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Formação espiritual em Cristo


Dallas Willard no seu livro: A renovação do coração afirma: A formação espiritual em Cristo é um processo ordenado. Ele nos convida a deixar nossos caminhos penosos do trabalho pesado — particularmente o “religioso” — e tomar o jugo de sua instrução. Esse é um caminho de bondade e humildade, um caminho de descanso para a alma. É um caminho de transformação interna, em que tomar seu jugo e levar seu fardo, com ele, provam ser uma vida leve e suave. A distância e a dificuldade percebidas para entrar por completo no mundo e na vida divinos se devem inteiramente ao nosso fracasso em compreender que “o caminho interno” é o caminho de uma transformação interior geral e em dar os pequenos passos que tranquila e certamente levam a ele. 
A nossa formação espiritual em Cristo não é algo simples para tratarmos. Não tem a ver com o discurso infeliz desses programas de evangélicos que negociam o Reino de Deus com barganhas. Quando dizem: venham para Jesus, deem tudo para ele e vocês não terão mais dificuldades. Mentira pilantra, isso é uma falsidade cristã sem tamanho. Não queria estar na pele desse lobos vestidos de cordeiros. 
A nossa formação espiritual em Cristo exige de nós uma renúncia para entregar tudo para descansar nele. Entregar tudo é tirar essa empáfia do nosso coração de querer controlar tudo e dar o tom para os fatos da vida, como se fôssemos suficientes para todas as decisões da vida. Não somos, repito, não somos. Somos dependentes de Deus para tudo, nem o ar que respiramos temos a capacidade de controlar. 
A nossa formação espiritual em Cristo realmente é um caminho de muita transformação, a começar pelo coração. Deus nos transforma lá dentro arrancando o coração de pedra e colocando um coração sensível para ouvir sua voz, direção e vontade. 
A nossa formação espiritual em Cristo exige choro, abertura da alma, mudanças profundas no jeito de lidar com a vida, exige o reconhecimento de que somos pó e cinza diante daquele que é tudo em todos. Sejamos formados em Cristo a cada dia da nossa existência. (Alcindo Almeida)





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