro, durmo sem perturbação. Amém” (S.B. Gould - J.G. Rocha).
Precisamos experimentar a restauração e a cura do Deus eterno no âmago do que somos. E fazemos isto quando nos entregamos ao nosso Deus com a certeza desta canção: Que em ti eu tenha proteção final.
A carta de Tiago nos conta como a oração deveria ser feita por aqueles que sofrem: Esta passagem não deveria ser vista apenas em termos de cura física. É interessante notar que Tiago não fala unicamente sobre a cura, mas também sobre confissão de pecados, recebimento de perdão e o poder da oração do justo. A passagem faz eco às ocasiões em que Jesus, ao mesmo tempo, curou pessoas fisicamente enfermas e perdoou seus pecados.
Tiago dá um conselho precioso para nós. Quando estivermos aflitos busquemos o momento da oração. Quando estivermos alegres cantemos louvores. Quando alguém está doente, chame os presbíteros e orem para que o Senhor o levante. Claro que dentro da própria vontade e querer do Pai.
Ele diz que se houver alguém que cometeu pecados, eles serão perdoados. No versículo 16 ele propõe algo que temos feito muito pouco. Que é confessar pecados uns para os outros. E diante desta confissão devemos orar uns pelos outros. Para que?
A resposta é séria e profunda: para que sejamos curados. Pois, Tiago mostra que a súplica de um justo, de uma pessoa temente diante do Pai pode muito na sua atuação. E como exemplo ele usa a vida do profeta Elias que era homem sujeito às mesmas paixões que nós. Ele orou com fervor para que não chovesse e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra.
Vejam que só a oração nos permite ouvir outra voz, a voz do nosso Pai Celestial. Só a oração nos faz ser sensíveis a maiores possibilidades e encontrar um caminho para fora de nossa necessidade de ordem e de controle (NOUWEN, Henri. Transforma meu pranto em dança. São Paulo: Editora Textus, 2002, p. 39). Por isso, Tiago usa as palavras: Em nome do Senhor, os pecados serão perdoados.
Vejam que a oração nos convida para o amor do Pai que nos permite amar aos outros. Daí a facilidade para orarmos pelo perdão dos pecados do próximo e, assim, o Senhor o levantará. A oração também nos traz a graça de abrir o nosso coração para o outro. Para aquele que é nosso amigo da alma, aquele que por amor nos ouvirá sem censura, sem reprovação. Sabendo que a renovação vem do Senhor.
Confissão é uma disciplina que funciona dentro da comunhão. Nela, permitimos que pessoas confiáveis conheçam nossas fraquezas mais pro­fundas e nossas falhas. Isso nutre nossa fé na provisão de Deus para nossas necessidades por meio do seu povo, nosso senso de ser amado e nossa humildade diante de nossos irmãos.
Assim permitimos que alguns amigos em Cristo saibam quem somos na verdade, não retendo nada importante, mas procurando manter a máxima transparência. Deixamos de carregar o peso de esconder e fingir, que normalmente absorve uma quantidade es­pantosa de energia, e nos engajamos mutuamente nas profundezas da alma.
Como diz Dallas Willard:

“A igreja do Novo Testamento parece ter admitido que, se um irmão tivesse alguma enfermidade ou estivesse passando por qualquer aflição, a situação poderia ser motivada por um pecado, que separava a pessoa do pleno fluir da vida redentora. Assim, a Epístola de Tiago (5.16) diz: Con­fessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Temos de aceitar o fato de que um pecado inconfesso é um tipo especial de jugo ou obstrução na realidade psicológica e física do cristão. A disciplina da confissão e do perdão remove este jugo. A confissão também ajuda a evitar o pecado. O texto de Provérbios 28.13 diz que quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. Obviamente, "confessar" ajuda a "aban­donar", pois, persistir num pecado dentro de um círculo íntimo de rela­cionamentos (sem mencionar a comunhão no corpo transparente de Cris­to) é insuportável. Dizem que a confissão é boa para a alma, mas ruim para a reputação. E que uma má reputação torna a vida mais difícil em relação às pessoas mais próximas, isso todos nós sabemos. No entanto, proximi­dade e confissão nos forçam a manter uma distância do mal. Nada oferece melhor suporte para o comportamento correto do que a verdade aberta” (WILLARD, Dallas. O Espírito das disciplinas. Rio de Janeiro: Danprewan, 2003, pp. 211 e 212).
A oração do justo que traz restauração de coração diante de Deus pode acontecer ainda hoje. A oração não é poderosa em si mesma, mas ele pelo poder de Deus em nós atua em nós, nos cura, nos orienta e produz um coração totalmente dependente da vontade eterna de Deus.
Que o eterno Deus nos ajude a orar sempre!
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Alcindo Almeida

Comentários

tito disse…
Oi Alcindo Almeida, Tito pergunta:
Não me queira mal,mas diante do seu entusiasmo será que VC não está vendendo o que não tem ?
Eu lí e relí uma promessa que me deixou de queixo caído,orei esta promessa e não ví nenhum resultado da promessa em minha vida.Não me venha dizer que orei pouco,orei quase uma dezena de anos e finalmente cheguei a conclusão que tal promessa não se cumpriu.Sabe qual é a promessa? Efésios 3:20 e 1 João 4:4,até a data de hoje nada aconteceu,tá? Então tá.Entendes tu o que lês.
Tito from brasília.

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