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A corrida da fé

Todo presente tem um passado. Todos corremos na vida, sim, atravessamos uma maratona que requer resistência e ela é a corrida da fé diante do Deus da nossa vida. Quando falamos dos grandes heróis da fé, nos lembramos de Policarpo - o mártir de Cristo. O nascimento de Policarpo foi por volta de (69 d.C.), próximo a data do martírio de Paulo em Roma. Policarpo não nasceu em um lar cristão. De fato, o lugar onde nasceu é desconhecido, pois ele apareceu em cena na história da igreja de uma forma estranha e perplexa, forma esta que evidencia os caminhos misteriosos da providência divina. 
Tudo começou em Esmirna. É possível que Policarpo era ministro na igreja no tempo em que a carta chegou em Esmirna e que ele a leu à sua congregação, pouco sabendo que esta falava de seu próprio martírio nas mãos dos perversos. Diz a história que Joao ordenou Policarpo como ministro na igreja e diz que ele foi um homem muito sério nas Escrituras e apaixonado por Jesus em tudo na vida. 
A igreja era muito odiada pelo Império Romano, especialmente pelos judeus e romanos pagãos. A culpa por toda calamidade natural quer enchente, terremoto ou seca, recaía sobre os cristãos e de sua recusa a adorar César como Deus. Quando Policarpo era idoso, com cerca de oitenta e seis anos, uma onda de perseguição alcançou Esmirna. 
A violência era muito grande e Policarpo foi achado por ser o líder da igreja naquela época. Ele foi levado perante as autoridades com muita violência e foi levado à presença do magistrado nas bancadas da arena, imediatamente julgado e declarado culpado enquanto a multidão frenética clamava por seu sangue. Este foi um dos mais injustos e incomuns julgamentos, no qual o magistrado falou primeiro: "Jura pela fortuna de César! Arrepende-te! Declara: Morte aos ateus!" Policarpo se virando para a multidão enfurecida, erguendo sua cabeça e acenando com sua mão, bradou: "Morte aos ateus!" Mas o magistrado sabia o que Policarpo queria dizer. E disse: "Renega tua fé! Jura e eu te libertarei de uma vez por todas! Tens apenas que insultar a Cristo." Policarpo respondeu: "Eu tenho servido por oitenta e seis anos ao meu Jesus e ele nunca me fez mal algum. Por que então deveria eu blasfemar contra meu Rei e meu Senhor?" 
Nem precisamos falar o que aconteceu com Policarpo. Ele perdeu a sua vida na terra e foi ganhado no céu. Precisamos lutar essa fé semelhante a de Policarpo, uma fé inabalável, fiel, verdadeira e profunda que lhe custou a vida terrena. Ele jamais desistiu do testemunho do Senhor Jesus. Viveu uma fé verdadeira mesmo. Uma fé que rompe qualquer obstáculo ou sofrimento. Policarpo serviu ao Senhor com total compromisso e verdade até a morte!

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