O perdão abre portas

Quando falamos em perdão, temos que entender que não é pedir desculpas. A desculpa é uma coisa, o perdão outra. A desculpa é algo racional, é olharmos para uma pessoa que nos ofendeu e tentar compreender as razões e as condicionantes que ela tinha. E como não achamos que foi tão grave, nós a desculpamos. 
Perdão é aceitar não colocar o acento nem no ofensor e nem no ofendido. O perdão não é assunto só de dois, é de três. O perdão precisa de Deus nele. Para haver perdão diante daqueles que nos ofenderam, precisamos da terceira pessoa. Precisamos de Deus para brotar em nós esse elemento que produz cura e saúde na alma. O perdão não é algo criado em nós. Nós geralmente temos vontade de esganar a pessoa que nos feriu, que nos machucou ou nos expôs em alguma situação da vida. Quando alguém nos fere, temos vontade de deletá-lo do nosso coração. Temos vontade de viver como se esse alguém não existisse mais. 
Quando o perdão vem de Deus para o nosso coração, ele nos faz olhar para aquele que nos ofendeu com a mesma graça que ele tem para conosco. Assim como somos perdoados, perdoamos, assim como somos amados, amamos também. Por isso, Deus quer que pratiquemos o perdão é não vivamos mais presos em mágoas e ressentimentos. Porque quando não perdoamos, nós que adoecemos e secamos por dentro. O perdão que brota de corações quebrantados é um jugo suave que gera paz e liberdade. Por isso, o texto sagrado diz: Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também (Colossenses 3:13). Lembrem-se: o perdão abre portas dentro de nós, portas da graça e do amor do Deus perdoador que nos amou e nos redimiu em Cristo Jesus! (Alcindo Almeida).

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