Gosto muito de Henri Nouwen e sem sombra de dúvidas, ele foi um artista da vida. Ele foi alguém profundamente fascinado pela vida e pelas pessoas. Nouwen resolveu trabalhar com a conexão de pessoas e também se relacionar com as pessoas mais carentes na vida. Parte de sua veia artística está em ter conseguido pintar de modo tão brilhante, sensível e inspirador sua teia particular de relações com a vida e com Deus.
Eu li pausadamente o Diário de seu último ano sabático e sabem que me identifiquei com várias partes da vida dele porque ele gostava de fazer três coisas: escrever livros, fazer amigos e partilhar histórias. Parte do meu tempo de vida, gosto de colocar no papel o que penso sobre os textos bíblicos, sobre a vida e sobre o que acontece ao meu redor. Gosto demais de fazer amigos e cultivar os antigos amigos, aqueles que viveram partes profundas da minha história. Gosto de sentar com eles e recordar o tempo da juventude que passou a algumas décadas. E gosto de partilhar histórias de alegrias e tristezas. Gosto de conversar com os casais sobre suas lutas e dificuldades na caminhada.
Deus nos convida para partilhar a vida com os outros, dividir um pouco do que somos e fazemos. Isso faz bem para a alma, alimenta o nosso coração e traz empatia diante daqueles que nos rodeiam. O mestre Jesus era versado nisso. Ele queria conhecer as histórias das pessoas e seus dilemas da vida. Hoje, ele nos convida para escrever, fazer amigos e partilhar as histórias da nossa vida aos outros. Contemos então as histórias do coração! (Alcindo Almeida)

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