segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Morramos para nós mesmos!


O texto de João 3:30 afirma: É necessário que ele cresça e que eu diminua. 
Temos uma das afirmações mais bela das Escrituras, uma das afirmações mais profunda e difícil de se viver. Essa afirmação é uma necessidade básica para um ministro de Deus, para um líder e para um cristão. Essa afirmação nos ajuda a sermos menos invejosos, menos soberbos, menos ciumentos e menos contenciosos. 
Essa afirmação que promove crescimento profundo para nós, pois, quando buscamos o crescimento, o engrandecimento de Cristo, aparecemos menos e a glória de Deus não é roubada por absolutamente ninguém. 
Vivemos dias difíceis em que o ser humano quer aparecer a qualquer custo, mesmo que às vezes ele tenha que tirar alguém de um lugar que ocupa. Ele faz isso com uma frieza incrível, pois, não quer perder a vantagem de aparecer e crescer para que receba a consideração e o reconhecimento das pessoas. 
Percebemos no texto que a tônica de João é que Jesus apareça e ele não seja reconhecido, ele jamais apareça, jamais brilhe. Essa consciência é imprescindível na nossa vida. E se quisermos ser cristãos de fato, temos que morrer para o nosso ego, morrer para nós mesmos e para qualquer possibilidade de brilharmos. 
Quando rejeitamos o poder e o status, quem aparece é Jesus, quem brilha é Jesus nunca nós! João teve essa percepção e poderia dizer com total tranquilidade: É necessário que ele cresça e que eu diminua. 
Lembro de uma frase extraordinária de Glenio Fonseca Paranaguá: "O eu tem que ser extirpado. A vida cristã não sou eu quem vive, mas é o Cristo quem vive em mim. Não sou eu que me converto, mas sou convertido pelo Espírito Santo. Eu não me salvo, sou salvo pela graça. Não me santifico, sou santificado pela suficiência do Altíssimo. Se a Trindade não fosse Onipotente eu não seria salvo da minha autonomia. O cristianismo autêntico é uma viagem sem o eu, ainda que – comigo. Meu ego tirano precisa ser tirado na cruz com Cristo."
Que Deus nos ajude a imitar João na dinâmica da cruz de Jesus! (Alcindo Almeida)

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