sábado, 23 de novembro de 2019

Vida em comunhão

Henri Nouwen certa vez disse que vida cristã é vida em comunhão. Ele diz mais: o Deus que vive em nós faz com que reconheçamos o Deus em nossos semelhantes. O nosso Deus se manifesta em formas concretas em nós: através do perdão, da reconciliação, do gesto de amor, compaixão, preocupação com o outro. Através da repreensão, da intimidade, da amizade, do partir do pão. Segundo Nouwen, mais do que a eucaristia, a “vida eucarística” é que faz a diferença no dia-a-dia, a cada gole, a cada gesto, como uma celebração constante no seio da graça e na casa de Deus, que existe onde quer que pessoas estejam reunidas em seu nome. 
Comunhão é algo divino mesmo, porque nela aprendemos mais sobre os outros, sobre as necessidades de uma pessoa e sobre afetos. Comunhão é dividir a alma com o outro, é abrir o coração e dizer como estamos. 
Não foi sem pensar que Paulo disse que deveríamos amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-nos em honra uns aos outros. Ele disse que deveríamos compartilhar as necessidades dos santos; praticar a hospitalidade; abençoar os que nos perseguem, abençoar e não amaldiçoar. Paulo disse que deveríamos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Isso é buscar a graça de dividir o amor divino que foi emprestado a nós com aqueles que nos cercam. 
Aprendamos essa dinâmica divina em nosso coração. (Alcindo Almeida)

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