A humildade que protege

A humildade protege nossa personalidade do narcisismo[1] e nos habilita a celebrar o sucesso dos outros, sem o desconforto da inveja e do ciúme. Andar em humildade é andar como Cristo andou. É optar pela Cruz, pelo anonimato, pela renúncia ao egocentrismo e engajar-se no serviço ao próximo. Tem uma palavra em latim que se chama “elatus” é aquele que se eleva acima das pessoas, que se coloca em primeiro lugar. Esse é aquele que abusa do poder, humilha as pessoas. Ao contrário, o que teme a Deus, anda contemplando a sua própria humanidade e lembra sempre que é pó. Então a humildade dos que andam com Deus em temor e reverência diante dele é da fragilidade. Os que andam com Deus reconhecem que são seres humanos que descem a própria humanidade [2].
No Reino de Deus não há espaço para os arrogantes. Deus resiste esses tais e dá graça para aqueles que cultivam o temor através da humildade. Deus quer que nos esforcemos para viver um cristianismo onde as pessoas se caracterizam por seu anonimato, por seu amor aos perdidos, por sua mansidão e domínio próprio. Os agentes de transformação são identificados como discípulos de Jesus que se caracterizam por sua integridade, fidelidade, intimidade e amor para com Deus e com o próximo. Isso com a prática dessa palavra humildade. Precisamos ser pessoas que almejam a semelhança com Jesus e ele é a própria personificação da humildade no coração.

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1 Narcisismo: amor excessivo a si mesmo - auto-admiração e autocontemplação.
2 GRUN, Anselm. A sabedoria dos monges na arte de liderar pessoas. Rio de Janeiro: Vozes, 2006, p. 24.
Alcindo Almeida - Equipe pastoral da IP Alphaville.

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