Precisamos ponderar e muito que a nossa vida não tem aspectos apenas pessoais, mas também públicos. O aspecto público da vida cristã deveria alimentar nosso crescimento em Cristo, mas, cria mais confusão. A grande verdade é que a maioria de nós questiona as estruturas institucionais de toda a nossa sociedade! Vivemos dias difíceis na igreja protestante.
Vivemos meio que como “exilados”, pessoas que precisam de coragem moral para sair de uma atmosfera familiar e convencional e entrar em lugares de exposição perigosa. Explico: estamos pisando em ovos para falar sobre aborto, porque a sociedade tem impresso o conceito que isso é algo natural. E a igreja está com medo de se posicionar. Quando falamos sobre isso no púlpito, as pessoas acham o nosso discurso muito pesado.
Quando falamos seriamente sobre as nossas posturas bíblicas sobre, ideologia de gênero, sobre drogas e sobre sexo antes do casamento, somos tratados como quadrados e desrespeitosos. Mas, quando os jovens são envolvidos com esses itens, é a igreja protestante que atende e acolhe esses jovens. Ela que ora, cuida e de alguma forma ampara. Mas, quanto aos conceitos, a sociedade secular acha que somos herméticos, fechados, duros e insensíveis.
A sociedade tem um discurso bem falso sobre isso, ela condena a igreja, mas quando os conflitos aparecem na família, ela não vai para ajudar os filhos e os pais. Nessa hora, a igreja presta, porque os pastores, terapeutas e conselheiros servem para darem suporte.
Vivemos dias complicados demais, as crianças logo cedo começam a ver os efeitos seculares da sociedade dita liberal, o resultado é uma geração precoce e cheia de vícios destrutivos. Dói ver uma menina de 12 anos tendo aventuras sexuais. Ela nem tem noção sobre a realidade da vida, que dirá da sua sexualidade.
A grande verdade é que a igreja protestante vive perigosamente no fio da navalha da nossa cultura. Porque se ela prega contra o errado, é tratada como quadrada, se ela adere, é liberal. A realidade é o que existe, não devemos concordar com o que é errado e devemos ser fiéis no testemunho de Cristo. Diante dos desafios culturais de uma sociedade completamente secular, devemos expor o que Cristo diz, o que Ele ensina e imitar a vida dele, na santidade, no amor e dependência do Eterno Deus.
Chega de dizermos que somos cristãos e fazemos tudo que os outros fazem, mentimos, traímos, burlamos os negócios, concordamos com as falcatruas estilo Brasília. Não, mil vezes não! Somos os discípulos de Cristo. Que falam e vivem a verdade de Cristo em todo o tempo! (Alcindo Almeida)

Nenhum comentário:
Postar um comentário